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IFSC sedia seminário sobre planejamento da paisagem e conservação

CÂMPUS LAGES Data de Publicação: 29 mar 2018 10:58 Data de Atualização: 29 mar 2018 14:15
O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, finalizado neste mês, já trouxe benefícios para Lages: o município conseguiu R$ 428 mil da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) para investir no parque João José Teodoro da Costa Neto, no bairro São Paulo. O dinheiro será usado  para revitalizar as sete trilhas do parque, trabalhar a infraestrutura, desenvolver o ecoturismo e a educação ambiental, além de criar, com turmas de estudantes, o projeto guarda mirim do parque. Os planos municipais de conservação e recuperação da mata atlântica foram tema de palestra no Seminário sobre Planejamento da Paisagem e Conservação, realizado na quarta, dia 27, no Câmpus Lages do IFSC.
 
O plano é um instrumento previsto na "Lei da Mata Atlântica (2006)" e existe para que os municípios possam ter um olhar sobre os remanescentes desse tipo de vegetação. Apesar dessa previsão legal, apenas três municípios de Santa Catarina têm esse plano. Um deles é Lages, que preserva aproximadamente 173 mil hectares entre floresta de araucária e campos de altitude e possui 66% de remanescentes da mata atlântica em seu território - a média nacional é 15% e a estadual, 41%.
 
O assunto foi tema da palestra “Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica como ferramenta para o planejamento da paisagem”, ministrada pela presidente da ONG Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Miriam Prochnow, no seminário realizado no IFSC. A Apremavi e a empresa da área de papel e celulose Klabin assessoraram a prefeitura de Lages na construção do plano municipal. “Em Lages, as reuniões foram muito participativas com informações pontuais e atuais. Como enxergam a mata atlântica em Lages daqui 20 anos? Onde cabem os sonhos no mapa? Quais ações precisamos executar? Foram perguntas debatidas”, disse Miriam.
 
Plano Municipal da Mata Atlântica
 
O plano conta com diagnóstico da vegetação nativa, mapeamento dos remanescentes, indicação dos principais vetores de desmatamento ou destruição da vegetação nativa, indicação de áreas prioritárias para conservação e recuperação da vegetação nativa e de ações preventivas para utilização sustentável da vegetação. “Saber o que existe, com quem eu tenho que conversar e o que tem que ser feito é necessário para tomar decisões sobre o território”, concluiu Miriam.
 
Há previsão de um fundo de restauração, cuja regulamentação está concluída, porém falta a aprovação do presidente Michel Temer. Quando instituído, os municípios com os planos têm prioridade no acesso dos fundos para projetos de conservação, exploração sustentável e educação ambiental na mata atlântica. 
 
Seminário reuniu 100 pessoas no Câmpus Lages
 
O Seminário sobre Planejamento da Paisagem e Conservação reuniu 100 pessoas no Câmpus Lages do IFSC e tratou de temas como certificação florestal e a importância do IFSC no avanço da sustentabilidade da agricultura familiar na Serra Catarinense. 
 
No ano passado, o câmpus conseguiu uma cadeira no Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, organizador do seminário, e agora sediou o evento, que acontece três vezes por ano, em locais diferentes, com pautas de interesse local. “É importante para o IFSC acompanhar o que está acontecendo no setor produtivo e as estratégias de conservação. Assim atualizamos nossas aulas e preparamos nossos alunos para o que eles vão encontrar depois”, observou a professora de Agroecologia Luciane Costa de Oliveira, que ministrou uma das palestras.
 
O Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina é fruto do Diálogo Florestal, uma iniciativa que reúne empresas do setor de papel e celulose e organizações ambientalistas do Paraná e de Santa Catarina, com vistas a construir uma visão comum entre esses setores que leve a ações economicamente viáveis, aumente a escala dos esforços e os resultados para a conservação do meio ambiente, gerando benefícios para os participantes do Diálogo e para a sociedade em geral.
 
Esse fórum tem como objetivo geral discutir e encaminhar em nível local os temas que dizem respeito à silvicultura e à conservação. Busca influenciar positivamente em ações de conservação de remanescentes florestais e campos nativos, ser um espaço de diálogo e planejamento que influencie políticas públicas voltadas à conservação ambiental e atuar no desenvolvimento e divulgação de boas práticas para conservação de remanescentes da mata atlântica.
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