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Alunas contam como experiências no Câmpus Florianópolis fazem instituição ter a maior aprovação de SC no vestibular da UFSC

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 08 mar 2022 17:16 Data de Atualização: 08 mar 2022 18:14

Mais uma vez, o Câmpus Florianópolis do IFSC foi a escola de ensino médio com mais de 20 alunos inscritos com maior índice de aprovação (52,92%) no vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina. O Câmpus Florianópolis também teve o maior número absoluto de aprovações (145). No total, foram 274 egressos participantes do concurso. Os dados são da Comissão Permanente do Vestibular da UFSC (Coperve).

Outro número que chama a atenção é que, apesar de os egressos do câmpus representarem apenas 1,61% do total de inscritos, eles representam 4,49% dos aprovados (o maior índice nesse quesito também). “Como sempre ressaltamos, nosso foco não é o vestibular. Mas, após dois anos de pandemia, sem ter voltado ao presencial 100% até esse concurso, esses números só reforçam para nós que nosso trabalho continuou com muita qualidade”, destaca o diretor-geral do Câmpus Florianópolis, Zízimo Moreira Filho. “Nossa preocupação é formar bons técnicos. Mas essa formação só será boa se incluir o aprendizado de forma integral, que permita aos alunos desenvolverem autonomia e organização para os estudos”, completa.

Para a diretora de Ensino, Paula Borges Monteiro, a metodologia de ensino do IFSC, em especial os Projetos Integradores, faz a diferença na fixação do conteúdo. “A cada semestre temos um projeto integrador, uma disciplina que exige a realização de um projeto multidisciplinar com objetivo quase sempre prático, como resolver uma questão da comunidade, seja hipotética ou não”, explica a professora. “Dessa forma, usando os conhecimentos na prática, os estudantes vão realmente aprendendo e aprendendo a aprender”.

Maria Clara Sampaio Rosa e Silva está na última fase do curso técnico integrado em Saneamento e já foi aprovada para Engenharia Sanitária e Ambiental na UFSC. Ela conta que não fez nenhum tipo de cursinho, pois, analisando provas anteriores, sentiu que era capaz de fazer o vestibular com a formação obtida pelo IFSC. “Eu procurei revisar os assuntos mais cobrados na prova estudando os materiais das aulas que tive no IFSC. Também estudei principalmente resolvendo provas antigas. O ensino remoto exigiu ainda mais autonomia e organização, então a dinâmica de estudos para o vestibular foi similar a dinâmica de estudos que eu já estava tendo com as aulas regulares do câmpus”, lembra.

Já Pamela Fialho Silva Lopes de Oliveira, formada em outubro de 2021 no curso técnico integrado em Eletrônica e aprovada para o bacharelado em Física, diz que, em 2020, chegou a contratar um cursinho on-line. “Porém em 2021 eu foquei apenas nos estudos (finalização do curso, sem aulas presenciais) e no meu estágio em um laboratório de equipamentos hospitalares”, conta.

Para as duas, a metodologia de ensino do IFSC fez total diferença não apenas na vida acadêmica, mas na profissional e até mesmo pessoal. “Considero o sistema do IFSC singular, em especial porque estudamos todas as áreas, sejam do ensino médio ou técnico, com professores altamente capacitados, e que dão bastante suporte. O sistema de organização curricular do IFSC é muito robusto, e os professores propõem projetos didáticos bem diferenciados” afirma Maria Clara, destacando a participação em projetos de pesquisa e extensão. “A iniciação científica também me ajudou muito a exercitar a leitura, escrita acadêmica e a ter uma boa capacidade de interpretação de texto, que eu considero ser muito importante para um bom desempenho no vestibular. A iniciação científica também me possibilitou ministrar oficinas e visitas, e creio que ensinar é uma forma excelente de aprender, então a participação nessas atividades me ajudou a fixar muito do conteúdo aprendido no Ensino Médio” diz.

Pamela também destaca os ganhos obtidos por esse tipo de atividade. “Ao longo dos meus 4 anos no IFSC, participei de mais de 10 projetos, entre pesquisa e extensão. Todas essas experiências contribuíram imensamente na forma como eu vejo, lido e resolvo as problemáticas encontradas na minha trajetória do IFSC, sejam elas internas - inúmeras vezes pude ter debates mais aprofundados com meus professores por aplicar conceitos referentes as aulas em um dos meus projetos –, ou externas, pois as experiências práticas e teóricas que o IFSC nos proporciona vão além da sala de aula ou dos laboratórios”.

Pamela relata que a participação em projetos no laboratório de física óptica foi fundamental para uma questão do vestibular. “(A questão) falava sobre o comprimento de onda da cor verde em relação ao azul. Antes de responder, eu percebi que poderia verificar na prática minha hipótese. No dia da prova havia chovido e tinha um arco-íris se formando. Eu pude comprovar minha teoria sobre a ordem das cores antes de assinalar minha resposta. Esse insight só surgiu porque eu havia participado de alguns laboratórios de física óptica e um projeto de pesquisa envolvendo a área. Essa foi apenas uma das aplicações práticas que o IFSC contribuiu na minha vida fora do ambiente escolar”, relembra.

“O ensino técnico cursado com o ensino médio proporciona uma formação em que os conteúdos de ensino médio são aplicados de forma mais prática no plano profissional. Acho que esse paralelo técnico-ensino médio foi essencial para fixar os conteúdos cobrados nas provas de vestibular. Além disso, os professores estão sempre estimulando a autonomia dos alunos no processo de aprendizagem, e o sistema de ensino que temos aqui exige uma certa autonomia do aluno para estudar e pesquisar os assuntos aprendidos sozinhos, especialmente durante o ensino remoto. Isso foi bastante útil ao estudar para concursos como o vestibular, que aborda uma gama muito extensa de conteúdos”, registra Maria Clara.

“O IFSC, apenas de não ter nenhum enfoque formal em aprovação em vestibulares, todos os anos se destaca nos números de aceitação. Pude presenciar muitos de meus colegas da Eletrônica passando para cursos de exatas, como Engenharia Eletrônica, Elétrica, Civil e Física, e cursos mais voltados à área de humanas, ciências sociais e biológicas, tais quais Direito, Medicina e Música. Isso demonstra como o IFSC não serve apenas como instrumento de formação tecnológica, mas também como um aparato de formação pessoal, no qual ganhamos uma formação política e uma experiência única no âmbito acadêmico e interpessoal”, explica Pamela.

Para ela, os projetos integradores, presentes em todos os cursos ofertados pela instituição, são as primeiras e uma das mais importantes bases de metodologia científica, cronograma, metas e prazos que os alunos recebem. “Dentro dessa matéria, estudamos e desenvolvemos habilidades relacionadas a organização, distribuição de tarefas e desenvolvimento de projetos — assim como o aprofundamento em assuntos específicos das áreas de cada curso. Esse módulo serve como uma ótima base para todos os alunos saberem se organizar, planejar e estruturar suas rotinas de estudo, não somente dentro da instituição, mas também para o vestibular e para o Enem”, opina.

Ainda na expectativa pela nova vida acadêmica, tanto Pamela quanto Maria Clara concordam que, do IFSC, ficaram ótimas lembranças e experiências. “O IFSC me proporcionou uma base ímpar, e com isso espero seguir como uma boa aluna. Acredito que a experiência e a prática profissional que desenvolvi no curso técnico vão enriquecer bastante a minha graduação. Também acho que a experiência com o meio acadêmico que tive no IFSC vão facilitar bastante minha adaptação à universidade”, destaca Maria Clara.

“A principal experiência que levarei do Câmpus é o aproveitamento de cada oportunidade que eu pude abraçar ao longo do meu caminho. O IFSC é um instituto de excelência, público, gratuito e de qualidade indescritível. Sempre que eu puder, eu irei pontuar todas suas qualidades e imensas portas abertas que ele tem para a comunidade interna e externa” orgulha-se Pamela.

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS

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