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Projeto do IFSC recebe financiamento da Fapesc para automatizar monitoramento do percentual de gordura do leite

PESQUISA Data de Publicação: 26 mar 2021 13:40 Data de Atualização: 26 mar 2021 14:58

Um projeto do Câmpus Chapecó do IFSC, que vai desenvolver um protótipo de sistema automatizado para o monitoramento do percentual de gordura do leite, foi aprovado na Chamada Pública da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). Com isso, o projeto recebe investimento de R$ 30 mil e terá o prazo de 24 meses para ser executado.

Com o título “Desenvolvimento de um protótipo de sistema de medição baseado em sensor de cavidade ressonante e plataforma de rádio definido por software para o monitoramento do percentual de gordura do leite em linha de produção”, o projeto é coordenado pelo professor Heron Eduardo de Lima Ávila e faz parte dos trabalhos do Grupo de Pesquisa em Instrumentação e Controle (Labicon) do Câmpus Chapecó do IFSC.

O sensor de cavidade ressonante é um dispositivo programado para perceber variações de alguma característica física de fluidos líquidos ou granulares. Seu princípio de funcionamento se baseia na excitação da cavidade ressonante por meio de um circuito externo, que gera o sinal na faixa de radiofrequência e faz a leitura e tratamento da informação da frequência de ressonância do sensor, que é o parâmetro sensível às variações das características físico/químicas do fluido, que no estudo em questão se trata do percentual de gordura do leite.

Inovação

Segundo o professor Heron, essa é uma tecnologia já consagrada e a inovação do projeto está na sua forma de aplicação. “A tecnologia aplicada de forma a inferir o percentual de gordura por meio de um sensor de cavidade ressonante utilizando essa metodologia sofisticada de aquisição da informação é o que traz inovação”, destaca.

No futuro, espera-se que o sistema possa trazer contribuições para a produção em linha do leite, já que o processo de medição do percentual de gordura e padronização do produto é uma das principais demandas do ramo. Hoje, esse monitoramento é feito, na maioria das vezes, a partir de amostragens. “Nosso objetivo é automatizar esse processo”, afirma o professor Heron, que também dá continuidade aos seus estudos de doutorado com o projeto.

Devido à pandemia de Covid-19, o cronograma previsto pode sofrer mudanças. De qualquer forma, o trabalho começa de forma remota e a partir do segundo semestre pretende-se dar início às simulações por meio de software. Outra situação que pode afetar o andamento da pesquisa é a compra dos equipamentos, que são importados e têm alto custo.

Com o protótipo em mãos

Depois da execução do projeto, pretende-se publicar os resultados em periódicos e congressos com o intuito de obter a validação da comunidade científica. A longo prazo, a intenção é que o protótipo também se torne um produto e possa ter a transferência para o mercado a partir da implementação de uma patente. Para isso, o apoio da iniciativa privada torna-se fundamental.

“Na academia, ter o aporte financeiro para viabilizar o produto viável mínimo está longe das nossas possibilidades atuais, precisaríamos ter a parceria com um laticínio, só os equipamentos necessários para fazer essa validação em linha são da ordem de milhões de reais, então o protótipo é uma oportunidade de dar início e ter esse demonstrativo tecnológico”, explica o professor Heron.

A equipe é formada pelos professores Heron Eduardo de Lima Ávila (coordenador do projeto) e Leandro Chies, ambos pesquisadores do Grupo de pesquisa em Instrumentação e Controle - Labicon (IFSC Câmpus Chapecó). Ainda conta com a parceria de profissionais de outras instituições: Prof. Roddy Romero Antayhua, pesquisador do Grupo de Pesquisas em Instrumentação e Medição Aplicada (IFSC/Itajaí) e Prof. Gustavo Artur de Andrade, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Automação e Sistemas - GPAS (DAS/UFSC/Florianópolis). 

E a pesquisa também conta com estudantes: o bolsista de Iniciação Científica Eduardo Gavinhos, do curso de Engenharia de Controle e Automação do IFSC Câmpus Chapecó, e o estudante participante voluntário Renato Augusto Schenkel Meneghin Marchiori, do curso de Engenharia Elétrica do IFSC Câmpus Itajaí.

CÂMPUS CHAPECÓ PESQUISA

Nó: liferay-ce-prod03