Pular para o conteúdo

Notícias

Polo Embrapii do IFSC desenvolve projeto de PEV interativo para resíduo eletroeletrônico

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 22 nov 2021 17:08 Data de Atualização: 22 nov 2021 17:16

Uma equipe do Polo Embrapii do IFSC, sediado no Câmpus Florianópolis, desenvolveu o projeto de um ponto de entrega voluntária (PEV) interativo para o recolhimento de resíduo eletroeletrônico. O protótipo foi desenvolvido em parceria com a Weee.do, empresa que já atua no ramo em Santa Catarina.

A Weee.do tem, atualmente, mais de 70 PEVs distribuídos em 14 cidades de Santa Catarina. Com o recolhimento do resíduo eletroeletrônico, a empresa promove a logística reversa, assegurando sua destinação ambientalmente adequada. Mas, com tanto pontos e recebendo materiais que vão desde um mouse até uma TV de 40 polegadas (ou até maiores), a Weee.do tinha um problema de logística para resolver.

“Muitas vezes, o caminhão da empresa ia até um PEV e ele estava vazio. Outras, o PEV enchia antes do dia marcado para aquela rota, impedindo que outras pessoas deixassem seu resíduo eletroeletrônico nele. Isso impacta no tempo e custo de transporte”, explica o professor Valdir Noll, do Departamento Acadêmico de Metal Mecânica do Câmpus Florianópolis, que coordenou a parceria.

Com a participação de outros três professores (Roberto Alexandre Dias, da Mecatrônica; Aldrwin Hamad, do Design; e Mario de Noronha Neto, de Telecomunicações do Câmpus São José) e três alunos (Edvan Seiki Kuwakino e Pedro Von Hertwig Batista, da Engenharia Mecatrônica; e Bryan Fogaça Rosado, do curso superior em Design de Produto), o Polo Embrapii desenvolveu um protótipo de totem que não só interage com quem vai doar – tornando a ação mais simples e chamando mais a atenção nos PEVs, mas também avisa a empresa sobre a ocupação do contêiner e diz qual o peso e volume dos materiais descartados.

O totem é mais seguro pois todos os equipamentos descartados ficam fechados. A porta abre somente no momento da doação e quando acionada pelo colaborador da Weee.do, na hora do transporte. “A ideia foi deixar tudo mais atrativo e chamar a atenção. O totem tem um sensor de aproximação, então as luzes se acendem ao detectar a passagem de alguém por perto. Durante todo o processo de descarte, há informações que serão oferecidas em uma tela na parte frontal.

Para a empresa, a vantagem é o conhecimento exato sobre a ocupação de cada PEV. “Assim, se um PEV ainda estiver vazio, com pouco material, ele pode ficar fora da rota, por exemplo. Ou ele pode estar cheio em volume, mas com coisas leves. Ou ainda com espaço sobrando, mas com equipamentos pesados. De posse dessas informações, a Weee.do vai poder decidir se manda um caminhão, um carro ou uma caminhonete, ou um ou dois funcionários”, exemplifica Noll.

De acordo com Noll, os maiores desafios no desenvolvimento do produto foram o design – pois o totem precisa recebe desde objetos pequenos como um celular até uma TV de 40 polegadas, e a parte de comunicação, uma vez que nem todos os PEVs ficam em regiões com bom sinal de internet/telefonia.

Descarte correto é uma necessidade e uma lei

Resíduos eletroeletrônicos, tais como computadores, celulares, televisores, refrigeradores, dentre outros, são em grande parte resíduos considerados perigosos, devido à presença de materiais tóxicos como mercúrio, chumbo e outros metais pesados. É atualmente o tipo de resíduo com a taxa de crescimento mais acelerada no mundo. Em contrapartida, estima-se que apenas de 10 a 40% de todo volume de resíduos eletroeletrônicos é reciclado. O resto vai parar diretamente em aterros e incineradores ou, pior ainda, em lixões a céu aberto.

Segundo a lei federal 12.305/2010 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos eletroeletrônicos e seus componentes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, devendo tomar todas as medidas para assegurar sua efetividade.

A logística reversa dos eletroeletrônicos consiste no retorno dos bens de pós-consumo e de pós-venda ao ciclo produtivo, seja através do reuso ou da reciclagem, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômica, legal, ambiental, de imagem corporativa, dentre outros.

A “vida” de um produto eletroeletrônico não termina quando é adquirido por um consumidor, tampouco quando sua vida útil é esgotada. O ciclo de vida deve se estender de volta até seu ponto de origem, buscando sua revalorização. As ações realizadas na cadeia da logística reversa de eletroeletrônicos geram emprego, poupam recursos naturais, conscientizam as pessoas, estimulando a economia verde: conceito que visa promover uma mudança nos atuais padrões de produção e consumo, proporcionando concomitantemente a preservação do meio ambiente, a redução das desigualdades, a inclusão social, valorizando ações sustentáveis para o redesenho e ativação da economia em um cenário de crise.

Sobre a Weee.do

A Weee.do busca se tornar referência na cadeia de valor de geradores, comerciantes, distribuidores, importadores e fabricantes de resíduos eletroeletrônicos, realizando a logística reversa com foco na viabilidade econômica, ambiental e no fomento de ações socioambientais.

São diversos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde todos os resíduos com possibilidades de reuso são recuperados e utilizados como instrumento de inserção social, promovendo o acesso à tecnologia da informação para melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda, fomentar o exercício pleno da cidadania e proporcionar maiores oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Nos PEVs, a empresa recebe:

• CPUs e componentes (fontes, placas eletrônicas, memórias, processadores, etc)
• Monitores CRT, LCD, etc
• Peças complementares (mouses, teclados, estabilizadores, nobreaks, etc)
• Notebooks e acessórios
• Fax e impressoras
• Aparelhos telefônicos e celulares
• Aparelhos de CD / DVD
• Televisores
• Cabos e fios em geral

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS

Nó: liferay-ce-prod03

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Leia Mais.