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Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense é exibido a estudantes do Câmpus

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 12 abr 2022 11:47 Data de Atualização: 14 abr 2022 11:00

O auditório do Câmpus Florianópolis foi palco nesta terça-feira (12) para a primeira itinerância do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense (Ficasc), do qual o IFSC é parceiro. Durante todo o dia, estão sendo exibidas obras cinematográficas com temáticas socioambientais, em uma iniciativa da Assessoria de Gestão Ambiental, criada no Câmpus em fevereiro passado, e do Cineclube Ó Lhó Lhó

Segundo o diretor do Câmpus Florianópolis, Zízimo Moreira Filho, a iniciativa vem ao encontro das ações desenvolvidas no Câmpus. Nesse sentido, ele cita projetos como o do carro elétrico, investimentos em sustentabilidade, como reaproveitamento de energia, a criação da Assessoria de Gestão Ambiental, além dos cursos Técnico em Meio Ambiente, em nível Subsequente; Técnico em Saneamento, em nível Subsequente e Integrado; e o Mestrado em Clima e Ambiente, que acontece em parceria com os câmpus Itajaí e Garopaba. “Atuamos para despertar no aluno a responsabilidade de reutilizar os produtos que usam, nos diversos níveis do aprendizado, conscientizando-o sobre o destino correto. O plástico não é o vilão do meio ambiente. O vilão somos nós, que não sabemos usá-lo. Além de cada um fazer a sua parte, temos que orientar para que o outro faça também a parte dele”, ressalta.

Para o vice-diretor do Câmpus, Humberto Francisco Beirão Jr, é preciso viabilizar questões como reutilização de materiais e economia de energia: “precisamos fazer com que a comunidade comece a pensar as questões do meio ambiente de forma responsável”. 

O diretor do Ficasc, Doty Luz, destaca que a iniciativa objetiva retratar a questão ambiental, ao mesmo tempo em que valoriza o cinema nacional. “O mais importante do projeto é abrir o debate sobre o assunto principal dos filmes: meio ambiente. A importância disso motiva a itinerância”, coloca ele, que salienta ainda a participação essencialmente de jovens para debater o meio ambiente. 

Veja abaixo as informações sobre os filmes, que fazem parte do Ficasc e exibidos no Câmpus: 
Aurora, a rua que queria ser um rio
País: Brasil
Animação
Classificação Livre
Sinopse: Narra em primeira pessoa a biografia de uma rua chamada Aurora. Como uma rua do centro velho de São Paulo, Aurora é testemunha concreta da cidade. Sua compreensão do tempo e da vida é diferente da nossa, e suas observações e sentimentos em relação as pessoas vão mudando conforme o tempo passa. Se na sua “juventude” tudo o que queria era se tornar uma elegante avenida para os carros passarem, agora sente falta de ser um rio e sentir-se infinita. A partir das divagações da rua em um dia de chuva, somos levados a conhecer a personagem visitando também um pouco da história do cotidiano da cidade.

Carapau de Espinho
País: Portugal
Documentário
Classificação  Livre
Sinopse: Na cidade de Espinho, no litoral português, vive uma comunidade de pescadores. A cada manhã, os pescadores aventuram-se no Atlântico e apostam tudo num lance de redes. Sua casa, “o Bairro”: um mundo paralelo onde a moeda ainda é o antigo escudo e onde subsiste uma forma ancestral de pesca chamada Arte Xávega, o sustento desta comunidade. Carapau de Espinho é o retrato de um universo em vias de extinção, das varinas absorvidas pelos novos paradigmas do turismo e dos pescadores que encontram na noite e na música a sua própria redenção.

Ibiapaba como nascem as montanhas
País: Brasil
14 minutos
Animação
Classificação Livre
Sinopse: O curumim Apuã completou 12 anos e agora tem sobre si a responsabilidade de salvar sua Tribo e mudar seu próprio destino.

Mamapara
Países: Argentina, Bolívia e Peru
17 minutos
Documentário
Classificação Indicada: 10 anos
Sinopse: No altiplano peruano, Honorata Vilca, uma senhora analfabeta de ascendência quíchua, mora com seu cão e se dedica à venda de doces. Quando começa a estação das chuvas, ela relata passagens de sua vida, até que, em uma tarde, algo fatal acontece que parece fazer o próprio céu chorar.

Resplendor
País: Brasil
52 minutos
Documentário
Classificação indicada: 12 anos
Sinopse: A Comissão Nacional da Verdade, instalada em 2011 para apurar crimes cometidos durante a ditadura militar, trouxe a público um capítulo ainda muito obscuro da nossa história: a existência de um centro de detenção indígena, na cidade de Resplendor (MG), chamado Reformatório Krenak. Instalado primeiramente dentro do território da etnia Krenak, e posteriormente transferido para Carmésia, aprisionou e torturou não apenas indígenas Krenak, mas diversas outras etnias como os Pataxó, impondo restrições às suas práticas ancestrais sob implacável vigilância dos militares. O documentário mostra como funcionou esse campo de concentração, e as consequências desse trauma coletivo para os povos indígenas afetados.

Tartaruga de Plástico
País: Colômbia
10 minutos
Animação
Classificação Livre
Sinopse: Uma tartaruga vive pacificamente no fundo do mar, até que um espetacular acidente a força a lutar para sobreviver e sofrer as mudanças físicas e ambientais que a inconsciência humana produziu.

Demais sessões

Ainda em Florianópolis, no dia 13 de abril, haverá exibição na Escola de Educação Básica Intendente José Fernandes (Ingleses) e na Praça Martinho Lutero (Saco dos Limões).

No Câmpus Garopaba, já foram realizadas duas sessões no dia 1 de abril, com a participação dos alunos do curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental, e aberto a toda a comunidade acadêmica. No dia 31 de março, quem recebeu a mostra foi a Escola de Ensino Básico Prefeito Luiz Carlos Luiz. Também aconteceu sessão na Escola de Ensino Básico Maria Corrêa Saad, dia 1 de abril. E dias 31 de março e 1 de abril, as sessões foram na Praça Vinte e Um de Abril. 

Em Águas Mornas, as sessões foram dias 7 e 8 de abril.

Democratização da cultura

A itinerância do Ficasc visa à democratização do acesso à cultura exibindo gratuitamente filmes de temáticas socioambientais. Com conteúdo atualizado e de qualidade do Brasil e de diversas partes do mundo, o evento aborda a questão ambiental em suas diversas nuances e promove amplo debate com a sociedade sobre temas vitais e urgentes para o planeta.

O projeto foi contemplado no Concurso Público Edital Aldir Blanc/SC 2021 e conta com importantes parceiros como o Câmpus Garopaba do IFSC, o Assentamento Amarildo de Souza, o Instituto Estadual de Educação - IEE, entre outros. A direção geral do projeto é de Doty Luz e a coordenação é de Luca Maestri Wobeto Tefili (Florianópolis), Raimundo Pereira dos Santos (Águas Mornas) e Eron Nascimento (Garopaba).

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