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Equipe de Robótica busca recursos para correr atrás de novos prêmios na maior competição mundial da área

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 14 fev 2022 13:19 Data de Atualização: 14 fev 2022 14:00

Formada em 2015, a FRC5800 Magic Island Robotics, equipe de robótica composta por estudantes do Câmpus Florianópolis, está em busca de patrocinadores e contribuições para seguir sua trajetória de conquistas na FIRST Robotics Competition (FRC), considerada a maior competição de robótica do mundo, com mais de times de 26 países e organizada pela NASA. Eles são a única equipe brasileira inscrita para participar da etapa de Las Vegas, entre os dias 30 de março e 2 de abril.

Desde sua criação, a Magic Island participou de todas as edições da FRC , uma vez na China Robotics Challenge e na Duel Down Under, na Austrália. Nas nove participações como equipe, conquistou o Rookie All Star Award (2016), Inspiration Award (2016), Team Spirit Award (2019), o prêmio de Finalist na Off season Brasil (2019) e uma das integrantes, Yumi Kaneko, conquistou o prêmio Dean’s List (2019), além do Imagery Award in honor of Jack Kamen (2021).

Para este ano, o foco é o prêmio Chairman's Award. De acordo com a equipe, esse é um dos prêmios mais prestigiado da categoria da competição. Nele as equipes precisam mostrar o que fazem para promover a missão e valores da FRC - conhecimento técnico, soluções inovadoras: noção de liderança, valores humanos, trabalho em equipe, análise e resolução de problemas, proatividade, entre outros.

“A gente também quer, claro, aumentar a nossa pontuação máxima e chegar poder participar das alianças nas finais, algo ainda inédito para nós”, conta Ana Luíza Felix Pagliarini, 19 anos, estudante de Saneamento e mentora e gestora da área do marketing da Magic Island.

Quem quiser investir na equipe, basta contribuir com doações como pessoa física nesse site ou, como empresa, entrar em contato pelo e-mail magicislandbrasil@gmail.com. Dos 30 integrantes, 12 irão participar presencialmente e o custo estimado é de R$10 mil por participante (incluindo passagens, alimentação, hospedagem e taxas).

Conquistas além da premiação

A competição funciona da seguinte forma: seguindo regras estritas, com prazos bem limitados, as equipes devem levantar fundos, criar uma marca, aprimorar habilidades de trabalho em grupo e construir e programar robôs para executar tarefas pré-definidas em um campo contra outros concorrentes. Logo após a inscrição, as equipes recebem um kit padrão com peças para a montagem de um robô. A partir daí, são cerca de três semanas para construir o robô. Para a FRC de 2022, o tema é o futuro dos transportes no mundo.

Além do aprendizado em robótica, um dos objetivos da FRC é desenvolver o trabalho colaborativo. Apesar de serem equipes concorrentes, a organização premia aqueles que ajudam as demais equipes, fazem trabalhos voluntários e desenvolvem projetos envolvendo suas comunidades. “O que acho mais legal de fazer parte do time é que é uma forma diferente de aprender, saindo da relação aluno-professor. Somos estudantes que aprendemos com outros estudantes. Aprendemos a trabalhar sozinhos, de forma autônoma, mas também a pensar em equipe e saber pedir ajuda” explica Ana Luíza. “Isso se reflete até mesmo nos nossos estudos, nas notas”, completa.

Ela mesma passou um processo em seus quatro anos na FRC: entrou como aluna de Saneamento, está prestes a se formar, mas já atua como profissional de marketing. “Nesses quatro anos, estudei muito não só sobre a parte técnica do robô, mas sobre como fazer o marketing e comecei a gostar do assunto e me envolver mais. Vi uma vaga de estágio que exigia a pessoa estar na graduação na área, mas fui lá, levei meu currículo e fiz uma prova prática e consegui a vaga – e fui efetivada depois desse estágio”, lembra a estudante, que agora pretende fazer graduação na área de tecnologia.

Outra conquista de Ana Luíza e da equipe foi quebrar o estigma de que meninas só participam da área de marketing nas equipes da FRC. “Como a proporção de meninas nos cursos técnicos da área de eletrônica, eletrotécnica e mecânica – do IFSC ainda é baixa, as meninas que entravam, como eu, acabavam por ir para o marketing e se envolvendo menos na programação em si. Na nossa última seleção, fizemos uma campanha forte para desfazer essa imagem e hoje temos uma equipe de 30 pessoas com 50% de cada gênero e divididas em todas as áreas”, vibra a mentora.

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS

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