Pular para o conteúdo

Notícias

Estudantes do técnico em Enfermagem adaptam projetos integradores para superar desafios da pandemia

ENSINO Data de Publicação: 11 fev 2021 15:52 Data de Atualização: 12 fev 2021 10:07

Adaptação é a palavra que melhor define a superação do distanciamento social, provocado pela pandemia de Covid-19, para a conclusão dos projetos integradores do curso técnico em Enfermagem do Câmpus Joinville. A apresentação pública dos quatro projetos finalizados pelos quinze alunos concluintes do curso foi realizada na tarde desta terça-feira (9) em ambiente virtual.

Como as propostas dos trabalhos foram esboçadas no início do curso, ainda em 2019, todas as equipes tiveram que alterar as formas de estudo, que passou a ser a distância, e de aplicação das atividades para a comunidade. Mesmo assim, alunos e professores foram unânimes em avaliar que as adaptações foram bem-sucedidas e que demonstraram o quanto é importante a preparação dos profissionais da saúde para enfrentarem o inesperado.

Conforme a professora responsável pela disciplina de Projeto Integrador V, Marcia Bet Kohls, a apresentação dos projetos integradores foi uma oportunidade de compartilhar novos conhecimentos, em que todos aprenderam algo novo. “Que continuemos com este dinamismo para continar enfrentando a pandemia”, enfatizou.

Neste semestre, foram finalizados os projetos “Terapia de reminiscência: promovendo saúde mental em idosos”, “Orientações sobre as manobras de reanimação em situações de obstrução de vias aéreas por corpo estranho em crianças de 0 a 5 anos”, “Economia circular: Enfermagem promovendo saúde e sustentabilidade a recicladores de Joinville/SC” e “Interação intrafamiliar em tempos de pandemia e isolamento social”.

Aprendendo outras técnicas

Para as estudantes Aline Priscila da Silva Goncalves, Maria Salete da Silva Cerqueira, Nayara dos Santos Cordeiro e Simone Santos de Moraes, as alterações que tiveram que fazer para dar conta de realizar o projeto sobre terapia de reminiscência foram uma oportunidade de aprender sobre uma área diferente das que estavam habituadas, o design gráfico. Em todo processo, elas contaram com a orientação da professora Carla Simone Leite de Almeida.

A realização de oficinas de estimulação cognitiva para um grupo de idosos com diagnóstico de demência ou transtorno mental em uma unidade básica de saúde, como prevista inicialmente, foi substituída pela elaboração dos materiais de divulgação adequados para adesão do público-alvo, a serem usados quando o projeto foi aplicado futuramente.

Como as terapias de reminiscência se fundamentam num método psicológico de resgate de experiências do passado significativas emocionalmente, através de incentivos sensoriais, como retratos, melodias, texturas e sabores, o grupo pesquisou a relação destes conceitos com a publicidade para chegar aos materiais de divulgação ideais, levando em conta layout, cronologia e infografia.  “A mudança do objetivo foi desafiadora. Aprendemos em grupo a trabalhar com ferramentas digitais, a realizar encontros on-line e a focar na divulgação”, declararam as alunas.

Ampliação do público

Já o grupo formado pelos estudantes Cássius Ribeiro, Clarice Nascimento de Oliveira, Jeferson Luiz Furtado e Simone Elaine Chuchardt dos Santos precisou alterar o público-alvo de seu projeto de informação sobre manobras de reanimação em situações de obstrução de vias aéreas por corpo estranho em crianças. Agora, não apenas os pais de alunos de um centro de educação infantil receberão as informações, mas todas as pessoas que tiverem acesso ao vídeo produzido pelo grupo, com apoio de um bombeiro voluntário na demonstração técnica.

O objetivo da equipe, orientada pela professora Joanara Rozane da Fontoura Winters, é qualificar pais e familiares sobre prevenção, diferenças entre engasgo, sufocação e parada cardíaca e conhecimento básico de primeiros socorros para desengasgo em lactentes e crianças, até a chegada de socorro especializado, seja do Corpo de Bombeiros (193) ou Samu (192).

Segundo os alunos, na impossibilidade de cursos presenciais, o vídeo é uma maneira de contribuir para a orientação correta, diminuir riscos e salvar vida. “Destacamos a importância das medidas preventivas e educativas para reduzir eventos de obstrução de vias aéreas por corpos estranhos, pois entendemos que a orientação aos pais e cuidadores deveria ser realizada sistematicamente”, ressaltam.

Aprendizagem na prática

Cristiana Goulart Cardoso Galdino, Fernanda Carolina de Moraes da Silva, Neocléia Aparecida Petri da Costa e Quézia Gonçalves de Souza não tiveram outro jeito de levar adiante seu projeto de sustentabilidade sem colocar as mãos “na massa” e adotar em suas próprias casas o sistema de compostagem, para provar na prática que a ideia é viável.

Sob orientação da professora Luciana Maria Mazon, as alunas atuaram com a Associação Ecológica de Recicladores e Catadores de Joinville (Assecrejo) para apresentar uma solução de destino aos resíduos orgânicos descartados irregularmente junto com o material reciclável. Conforme a associação, de 25% a 30% do material recebido diariamente é resíduo orgânico, o que contamina o restante do material, atrai vetores e atrasa o trabalho dos cooperados.

“Diante desse fato, sugerimos a reutilização dos resíduos orgânicos por meio de um processo de compostagem, para dar destino correto a este material de forma sustentável e que possa gerar adubo para o cultivo de hortaliças, a fim de proporcionar uma alimentação saudável aos cooperados”, explicam. A ideia deu tão certo que elas produziram um vídeo explicando como se monta uma composteira domiciliar, além de enaltecer a importância da relação entre meio ambiente e saúde.

Mudança de estratégia

Quando as alunas Elisangela Silva de França, Giovanna Aparecida Nunes Matos e Josigleide Aredes Ramos de Melo conceberam a ideia do projeto sobre interação intrafamiliar, um dos objetivos era resgatar brincadeiras que pudessem ser realizadas por pessoas de diferentes idades, a fim de desconectar especialmente as crianças da internet e das redes sociais. Com a pandemia, o projeto ganhou outro viés e as redes sociais passaram a ser usadas como estratégia de divulgação das ações pretendidas, para fortalecimento das relações durante o período de distanciamento.

“O isolamento social evidenciou o uso das tecnologias digitais e a sua importância para a manutenção das mais diversas práticas diárias. Contudo, essas mesmas tecnologias também contribuem para o isolamento individual dentro do núcleo familiar”, justificam as estudantes, orientadas pela professora Débora Rinaldi Nogueira.

Assim, por meio das mídias, o grupo apresentou sugestões que pudessem ser usadas pelas famílias para incentivar o diálogo, a cooperação e a integração, e conseguir enfrentar este período de modo mais ameno e agradável. Os desafios diários propuseram atividades de artes, brincadeiras, jogos de tabuleiro, cozinha, jardinagem e reciclagem.

ENSINO CÂMPUS JOINVILLE

Nó: liferay-ce-prod02