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Cineclube Ó Lhó Lhó completa sete anos e lança site

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 22 out 2021 18:03 Data de Atualização: 22 out 2021 18:34

Em outubro deste ano, o Cineclube Ó Lhó Lhó, do Câmpus Florianópolis, completou sete anos. Para celebrar, o grupo criou um site. De acordo com a coordenação, a ideia era organizar melhor a história do cineclube de forma pública, sem depender das redes sociais. Além do histórico, contatos e divulgação das atividades, a página conta com o arquivo de cartazes dos ciclos realizados (ciclos são períodos de tempo nos quais são exibidos filmes sobre um mesmo tema) e fotos das sessões realizadas.

“Nosso primeiro ciclo se chamou ‘Revolução’, e foi uma pequena revolução que fizemos no campus do IFSC nos nossos primeiros anos de atividade. Além da correria para conseguirmos entrada da comunidade externa no IFSC (que significou pelo menos um ano de visitas semanais ao setor de infraestrutura), queríamos que nossas sessões tivessem pipoca. Foi mais de um ano fazendo pipoca na cozinha do ‘pão doce’, tendo que provar pro IFSC que estudantes eram sim responsáveis o suficiente para cuidar do espaço que usam. A partir de 2016 conseguimos um acordo com a cantina, o que nos permitiu usar uma cozinha mais perto da nossa sala, sem ter que atravessar o campus inteiro!”, lembraram, no Instagram, as cineclubistas Mariah Fonseca e Vitória Werner.

“E as sessões, o debate - e a pipoca, é claro! - estavam lá toda sexta-feira, fosse nas sessões lotadas (como em Laranja Mecânica e Rocky Horror Picture Show, quando a sala de artes acomodou 64 pessoas em cadeiras, tapetes, colchões) ou nas sessões vazias (como em Central do Brasil ou Bye Bye, Brasil, que as 3 pessoas que compareceram puderam encher e repetir o pote de pipoca quantas vezes quisessem). Ao longo dos anos de atividade fomos percebendo que a potência de um cineclube não está apenas nas sessões e debates, mas na comunidade que o cerca e constrói”, diz ainda o texto da postagem de sete anos no instagram.

Nestes sete anos, as exibições do Ó Lhó Lhó tiveram a participação de 6.398 pessoas. Para a professora Gizely Cesconetto, que lançou a ideia e coordena o projeto, a maior conquista do período foi a “passar do modelo europeu de cinefilia e entretenimento para um cineclube que tem o objetivo de representar e expressar as necessidades, interesses e aspirações da comunidade no campo das mídias, constituindo-se como a instituição audiovisual do seu público”.

De acordo com Gizely, a existência desse tipo de organização é essencial na educação, especialmente na profissional e tecnológica. “O cineclube, por ser uma instituição do público do audiovisual e esta ser a ferramenta e linguagem que melhor representa as revoluções midiáticas e comunicacionais, a partir do paradigma do cinema, é um espaço fundamental para desenvolver criticamente modos de ler e atuar no mundo, visando a construção de um mundo mais justo e mais humano. O cineclube é um espaço notório de formação coletiva seja por meio das exibições de filmes e debates, seja pelos cursos e oficinas promovidos. Entendemos que desenvolver a expressão audiovisual, dominá-la em seus diversos aspectos, é empoderamento social, profissional e tecnológico”.

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS

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