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Dados da Plataforma Nilo Peçanha mostram retomada do IFSC em 2021

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 03 mai 2022 14:46 Data de Atualização: 04 mai 2022 11:16

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC) publicou a edição de 2022 da Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que reúne as informações acadêmicas e de gestão alcançadas pelas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica durante o ano de 2021. É a quinta edição da PNP, lançada em 2018.

A Plataforma destina-se à coleta, tratamento e publicização de dados oficiais da Rede Federal, incluindo do IFSC, com informações sobre as unidades que a compõem, cursos, corpo docente, discente e técnico-administrativo, além de dados financeiros. Além de reunir dados estatísticos sobre a Rede Federal, a Plataforma é fonte de dados para a construção da matriz orçamentária das instituições que compõem a rede.

Os números da PNP mostram que o ano de 2021, o segundo da pandemia de Covid-19, foi de retomada para o IFSC. A instituição ofereceu mais cursos, teve mais matrículas e inscritos que no ano anterior.

Pelo dados da PNP, o IFSC teve em 2021 um total de 47.050 matrículas, o sétimo maior número de toda a Rede Federal e um aumento de 21% em relação ao ano anterior. Isso significa que uma população equivalente à de uma cidade como Laguna frequentou os cursos do Instituto Federal no ano passado.

Falando em cursos: em 2021 o IFSC abriu 24.184 vagas (+4.604 em relação ao ano anterior) em 482 cursos (+56), com predomínio de cursos dos eixos tecnológicos Controles e Processos Industriais (25,9%), Desenvolvimento Educacional (23,6%) e Informação e Comunicação (10,9%). Os processos seletivos para ingresso no IFSC tiveram 95.327 (+6.916) inscritos, resultando numa relação candidato/vaga global de 3,94 (-0,58).

Dos estudantes do IFSC que declararam sua raça em 2021, a maioria eram brancos (70,8%), seguidos por pardos (21,1%) e pretos (7,2%). A divisão por gênero aponta que 52,6% eram homens, 47,3% mulheres e 0,1% não declarou seu gênero.

A faixa etária com maior número de estudantes no IFSC em 2021 foi a dos 15 a 19 anos, com 11.145. Na sequência, vieram 20 a 24 anos (9.896) e 25 a 29 anos (7.111). Com relação à renda, 77,9% dos alunos eram de famílias com renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa.

Servidores e gastos

Além de dados sobre os estudantes, a PNP traz também informações sobre os servidores das instituições da Rede Federal. O IFSC fechou o ano de 2021 com 2.788 trabalhadores, dos quais 1.603 eram professores (89% do quadro ativo permanente - os chamados “efetivos” - e 11% substitutos ou temporários) e 1.185 técnicos administrativos. No total, 738 docentes do IFSC tinham formação máxima em mestrado e 698 em doutorado, o que resulta em 89% do quadro de professores com formação em pós-graduação stricto sensu.

Em 2021, o IFSC teve um total de gastos de R$ 666.589.503,87 para sua manutenção (cerca de R$ 38,5 milhões a mais que no ano anterior), dos quais 89,2% foram com pessoal, 8,3% com custeio (gastos correntes) e 2,5% com investimentos e inversões financeiras. O gasto corrente do IFSC por matrícula ficou em R$ 13.794,79 (queda de R$ 386,61 em relação ano anterior).

Censo

A PNP, nomeada em homenagem ao presidente da República responsável por criar a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em 1909, é o “censo que melhor reflete nossa instituição”, segundo define a assistente em administração Greice Pinto Meireles da Ronch, que exerce a função de recenseadora institucional do IFSC na Diretoria de Estatísticas e Informações Acadêmicas (Deia), da Reitoria. A plataforma extrai seus dados sobre estudantes do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), que, no IFSC, é alimentado pelos registros acadêmicos (RAs) dos câmpus, com supervisão da Deia.

Um dos motivos por que a PNP reflete melhor a realidade do IFSC que censos como o da educação básica e da educação superior, de acordo com Greice, é por trazer informações sobre cursos de qualificação (FIC) e de pós-graduação, não presentes nos outros dois levantamentos, além de trabalhar com conceitos mais adaptados à educação profissional. “O objetivo da PNP é concentrar dados da Rede Federal e unificá-los numa plataforma única”, comenta.

Além da PNP, os RAs e a Deia precisam cadastrar dados para censos da educação básica e da educação superior. “Às vezes o conceito de um censo não é o mesmo que usamos no IFSC”, destaca. Por isso, a Deia acompanha e orienta os RAs sobre como proceder com cada censo.

Um dos desafios da diretoria, de acordo com Greice, é conseguir analisar os dados da PNP e consegui-los transformar em informação para a tomada de decisão. “Quando conseguirmos minimizar o trabalho manual, que toma muito tempo, vai melhorar”, espera. Em 2021, a Deia conseguiu, com apoio da Diretoria de Tecnologias da Informação e da Comunicação (DTIC), também da Reitoria, a importação de dados do sistema acadêmico do IFSC (Sigaa) diretamente para o Educacenso e pretende fazer o mesmo com outras plataformas. 

Veja mais dados sobre o IFSC e as demais instituições da Rede Federal na Plataforma Nilo Peçanha.

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