IFSC em números

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 jul 2020 00:44 Data de Atualização: 15 jul 2020 16:57

Desde 2018, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação divulga anualmente números da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica na Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que leva o nome do presidente do Brasil responsável por criar a Rede Federal em 1909. A edição 2020 da PNP já saiu e traz informações sobre institutos federais, Cefets, Escolas Técnicas vinculadas a universidades e o Colégio Pedro II, que compõem a Rede.

Os dados são informados pelas próprias instituições que compõem a Rede e compilados na plataforma, gerando um grande banco de dados sobre a educação profissional no Brasil. A edição de um ano sempre se refere aos dados do ano anterior, finalizando em 31 de dezembro. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma e analisar as informações.


E o que os números da plataforma dizem sobre o IFSC? Apresentamos um resumo no post de hoje.
 

Matrículas e vagas

No ano passado, o IFSC teve 44.724 matrículas. Esse número significa que, em 2019, recebemos em nossos cursos (considerando todos os 22 câmpus e nossos cursos a distância)  o equivalente à população de uma cidade como Guaramirim, Imbituba ou Laguna. O IFSC teve um índice de 27,9 estudantes matriculados para cada professor ano passado (a média da Rede foi de 24,2. Em 2018, o IFSC teve 28,7).

O número de matrículas de 2019 representa uma queda em comparação com 2018 (quando o IFSC teve 50.335 matrículas), - o que é explicado pela diminuição na oferta de cursos de qualificação profissional/FIC, que têm menor duração e abrem mais vagas, para priorizar a abertura de novos cursos técnicos e superiores previstos pelo Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV).

O Câmpus Florianópolis foi a unidade de ensino do IFSC com o maior número de matrículas (7.269) e o segundo lugar mostra o crescimento que a educação a distância teve na instituição: foi o Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), com 4.269 matrículas. O Câmpus Criciúma foi a terceira unidade com mais matrículas (2.882).

No total, 24.033 pessoas ingressaram em cursos do IFSC em 2019 (foram 25.489 em 2018) e 10.537 concluíram um deles (10.522 em 2018). E sabem quantas pessoas inscreveram-se nos processos seletivos para cursos do IFSC? 109.372 :0 -  a maior quantidade registrada nos três anos de Plataforma Nilo Peçanha. Isso é mais que a população de Tubarão (105 mil, segundo o IBGE)! Com esses números, a relação de inscritos por vagas abertas (27.949 no total) ficou em 3,91, também o maior número dos três anos de PNP.

Como essas matrículas se dividiram entre os tipos de curso?

Os cursos técnicos tiveram 38,1%, os de qualificação/FIC, 28,8%, os de graduação, 22,8%, e os de pós-graduação, 10,2%. Esses valores referem-se ao total de matrículas.

Existe outro cálculo, o de matrícula equivalente, que considera fatores como carga horária do curso, nível do curso e quantidade de aulas práticas. Nesse índice, o IFSC tem 55,3% de matrículas em cursos técnicos, 9,4% em cursos de formação de professores e 2,6% em cursos Proeja.

Dos 13 eixos tecnológicos entre os quais são divididos os cursos da educação profissional no Brasil, dois se destacam no IFSC e foram responsáveis por mais de metade das matrículas em 2019: Controle e Processos Industriais (25,8% dos matriculados) e Desenvolvimento Educacional e Social (24,4%).

A Plataforma Nilo Peçanha trouxe novos indicadores na edição 2020 na comparação com as edições anteriores. Em um deles, o índice de verticalização, que identifica a oferta de cursos distintos em um mesmo subeixo tecnológico em uma mesma unidade de ensino. O índice do IFSC (25,1%) ficou acima da média da Rede (14,3%). Já em outro índice novo, o de taxa de ocupação, que mede a quantidade de matrículas ativas no ano em relação ao total de vagas oferecidas em um curso de uma unidade de ensino, o índice do IFSC (92,8%) ficou abaixo da média da Rede (94,9%).

Estudantes

Na Plataforma Nilo Peçanha, há dados sobre os estudantes do IFSC. Por meio dela, sabemos que 56,7% dos matriculados no IFSC em 2019 declaravam-se brancos, 30,1% pardos, 11,3% pretos, 1,4% amarelos e 0,6% indígenas. A população de Santa Catarina, de acordo com o IBGE, divide-se em 80,2% de brancos, 16,2% de pardos e 3% de pretos - amarelos e indígenas estão somados no 0,8% restante.

 

O recorte por faixa de renda mostra que 30,4% dos matriculados no IFSC ano passado tinham entre meio e um salário mínimo de renda familiar per capita, ou seja, por pessoa que compõe o grupo familiar. O segundo maior grupo foi o dos que tinham renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo (23,9%). Completam esse recorte com renda familiar per capita entre um e um e meio salário mínimo (19,6%) e os que têm entre um salário mínimo e meio e dois salários mínimos e meio per capita (17,4%).

O cruzamento dos dados entre raça e renda mostra que houve maior proporção de pretos (46,3% deles) e indígenas (46,1%) com renda familiar per capita mensal inferior a meio salário mínimo que de brancos (20,1%), amarelos (28,1%) e pardos (32,8%). Esses números dizem respeito a 20.434 matrículas, já que 24.290 matriculados não declararam raça.

Os homens foram maioria dos matriculados no IFSC em 2019 (53,4%) e a faixa etária que concentrou mais estudantes foi dos 15 aos 19 anos (24,5%), seguida por 20 a 24 anos (20%) e 25 a 29 anos (15,5%). Uma curiosidade é que em todas as faixas etárias a partir dos 35 anos, houve mais mulheres (53,7% no total) que homens matriculados no IFSC. Neste post do Blog falamos sobre a evolução da presença das mulheres na instituição.

Servidores

A Plataforma Nilo Peçanha também traz dados sobre os servidores das instituições. O IFSC possuía ano passado 1.623 professores, dos quais 87,1% eram efetivos e 12,9% temporários. A formação mais frequente dos docentes do IFSC era mestrado (47,7%), seguida por doutorado (37,9%), totalizando 85,6% dos professores com formação em pós-graduação stricto sensu, o maior percentual dos três anos de PNP.
 


Esses números fizeram com que o índice de titulação do corpo docente do IFSC ficasse em 4,3, numa escala que vai até cinco. Para ter uma referência: a média dos índices de titulação do corpo docente de todas as instituições da Rede Federal ficou em 4,2. Em 2017 e 2018, o índice do IFSC havia ficado em 4,1.

Já com relação aos técnicos administrativos, eles eram 1.153 em 2 de janeiro, dos quais metade (50%) ocupa cargos que exigem formação em nível médio e 33,6% em cargos de nível superior. Apesar disso, a graduação é a formação mais comum entre eles (37,5%), seguida pela especialização (31,7%).

Gastos

Os gastos do IFSC em 2019 somaram R$ 614.667.225,82 e 87,4% deles foram com pessoal, gastos que são obrigatórios e que a instituição não pode alterar. Já 11,3% foram com outros custeios e 1,2% com investimentos. Neste outro post aqui, explicamos como funciona o orçamento da instituição.

O gasto corrente por matrícula, que indica o valor que a instituição gastou com cada aluno durante o ano inteiro, foi de R$ 13.861,06 (a média geral da Rede é de R$ 15.741,98). Esse valor é calculado dividindo todos os gastos da instituição (exceto os com inativos/pensionistas, investimentos e inversões financeiras, e precatórios) pelo total de matrículas.

Para ver mais dados sobre o IFSC e sobre as outras instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, acesse a Plataforma Nilo Peçanha.

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Coronavírus: perguntas e respostas sobre as medidas adotadas pelo IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 mar 2020 18:48 Data de Atualização: 08 jul 2020 18:42

Na semana do dia 16 de março, noticiamos em todos os nossos canais oficiais a suspensão das aulas e atividades presenciais para evitar a proliferação do coronavírus em Santa Catarina. Atualmente, a resolução vigente determina a suspensão das atividades presenciais até o dia 31 de dezembro.

Criamos uma página específica no site do IFSC para reunir todas as decisões e outras informações relevantes para este período -> https://www.ifsc.edu.br/covid-19.

E neste post, o objetivo é esclarecer as principais dúvidas que recebemos de alunos e servidores, além de trazer algumas orientações adicionais sobre este período e sobre as medidas adotadas pelo IFSC.

Todas as medidas institucionais foram definidas pelo Conselho Superior e pelo Comitê Permanente de Gestão de Crises do IFSC. Esse comitê é um grupo de lideranças do IFSC de diversas áreas que toma decisões quando surgem desafios complexos e que demandam atitudes rápidas. Ele foi criado em 2013 e a última vez em que atuou foi na greve dos caminhoneiros, em 2018. Então, leia esta postagem até o final porque o assunto é sério.

Sempre que você tiver alguma dúvida, retorne a este post e veja se ela já não está respondida por aqui. Caso a questão permaneça, encaminhe pra gente pelas nossas mídias sociais (Facebook, Instagram ou Twitter) ou pelo e-mail blog@ifsc.edu.br. Nós vamos manter vigilância para que você sempre esteja atualizado, já que o cenário da pandemia muda a cada dia e isso pode fazer com que novas medidas sejam tomadas. Sim, do dia para a noite as orientações podem mudar.

Claro que a gente espera que não chegue a isso, mas caso algum aluno ou servidor faça o teste para Covid-19 e receba resultado positivo, deve informar a instituição pelo e-mail saude@ifsc.edu.br. A instituição definirá as medidas a serem tomadas, a depender de cada caso. Vale lembrar que ninguém será identificado nem exposto. O pedido de informação é somente para estatísticas e providências conforme protocolos amplamente divulgados pela imprensa.

Vamos, então, às perguntas que foram encaminhadas. Para facilitar a sua leitura, dividimos as respostas abaixo com as seguintes temáticas:

● Suspensão das aulas e atividades acadêmicas a distância
● Assistência estudantil e bolsas de pesquisa e extensão
● Intercâmbio e viagens
● Formaturas e eventos
● Ingresso em novos cursos
● Servidores, estagiários e funcionários terceirizados

Suspensão das aulas

1) Por que as aulas foram suspensas?

As aulas foram suspensas para diminuir a circulação de pessoas e evitar que colegas que eventualmente sejam portadores do coronavírus tenham contato com pessoas saudáveis, aumentando a transmissão de forma acelerada. Essa medida se chama distanciamento social e é uma das mais importantes – além das medidas de higiene – para evitar o contágio.

O objetivo do distanciamento social é “achatar a curva da pandemia”, ou seja, evitar que um grande número de pessoas fique doente ao mesmo tempo, sobrecarregando nossos sistemas de saúde. Com as medidas de distanciamento, a tendência é que o número de infectados não cresça tão rapidamente e todos que precisarem de atenção hospitalar possam ser atendidos. Por isso, faça a sua parte e fique em casa neste período.

Confira no vídeo abaixo os gráficos de simulação de contágio com e sem distanciamento social. Os gráficos foram desenvolvidos pelo jornal norte-americano The Washington Post.

 

2) Disponibilizar máscaras e álcool em gel para todos não poderia ser uma medida eficiente de contenção da pandemia, evitando o cancelamento das aulas?

Por mais que o uso de máscaras possa ajuda a diminuir os índices de contágio, ele não é 100% efetivo. Para pessoas saudáveis, a única forma de evitar o contágio é não circular em ambientes onde possa haver pessoas infectadas.

Todas as medidas adotadas pelo IFSC seguem as recomendações nacionais e internacionais. Poucos assuntos mobilizam o planeta todo - esse é um deles. O distanciamento social é a forma mais eficiente e cientificamente comprovada para barrar a transmissão em massa do coronavírus. Por isso, evite sair de casa e não frequente ambientes com aglomeração de pessoas. Também é importante evitar o contato com idosos e outras pessoas que fazem parte do grupo de risco.

3) As aulas presenciais no IFSC serão suspensas por quanto tempo?

As aulas presenciais estão suspensas até o dia 31 de julho, de acordo com resolução do Conselho Superior, e o calendário acadêmico unificado está mantido. Os câmpus devem definir medidas que garantam o encerramento do semestre 2020.1, fazendo uso das atividades não-presenciais. A reorganização das ofertas de 2020.2 poderá ser ajustada, de acordo com a necessidade dos cursos e câmpus, para viabilizar a compatibilização com as atividades não-presenciais. O prazo para essas definições é 31 de agosto.

4) As aulas podem voltar antes desse prazo?

Não. Os prazos divulgados serão sempre seguidos, por isso estamos constantemente avaliando a situação e prorrogando aos poucos, conforme necessário.

5) As aulas de cursos a distância também serão suspensas?

Não, somente deixarão de ocorrer os encontros e as provas presenciais nos polos e núcleos. Videoconferências, entregas programadas e conteúdos de estudos seguem disponíveis no Moodle. Se você é aluno EaD e está com alguma dificuldade, envie uma mensagem para seu professor ou faça uma postagem no Fórum criado para relacionamento com a coordenação do seu curso. Todos os estudantes, do presencial e da EaD, precisam abrir o e-mail cadastrado no IFSC diariamente para acompanhar as tarefas e orientações repassadas. Algumas serão postadas direto no SIGAA, fique atento!

6) No caso dos cursos presenciais, vai haver algum tipo de aula a distância em substituição?

Sim, o calendário acadêmico unificado não foi suspenso e você, estudante, continuará recebendo atividades. Os professores estão repassando conteúdos e tarefas por meio do SIGAA, Moodle e outros meios de comunicação on-line (você sabe quais sua turma usa, certo?). Não perca as orientações do seu professor. Vale conversar e tirar dúvidas pelo WhatsApp, mas as atividades devem ser entregues no SIGAA ou Moodle para que o IFSC tenha registros oficiais - tanto você, aluno, quanto seu professor podem fazer isso. Aproveite este momento para buscar novas formas de estudar, troque ideias com seus colegas pelos meios de comunicação on-line, organize grupos de estudo a distância. E conte com a gente se precisar de ajuda: seu professor seguirá à disposição. 

Algumas disciplinas podem sofrer ajustes ou ficarem paralisadas por não termos como oferecer neste momento, como aquelas eminentemente práticas, então caso tenha alguma dúvida, converse com o coordenador do seu curso. Disponibilizamos os contatos deles aqui

7) Professores podem solicitar atividades neste período para serem feitas de casa?

Sim! A gente sugere que o aluno organize um tempo diário para desenvolver as atividades e cobre dos professores as orientações. Escolha um lugar arejado e silencioso. É preciso muita disciplina para não se perder maratonando. Em caso de dúvidas ou problemas na comunicação, envie e-mail para a coordenação do seu curso.

8) Como funcionará a reposição de aulas?

Agora é a hora de nos distanciarmos fisicamente para evitar a contaminação em massa. Quando este período passar, analisaremos a situação e passaremos novas informações sobre como será feita a reposição - principalmente das aulas práticas.

9) O que será feito em relação a provas e trabalhos? 

A presença nas aulas a distância é avaliada por meio da entrega de atividades. Assim, os professores devem prever formas de avaliação. Os casos de alunos que não possuam acesso a computador ou internet e, por isso, não consigam entregar as atividades, serão analisados posteriormente, quando retomarmos as atividades normais.

10) Vou ficar sem minhas férias?

Na reunião do dia 10 de junho, o Conselho Superior deliberou pela manutenção das férias previstas entre os dias 13 e 24 de julho. Porém, mesmo com o perído de férias mantido, não é possível afirmar que teremos a virada de semestre nessa data, já que as atividades não presenciais não foram mantidas para todas as unidades curriculares. Conforme deliberação da reunião do Conselho Superior de 6 de julho, os câmpus têm até 31 de agosto para definir como será o encerramento do semestre 2020-1 e a organização do semestre 2020-2.

11) O uso dos laboratórios pelos alunos também está suspenso?

Sim, todas as atividades presenciais estão suspensas. Nos casos em que possa haver prejuízos irreversíveis aos experimentos ou atividades programadas, a orientação é que se contate o coordenador do projeto ou do curso para verificar as medidas possíveis, em diálogo com a direção-geral do câmpus.

12) As bibliotecas do IFSC continuam funcionando?

Não. O que segue funcionando é nosso Acervo Digital, que você pode acessar neste link. Caso você tenha materiais emprestados em casa e esteja preocupado com o prazo de devolução, não se preocupe: todos os materiais serão renovados automaticamente até que retomemos as atividades presenciais. Não haverá cobrança de multas neste período.

13) Atividades não presenciais e Educação a distância são a mesma coisa?

Não. Leia o post que fizemos explicando esta diferença.


Assistência estudantil e bolsas de pesquisa e extensão

1) Os editais de auxílio-moradia e de participação em eventos estão mantidos? 

Aqueles já publicados, sim. E não haverá suspensão no repasse dos auxílios. A princípio os demais editais estão suspensos, pois dependem de tramitação presencial de documentos. 

2) Haverá alteração no pagamento de bolsas de assistência estudantil?

Não, os pagamentos estão mantidos. Estão suspensas apenas novas avaliações do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), com algumas poucas exceções, pois essas avaliações dependem da circulação física de documentos.

3) Como ficam as bolsas de projetos de pesquisa ou extensão?

O calendário dos projetos está suspenso, mas o pagamento das bolsas está mantido. Nos casos em que possa haver prejuízos irreversíveis aos experimentos ou atividades programadas, a orientação é que se contate o coordenador do projeto ou do curso para verificar as medidas possíveis. Outra vez, consultada a direção-geral do câmpus.

4) Há alguma alteração no Programa de Atendimento aos Estudantes em Vulnerabilidade Social (Paevs)?

Não serão feitas novas avaliações de IVS no momento, mas quem já foi contemplado seguirá recebendo as bolsas normalmente.

Intercâmbio e viagens

1) O que acontece com os alunos que foram selecionados para intercâmbio e já estão no exterior?

Os estudantes foram orientados a decidir pela permanência ou não no exterior, em diálogo com seus familiares ou responsáveis e em acordo com a instituição estrangeira.

2) Qual o procedimento em relação a viagens?

Todas as viagens institucionais estão suspensas enquando durar a suspensão das atividades presenciais.

Formaturas e eventos

1) Como ficam as formaturas?

Foi publicada em 6 de julho a Instrução Normativa nº 12/2020 que permite a realização de cerimônias de colação de grau, diplomação e certificação por meio de webconferência, em caráter excepcional, enquanto durar o estado de calamidade pública por causa da pandemia de coronavírus. Veja mais detalhes aqui.

Já a emissão de diplomas, que estava suspensa (sendo emitidos apenas os emergenciais), foi autorizada na forma digital. Cada câmpus é responsável por regulamentar a forma como isso será feito localmente.

2) Quais eventos estão suspensos?

Todos os eventos estão suspensos enquanto durar a suspensão das atividades presenciais. Isso inclui formaturas, palestras, eventos externos, encontros, reuniões - todo tipo de evento! É para ficar em casa. Só pode curtir uma live com o professor ou os colegas, assistir uma TEDX e outros programas em família. Isolamento social são as palavras de ordem.

3) O JIFSC e o Sepei serão suspensos?

Os eventos que seriam realizados no primeiro semestre, e isso inclui o JIFSC, estão suspensos. Nova data de realização será avaliada quando retomarmos as atividades presenciais.  O SEPEI, que está previsto para o segundo semestre, por enquanto segue mantido no calendário institucional. Porém, novas medidas poderão ser tomadas - tudo depende dos resultados que alcançarmos nesta etapa de prevenção da proliferação do coronavírus.

Ingresso em novos cursos

1) O calendário de ingresso está mantido?

O Colégio de Dirigentes deliberou, em 22 de maio, pela suspensão parcial do calendário de ingresso para 2020.1: para o meio do ano ficaram mantidos apenas o ingresso em cursos superiores (via Sisu, que utiliza a nota do Enem) e em cursos FIC e de pós-graduação a distância. Todos os demais estão suspensos. O calendário para ingresso no IFSC em 2021 ainda não foi definido. Essas decisões serão reavaliadas em novas reuniões do Colégio de Dirigentes. 

Servidores, estagiários e funcionários terceirizados

1) Servidores poderão trabalhar de casa por quanto tempo? Como deve ocorrer esta organização do trabalho remoto?

O trabalho remoto está autorizado até o dia 31 de dezembro, conforme resolução do Consup. O gestor imediato demanda diariamente os servidores quanto às atividades a serem realizadas e as equipes organizam formas de fazer o registro. O Sistema Integrado de Gestão (SIG) facilita o trabalho remoto, e a maior parte das atividades poderá ser executada fora da instituição. No entanto, existem exceções e outras plataformas de trabalho em home office, como as ferramentas do Google que foram liberadas para os servidores.

2) Como fica o trabalho dos servidores em setores considerados essenciais? E quais são estes setores?

O trabalho presencial está suspenso em todos os câmpus e na Reitoria. Portanto, todas as atividades estão sendo organizadas para que aconteçam remotamente. Algumas atividades, no entanto, precisam da presença física dos servidores (como fiscalização de obras). Esses casos estão sendo acordados diretamente com as chefias e setores responsáveis.

3) Como funcionará o controle de ponto no caso dos técnicos administrativos?

Conforme previsto na portaria, os servidores deverão incluir justificativa no SIGRH - será incluída uma única ocorrência para o período todo. Nos casos em que for necessária a presença no câmpus, o servidor deverá bater o ponto - ainda que permaneça apenas poucos minutos no local.

4) Que atividades os docentes irão desenvolver durante a suspensão das aulas?

Os docentes devem realizar suas atividades remotamente, da mesma forma que os técnicos administrativos e os alunos, executando, dentro do possível, o planejamento de sua carga horária e mantendo o contato e as atividades on-line com seus alunos.

5) A suspensão de aulas irá interferir nas férias dos servidores?

As férias agendadas não serão impactadas e o período de férias docentes entre 13 e 24 de julho está mantido. 

6) Quem faz estágio no IFSC vai continuar recebendo sua bolsa?

Sim, vai continuar recebendo a bolsa normalmente e entra no regime de trabalho remoto junto com os servidores. Se você é estagiário no IFSC, converse com seu chefe imediato para receber as orientações.

7) Os funcionários terceirizados serão dispensados?

Cabe à gestão de cada Câmpus definir a necessidade da força de trabalho neste momento, priorizando o quantitativo MÍNIMO necessário. Os serviços de vigilância patrimonial estão mantidos de forma integral. 

Esperamos ter esclarecido todas as suas dúvidas. 

Não esqueça: além de ficar em casa, não compartilhe informações falsas ou imprecisas. Se tiver dúvidas, procure os canais oficiais de comunicação do IFSC e dos órgãos de saúde. 

Seguimos conectados, mesmo que não presencialmente. Distantes, mas perto. Vocês entendem, né? <3

 
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Dicas para quem precisa sair de casa

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 jul 2020 11:33 Data de Atualização: 08 jul 2020 14:45

Para quem está acompanhando a situação da pandemia do coronavírus, ainda temos uma situação bem preocupante. No Brasil mesmo, os números de pessoas contaminadas e de mortes seguem subindo, ou seja, o fim da pandemia ainda não está próximo, como já foi falado neste post do IFSC Verifica - que é um projeto de extensão voltado à produção de informação científica clara e confiável sobre a pandemia de Covid-19.

A orientação da Organização Mundial da Saúde é que o distanciamento social continua sendo a melhor forma de diminuirmos a incidência da doença enquanto não tivermos uma vacina. Portanto, é aquela recomendação que todo mundo já cansou de ouvir desde o início da pandemia: se puder, fique em casa!

Mas sabemos que nem todo mundo pode ficar em casa. Apesar de muitas pessoas estarem trabalhando em home office, muitas - até pela natureza do trabalho - precisam sair.

Se este for o seu caso, separamos algumas dicas feitas pelos médicos do Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) do IFSC, para que você saia com segurança:

Antes de sair de casa

- Procure fazer uma refeição mais substanciosa em casa para reduzir a necessidade de alimentar-se na rua;

- Escolha uma bolsa, pasta ou mochila com material e formato de fácil higienização. Coloque dentro delas o material necessário, lembrando de incluir:

a) em local de fácil acesso, como compartimento externo da bolsa ou mochila, máscaras de pano (uma para cada duas horas que você ficar fora de casa, embaladas em sacos pequenos individuais de papel ou plástico), álcool gel em frasco pequeno para higienização de mãos, algumas folhas de papel toalha;
b) lanche individual (como fruta, iogurte etc.) e talheres individuais ou descartáveis, além de copo descartável ou caneca de plástico;
c) sacos de lixo (para que você possa guardar algum material ou roupa que suspeite que tenha sido “contaminado” no trajeto ou no trabalho).

- Coloque a sua máscara no rosto ao sair de casa;

Veja neste vídeo do nosso curso técnico em Enfermagem do Câmpus Florianópolis, como utilizar a máscara corretamente:

 

- Se for de ônibus ao trabalho, deixe separado em local de fácil acesso o cartão de passe ou dinheiro (em alguns lugares, como em Florianópolis, o pagamento só pode ser feito com o cartão);

- Vista uma roupa e sapatos confortáveis e fáceis de lavar e, preferencialmente, que não deixem partes de seu corpo expostas;

- Lembre-se de verificar se as maçanetas externas e internas da casa estão higienizadas; caso contrário, limpe-as com álcool a 70%.

No nosso canal do YouTube, também já divulgamos dicas sobre isso:

 

Durante o trajeto entre casa e trabalho

- Mantenha distância segura de outras pessoas (cerca de 2 metros ou aproximadamente 4 passos);

- Não converse desnecessariamente com outras pessoas. Cumprimente conhecidos à distância, acenando a mão;

- Higienize suas mãos com álcool em gel antes de entrar no ônibus;

- Utilize, para pagamento, seu cartão de passe e o guarde em pequeno saco para higienização posterior. Se pegar em dinheiro, desinfete suas mãos com álcool em gel após o uso;

- Não embarque em ônibus lotados e prefira sentar-se próximo à janela, que deverá estar aberta. Dependendo da cidade, há regras específicas que as empresas de ônibus devem seguir;

- Procure sentar-se o mais longe possível de outros passageiros, idealmente a uma distância de pelo menos 1 metro;

- Se tiver que se segurar em pega-mão ou barras de apoio horizontais ou verticais, lembre-se de que podem estar contaminadas e não coloque sua mão no rosto, olhos ou cabelos. Procure não usar seu celular no ônibus;

- Siga a etiqueta respiratória divulgada pelo Ministério da Saúde. Aliás, nossa professora do curso de Enfermagem do Câmpus Florianópolis e epidemiologista, Vanessa Jardim, já conversou com a gente sobre isso no IFSC Verifica também:

 

- Higienize suasmãos ao sair do ônibus com álcool em gel. Se não tiver, assim que possível lave suas mãos com água e sabão.

Cuidados no ônibus

Para quem precisa pegar ônibus, o post desta terça-feira do IFSC Verifica abordou a questão de como se prevenir. Leia aqui!

No trabalho

- Quando estiver no trabalho, procure higienizar suas mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;

- Evite aglomerações; mantenha a maior distância possível de outras pessoas (recomendável 1,5m a 2 metros). Não beije, abrace ou aperte as mãos de seus colegas: cumprimente-os com um aceno ou com o cotovelo;

- Não coloque desnecessariamente suas mãos em superfícies comuns, tais como corrimões, interruptores, maçanetas de portas, bancos, tampas de mesa ou cadeiras. Caso tenha ocorrido, higienize suas mãos na sequência;

- Não coloque os pés sobre outra cadeira ou mesa;

- Verifique se as janelas da sala estão abertas e se o ar condicionado está desligado;

- Higienize com álcool em gel no mínimo a mesa onde você trabalha e, se possível, o encosto e o assento de sua cadeira;

- Na saída do seu local de trabalho, se tiver suspeita que algum item ficou contaminado, coloque em saco plástico e higienize bem depois;

- Caso utilize mouse, teclados ou outros instrumentos de uso compartilhado, antes de começar a usar não esqueça de higienizá-los com álcool 70%.

Durante o intervalo do lanche

- Se fizer o seu lanche no trabalho, prefira horários alternativos, em que não tenha muito movimento;

- Não apoie seu lanche nem tampouco a sua máscara diretamente em tampos de mesa. Escolha lugares arejados e de preferência, leve seus talheres;

- Se tiver que se alimentar em uma lanchonete, verifique antes se há luvas descartáveis para vestir antes de tocar nos pegadores. Terminando de se servir, descarte-as em lixo apropriado. Ao se alimentar, guarde a máscara em um saco limpo e torne a colocá-la após a refeição. Não fique com ela pendurada sob o queixo;

- Não coloque sua boca direto no bebedouro, leve consigo um copo de borracha ou descartável. Se tiver que apertar algum botão, prefira fazê-lo com um anteparo de papel, devidamente descartado em lixo apropriado na sequência;

- Se tiver que trocar sua máscara por estar suja ou úmida, coloque-a em saco plástico bem fechado. Se for uma máscara descartável, não a descarte direto no lixo sem antes vedá-la em saco plástico e nunca, nunca a deixe jogada no chão.

Durante o uso do banheiro

- Quando for ao banheiro, higienize bem suas mãos antes e depois do uso, conforme método de lavagem recomendado pelo Ministério da Saúde. Se tiver que apertar botões, abrir torneiras, utilize um anteparo de papel.

Veja neste vídeo do Ministério da Saúde a forma correta de lavar as mãos:

 

- Só dê a descarga com a tampa do bacio fechada e tome cuidado para não jogar papel higiênico fora do lixo;

- Se visualizar sujidades ou secreções, avise alguém da limpeza;

- Não apoie diretamente objetos pessoais como escova e pasta de dentes ou escova ou pente de cabelo no tampo da pia;

- Não compartilhe batons ou outras maquiagens.

Ao chegar em casa

- Deixe os sapatos do lado de fora ou à entrada da casa;

- Deixe numa caixa próximo à porta de entrada os elementos que usou na rua (tais como celular, carteira e chaves para higienização posterior com álcool a 70% ou álcool isopropílico, no caso do celular);

- Higienize as mãos e tire sua máscara pelos elásticos, colocando-a para lavar com água e sabão;

- Vá direto para o banho, lave inclusive os cabelos e coloque a roupa usada na área externa para lavar;

- Limpe o celular e óculos.

Também já fizemos um vídeo sobre isso:

 

É tanta coisa para fazer que dá até preguiça de sair, não é?

Mas sabemos que algumas pessoas não têm opção e precisam sair para trabalhar.

Mas se você não precisa, lembre-se: fique em casa!

No nosso canal do YouTube, tem vários vídeos sobre cuidados de higiene que é preciso ter para evitar pegar o coronavírus. Acesse a playlist completa aqui.

Também temos um post aqui do Blog só respondendo dúvidas sobre a pandemia.

E lembrando que temos uma página específica do IFSC sobre a Covid-19 em que vocês encontram informações sobre a situação do nosso Instituto diante dessa situação.

Ficou com alguma dúvida? Tem alguma questão sobre a pandemia que gostaria que fosse melhor esclarecida pelos pesquisadores do IFSC? Se tiver, sugerimos que mande e-mail para verifica@ifsc.edu.br, o contato do projeto IFSC Verifica que mencionamos lá em cima, que vamos atrás dos especialistas do IFSC para responder. Pode deixar também sua dúvida aqui nos comentários.

Seguimos juntos com você por aqui. #IFSCemcasa

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LGBTQIA+: Vamos falar sobre isso?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 jul 2020 13:53 Data de Atualização: 07 jul 2020 16:41

Neste domingo (28), foi celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Sim, há muito tempo a sigla GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) cresceu e incorporou várias letrinhas e hoje está assim. Entenda o que cada uma significa:

E os outros termos?

Tem outros termos que não entram com as iniciais nesta sigla, mas não deixam de ser contemplados no +. Destacamos mais alguns, além de detalhar um pouco mais alguns dos termos citados na imagem acima:

- LGBA: são identidades sexuais, com quem você se relaciona sexualmente ou não;
- TQ: são identidades de gênero. Os ‘T’s são três: travestis, transexuais e transgêneros, sendo que essa diferença de identificação é apenas política e não diz respeito a mudanças físicas. Pessoas ‘Q’ são trans. E tanto pessoas “T” e “Q” podem ser binárias ou não binárias e podem ser L, G, B ou P.
- I: são pessoas que nasceram com órgãos genitais não identificados na binariedade “pênis/vagina”. Essas pessoas podem ter ambos os genitais ou não. Como essas pessoas costumam ser tratadas por um gênero desde o nascimento, também podem mudar essa identidade de gênero ao longo da vida e ser também trans. A Organização Mundial de Saúde estima que 1% da população mundial é intersexo.
- Cis/cisgênero: pessoa que entende que sua identidade de gênero é a mesma de seu gênero designado ao nascer. Cis é o contrário de trans. Do mesmo jeito que não entra mais o "S" do simpatizante na sigla, não entram também os cis.
- Transgênero: é o contrário de cis. Por isso, podem ser usada as siglas AFAB (assigned female at born) e AMAB (assigned male at born) por pessoas trans para identificar o gênero do seu nascimento. “Queer” era um xingamento usado contra pessoas trans nos Estados Unidos e, por isso, foi apropriada por grupos LGBTQIA+ para, ao invés de ser vergonha, ser orgulho.
- Panssexual: diz-se daquela/e que sente atração sexual por pessoas, independente do gênero. Existe um movimento para que o Pan seja representado na sigla, assim como o Q de Queer já aparece.

A UFSC possui um Glossário da Diversidade com diversos outros termos que vale ser consultado.

Para tratar deste tema, no post desta semana, vamos dar voz e espaço para quem entende dessa luta ainda tão necessária por estudar o assunto ou por ter enfrentado seus próprios medos e preconceitos.

Como surgiu o Dia do Orgulho LGBTQIA+?

As suas redes sociais no domingo, dia 28 de junho, foram dominadas por posts enaltecendo esse dia? Esperamos que sim, pois é uma data importante nesta luta contra o preconceito. 

O Dia Internacional do orgulho LBGTQIA+ é celebrado anualmente em 28 de junho em todo o mundo e relembra a rebelião em um bar chamado Stonewall, nos Estados Unidos. Nesse dia, em 1969, travestis, mulheres e homens transexuais, lésbicas, gays, bissexuais se levantaram contra a opressão cotidianamente imposta por um estado opressor. Segundo o presidente do Comitê de Direitos Humanos do IFSC e professor do Câmpus São Carlos, Felipe José Schmidt:

Stonewall não foi apenas um bar, foi um lugar de refúgio, um espaço para que LGBTQI+ pudessem viver sua afetividade e que se transformou também em um lugar de luta como em vários outros países, onde as orientações sexuais e identidades de gênero eram consideradas crime.

Aliás, você sabia que o IFSC tem um Comitê de Direitos Humanos?

O IFSC criou esse grupo de trabalho em 2018 como forma de promover ações que contribuam para a promoção da igualdade de oportunidades e da equidade, na efetivação da democracia, do desenvolvimento e da justiça social, e na consolidação de uma cultura de paz e não violência, enfrentando os estereótipos de gênero, étnico-racial, religião, origem, idade, situação social, econômica e cultural, orientação sexual e identidade de gênero (LGBT). O objetivo é combater a discriminação e a intolerância com grupos em situação de vulnerabilidade e promover o respeito à diferença e à diversidade.

Mas vamos parar de falar da gente e dar espaço para nossos servidores.

Com a palavra, nossos servidores!

Leia este relato do presidente do Comitê, o professor Felipe José Schmidt do Câmpus São Carlos:

Acredito que a hierarquização de tipos humanos é um projeto de sociedade elaborado e fortalecido por grupos como garantia de seus privilégios. No Brasil, governado pela extrema direita, esses clãs têm gênero, cor, orientação sexual, classe e ocupam espaços privilegiados de fala. Pautam-se no mito heteronormativo do casal Adão e Eva e, consequentemente, negam a Ciência para a compreensão cósmica, psicossocial e antropológica.

Por ser homem branco com terceiro grau de escolaridade e concursado, tenho vários privilégios dentro desta atual conjuntura fortemente marcada pelo machismo, racismo, homofobia e pela exclusão classista. Por minha orientação sexual ser homoafetiva e por ter jeito afeminado, em minha história, e até hoje, vivencio várias situações de exclusão dentro e fora do IFSC. Assim, tenho ocupado meu lugar de fala militando por várias causas e direitos, por um mundo onde “sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”, como pensou Rosa Luxemburgo.

No IFSC, minha Stonewall, ou seja, meu lugar de refúgio e luta contra as opressões do Estado e da sociedade é o Comitê de Direitos Humanos (DH). Nele estamos construindo uma proposta política de DH para a mobilização da comunidade acadêmica. Enquanto grupo com muitas representatividades, confluímos na luta pela democracia e pela valorização das diferentes identificações sociais frente a tantas restrições impostas pelo conservadorismo refletido em alguns processos institucionais e na postura de membros da comunidade que valorizam a concepção de humanidade que exclui ou inclui as minorias de maneiras subalternas.

Conheça um pouco da história do professor Lino Gabriel Nascimento dos Santos do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro:

 

A professora do Câmpus Florianópolis, Patricia Rosa, também nos mandou um depoimento sobre o tema:

Considero de extrema importância haver uma data de orgulho LGBTQI+. Não simplesmente porque haveria algo em especial em ser alguém que se enquadre em qualquer uma das letras dessa sigla, mas porque tenho orgulho de ser quem sou. Uma pessoa, com minhas singularidades como qualquer outra, mas que tem também muitas semelhanças com qualquer outro/a. Porque sou uma pessoa que merece respeito como qualquer outra, heterossexual , L, G, B, T, Q, I ou + qualquer modo como nos sintamos completos. Infelizmente temos que gritar esse orgulho de ser quem somos, porque não nos enquadramos no que alguém disse que era “normal” e por isso, alguém disse que somos “anormais”. Mas o que é  “normal”, é ser feliz, é ser completo.  Então, damos a oportunidade ao mundo de ver a “lindeza” que é ser quem se é, de modo a dar a chance de cada um exercitar o respeito por nós e por si mesmo, porque o que é horrível mesmo é ter preconceito, é odiar, é desrespeitar. Na verdade, para mim, o dia do orgulho LGBTQI+ é o dia em que somos extremamente generosxs com todas as outras pessoas que têm problema com a sigla (ou com quem a representa), porque é o dia em que damos a chance para que cada um/uma possa rever a si mesmo, tornando-se melhor!

E ser melhor é entender, além de outras tantas coisas, que os problemas com que temos que nos preocupar é com a Amazônia sendo devastada; com as pessoas que morrem esperando por uma vaga na UTI; com a situação horrível de pessoas que por puro egoísmo expõem a si mesmas ao risco da COVID-19, aumentando o risco para tantas outras que só têm se preocupado em cuidar dos que estão lutando pela vida; com a situação de uma quantidade absurda de pessoas que estão vivendo nas ruas; com o avanço sobre as terras e as vidas indígenas; com as mortes de  tantas pessoas negras no Brasil; com o ódio destilado nas redes sociais por meio de notícias falsas; com a ignorância medieval que tem colocado em xeque a ciência. E não, NÃO, porque AMAMOS alguém que tem o mesmo sexo que nós.

Educação e Diversidade

O IFSC, enquanto instituição de educação, tem como missão formar cidadãos e, nesse sentido, nos preocupamos muito que nesta cidadania esteja o respeito à diversidade. Sabemos que ainda precisamos avançar muito e nosso Comitê de Direitos Humanos busca trabalhar nesse sentido.

Temos algumas iniciativas que, ainda que pequenas, já são um passo para frente nesse caminho de inclusão. No Câmpus Canoinhas, temos um curso de especialização em Educação e Diversidade que começou em 2019 com 30 alunos inscritos. 

Apesar de não ter formado a primeira turma ainda, o coordenador da pós, o professor Vilson Cesar Schenato, nos contou que o curso já contribui para reflexões mais profundas sobre toda esta diversidade de sujeitos sociais presentes no espaço escolar, construindo conhecimentos que permitem qualificar a atuação docente na perspectiva cidadã, inclusiva e que seja capaz de (re)conhecer integralmente os diversos sujeitos sociais, enquanto sujeitos de direitos.

Veja o que ele nos escreveu sobre isso:

Os educadores em processo de formação pela Pós-Graduação Lato Sensu em Educação e Diversidade são capazes de promover a construção coletiva de saberes diversos, em que todos aprendem e são socializados no convívio com as diferenças. Neste sentido, a Pós contribui com a formação de formadores que entendam os estudantes como sujeitos autônomos, cidadãos ativos em potencial para a promoção da igualdade de direitos e o respeito à diversidade sociocultural, étnico-racial, etária e geracional, linguística, de gênero e orientação afetivo-sexual, do campo, (i)migrantes, e às pessoas com deficiência, portanto, têm contribuído para a qualificação de profissionais que atuam cotidianamente diante da diversidade, construindo conhecimentos acerca dos diferentes sujeitos sociais que compõem a escola, entendida enquanto espaço público, democrático e de desenvolvimento humano integral.

Como avançar?

No IFSC, desde 2010, já existe uma regulamentação do uso de nome social de travestis e transexuais na instituição, que foi atualizada em 2016. Em 2018, aliás, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) atualizou o formulário de preenchimento do currículo na Plataforma Lattes, permitindo aos usuários a identificação pelo nome social

O nome social é aquele pelo qual travestis, transgêneros ou transexuais optam por serem chamados e tratados em documentos internos da/na instituição, quando a pessoa não realizou a mudança documental do registro civil, uma vez que o nome de registro não reflete sua identidade de gênero. Ou seja, ele não é só o nome escolhido, mas também o documentado em diversos âmbitos, como contas bancárias, saúde, escolas etc. A identidade do nome social é vinculada à identidade civil original, incluída no CPF e registrada na Receita Federal, conforme IN RFB nº 1.718/2017.

Ter um Comitê de Direitos Humanos no IFSC é uma estratégia para pensar em políticas na instituição que colaborem para uma formação cidadã que considere a diversidade. Leiam o que a professora do Câmpus Gaspar e integrante do comitê, Giane Carvalho, nos escreveu sobre isso:

A importância de uma formação educativa para e pela diversidade se contempla na perspectiva de compreender que os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem constroem referências com base em suas vivências de classe, gênero, etnia, credo e múltiplas singularidades que são fruto dos processos de relações sociais, históricas, políticas, econômicas e culturais.

Nesse sentido, é importante a instituição observar que os educadores e educandos participam de um processo dialógico, como troca e construção de saberes, que podem contribuir para uma formação humana integral onde, além, dos aspectos de formação técnica também se considerem os aspectos de formação humana, voltada para os princípios da ética, da cidadania e da democracia. 

A sociedade passa por muitos desafios referentes à superação das desigualdades sociais estabelecidas por estruturas marcadas pelo racismo, machismo, LGBTfobia, intolerância religiosa, xenofobia, classismo, entre outras. E a instituição escolar com missão pautada nos princípios da formação cidadã também assume um papel importante no combate a todos os tipos de exclusões, opressões e violências.

Sendo assim, a educação voltada para a diversidade contribui para uma sociedade que torne a pauta dos Direitos Humanos um marco essencial para construir caminhos sólidos voltados para princípios e ações no campo da ética, da solidariedade, da equidade e da justiça social.

Um recado para os alunos

O professor Lino, do nosso Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, gravou um recado especial para nossos estudantes:

 

Estamos num processo constante de aprendizado, mas queremos que você se sinta acolhido(a) aqui. Nossos câmpus possuem comissões locais que tratam da questão da diversidade. Entre em contato com elas!

Também existe um grupo no Whatsapp específico para alunos trans do IFSC. Se quiser participar, entre em contato com o nosso Comitê de Direitos Humanos pelo e-mail comite.direitos.humanos@ifsc.edu.br. Aliás, se não souber quem procurar no câmpus, pode falar com o pessoal do Comitê neste e-mail que eles irão ajudá-lo(a). 

Vale a pena ver de novo

Já produzimos aqui no IFSC conteúdos sobre este tema que achamos válido compartilhar novamente: 

Reportagem da IFSCTV sobre Diversidade de Gênero:

 

Reportagem da IFSCTV sobre o mês do orgulho LGTB:

 

Vejam esta arte que compartilhamos no nosso Facebook chamando a atenção para o fato de que cada indivíduo é único.

E, só para finalizar, queremos compartilhar um pequeno dicionário contra a homofobia do Instituto Free Free com coisas que você deve parar de dizer ou pode pedir para seus amigos e familiares pararem de falar.

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Atividades não presenciais X Educação a distância: é tudo a mesma coisa?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 13 mai 2020 10:30 Data de Atualização: 03 jul 2020 11:21

Com a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia da Covid-19 há quase dois meses, as instituições de ensino - como a nossa - tiveram que buscar alternativas para  reorganizar o calendário acadêmico de 2020. Quem decidiu manter o calendário, precisou  se adaptar e passar a oferecer atividades não presenciais para os alunos.

Vocês têm lido a gente falar muito sobre isso aqui, não é mesmo? As atividades não presenciais passaram até a ser chamadas pela sigla ANP para facilitar.

O próprio Ministério da Educação permitiu esta nova forma de atuação das instituições diante do contexto que estamos vivendo de distanciamento social. A portaria do MEC nº 345 autorizou, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação como forma de manter a rotina de estudos e dar continuidade ao ano letivo.  Mas, afinal, o ensino remoto por meio de atividades pedagógicas não presenciais é a mesma coisa que a educação a distância?

A gente também sempre falou bastante de educação a distância - EaD - até porque temos cursos ofertados nessa modalidade e nosso Centro de Referência em Formação e EaD, o Cerfead. Mas atenção: ANP e EaD não são a mesma coisa.

Homem faz cara de confuso


Para trazer as explicações que apresentaremos por aqui, recorremos à chefe do Departamento de Educação a Distância do Cerfead do IFSC, Maria da Glória Silva e Silva, e ao pró-reitor de Ensino, Luiz Otávio Cabral. Vamos lá, então?

Educação a distância

Primeiro, é importante saber que a educação a distância é definida como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica, nos processos de ensino e aprendizagem, ocorre com: 1) a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação; 2) pessoal qualificado; 3) políticas de acesso; e 4) acompanhamento e avaliação compatíveis.

Isso significa que, formalmente, não poderíamos chamar as ações emergenciais que temos realizado de educação a distância. A educação a  distância é uma modalidade de ensino que vem sendo pesquisada, estudada e praticada há muitos anos. 

Aqui no IFSC, as primeiras iniciativas nessa modalidade tiveram espaço na então Unidade São José da Escola Técnica Federal, em 1999. Os programas de fomento como Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec) foram os grandes impulsionadores para a oferta de cursos a distância a partir de 2008, mas hoje a lógica foi invertida e temos mais ofertas próprias por meio dos câmpus e do Cerfead e do, criado oficialmente em 2014 e que é vinculado à Pró-Reitora de Ensino. 

Aliás, já fizemos um post só sobre Ead (Leia aqui).

Quando tivemos um contexto que nos obrigou a suspender as aulas presenciais, isso não significa que simplesmente transformamos as aulas presenciais em educação a distância. Não se trata de uma simples transposição de conteúdos e materiais didáticos para o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Na EaD, a formação permanente é necessária para a mediação pedagógica on-line. Porém, no contexto atual, nem todos os professores que buscam migrar para esta modalidade de ensino possuem formação e experiência.

De acordo com a Associação Universidade em Rede - UniRede, que integra as instituições públicas que oferecem cursos na modalidade de educação a distância no Brasil, um componente curricular passa por diversas etapas de planejamento para ser ofertado na modalidade EaD: elaboração do plano de ensino, segmentação do conteúdo programático em módulos de estudo, escolha de materiais didáticos, escolha ou produção de videoaulas e/ou podcasts, fóruns de discussão, chats, videoconferências e outras atividades de aprendizagem, de acordo com cada AVA, definição das atividades de aprendizagem e avaliação, realização de atividades presenciais e/ou síncronas, entre outras ações. Esse processo costuma durar meses até que um componente curricular esteja pronto para ser oferecido aos estudantes.

Além do longo período de planejamento, a educação a distância envolve várias estratégias didáticas para efetivação dos processos de ensino-aprendizagem, diversificação de linguagens (áudio, vídeo, imagens), com clareza das atividades propostas, feedback qualificado, atendimento às dúvidas dos estudantes e avaliação processual. Os materiais didáticos e as estratégias são elaborados com revisão e apoio de profissionais especializados. 

Portanto, a educação a distância é uma modalidade de ensino cuja mediação pedagógica depende do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC), além de outras exigências legais em termos de autorização/credenciamento da instituição de ensino. Essa concepção já tem que ser estruturada a partir do projeto pedagógico do curso. 

Vejam aqui os cursos que temos a distância (só lembrando que nosso calendário de ingresso sofreu alterações por causa da pandemia). Aliás, os nossos cursos EaD que estavam em andamento não foram suspensos, as aulas continuaram e continuam ocorrendo.

Se não é EaD, o que é então?

De uma semana para outra, nós tivemos que passar o que tínhamos de ensino presencial - que, no IFSC, são a maioria dos nossos cursos - para ensino remoto. O ensino remoto, por sua vez, nem sempre é mediado por tecnologias e pode se basear, por exemplo, no oferecimento de material impresso para estudo em casa e realização de tarefas. O tempo de planejamento, nesse caso, foi tão curto quanto a urgência da situação que o demandou. 

No final de abril, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou o parecer CNE/CP nº 05/2020 - que ainda precisa ser homologado pelo MEC - com as diretrizes que orientam as escolas de educação básica e instituições de ensino superior na organização das atividades acadêmicas em função da pandemia do novo coronavírus. O documento dá especial destaque à definição das atividades não presenciais - ANP - que podem ser usadas como estratégias pedagógicas quando não é possível a presença física do estudante no espaço escolar, não necessariamente com uso de tecnologias de comunicação e informação (TIC). Conforme o documento coloca:

Por atividades não presenciais entende-se, neste parecer, aquelas a serem realizadas pela instituição de ensino com os estudantes quando não for possível a presença física destes no ambiente escolar. A realização de atividades pedagógicas não presenciais visa, em primeiro lugar, que se evite retrocesso de aprendizagem por parte dos estudantes e a perda do vínculo com a escola, o que pode levar à evasão e abandono.

Portanto, as atividades não presenciais são um conjunto de atividades pedagógicas, mediadas ou não pelas tecnologias, e que estão sendo utilizadas pelas instituições de ensino para substituir ou compensar a suspensão das aulas presenciais em função da pandemia da Covid-19. O parecer indica ainda que:

O desenvolvimento do efetivo trabalho escolar por meio de atividades não presenciais é uma das alternativas para reduzir a reposição de carga horária presencial ao final da situação de emergência e permitir que os estudantes mantenham uma rotina básica de atividades escolares mesmo afastados do ambiente físico da escola.

Apesar dessa indicação, nem todas as disciplinas e cursos do IFSC estão desenvolvendo ANP. O nosso pró-reitor de Ensino explicou que a maior dificuldade que temos são nos cursos e unidades curriculares predominantemente práticas. A portaria nº 343 do MEC veda as ANP pras atividades de estágio, práticas e de laboratório, apesar do parecer do CNE abrir a possibilidade de pelo menos parte dessas atividades serem desenvolvidas de forma remota, desde que não tragam prejuízo pedagógico significativo aos estudantes e estejam devidamente regulamentadas. Por isso, como definiu nosso Conselho Superior em 27 de abril, cada câmpus pode decidir a situação de seu calendário acadêmico e o grau de aplicação de ANP, podendo variar de curso para curso e de unidade curricular para unidade curricular.

Aqui no IFSC, o Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão - conhecido como Cepe - aprovou  em 26 de junho a Resolução nº 37/2020, que estabelece as orientações para a realização de atividades não-presenciais (ANPs) e o atendimento da carga horária letiva, em função da pandemia de Covid-19. Leia aqui o documento na íntegra.

A utilização da internet e do computador para o ensino remoto tem sido a opção mais comum, mas não é a única, no contexto da pandemia. O ensino remoto admite uma gama mais ampla de ações que possibilitem o acesso emergencial dos estudantes a conteúdos e formas de estudar fora da escola. O parecer do CNE sugere também uma gama diversa de atividades que podem ser realizadas de forma não presencial, tais como: 

  • - reorganização dos ambientes virtuais de aprendizagem, e outras tecnologias disponíveis para atendimento do disposto nos currículos de cada curso;
  • - realização de atividades on-line síncronas ou assíncronas;
  • - realização de testes on-line ou por meio de material impresso;
  • - distribuição de vídeos educativos, de curta duração, por meio de plataformas digitais, mas sem a necessidade de conexão simultânea;
  • - realização de estudos dirigidos, pesquisas, projetos, entrevistas, experiências, simulações e outros; 
  • - utilização de mídias sociais de longo alcance (WhatsApp, Facebook, Instagram etc.) para estimular e orientar os estudos; entre outras possibilidades.  

Como é um cenário novo para todos, nossos professores também tiveram que se adaptar rapidamente às ANP na linha daquele ditado de trocar o pneu do carro com o carro andando.

Logo no início do distanciamento, a Pró-Reitoria de Ensino enviou para todos os docentes orientações para o planejamento, envio e acompanhamento de atividades pedagógicas aos estudantes. Além disso, a equipe do Cerfead - que já tem a expertise em EaD - está fazendo capacitações e implantou uma Comissão de Servidores para apoiar os docentes na realização de atividades não presenciais nos ambientes de ensino e aprendizagem digitais do IFSC. Veja aqui como tem sido este apoio. 

Mais dúvidas sobre ANP?

A diretora-geral do Câmpus Gaspar, Ana Paula Kuczmynda da Silveira, escreveu um texto para o site do câmpus explicando também o que são as ANPs, desde quando elas começaram a ser aplicadas no IFSC e o que tem sido realizado pelos servidores do Câmpus Gaspar, após decisão da assembleia virtual pela suspensão das ANPs. Leiam aqui para ter ainda mais esclarecimentos.

Enlouquecendo com as ANP?

Sabemos que, no começo do distanciamento social, pode ter havido um excesso de atividades não presenciais.

Mulher estressada e sem saber o que fazer primeiro


Temos ouvido nossos estudantes, servidores e os câmpus têm se reunido com frequência para avaliar a situação. Nosso objetivo não é sobrecarregar ninguém.

Se você está angustiado(a) com as atividades não presenciais do seu curso ou com alguma dificuldade, entre em contato com a coordenação do curso ou com o Núcleo Pedagógico do seu câmpus

Destacamos alguns conteúdo que já publicamos por aqui e podem ser úteis:

- Como fazer as atividades acadêmicas de casa
- Dicas para estudar sozinho
- Dicas para não pirar

Mais um detalhe: para que as atividades não presenciais possam ser realizadas, sabemos que é preciso ter uma infraestrutura e que nem todos os nossos alunos têm. Por isso, lançamos um auxílio-internet

Mas atenção: quem não está conseguindo acompanhar as atividades ou conhece alguém nesta situação por algum problema, pode ficar tranquilo(a) ou aconselhar seu/sua amigo(a) a também ficar. Como já dissemos, ninguém será prejudicado(a).

   


#IFSCemcasa

Sabemos que, na prática, não importa se você está fazendo atividade não presencial ou um curso na modalidade de educação a distância. Neste momento, o importante é você ficar bem e, se possível, ficar em casa. #IFSCemcasa

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No Dia da Mentira, nosso assunto é sério: desinformação e fake news

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 abr 2020 14:20 Data de Atualização: 03 jul 2020 09:43

A gente não tem nada contra as brincadeiras inocentes que geralmente se faz no dia de hoje, 1º de abril, que é conhecido em vários países ocidentais como o Dia da Mentira. Não é uma data para celebrar a mentira maldosa, e sim para brincar e pregar peças nos amigos, de forma divertida. Já faz parte da nossa cultura, não é?

Há quem diga que as piadas de 1º de abril vêm lá da França medieval. Em 1564, antes ainda da oficialização do calendário gregoriano, o imperador francês Carlos IX resolveu se antecipar e determinar que, na França, o início oficial de cada ano seria em 1º de janeiro, e não mais no final de março, como ocorria em muitos lugares. Mas algumas pessoas não assimilaram a mudança no calendário e teimavam em “iniciar” o ano no período antigo, entre 25 de março e 1º de abril. Elas viraram motivo de chacota entre as demais, e foi aí que 1º de abril virou o “dia dos tolos”. Isso logo se espalhou por vários países e o costume de pregar peças uns nos outros, também.

Aí vocês podem se perguntar: mas como que a galera acreditou nisso? 

Bom, lá na Idade Média, não é muito difícil entender por que as pessoas resistiam a mudanças como a imposição de um novo calendário. A maioria esmagadora era analfabeta. A impressão de livros já havia sido inventada, mas a popularização da leitura e da escrita estava ainda muito longe de acontecer. O conhecimento que as pessoas comuns tinham do mundo era muito limitado e inacessível. 

Sem querer nos achar, percebam a importância que tem a educação na vida das pessoas e da sociedade como um todo. ;)

Agora, vamos falar sério: é meio inadmissível que, no mundo de hoje, alguém acredite que um chá feito com um matinho colhido em qualquer quintal possa prevenir o coronavírus. Ou que um refrigerante produzido por uma multinacional seja adoçado com restos de material orgânico humano (a gente até se recusa a entrar em detalhes de tão absurda que é essa mentira). Ou que a viagem do homem à lua tenha sido uma encenação montada pela agência espacial americana, e que as imagens célebres não tenham passado de efeitos especiais. Ou então – essa é ótima – que o planeta Terra tenha o formato de uma pizza. UMA PIZZA!

Justo hoje, 2020, numa época em que 95% da população do planeta tem, potencialmente, acesso à internet – está em áreas com possibilidade de acesso, no mínimo, 3G. Ou seja, teoricamente, podemos dizer que as informações estão muito acessíveis para praticamente toda a população do mundo. Certo?

Teoricamente, sim. O problema é que a internet, que foi inventada por cientistas adoráveis que trabalharam em conjunto e sonhavam com a democratização do acesso à informação, trouxe, sim, essa possibilidade, mas ela não é suficiente para, sozinha, filtrar a qualidade do imenso fluxo de informação que circula todos os dias nas redes. O resultado é que, além de muita informação relevante, importante, interessante, bonita e transparente, também rola pela internet muito lixo informacional. No meio desse lixo está o que muita gente vem chamando de fake news. 

Quem aí já não recebeu uma dessas via Whatsapp, não é mesmo? Aliás, este termo nem é correto e, no post de hoje, vamos te mostrar que essa tal de “fake news”pode e deveria ser chamada de outros jeitos.

O chamado fenômeno da desordem informacional é tão desafiador para a sociedade, e interfere tanto na nossa vida, que os pesquisadores da comunicação têm dado muita atenção a ele ultimamente. Tem até artigo na tradicional revista Science a respeito (um segundo para aplaudirmos os cientistas que, mais do que nunca, se mostram importantes para nossa sociedade).

A Unesco, que é o órgão das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, lançou em 2019 um material explicativo muito didático sobre desinformação, fake news e jornalismo. Eles mostram muito bem o tamanho do problema, que deixa todos nós muito vulneráveis, já que estamos muito conectados o dia inteiro, no meio de um bombardeio de informação. Mas mostram também alguns modos para as pessoas se informarem por fontes idôneas, identificando os conteúdos que não são confiáveis.

Segundo a Unesco, há uma série de conteúdos de diferentes naturezas que hoje as pessoas chamam genericamente de fake news. Isso é um problema porque vem gerando uma tendência de desacreditação do jornalismo profissional e também um uso político do termo – muitas vezes, quando alguém quer contestar uma informação correta, carimba como “fake news”. 

No nosso cotidiano, estamos deixando de usar as palavras que já existiam para designar várias coisas e trocando por essa expressão: fofoca, lorota, mentira, boato, balela, mexerico, praticamente ninguém fala mais isso. Tudo virou fake news. Até o que não é notícia, no sentido jornalístico do termo, virou fake news.

Pra sugerir uma reflexão sobre isso é que a gente trouxe aqui um pouco desse conteúdo da Unesco. A ideia é qualificar nossa compreensão sobre o problema e entender melhor a distinção entre os diferentes conteúdos maliciosos a que podemos estar expostos diariamente, e principalmente reconhecer quais têm qualidade e quais são duvidosos.

Este é um post longo, mas super necessário - ainda mais neste momento. Se você utiliza o termo “fake news” ou se já recebeu ou repassou (não faça isso de novo), leia até o final.

Basicamente, vamos falar de três manifestações da desordem informacional: a desinformação, a má-informação e a informação incorreta.

Desinformação: é aquele conteúdo pensado para o mal. Trata-se de conteúdo deliberadamente produzido com a intenção de disseminar mentiras a respeito de qualquer assunto. Pode envolver conteúdo impostor, manipulado ou fabricado, ou ainda informação verídica situada em contexto falso. 

Alguns exemplos bem comuns: textos com “cara” de jornalísticos, mas que divulgam informações totalmente inventadas; uso de uma foto antiga ou de outro lugar para ilustrar um determinado texto atual; uso de fotos manipuladas digitalmente de modo a favorecer ou denegrir alguém ou simular alguma situação; atribuir a autoria de um texto a alguém que não é seu verdadeiro autor (sabe aqueles textos do Veríssimo e da Clarice Lispector?); atribuir declarações inventadas a fontes (pessoas ou instituições), ou tirar declarações verídicas de contexto de modo a gerar prejuízo; imitar graficamente as marcas e a linguagem de veículos jornalísticos profissionais ou instituições idôneas, para passar credibilidade na divulgação de conteúdo falso.

Infelizmente, vocês já devem ter visto algo desse tipo por aí, né? :(

Má-informação: é quando um conteúdo verdadeiro é divulgado, e o teor dessas informações prejudica as pessoas envolvidas no âmbito privado, superando o limite do interesse público. É o caso, por exemplo, do vazamento de conversas pessoais de pessoas públicas.

Informação incorreta: ocorre quando um dado ou informações errados são divulgados de forma equivocada, e isso é passível de correção.

Dá pra perceber que os tipos definidos como desinformação são os mais frequentes. Ainda mais em tempos de pandemia de coronavírus, não é?

Mas o que a gente pode fazer para estar bem informado no meio de uma avalanche de conteúdo? Como identificar o conteúdo malicioso e o conteúdo idôneo? Como evitar passar desinformação pra frente? De que forma ajudar as pessoas que não estão habituadas a lidar com as redes a lidar com isso tudo?

A gente tem algumas sugestões (que estão resumidas no vídeo e mais detalhadas logo abaixo).

 

1) Escolha fontes de informação idôneas: 

Para se informar sobre assuntos de interesse público, priorize fontes de informação referendadas socialmente. Estamos nos referindo aos meios de comunicação tradicionais (TVs, portais de notícias, rádios, jornais impressos – se na sua cidade ainda tiver um), e também aos portais oficiais daquelas instituições que centralizam as informações de seu interesse, como órgãos públicos, conselhos profissionais, entidades de classe, instituições científicas etc. É nesses locais que a informação confiável vai estar.

Recentemente, com a pandemia do coronavírus instalada no Brasil, houve uma onda de disseminação de desinformação sobre a doença. Mas uma pesquisa do Datafolha realizada em 23 de março identificou que as pessoas estão levando mais a sério as informações divulgadas por meio da TV, jornais e rádio. Por quê? Por que o jornalismo profissional tem a atribuição social de levar as informações de interesse público para as pessoas com o máximo de clareza, fazendo a ponte entre o que explicam os cientistas, médicos, governo, e as pessoas que não são especialistas. Inclusive, desmentir os boatos sobre o vírus tem sido uma tarefa muito importante do jornalismo durante a pandemia.

2) Seja crítico: 

É claro que a internet possibilitou a ampliação das vozes no ambiente da comunicação digital. Muitos comunicadores independentes tocam seus blogs, podcasts, canais de Youtube, perfis nas diferentes mídias sociais, e se tornam assim influenciadores. É super ok acompanhar aqueles que você admira. Mas pense com sua própria cabeça e seja crítico: se aquele influencer que você vem seguindo há tempo vier com uma história de que o coronavírus é só uma gripezinha, ou que não haveria problema nenhum se alguns milhares de pessoas idosas morressem no Brasil, é bom acender uma luz amarela, né? 

Procure ser crítico também em relação ao que acompanha na mídia profissional. Conheça veículos tradicionais e explore o mundo da imprensa alternativa. Nada melhor que a pluralidade para formar sua própria opinião.

3) Se ligue nos detalhes dos conteúdos: 

Uma coisa muito comum nesse universo da desinformação são os conteúdos tirados do contexto para causar reações de indignação ou rejeição de pessoas em evidência. Para isso, resgatam-se notícias ou vídeos antigos de determinadas situações, jogando esses conteúdos nos feeds como se fossem novos. É importante ter atenção às datas das notícias que você recebe para ver se se trata, mesmo, de conteúdo atual. 

Recentemente, antes da pandemia do coronavírus estourar no Brasil, um médico super popular, que atua na TV e tem canal no Youtube – ele é um fenômeno <3 – expressou que a população deveria ficar calma em relação à covid-19. Isso, no final de janeiro. Mais de dois meses depois, o quadro é totalmente outro, e esse mesmo médico já fez mil vídeos e manifestações com orientações de cuidados, inclusive ensinando a lavar corretamente as mãos. Mas pessoas que quiseram prejudicá-lo em função de sua atuação junto à população carcerária (sem comentários) resgataram o vídeo de janeiro, para tirar sua credibilidade. Feio, né? Já está tudo resolvido e as redes sociais já removeram o conteúdo descontextualizado (denunciar também funciona!). Pelo menos serviu pra gente ter o nosso exemplo. ;)

4) Preste atenção na qualidade do texto: 

Textos idôneos produzidos por comunicadores profissionais, seja na imprensa ou em canais de comunicação, são corretos, sóbrios e sem afetações. Se o texto tiver erros de ortografia, frases apelativas, chamadas absurdas e sensacionalistas, desconfie.

5) Verifique quem são as fontes do texto: 

Salvo nos casos de artigos assinados, em que o autor, seja ele jornalista ou qualquer outra pessoa, expressa sua opinião a respeito de assuntos de interesse público, os textos com conteúdo informativo sempre identificam suas fontes. A informação nunca cai do céu. As fontes podem ser pessoas ligadas a instituições, ou então as instituições mais genericamente. Um texto sem fontes é muito suspeito. Desconfie!

6) Siga o caminho do conhecimento cético: 

Os pesquisadores Bill Kovach e Tom Rosenstiel, veteranos jornalistas americanos e autores de vários livros sobre jornalismo, sugerem que os leitores façam algumas perguntas para verificar a qualidade da informação: A informação está completa? Se não está, o que falta? Quem ou quais são as fontes dessa informação? Por que devo acreditar nelas? Que provas são apresentadas? Como elas foram testadas e examinadas? Quais podem ser as alternativas para explicação ou compreensão do que está apresentado? Eu estou aprendendo o que preciso aprender com esta notícia? Dependendo das respostas, você poderá identificar o quanto pode confiar no que está lendo.

7) Conheça e consulte as iniciativas de verificação: 

É tendência mundial a prática de checagem de informações que circulam na imprensa, nas mídias sociais e em outros canais por meio de agências especializadas e certificadas. No Brasil, são exemplos de agências especializadas a Lupa e a Aos Fatos – em ambas você pode conferir, inclusive, a verificação de várias informações sobre a pandemia de coronavírus no Brasil e no mundo. O site da Câmara dos Deputados também disponibiliza o Comprove, pelo qual os cidadãos podem enviar consultas sobre conteúdos divulgados pelas redes sociais ou sites de internet relacionados àquela casa legislativa.  

Vamos parar por aqui nas dicas, já que 7 é conta de mentiroso. Esperamos ter te ajudado a entender um pouco mais sobre o fenômeno da desinformação. Mentira tem perna curta, como dizia sabiamente a sua vó. Mas também toma rasteira.

Quem chegou até aqui, esperamos ter ajudado a mudar a sua visão sobre “fake news” e até mesmo te feito entender que esta não é a melhor nomenclatura - afinal, em teoria, nenhuma notícia deveria ser falsa quando feita por veículos e profissionais sérios e com boa reputação.

Não sejam mais aquelas pessoas que compartilham textos sem checar a veracidade ou que encaminham uma mensagem no Whatsapp de forma irresponsável apenas porque corrobora a sua opinião. Aliás, se você conhece quem faz isso, envie o link deste post para essa pessoa. ;) #ficaadica

Vamos cada um fazer a sua parte. Em um mundo com excesso de informação, sejamos aqueles que contribuem para que a informação correta circule por aí.

Para produzir este post, a gente consultou:

Esta notícia do portal Brasil Escola: 01 de abril – Dia da Mentira

Esta notícia da Folha de S.Paulo: TVs e jornais lideram índice de confiança em informações sobre coronavírus, diz Datafolha

Este documento da Unesco: Jornalismo, fake news & desinformação: manual para educação e treinamento em jornalismo

Este artigo científico da USP: A interação mediada na era digital

Este artigo científico da Science (acesse a versão completa via Portal de Periódicos da Capes): The science of fake news

Este site: https://www.internetworldstats.com/

O livro “Blur: how to know what is true in the age of information overload”, de Bill Kovach e Tom Rosenstiel (Nova York/Berlim/Londres, Editora Blomsbury, 2010).

Uma atualização:

Em 30 de junho, o grupo de divulgação científica Vidya Academics, criada por alunos e docentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, em parceria com o Pretty Much Science, criou o Coronavírus – Manual das Fake News. Além de oferecer os conteúdos checados, a produção reuniu alguns dos elementos mais encontrados nas fake news. Semelhantemente a um check-list, o material permite que os usuários observem se o conteúdo recebido em suas redes sociais se enquadra à estrutura que as informações falsas costumam ter. 

Vale muito a pena consultar aqui.

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Vírus, bactérias, fungos, protozoários: qual a diferença entre os micro-organismos?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 jun 2020 16:26 Data de Atualização: 24 jun 2020 16:36

Ok, a gente tá careca de ouvir falar em coronavírus, que, obviamente, é um vírus.  Mas, em tempos de pandemia e com tanta gente falando de remédio, prevenção, doenças, tratamentos, você lembra mesmo  o que são cada um desses “bichinhos” que causam boa parte dos males  físicos do ser humano?

Se você prestou atenção na aula de biologia, vai lembrar que todos esses agentes microscópicos são classificados em uma grande categoria (os micro-organismos), mas são vários tipos diferentes. Se você  já esqueceu  dos detalhes  porque achou que nunca mais ia ter que pensar sobre isso,  a gente relembra pra você.

Quem nos explicou todas as informações abaixo que vamos compartilhar com vocês foi o professor de biologia Leandro Parussolo do Câmpus Florianópolis.

Os micro-organismos

Os micro-organismos (genericamente chamados de micróbios ou germes) são seres microscópicos (invisíveis ao olho nu) e existem na Terra há bilhões de anos, antes do surgimento das plantas e dos animais. Os micro-organismos são as menores formas de vida existentes e, coletivamente, constituem a maior parte da biomassa da Terra e executam muitas reações químicas essenciais para os organismos superiores (inclusive dentro de nós!). O meio em que vivemos está repleto de micro-organismos, pois esse é o grupo de seres vivos mais amplamente distribuído na natureza.

Embora os micro-organismos sejam antigos, a humanidade passou a maior parte de sua história sem fazer ideia que esses seres estavam entre nós. Faz só uns 300 anos, depois da invenção do microscópio, que a gente passou a saber que existiam mais coisas entre o céu e a terra do que julgavam os nossos olhos. E, ainda assim, só depois do século XX, com a possibilidade de análise de material genético, é que os “bichinhos” foram mais bem estudados e compreendidos.

Os principais grupos de micro-organismos são os vírus, bactérias, protozoários, algas e fungos. 

Vírus

Diferentemente de todos os outros grupos de micro-organismos, os vírus são considerados formas particulares de vida, pois são seres acelulares (não apresentam organização celular) e dessa forma, são parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, necessitam de células hospedeiras para se reproduzirem. Segundo Parussolo, a célula invadida por um vírus passa a trabalhar quase exclusivamente na produção de novos vírus. Uma única partícula viral infectante é capaz de originar rapidamente centenas de novos vírus dentro da célula hospedeira.

A maioria dos vírus mede menos de 200nm (2x10-4 mm), podendo ser observados somente ao microscópio eletrônico. Os vírus de estrutura mais simples são constituídos pelo material genético (que pode ser DNA ou RNA) envolto por uma cápsula proteica (capsídeo). Certos tipos de vírus possuem um envelope lipoproteico que envolve a capsídeo. Os vírus HIV, Influenza (vírus da gripe) e o novo coronavírus são exemplos de vírus envelopados (e é por isso que água e sabão são eficientes contra o coronavírus, pois o sabão destrói essa capa de gordura que o faz aderir a outras células).

É muito comum ouvirmos que os vírus sofrem muitas modificações. Como isso acontece? Quando uma partícula viral invade a célula hospedeira, sua molécula de ácido nucleico é liberada e passa a comandar o metabolismo celular com a finalidade de aumentar o número de cópias do vírus. Como o processo de geração de cópias dos vírus ocorre de forma muito rápida, as chances de acontecerem erros (mutações), gerando novos tipos de vírus, são muito grandes. Além disso, os  vírus que guardam suas informações genéticas em moléculas mais simples, denominadas RNA (caso do coronavírus e o vírus da gripe comum), estão ainda mais propensos a sofrer mutações. Essas mutações podem ser diversas e, inclusive, gerar uma proteína que os anticorpos não identificam como sendo um invasor ou pode modificar uma proteína que é alvo de uma terapia, e o antiviral passar a não fazer mais efeito. Ou seja: não é mole, não.

Bactérias

As bactérias são seres procariontes unicelulares, ou seja, apresentam células mais simples que as de todos os seres vivos eucariontes, pois não apresentam núcleo nem compartimentos membranosos no citoplasma. A maioria das bactérias medem entre 0,5 e 5µm e podem ser encontradas em grande diversidade de ambientes.

Existem milhares de espécies de bactérias, que diferem quanto ao metabolismo, ao hábitat e à forma das células. As células bacterianas podem apresentar forma esférica (coco), de bastonete (bacilo), espiralada (espirilo), de vírgula (vibrião), bem como agrupamentos celulares, tais como cocos reunidos em forma de cacho de uvas (estafilococos) e cocos alinhados em cadeias que lembram colares (estreptococos). As formas das células e/ou arranjos celulares são muitas vezes utilizadas na classificação biológica, por exemplo os gêneros Staphylococcus e Streptococcus, bem como são utilizados popularmente para se referir a algumas bactérias, como o bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis).

As bactérias se reproduzem de forma assexuada por bipartição, uma célula divide-se em duas geneticamente iguais e, por esse processo, em algumas horas, sob condições ambientais adequadas, uma única bactéria pode dar origem a milhares de descendentes geneticamente idênticos entre si (clones). A parte boa é que, ao contrário do vírus, temos muitas bactérias “do bem”, que auxiliam a vida do planeta, das pessoas e dos animais. As bactérias da nossa microbiota intestinal, por exemplo, nos auxiliam na digestão e nos protegem contra micro-organismos patogênicos por produzir substâncias que inibem seu crescimento ou por competição de nutrientes.  

Um alerta dado pelo professor  Parussolo: em se tratando de bactérias patogênicas, um dos grandes problemas da atualidade é a resistência bacteriana aos antibióticos. Estudos recentes têm demonstrado que em 2050, se não forem intensificadas as medidas de controle da resistência, as infecções bacterianas serão responsáveis por milhões de mortes no mundo. 
A resistência bacteriana é um fenômeno de evolução natural, que ocorre quando as bactérias passam por mutações e tornam-se resistentes aos medicamentos usados ​​para tratar as infecções. Dessa forma, os tratamentos disponíveis começam a se tornar ineficazes, as infecções persistem e podem se espalhar para outras pessoas. Um dos principais fatores associados à resistência bacteriana é o uso indiscriminado de antibióticos por instituições de saúde, pela população e em práticas agropecuárias, pois pode ocorrer um processo de “seleção”: enquanto as bactérias “sensíveis” são eliminadas a partir desse contato, as “resistentes” permanecem e se multiplicam.

Nas últimas décadas, o mundo tem testemunhado a grande proliferação de bactérias patogênicas resistentes a múltiplos antibióticos, denominadas superbactérias, as quais têm surgido a partir de diversas espécies ou grupos de micro-organismos, alguns dos quais podem ser encontrados normalmente em nosso corpo (na pele e nos intestinos, por exemplo).

Fungos

Quem gosta de shitake, champignon, shimeji, já sabe: cogumelos são  as frutificações de fungos.  Os fungos são seres macroscópicos ou microscópicos, geralmente pluricelulares, eucariotas (com um núcleo celular) e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento, precisam “comer” outro ser). Se cogumelos são gostosos e saudáveis, por outro lado, muitos fungos podem causar doenças a animais e plantas. Quem aí já teve frieira ou micose (também conhecida como “me coce”  - hahaha #sqn), sabe bem do que estamos falando.

Protozoários

Os protozoários são geralmente unicelulares, eucariotas. Uma das principais diferenças entre protozoários e fungos é que, em ambientes líquidos, eles conseguem se locomover, utilizando cílios ou flagelos. Existem vários protozoários causadores de doenças em humanos, como  a amebíase, doença de Chagas, malária, leishmaniose e toxoplasmose. 

Ou seja, existe mais de um tipo de micro-organismo e eles têm formas de desenvolvimento e sobrevivência (nos nossos corpos, inclusive) distintos. É por isso também que os tratamentos e as formas de prevenção são diferentes.

Devo me preocupar?

Conviver com os micro-organismos faz parte da nossa realidade e isso faz com que a gente adquira imunidade. O nosso sistema imunológico trabalha pra isso. Só que quando a gente tem contato com altas cargas virais, a gente pode adoecer.

Para evitar o adoecimento, o importante é manter hábitos de higiene como a lavagem de mãos, a etiqueta respiratória (que é cobrir a boca quando tossir e espirrar e usar máscaras), além de evitar ambientes aglomerados onde a disseminação dos micro-organismos é maior. Vejam o que a epidemiologista e professora do curso de Enfermagem do IFSC, Vanessa Jardim, fala sobre isso:

 

Mas e o coronavírus?

A preocupação com o coronavírus é que os cientistas ainda não conseguiram definir qual é a resposta imunitária  no padrão populacional ao novo coronavírus. Como a disseminação desse vírus é muito rápida, aí entra mais um problema: não dá pra simplesmente expor toda a população ao vírus porque nosso Sistema de Saúde não daria conta de tratar todos que precisassem.

Em tempos de pandemia, é importante destacar que, para o novo coronavírus, segue a orientação do distanciamento social, de lavar bem as mãos (e as compras do mercado, né) com água e sabão ou usar o álcool 70 e de usar máscaras. 

Mas lembre-se que isso serve apenas para os vírus com camada externa lipídica. Alguns micro-organismos podem seguir existindo e tudo bem. É justamente a convivência com esses micro-organismos que faz nosso corpo desenvolver defesas naturais e não permitir que a gente adoeça por qualquer sujeirinha.

Portanto, cuide-se ainda mais neste momento por causa do coronavírus!

Esperamos que o post tenha sido esclarecedor, mas, se tiver mais dúvidas, mande pra gente ou deixe nos comentários.

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Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 17 jun 2020 21:10 Data de Atualização: 18 jun 2020 18:40

O professor passa um trabalho acadêmico. Qual a primeira coisa que você faz?

Se a resposta for “Digito o tema no Google e clico em pesquisar”, este post é pra você. 

Não desmerecendo o trabalho incrível dos sites de busca que muito nos ajudam, queremos destacar a importância de fazer pesquisas acadêmicas utilizando os periódicos on-line. 

Sabemos que este é um mundo que só passa a ser desbravado quando você entra no meio acadêmico e, normalmente, a partir da graduação - muitos só na pós-graduação como em programas de mestrado. Por isso, nem todos são familiarizados com o termo periódicos e com a forma de busca nessas plataformas.

Hoje vamos explicar o básico do que são, como utilizar e o que quem é aluno(a) do IFSC, consegue acessar. Quem nos ajudou a organizar essas informações foram a coordenadora do Sistema de Bibliotecas do IFSC, Renata Ivone Garcia, e a bibliotecária Karla Viviane Garcia Moraes da Diretoria de Ensino do IFSC.

O que é um periódico?

Conforme está no Manual de Comunicação Científica do IFSC:

“Os periódicos científicos, sejam eles impressos ou on-line, são importantes veículos de comunicação formal entre os cientistas. Tratam-se de elementos fundamentais para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, já que é por meio deles que se apresentam os resultados das pesquisas realizadas em todas as áreas de conhecimento.”

Essas publicações reúnem diversos estudos, resenhas e artigos de pesquisadores, cientistas e especialistas em determinados assuntos. Eles têm uma publicação periódica - daí o nome -, então alguns têm edições bimestrais, outros semestrais, anuais e por aí vai. Muitos são publicados na internet e, por isso, chamamos de periódicos on-line.

Os periódicos são as melhores fontes de consulta para trabalhos acadêmicos, pois trazem o que há de mais recente nos estudos científicos daquele assunto. Os mais conceituados são aqueles que trabalham com sistema de avaliação por pares, o que quer dizer que todos os artigos publicados neles foram, necessariamente, submetidos à avaliação de outros pesquisadores da mesma área. Ou seja, não é qualquer estudo preliminar, incipiente ou mesmo duvidável que ganha espaço nos periódicos mais relevantes - e é isso que dá o caráter científico a essas publicações. 

Você já deve ter lido alguma notícia sobre a Covid-19 que menciona publicações em periódicos de renome nacional e internacional, o que demonstra a relevância dessas fontes.

Cada periódico pode ter o seu site e existem também plataformas que reúnem diversos periódicos. Sendo assim, é muito recomendável utilizar essas ferramentas em pesquisas acadêmicas pelo fato de ser mais fácil encontrar fontes confiáveis (acadêmicas de fato) de uma determinada área, já que estão compiladas numa única plataforma. Além disso, nos periódicos científicos estão disponíveis os estudos mais recentes sobre as diversas áreas do conhecimento, já que o ritmo de produção de livros científicos, no mercado editorial, é bem mais lento do que o dos periódicos.

Desvendando o Portal de Periódicos da Capes

No Brasil, ao falar de periódicos, não tem como não lembrar do Portal de Periódicos da Capes - a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Esse portal é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica nacional e internacional. Ele conta com um acervo de mais de 45 mil títulos com texto completo, 130 bases referenciais, 12 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual. Uma base pode ser entendida como um repositório de conteúdos que permite a pesquisa em vários diferentes periódicos, utilizando uma mesma ferramenta.

Com o Portal de Periódicos da Capes, os alunos de instituições de ensino no Brasil possuem acesso às mesmas informações científicas de estudantes de instituições estrangeiras, como Oxford e Harvard, por exemplo. Como destaca a nossa bibliotecária Renata Ivone Garcia, “o Portal da Capes representa a democratização do acesso ao melhor conhecimento científico mundial”. 

Qualquer um pode acessar?

O Portal de Periódicos da Capes tem um conteúdo gratuito, que pode ser acessado por qualquer pessoa pela internet, e tem um conteúdo assinado que está disponível para os acessos com IP identificado das instituições participantes (ou seja, em computadores dentro das instituições). Também é possível o acesso para membros da Comunidade Acadêmica Federada (CAFe), que inclui diversas instituições, inclusive o IFSC. 

Servidores e alunos do IFSC podem acessar esse conteúdo pago de duas formas: navegando pela rede de internet do Instituto ou fazendo login na CAFe de qualquer lugar - inclusive a sua casa. Agora que estamos com atividades presenciais suspensas, é possível ter acesso somente pela CAFe, no site do IFSC explicamos como

É muito difícil pesquisar em periódicos?

Sabemos que muitos estudantes acham difícil - e até chato - utilizar banco de dados como o Portal de Periódicos da Capes. Mas adivinhe? Para se familiarizar com as ferramentas é necessário utilizá-las. 

Sim, não existe segredo, só usando mesmo. Acredite na gente: você passa a gostar cada vez mais da ferramenta quando começa a perceber tudo o que ela oferece e o mundo que ela nos abre! ;)

Como utilizar

No próprio Portal de Periódico da Capes você encontra um espaço de suporte com diversos materiais e treinamentos de como utilizar de maneira qualificada os recursos disponíveis nessa ferramenta incrível! Os treinamentos têm cerca de duas horas e são oferecidos diariamente em diferentes turnos. O interessado também pode escolher um dia em que a oferta vá focar mais em sua área do conhecimento

Se quiser um passo a passo, acesse esse Guia da própria plataforma.

Para ajudar ainda mais, nossas bibliotecárias também nos passaram algumas dicas.

As buscas no Portal de Periódicos Capes se dividem em: assunto, periódico (o mesmo que revista científica), livro e bases de dados.

 

Buscar base: Fazer buscas diretamente em bases de dados específicas é uma ótima estratégia de pesquisa. Para encontrar bases oportunas ao tema de pesquisa, uma dica é buscar por área do conhecimento.

Desse modo, será disponibilizada uma lista de base de dados. Para acessá-las, basta clicar em cima do nome. Em seguida, será feito o redirecionamento com validação e autorização de acesso. 

Buscar Periódico: outra estratégia relevante é fazer buscas diretamente em periódicos, ou seja, em revistas científicas. Pode-se buscar pelo título específico, ou ainda, para encontrar periódicos relacionados ao tema de pesquisa, uma dica é buscar por área do conhecimento.

O Portal também disponibiliza acesso a diversos e-books em acesso aberto e em diferentes línguas, como português e inglês. Pode-se buscar pelo título da obra, autor ou editor/fornecedor. Outra dica é refinar a busca por livros digitais em português.
 
Buscar Assunto: outra opção de busca no Portal é diretamente por assunto, de forma que os resultados representam a recuperação de materiais de diferentes periódicos e bases de dados. Mais uma dica -> Dê preferência para a busca avançada, tendo em vista as opções de recursos.

Nessa busca, conseguimos aplicar parâmetros bem interessantes, como período temporal, tipos de trabalhos (artigos, patentes etc) e várias palavras-chaves ao mesmo tempo. A definição de uma ou mais palavras-chaves que de fato representem o conteúdo a ser buscado também é imprescindível para que se obtenha um resultado interessante para o pesquisador. 

Nossas bibliotecárias ainda chamam atenção para mais estes detalhes:

* Não aparece em idioma a opção de português, mas após a exibição dos resultados é possível filtrar pelo idioma desejado. 

* Uma ótima estratégia é utilizar os operadores booleanos (AND, OR, NOT), que facilitam na recuperação eficaz. O "AND" deve ser usado quando se quer buscar duas palavras juntas, o "OR" para buscar uma palavra ou outra, e o "NOT" para não incluir resultados com alguma palavra específica (bastante útil quando o termo é utilizado em mais de uma área de estudo). Exemplo: se a intenção é pesquisar acessibilidade física no Brasil, indica-se o operador ‘AND’ e aí na busca devem ser inseridas as palavras "acessibilidade" em um dos campos e "física" no outro.

* Para buscas dos termos exatos - quando se quer buscar mais de uma palavra ou uma frase, por exemplo - usa-se sempre as palavras entre aspas duplas. Por exemplo: “física quântica”.

* A escolha de palavra-chave adequada pode alterar todo o rumo de uma pesquisa. Algumas vezes, determinado assunto só tem publicação em língua estrangeira e é necessário que se utilize, geralmente, a palavra-chave em inglês para obter resultados na pesquisa (utilize tradutores on-line que facilitam na escolha do termo em inglês e até na tradução do artigo pesquisado). Outra dica é, caso você já tenha encontrado estudos sobre o tema que deseja, observar as palavras-chave que eles definem no início do estudo e utilizá-las na busca para encontrar novos estudos sobre o tema. 

Se você é daquelas pessoas organizadas, vai adorar este recurso. É possível criar uma conta no chamado ‘meu espaço’, de maneira que ali podem ser salvos os materiais pesquisados, bem como organizá-los em pastas. 


 

Estamos aqui para ajudar

Pode ser que, no começo, você estranhe um pouco os periódicos ou tenha dificuldades nas buscas. Mas quanto mais você utilizar, mais você vai se familiarizar com as ferramentas e se beneficiar de tudo o que elas possibilitam, além da riqueza de conteúdo que irá encontrar.

Para quem ainda tiver dúvidas e quiser uma ajuda com isso, nossos servidores que trabalham no Sistema de Bibliotecas podem auxiliar. Por causa da pandemia, nossas bibliotecas seguem fechadas, mas vocês podem mandar e-mail para coordenação.bibliotecas@ifsc.edu.br ou direto para o endereço da biblioteca do seu câmpus (veja aqui).

Aliás, vocês sabiam que, entre os serviços prestados pelas nossas bibliotecas, temos levantamento bibliográfico, referência de materiais e orientação para normalização de trabalhos acadêmicos? Entre em contato se precisar!

E nós temos ainda um manual para ajudá-los na escrita científica e modelos para a elaboração de trabalhos acadêmicos e artigos, banner e apresentações. Vejam aqui.

Acervo Virtual do IFSC

Além do acesso ao Portal da Capes, quem é aluno(a) e servidor(a) do IFSC também possui direito a um acervo virtual com as mais diversas áreas do conhecimento, totalizando mais de 140 mil títulos. Os alunos podem acessar o acervo por meio do Sigaa e os servidores pela Intranet. Veja aqui mais informações.

Neste momento de estudos em casa, ter acesso a essas ferramentas é fundamental! #IFSCemcasa
 
Mais conteúdo liberado na pandemia

Como se não bastasse disponibilizar seu próprio Portal de Periódicos, a Capes compartilhou iniciativas de diversas editoras que, neste momento, se uniram em uma corrente a favor da ciência para ampliar as oportunidades e beneficiar acadêmicos de todas as áreas do conhecimento. <3

Vamos colocar abaixo o material que recebemos deles:

Plano de apoio da Gale Cengage

A editora elaborou uma página com recursos que permanecerão em acesso gratuito até 30 de junho de 2020. Uma das ferramentas disponibilizadas é a base de dados Academic One File – indexada no Portal de Periódicos CAPES.

Lives e webinar da Elsevier

A editora Elsevier oferece uma agenda repleta de opções para estudantes e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, com apresentações on-line gratuitas que abordam especificidades de bases disponíveis no Portal de Periódicos CAPES. Além de visualizar as oportunidades pelo Portal de Periódicos, os usuários podem acompanhar as ações pelo perfil do instagram @laselsevier.

Cursos gratuitos para usuários da plataforma IEEE

Até 30 de junho, as instituições participantes do Portal de Periódicos CAPES que têm acesso à plataforma IEEE Xplore, do Institute of Electrical and Electronic Engineers, têm uma oportunidade única para aprimoramento em campos da engenharia. Foram disponibilizadas centenas de cursos on-line sobre inteligência artificial, blockchain, 5G, veículos autônomos, internet das coisas, segurança cibernética, entre outros. 

Certificações gratuitas da Karger

Usuários de todas as áreas têm à disposição a oportunidade de escolher entre duas certificações da editora Karger para aprimorar a percepção acerca de publicação científica – ou fazer os dois cursos. A oferta é válida até 30 de junho de 2020.

Nossos alunos e servidores podem ver os cursos aqui e solicitar o código de acesso disponibilizado ao IFSC pelo e-mail coordenacao.bibliotecas@ifsc.edu.br. Assistam ao tutorial antes.

Coleção de livros da Cambridge

A Cambridge University Press está oferecendo acesso institucional gratuito a uma coletânea com mais de 2.000 e-books hospedados na plataforma Cambridge Core. O conteúdo está disponível até 29 de junho de 2020.

Quanto coisa, né?

A gente sabe que muita informação pode nos deixar ansiosos e não queremos isso. Aliás, você já leu nosso post sobre não pirar nesse período? Sempre é válido lembrar! Respira, inspira e não pira. :)

De toda forma, compartilhamos o conteúdo e esperamos que seja útil. Se precisar, peça ajuda pra gente! Seguimos aqui com você - separados e mais juntos. 

Esperamos que o post tenha sido esclarecedor, mas, se tiver mais dúvidas, mande pra gente ou deixe nos comentários.

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Um mês de gestão pro tempore: entenda a situação do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 10 jun 2020 18:26 Data de Atualização: 16 jun 2020 14:42

Vocês já têm acompanhado nas últimas semanas a situação na gestão do IFSC. Já fizemos um post sobre isso e agora vamos complementá-lo, resgatando a cronologia dos acontecimentos, tomando como base as informações oficiais que temos disponíveis, para vocês entenderem como chegamos até aqui. Vamos lá?

5 de dezembro de 2019

Dia da votação para o segundo turno das eleições para reitor do IFSC. Concorrem ao cargo os professores Mauricio Gariba Júnior e André Dala Possa. Num processo que teve a participação de 8.270 votantes, o professor Maurício Gariba Júnior foi eleito o reitor para o mandato de mandato 2020-2024 com um índice de votação (IV) de 36,29. O segundo colocado, professor André Dala Possa, ficou com um índice de votação de 26,08. 

Já explicamos aqui como funciona o nosso processo eleitoral.

16 de dezembro de 2019

O Conselho Superior (Consup), órgão máximo e deliberativo do IFSC, homologa o resultado das eleições 2019, nas quais foram escolhidos o reitor e os diretores-gerais de 21 câmpus para o período 2020-2024. Leia neste post o papel do Consup.

13 de fevereiro de 2020

O reitor eleito do IFSC, Maurício Gariba Júnior, e sua equipe são recebidos pela então reitora, Maria Clara Kaschny Schneider, e gestores da Reitoria para a primeira reunião de transição

18 de abril de 2020

Depois de oito anos na gestão, chega ao fim o segundo mandato da professora Maria Clara Kaschny Schneider.

20 de abril de 2020

O professor Lucas Dominguini - na época diretor-geral do Câmpus Criciúma - é nomeado pelo Ministério da Educação para exercer o cargo de reitor pro tempore do IFSC. Entenda aqui o que é um reitor pro tempore.

Quem assina a nomeação é o ministro da Educação, Abraham Weintraub, na portaria 406 de 17 de abril de 2020, publicada no dia 20. Dominguini confirmou que chegou a ser sondado pelo MEC, mas declinou da indicação. No mesmo dia, solicitou ao  MEC que tornasse o ato sem efeito e afirmou que, até que se retificasse o ato, não tomaria nenhuma atitude ou prerrogativa do cargo de reitor.

Com a recusa do professor em aceitar a nomeação, quem fica respondendo pela instituição é a então diretora-executiva do IFSC, Silvana Lisboa, que fez parte da equipe da professora Maria Clara. O IFSC não possui um cargo de vice-reitor. Pelo nosso Estatuto, na hierarquia institucional, quem está na diretoria executiva é quem substitui o reitor quando necessário.

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), à qual os Institutos Federais estão vinculados, envia um ofício ao IFSC justificando a nomeação de um reitor pro tempore ao invés da nomeação do reitor eleito. De acordo com o documento, a nomeação aconteceu porque, durante a análise da conformidade documental do processo de consulta à comunidade, teria sido identificada a existência de restrições, resguardadas por sigilo. Essas restrições, segundo o ofício da Setec, esbarrariam nos requisitos estabelecidos nas previsões do Decreto 9.916, de 18 de julho de 2019, que trata dos critérios gerais para ocupação de cargos em comissão. Por essa razão, o Ministério da Educação teria entendido pela pertinência de sobrestar (termo jurídico que significa interromper, suspender) a análise do processo eleitoral e nomear um reitor pro tempore enquanto isso se resolve.

23 de abril de 2020

O Conselho Superior do IFSC, em sua primeira autoconvocação da história institucional (quando os próprios conselheiros convocam uma reunião ao invés de serem convocados pelo presidente do Conselho, que é o reitor), delibera por encaminhar um ofício ao Ministério da Educação defendendo o resultado do processo eleitoral realizado em 2019. Os conselheiros decidiram também por encaminhar ao MEC indicações de outros servidores que possam temporariamente assumir o cargo de reitor, até que se resolva a situação de sobrestamento do processo de nomeação de Gariba. A decisão sobre quais seriam esses nomes ficou a cargo da gestão eleita.

27 de abril de 2020

Em nova reunião do Conselho Superior, a equipe do professor Gariba apresenta os nomes indicados para enviar como opção ao MEC para assumirem o cargo na condição de pro tempore. Os nomes sugeridos foram os de Adriano Larentes da Silva, Aloísio da Silva Júnior, Andréa Martins Andujar, Flávia Maia Moreira, Jesué Graciliano da Silva e Valter Vander de Oliveira, todos componentes da chapa de Gariba na eleição de 2019, além do próprio reitor eleito.

4 de maio de 2020

O MEC responde aos encaminhamentos por meio de ofício com a justificativa para não nomeação dos nomes encaminhados e com a designação do professor André Dala Possa como reitor pro tempore e uma nova portaria do MEC é publicada

O professor André Dala Possa aceita a nomeação. Em nota encaminhada aos servidores do IFSC, o reitor pro tempore André Dala Possa afirmou reconhecer a eleição do professor Maurício Gariba Júnior e ressaltou a condição de transitoriedade de sua nomeação. André foi o segundo colocado nas eleições de 2019 e, segundo ele próprio afirmou na nota, esse teria sido o critério tomado pelo MEC para optar por seu nome. 

6 de maio de 2020

O reitor pro tempore nomeia o professor Juarez Pontes, que estava aposentado, para assumir a Diretoria Executiva do IFSC. Servidor do IFSC desde 1980, o professor foi diretor sistêmico da antiga Escola Técnica Federal, diretor da Unidade São José e, já na atual institucionalidade, diretor-geral dos câmpus Chapecó e São Carlos do IFSC.

O Conselho Superior do IFSC faz uma nova autoconvocação e delibera por encaminhar à Setec uma solicitação dos documentos relativos à sucessão na reitoria da instituição. Em ofício, o Conselho reivindica a destituição do atual reitor pro tempore, em função de "riscos para a estabilidade institucional" com sua permanência no cargo. O posicionamento consta em nota oficial emitida pelo órgão.

Em outro ofício, os conselheiros solicitam acesso à íntegra dos processos de nomeação do reitor eleito, Maurício Gariba Júnior; de nomeação dos reitores pro tempore Lucas Dominguini, que não aceitou o cargo, e André Dala Possa, nomeado em 4 de maio. 

A reunião contou com a presença do diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Kedson Raul de Souza Lima, que relatou como se deu a escolha do Ministério da Educação por um reitor pro tempore para a instituição.

12 de maio de 2020

Por meio de portarias do reitor pro tempore, são nomeados três novos pró-reitores. Para o cargo de pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, foi designado o professor do Câmpus Lages, Ailton Durigon. A professora Fabiana Besen Santos, do Câmpus Garopaba, foi nomeada para o cargo de Pró-Reitora de Administração e o professor Egon Sewald Junior, do Câmpus Florianópolis, assumiu o cargo de pró-reitor de Desenvolvimento Institucional. 

25 de maio de 2020

Em mais uma reunião, o Consup aprova a proposta para que membros da equipe do reitor eleito Maurício Gariba Júnior participem dos colegiados da instituição. Essa participação não implica na alteração da composição dos colegiados, já que o Consup definiu que a equipe poderá participar das discussões, porém sem direito a voto.

O Consup também aprova uma manifestação favorável à manutenção das atividades de transição de gestão da equipe eleita com as equipes técnicas da Reitoria, a pedido do reitor eleito. Além disso, aprovou a elaboração de novo ofício ao Ministério da Educação (MEC) para cobrar respostas aos ofícios 331 e 332, enviados em 6 de maio e que continuam sem respostas.

26 de maio de 2020

O reitor pro tempore, André Dala Possa, publica a portaria nº 1896 suspendendo as atividades de transição com a equipe de gestão eleita até que ocorra sua nomeação.

4 de junho de 2020

André Dala Possa completa 30 dias no cargo de reitor pro tempore da instituição.

10 de junho de 2020

Em reunião do Conselho Superior, reiterou-se o posicionamento do dia 25 de maio, solicitando emissão de resolução sobre as decisões tomadas naquela reunião e deixando a cargo do reitor pro tempore revisar a emissão da portaria nº 1896 para não incorrer em possível irregularidade administrativa.

16 de junho de 2020

O professor Rafael Nilson Rodrigues, do Câmpus Florianópolis, é designado para o cargo de pró-reitor de Extensão e Relações Externas. 

Gestão pro tempore 

O professor Luiz Otávio Cabral, do Câmpus Florianópolis-Continente, permanece como pró-reitor de Ensino. 

Houve mudanças também em outros cargos de gestão da Reitoria: na Pró-reitoria de Ensino, assumiram a pedagoga Elizabethe Costa Franca (Câmpus Florianópolis-Continente) como diretora de Assuntos Estudantis, o professor Salézio Francisco Momm (Câmpus São José) como diretor de Estatísticas e Informações Acadêmicas e o professor Tiago Morais Nunes (Câmpus Florianópolis) como diretor de Desenvolvimento de Ensino. Já na Pró-reitoria de Extensão e Relações Externas, a professora Letícia Cunico (Câmpus Araranguá) assumiu a diretoria de Extensão.

Nos câmpus, todos os diretores-gerais eleitos já assumiram suas funções, com mandatos pro tempore, já que se aguarda a nomeação do reitor eleito para que iniciem seus mandatos junto com ele. Conheça aqui quem está à frente de cada câmpus.

E agora?

O reitor eleito já declarou que ingressou com ação judicial para buscar a sua nomeação e, apesar de a antecipação de tutela ter sido negada, o pedido ainda não foi julgado. 

Até o momento, o MEC não respondeu os ofícios do Conselho Superior do IFSC pedindo acesso às documentações dos processos de nomeação dos reitores pro tempore, bem como informações da decisão de não nomeação do reitor eleito.

A legislação não prevê um prazo para que a instituição tenha um reitor pro tempore. No Brasil, situações semelhantes já ocorreram em outros institutos e centros federais. O Cefet-RJ, por exemplo, está com uma direção pro tempore desde agosto do ano passado. O Instituto Federal do Rio Grande do Norte também está com uma gestão pro tempore desde abril deste ano - apesar de uma decisão judicial liminar determinar que o reitor eleito assumisse o cargo, nova decisão suspendeu sua nomeação e o IFRN segue com um reitor pro tempore, até que seja julgada em definitivo a ação na justiça ou que o MEC decida pela nomeação do reitor eleito.

Existem algumas possibilidades para a nomeação do reitor eleito: uma decisão judicial favorável à sua ação judicial; uma decisão do MEC por exonerar o reitor pro tempore e nomear o reitor eleito; o reitor pro tempore renunciar ao cargo (e neste caso, o MEC deve nomear outro reitor pro tempore até que se conclua a análise de nosso processo eleitoral que está sobrestada - esse pro tempore pode ser tanto um dos nomes enviados pelo Conselho Superior, que inclui o próprio reitor eleito, quanto outra pessoa); o processo administrativo utilizado pelo MEC como justificativa para a não nomeação ser concluído para que o MEC possa analisar o processo eleitoral do IFSC finalizado em 2019 (que, segundo o próprio Ministério, está parado aguardando por isso).

Como sempre destacamos, acompanhem nossos canais oficiais para ficarem informados. Qualquer nova informação será noticiada por eles.

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Ouvidoria do IFSC: entenda como funciona

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 03 jun 2020 16:56 Data de Atualização: 03 jun 2020 18:33

Se você já fez alguma reclamação em alguma empresa ou órgão público, pode ter recebido a orientação de “Entre em contato com a nossa Ouvidoria”. Nas mídias sociais do IFSC mesmo, dependendo das críticas, sugestões, reclamações e até denúncias, nossa resposta padrão é indicar a Ouvidoria do IFSC

Não fazemos isso porque não queremos conversar com vocês (até porque vocês sabem que adoramos uma interação, não é? <3 )... 

Boneco jogando beijo

Mas sim porque a Ouvidoria é o canal oficial e legitimado para tratar dessas questões, com procedimentos e prazos definidos em documentos oficiais e na legislação

Afinal, o que é a Ouvidoria? Pra que serve? Quando posso recorrer a ela e como funciona o processo depois que uma manifestação é cadastrada?

No post de hoje, vamos explicar tudo isso com base nas informações que a própria Ouvidoria do IFSC nos passou.

O que é uma ouvidoria?

A ouvidoria é um canal para você apresentar sugestões, elogios, solicitações, reclamações e denúncias. No serviço público, a ouvidoria é uma espécie de “ponte” entre você e a Administração Pública (que são os órgãos, entidades e agentes públicos que trabalham nos diversos setores do governo federal, estadual e municipal). A ouvidoria recebe as manifestações dos cidadãos, analisa, orienta, encaminha às áreas responsáveis pelo tratamento ou apuração, responde ao manifestante e conclui a manifestação.

No IFSC, a Ouvidoria foi criada em 2011 pela Portaria 1.782/2011, atendendo aos princípios constitucionais do serviço público definidos no artigo 37 da Constituição Federal: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O IFSC faz parte do Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal, regulamentado pelo decreto nº 9.492/2018. O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) é o responsável pela gestão e manutenção do sistema.

O objetivo da nossa ouvidoria é justamente assegurar a participação da comunidade na instituição, buscando a resolução de problemas e a melhora contínua de serviços e processos e o aprimoramento da gestão institucional.

-> Acesse aqui a página da Ouvidoria do IFSC

Quem cuida da Ouvidoria?

Por uma questão legal - lei nº 13.460/2017 e decreto nº 9.492/2018 -, é necessário ter um gestor - na figura de ouvidor - para viabilizar essa comunicação. No IFSC, o ouvidor também atuar como secretário executivo da Comissão de Ética.

O ouvidor é um(a) servidor(a) escolhido pelo gestor máximo da instituição, no nosso caso, o reitor. Contudo, pelo decreto nº 9.492, a nomeação, a designação, a exoneração ou a dispensa dos titulares das unidades setoriais do Sistema de Ouvidoria do Poder Executivo federal será submetida, pelo dirigente máximo do órgão ou da entidade, à aprovação da Controladoria-Geral da União, conforme redação dada pelo decreto nº 10.228/2020.

Considerando-se as peculiaridades do trabalho dos profissionais das ouvidorias, há algumas competências que devem compor o perfil profissional de quem for atuar como ouvidor ou ouvidora e que podem contribuir para o aperfeiçoamento dos serviços públicos prestados.

Por se tratar de um cargo relativamente recente, em geral, não se exige formação ou habilitação específicas para ser ouvidor. Porém, tanto esse profissional como os demais que atuam nas ouvidorias devem mobilizar habilidades e conhecimentos no decorrer de suas práticas profissionais. Tais habilidades e conhecimentos não são aqui apresentados de forma rígida e acabada, devendo as diversas unidades identificar e organizar sua aplicabilidade, diante do contexto específico das suas atividades.

No Manual de Ouvidoria Pública feito pela CGU são apresentadas as competências desejadas do profissional da Ouvidoria.

Por que entrar em contato com a Ouvidoria?

Como órgão público, temos o compromisso de prestar um bom serviço à comunidade, afinal, é para isso que existimos e só existimos em função de recursos públicos que saem do seu bolso. Por isso, é importante que a gente saiba o que vocês pensam da nossa instituição, seja uma avaliação positiva - em forma de elogio - ou negativa - como uma reclamação.

Se tem algo acontecendo de errado no IFSC, também precisamos saber para resolver e aí vocês podem fazer uma denúncia. E se você precisa de alguma informação nossa, estamos aqui para sermos transparentes.

Por tudo isso, é importante que haja o envio de manifestações à Ouvidoria. É a forma oficial de você nos auxiliarem a aprimorar a gestão de políticas e serviços ou a combater a prática de atos ilícitos.

O que é uma manifestação?

A manifestação é o que você quer dizer para a instituição, ou seja, a forma de você expressar seus anseios, angústias, dúvidas, opiniões e sua satisfação com um atendimento ou serviço recebido. Conforme a Controladoria Geral da União (CGU), as manifestações podem ser dos seguintes tipos:

- SIMPLIFIQUE: Se você acha a prestação de um serviço público muito burocrática, poderá apresentar solicitação de simplificação, por meio de formulário próprio, denominado Simplifique!

- SUGESTÃO: proposição de ideia ou formulação de proposta de aprimoramento de políticas e serviços prestados pela Administração Pública federal;

- ELOGIO: demonstração ou reconhecimento ou satisfação sobre o serviço oferecido ou atendimento recebido;

- SOLICITAÇÃO: requerimento de adoção de providência por parte da Administração;

- RECLAMAÇÃO: demonstração de insatisfação relativa a serviço público; 

- DENÚNCIA: comunicação de prática de ato ilícito cuja solução dependa da atuação de órgão de controle interno ou externo. Situações de assédio moral ou sexual se enquadram nesta manifestação.

- PEDIDO DE ACESSO À INFORMAÇÃO: Se você quer ter acesso à informação pública.

É essa categorização que você encontrará na plataforma do Fala.BR, que é a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da Ouvidoria-Geral da União. Desde o ano passado, as manifestações feitas à Ouvidoria do IFSC são cadastradas neste sistema.

Página da plataforma Fala.BR

O antigo sistema e-Ouv foi integrado à Plataforma Fala.BR, que envolve também o sistema e-SIC e os procedimentos para tratamento dos pedidos de simplificação. Mas, para simplificar para vocês, gravem o nome Fala.BR e, se precisarem, acessem a plataforma.

Posso fazer uma manifestação?

Sim, qualquer pessoa, física ou jurídica, pode fazer uma manifestação para o IFSC ou qualquer outro órgão público. Obviamente, isso inclui alunos e servidores. Todo cidadão tem o direito de denunciar as irregularidades que toma conhecimento. Já o servidor público tem o dever de denunciar essas práticas, visando principalmente a moralidade e a eficiência da Administração Pública.

A manifestação pode ser feita de forma presencial, pela Internet, por carta, ou por telefone, a depender das disponibilidades da ouvidoria e das necessidades do usuário. 

Por causa da pandemia do coronavírus, as atividades presenciais no IFSC estão suspensas e, neste período, o atendimento da Ouvidoria está ocorrendo apenas de forma on-line por meio da plataforma Fala.Br ou pelo e-mail ouvidoria@ifsc.edu.br..

Como fazer uma manifestação?

Desde 2019 o Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal funciona por meio da Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação - Fala.BR. Esta plataforma substituiu o sistema e-OUV, com mudanças que visam o aprimoramento dos meios de acesso às Ouvidorias Federais.

O Fala.BR está disponível na internet no endereço https://falabr.cgu.gov.br e funciona 24 horas. Para fazer qualquer um dos tipos de manifestação mencionados acima, você deve acessar esta página. Após selecionar o tipo de manifestação, você terá o opção de criar um login ou de não se identificar.

As manifestações do tipo Simplifique, Sugestão, Elogio, Solicitação e Pedido de Acesso necessitam da realização de cadastro no sistema. Já as manifestações do tipo Denúncia e Reclamação podem ser realizadas tanto mediante cadastro como de forma anônima, sendo que o manifestante que optar pelo anonimato não obterá um número de protocolo e nem receberá uma resposta da ouvidoria para sua manifestação.

Os registros de manifestação de forma anônima são tratados como comunicação de irregularidade nos termos do Decreto nº 9.492/2018. Já as informações pessoais de quem faz uma manifestação estão garantidas pelas leis nº 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação) e nº13.460/2017 (código de defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos).

Só uma observação: caso você queira solicitar uma informação, sugerimos entrar nesta página antes -> https://www.ifsc.edu.br/servico-de-informacao-sic. Já respondemos algumas Perguntas Frequentes sobre o IFSC que, talvez, contemplem a sua necessidade.

O que acontece com a manifestação? 

Mesmo se a sua manifestação foi feita por telefone, e-mail ou de forma presencial, ela é cadastrada na plataforma Fala.Br

Infográfico da Ouvidoria do IFSC

Quando a manifestação é registrada, a pessoa responsável pela Ouvidoria do IFSC faz uma avaliação do caso para identificar a melhor forma de tratá-lo. A ouvidoria poderá:

- responder sua manifestação;
- solicitar que você a complemente;
- prestar orientações;
- encaminhar para a unidade interna responsável por resolver a questão;
- ou poderá também encaminhar para outro órgão/entidade, dependendo do caso. 

Você sempre será comunicado sobre o andamento adotado se tiver se identificado no cadastro.

O prazo para resposta é de 30 dias, prorrogável por mais 30, mediante justificativa. Se o seu prazo não for cumprido, você pode registrar reclamação na Ouvidoria-Geral da União.

O IFSC pode investigar denúncias?

Recebemos todos os tipos de manifestações, mas sabemos que as denúncias chamam mais a atenção e merecem todo o cuidado e o IFSC tem o dever de investigá-las. 

Todo cidadão tem o direito de denunciar as irregularidades que toma conhecimento. Já o servidor público tem o dever de denunciar essas práticas, visando principalmente a moralidade e a eficiência da Administração Pública.

Inclusive, o artigo 143 da Lei nº 8.112/1990 obriga que a autoridade competente, ao ter ciência de suposta irregularidade, promova a imediata apuração, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. Para haver indícios de materialidade do caso, é importante que quem quiser fazer uma denúncia junte o maior número de provas e indique testemunhas para garantir que a investigação seja levada adiante.

Além de apurar, a gestão da instituição deve emitir resposta quanto às solicitações ou reclamações na esfera de sua competência, principalmente demonstrando a forma como o IFSC age.

Quando é caso de polícia?

Para poderem ser apuradas no âmbito administrativo, as denúncias devem ser registradas na Ouvidoria do IFSC. Em casos de denúncias de assédio ou preconceito, por exemplo, a vítima - ou a testemunha - deve recorrer à Ouvidoria formalizando a denúncia pela plataforma Fala.BR com relatos detalhados que são fundamentais para que o órgão possa saber como conduzir cada denúncia.

Conforme prevê a Lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público Federal, o IFSC apura administrativamente todos os atos que envolvam as condutas dos servidores do IFSC. Em casos de violência contra criança e adolescentes, a denúncia poderá também ser feita no conselho tutelar, no Ministério Público Federal e/ou na Delegacia da Infância e da Juventude - se não houver delegacia especializada, pode ser em uma delegacia normal. Cabe ao IFSC apurar administrativamente e, nos casos que envolverem  as esferas cível e criminal, fica a critério do manifestante buscar a apuração.

Nos demais casos que envolvam qualquer espécie de crime, o IFSC recomenda que a vítima, além de cadastrar manifestação na Ouvidoria da instituição, registre, também, uma ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima. Esta ocorrência poderá ser apresentada ao IFSC como um dos elementos de prova para apuração administrativa.

Aí vocês podem estar pensando: mas por que o IFSC não pode agir sem que haja uma denúncia na Ouvidoria quando toma conhecimento, por exemplo, de alguma denúncia nas mídias sociais?

Garota pensando

A questão é que a Ouvidoria não executa um papel de caráter investigativo, ou seja, não registra uma ocorrência por iniciativa própria, com base em notícias e/ou informações compartilhadas na internet. Por isso, voltamos pro começo do nosso post: é preciso formalizar a denúncia para que o processo de investigação possa ser iniciado. 

Para onde vai a denúncia?

Sendo a denúncia considerada apta para apuração, a Ouvidoria avalia qual unidade técnica de apuração é a mais adequada levando em consideração o teor da denúncia. Denúncias com conteúdo mais graves são encaminhadas para a Assessoria de Correição e Transparência do IFSC. Quando as denúncias apresentarem um conteúdo voltado ao descumprimento de valores éticos, elas são direcionadas para a apuração da Comissão de Ética do IFSC.

Mais informações

Poderíamos escrever ainda mais sobre o trabalho da ouvidoria e detalhar melhor a questão do acesso à informação, por exemplo. Vocês querem? Se acharem bacana, enviem e-mail para blog@ifsc.edu.br.

Por ora, vamos encerrar por aqui para não deixar o post ainda mais longo. 

Para quem tiver mais dúvidas sobre o cadastro e o acompanhamento de manifestações pela plataforma Fala.Br, recomendamos acessar este link com Perguntas Frequentes.

Se quiser ver dados ou informações estatísticas sobre a Ouvidoria do IFSC - e de outro órgão -, consulte o Painel Resolveu. As informações que constam no painel são atualizadas diariamente. Para ver os dados do IFSC,  selecione o botão Esfera Federal e, no nome do órgão, busque por IFSC.

Na imagem abaixo, fizemos um filtro considerando o ano de 2019:

Painel com dados da Ouvidoria do IFSC


Contatos da Ouvidoria do IFSC

Como destacamos, em função da pandemia do coronavírus, o atendimento da Ouvidoria está sendo feito apenas de forma on-line pelo e-mail ouvidoria@ifsc.edu.br ou pelo cadastro de manifestação na plataforma Fala.BR.

Quando o IFSC voltar com suas atividades presenciais - que, por enquanto, seguem suspensas até 30 de junho pelo menos -, o telefone da Ouvidoria é (48) 3877-9082 e o endereço é o prédio da Reitoria: Rua 14 de Julho nº 150, Bairro Coqueiros, Florianópolis -SC | CEP 88075-010.

Esperamos que o post tenha sido esclarecedor, mas, se tiver mais dúvidas, mande pra gente ou deixe nos comentários.

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Decifrando o Enem

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 27 mai 2020 10:48 Data de Atualização: 03 jun 2020 18:32

Achamos difícil que alguém - com mais de 10 anos e menos de 80 vai… - não saiba ainda o que é Enem. Quem desconhecia o termo, provavelmente, escutou alguma vez a sigla nas últimas semanas com toda a polêmica que teve de #AdiaEnem (que fez com que o Governo Federal, de fato, adiasse a prova deste ano). Mas, afinal, o que é o Enem, como surgiu, para o que serve e o que nós temos a ver com isso?

Primeira coisa: Enem é a sigla de Exame Nacional do Ensino Médio. Nacional porque, obviamente, é o mesmo exame aplicado para estudantes de todo o País. 

O Enem tem como principal finalidade a avaliação individual do desempenho do participante ao final do Ensino Médio. Conforme edital do exame, os resultados do Enem deverão possibilitar:

- a constituição de parâmetros para a autoavaliação do participante, com vistas à continuidade de sua formação e a sua inserção no mercado de trabalho;
- a criação de referência nacional para o aperfeiçoamento dos currículos do ensino médio;
- a utilização do Exame como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso à educação superior, especialmente a ofertada pelas instituições federais de educação superior;
- o acesso a programas governamentais de financiamento ou apoio ao estudante da educação superior;
- a sua utilização como instrumento de seleção para ingresso nos diferentes setores do mundo do trabalho;
- e o desenvolvimento de estudos e indicadores sobre a educação brasileira.

Atualmente, o Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, cerca de 500 universidades - segundo dados do Ministério da Educação (MEC) - já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular (que é o nosso caso).

Quem organiza todo o exame é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, que é uma autarquia federal vinculada ao MEC.  

No post de hoje, vamos explicar tudo isso. Se você vai fazer o Enem, prometemos informação útil sobre a prova. Se você já fez ou conhece alguém que ainda vai prestar o exame, este texto vai ajudar na contextualização da prova para você não ficar boiando nessas discussões.

Só um recado antes: as inscrições para o Enem 2020 - que foram prorrogadas - terminam nesta quarta-feira (27), às 23h59. Veja as informações neste link.

Um pouco de história

No site do Inep, tem todo o histórico do Enem. Destacamos os principais pontos abaixo:

O Enem foi instituído pela portaria do MEC nº 438, de 28 de maio de 1998 - e suas alterações - , ou seja, ele completa 22 anos amanhã! 

Velas de aniversário


A primeira edição do Enem foi realizada em 20 de agosto de 1998. Foram registradas 157.221 inscrições e 115.575 estudantes fizeram a prova em 184 municípios. O exame foi criado para avaliar o domínio de competências pelos estudantes concluintes do ensino médio e a participação era voluntária

O ano 2000 marcou o início da oferta de recursos de acessibilidade. A edição contou com 390.180 inscritos. Em 2001, as inscrições para a prova passaram a ser feitas pela internet e o número de inscritos chegou a 1.624.131. Neste ano também, os alunos de escolas públicas passaram a ter isenção do pagamento da taxa de inscrição

No ano seguinte, a taxa de abrangência do exame superou 50%. Em 2002, foram 1.829.170 inscritos e as provas foram realizadas em 600 municípios.

Em 2004, o recém-criado Programa Universidade para Todos, o ProUni, começou a usar a nota do Enem para concessão de bolsas de estudos integrais e parciais aos participantes em instituições de ensino superior privadas. Por causa do ProUni, aumentou consideravelmente o número de participantes que realizaram o Enem com o objetivo de entrar em uma faculdade. Eles representaram 67% do total de 3.004.491 inscritos em 2005.

Dez anos após a criação do Enem, o Inep e o MEC anunciaram que o Enem se tornaria o processo nacional de seleção para ingresso na educação superior e também serviria para fazer a certificação do ensino médio. Neste ano, mais de 70% dos 4.018.050 inscritos afirmaram que fizeram o Enem para entrar na faculdade ou conseguir pontos para o vestibular. A prova foi aplicada em 1.437 municípios.

E o Sisu?

Em 2009, com a criação do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, o Enem mudou de formato. O exame passou a ter 180 questões objetivas, 45 para cada área do conhecimento, e a redação. A aplicação passou a ser em dois dias e o exame começou a certificar a conclusão do ensino médio. No ano seguinte, em 2010, os resultados passaram a ser adotados pelo Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior em instituições privadas.

Em 2013, pela primeira vez, quase todas as instituições federais adotaram o Enem como critério de seleção. Foi neste ano que o IFSC passou a utilizar a nota do Enem como forma de seleção em seus cursos de graduação - mas falaremos disso mais pra frente.

E o Enem serve como processo seletivo fora do Brasil também. Desde 2014, algumas universidades portuguesas utilizam as notas do Enem como forma de ingresso de estudantes brasileiros.

A aplicação do exame em dois domingos consecutivos começou em 2017, após consulta pública para identificar melhorias para a prova, e assim segue até hoje. Em 2018, ano em que o exame completou 20 anos, a TV Escola fez um documentário sobre o Enem:

 

Para quem tiver mais curiosidade, há uma série de cinco minidocumentários sobre os bastidores do exame.  

Enem no IFSC

A utilização da nota do Enem como forma de processo seletivo para cursos de graduação do IFSC começou no ingresso de 2013.1, com 50% das vagas destinadas a esse tipo de seleção. Este percentual se manteve até 2017.

A partir do processo seletivo 2018.1, o IFSC deixou de realizar vestibular próprio e passou a adotar a nota do Enem como forma de seleção para todas as vagas de cursos de graduação, ou seja, o ingresso para cursos de graduação passou a ser 100% via Sisu como também divulgamos.

Arte de divulgação de quando o IFSC passou a adotar o Enem


É por isso que, nos nossos canais de comunicação, reforçamos tanto a necessidade de quem quiser fazer um curso de graduação no IFSC se inscrever no Enem. Por exemplo: quem quiser estudar em 2021 no IFSC, tem que já ter se inscrito no Enem 2020 - que sim, teve a sua aplicação adiada, mas o prazo de inscrições foi mantido e prorrogado até esta quarta-feira (27). Não se inscreveu? Corre que a inscrição é só até as 23h59 de hoje neste link

A principal razão que levou o IFSC a adotar o ingresso 100% via Sisu foi o entendimento de que seria uma forma de promover a inclusão - o que, aliás, faz parte da nossa missão. A utilização do Enem como forma de acesso permite que estudantes de qualquer lugar do Brasil possam se candidatar a vagas do IFSC sem ter que vir a Santa Catarina para fazer uma prova de seleção. 

Lógico que a mudança também facilitou a comunicação com o público, uma vez que a seleção para cursos de graduação virou um processo único - e você bem sabe como nosso sistema de ingresso como um todo é complexo diante de tantos tipos de cursos e especificidades, não? rsrs Por isso, sempre que conseguirmos simplificar, melhor, não?  ;)

Teve ainda a questão de redução de custos com a realização do vestibular e principalmente de esforços, considerando todas as etapas que um processo deste tipo envolve - tal como elaboração da prova, distribuição logística, seleção de fiscais, avaliação (inclusive de redação), aplicação...

Enem ou Sisu?

Enem e Sisu sempre vão aparecer juntos. Usamos os dois termos, pois um não existe sem o outro. 

Imagem de cachorro e garo juntos como se fossem o Enem e o Sisu

O Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, é o sistema informatizado do Ministério da Educação, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem. Os candidatos com melhor classificação são selecionados, de acordo com suas notas no exame.

As inscrições para o Sisu ocorrem duas vezes ao ano: normalmente em janeiro e em junho. Inclusive, agora no meio do ano, o IFSC utilizará as notas do Enem 2019 para ingresso nos cursos superiores.

Não fiz o Enem do último ano. Posso fazer uma graduação no IFSC?

O processo seletivo para cursos de graduação do IFSC é feito 100% pela nota do Enem - então se você quer fazer um curso superior de tecnologia, um bacharelado ou uma licenciatura no Instituto (veja aqui os cursos que temos), precisa fazer o Enem ou já ter feito o Enem em algum ano.

Nas primeiras chamadas do nosso processo seletivo semestral para ingressos em cursos de graduação, são selecionados os candidatos com as melhores notas no Enem mais recente, via Sisu, considerando o sistema de cotas. Caso as vagas não sejam preenchidas - já que, algumas vezes, os candidatos são chamados e não fazem matrícula -, existem o que chamamos de vagas remanescentes. Para preencher as vagas remanescentes de alguns cursos, quando é o caso, o IFSC aceita as notas de outros anos do Enem, e aí nesse caso o processo é diretamente com o IFSC e não via sistema do Sisu. Tudo isso sempre é explicado nos editais.

Enem Digital X Enem Impresso

No ano passado, o Governo Federal anunciou uma novidade: a aplicação digital do Enem a partir de 2020. Neste primeiro ano, a aplicação ocorrerá em modelo piloto, mas a intenção é que a implantação do Enem Digital seja progressiva com previsão de consolidação em 2026. 

O Enem Digital, no entanto, não foi disponibilizado para todos. Neste primeiro ano de teste, foram disponibilizadas 101.100 inscrições para os primeiros participantes que optaram pela edição digital, conforme distribuição das vagas previstas no edital - sendo que a aplicação em 2020 só será em 99 municípios. Em Santa Catarina, haverá Enem Digital nas seguintes cidades: Blumenau, Brusque, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e São José.  Apesar das inscrições para o Enem terminarem nesta quarta-feira, todas as vagas para o Enem Digital já foram preenchidas de acordo com o MEC.

A grande diferença da prova digital do Enem para o formato impresso é que, quem for fazer o Enem Digital neste ano, irá responder às questões direto em um computador ao invés de utilizar cadernos de questões e cartões-resposta de papel. As provas digitais serão realizadas em laboratórios de informática de universidades. No cartão de confirmação do candidato, virá o endereço do laboratório de informática onde as provas serão feitas - que serão devidamente supervisionados por fiscais credenciados tal como ocorre na prova impressa.

Com essa nova versão, por meio de computador, o Governo Federal pretende realizar o exame em várias datas ao longo do ano, por agendamento. A aplicação permanecerá em dois domingos e os resultados serão divulgados de forma conjunta.

Em entrevista coletiva em que houve o anúncio do formato digital, o Governo destacou  a economia com a impressão de papel e um ganho para o meio ambiente. Do ponto de vista técnico, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. Também será possível aplicar o Enem em mais municípios.

Sou estudante de um curso técnico integrado com término no meio do ano que vem. O que eu marco na hora da inscrição?

Os alunos que ingressam nos cursos técnicos integrados no segundo semestre, como é o caso de alguns de nossos cursos, só concluirão o ensino médio na metade do ano que vem. Porém, na hora da inscrição precisam informar qual ano do ensino médio estão cursando e fica a dúvida: escolho a opção segundo ano, que é a que estou cursando agora, ou a opção terceiro ano, que será minha condição quando fizer a prova?

Segundo a nossa Pró-reitoria de Ensino, a opção correta é selecionar terceiro ano, condição em que vocês estarão na hora da prova, pois assim a nota de vocês será considerada como avaliativa e vocês poderão se inscrever no Sisu do meio do ano que vem, por exemplo. Caso vocês marquem a opção segundo ano serão considerados "treineiros", ou seja, pessoas que estão fazendo a prova apenas para testar seus conhecimentos e, portanto, não poderão usar a nota para participar de processos seletivos (Sisu, Prouni ou Fies).

Como será o Enem 2020?

O Enem 2020 será estruturado a partir de matrizes de referência disponíveis no Portal do Inep. Aí você se pergunta: o que é matriz de referência?

Homem com cara de quem não entendeu nada

O termo é utilizado especificamente no contexto das avaliações em larga escala para indicar habilidades a serem avaliadas em cada etapa da escolarização e orientar a elaboração de itens de testes e provas, bem como a construção de escalas de proficiência que definem o que e o quanto o aluno realiza no contexto da avaliação. Traduzindo: a matriz de referência é um documento que descreve as competências e habilidades exigidas dos alunos e indica o que pode ser analisado, ou seja, o conteúdo do Exame que deve ser estudado.

O exame será constituído de quatro provas objetivas e uma redação em Língua Portuguesa. Cada prova objetiva terá 45 questões de múltipla escolha. As provas objetivas e a redação avaliarão as seguintes áreas de conhecimento do Ensino Médio e os respectivos componentes curriculares:

- Linguagens, códigos e suas tecnologias, que abrange o conteúdo de Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física, e Tecnologias da Informação e Comunicação;
- Matemática e suas tecnologias, que abrange os conteúdos de Matemática;
- Ciências da Natureza e suas tecnologias, que abrange os conteúdos de Química, Física e Biologia;
- Ciências Humanas e suas tecnologias, que abrange os conteúdos de Geografia, História, Filosofia e Sociologia.

No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas tecnologias. A aplicação terá cinco horas e 30 minutos de duração. É neste dia que o participante responde às questões da prova de Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol) escolhida na inscrição.

No segundo dia do exame, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e suas tecnologias e Matemática e suas tecnologias. A aplicação terá cinco horas de duração.

Como se preparar para o Enem?

Depois de toda uma mobilização nacional, o Enem 2020 foi adiado em função da pandemia do coronavírus. De acordo com o MEC, as datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais (as provas seriam nos dias 1º e 8 de novembro). O INEP pretende promover uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, que será realizada em junho, por meio da Página do Participante.

Mesmo sem data, quem conseguir, já pode ir se preparando para o exame. No ano passado, fizemos um post aqui no Blog com 10 dicas para se preparar para o Enem. O edital do exame é outro, mas as dicas podem ser seguidas. ;)

Mais informações do Enem podem ser obtidas no portal do Governo Federal. Os editais estão disponíveis aqui e tem esta página de Perguntas Frequentes do Inep. E se você não sabe o que é um edital, vale dar uma olhadinha nesse nosso outro post aqui.

Seguimos por aqui para ajudar como for possível! #IFSCemcasa

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A ciência anda na defensiva. E o que todos nós temos a ver com isso?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 mai 2020 12:02 Data de Atualização: 20 mai 2020 17:03

Recentemente no Brasil a gente tem ouvido muito falar sobre a necessidade de valorizar o trabalho dos cientistas e também a respeito das dificuldades causadas pela falta de investimento em pesquisas. Ao mesmo tempo, há uma expectativa muito grande em torno da produção de uma vacina para o novo coronavírus – o que só cientistas podem fazer. E as principais orientações e explicações sobre a Covid-19 repassadas por médicos, profissionais da saúde em geral e divulgadas nos meios de comunicação têm, necessariamente, respaldo científico. Sem esse respaldo, não são confiáveis.

Mas se o trabalho dos cientistas é tão importante para a sociedade, por que é que eles não são valorizados como deveriam?

Te perguntamos mais: como é que nos dias de hoje ainda tem gente que diz que não acredita na ciência? Ou que confunde informação científica com opinião? 

Imagem com a frase "A ciência não está nem aí pra sua opinião"

Sobre isso, inclusive, teve uma live muito bacana com os professores Marcelo Schappo, do Câmpus São José, Bruno Menezes Galindro, do Câmpus Gaspar, e Fernando Scheefer, da Udesc. Vale a pena conferir a gravação.

São tantas contradições e ataques que os próprios cientistas vêm se organizando para reagir e afirmar a importância do seu trabalho. Quem acompanha as mídias sociais deve ter visto a mobilização da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no início de maio, que promoveu várias discussões e fez as hashtags #paCTopelavida e #MarchaVirtualpelaCiencia chegarem aos trending topics do Twitter.

A ciência está em todo o lugar

É possível entender esse movimento como uma preocupação em mostrar a importância da atuação dos cientistas na sociedade, que muitas vezes passa despercebida. Pode ser meio difícil enxergar as descobertas científicas no cotidiano, mas pode acreditar, a ciência está presente na maior parte dos nossos pequenos confortos da modernidade: no nosso chuveiro elétrico, no smartphone onde você provavelmente está lendo este textão, até na panela de pressão onde sua avó faz aquele feijão que só ela sabe. Sim, querido e querida, tem ciência na panela de pressão.

E isso acontece porque o próprio entendimento geral sobre o que é ciência é meio distorcido. Veja só: embora a maior parte dos brasileiros afirme confiar na ciência (73%), um percentual ainda maior (88%) não sabe identificar onde é que se produz ciência no Brasil. Os dados são da pesquisa feita em 2019 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Ou seja, as pessoas em geral afirmam confiar em uma instituição social genérica – “a ciência” – mas têm tão pouca familiaridade com ela, que sequer conseguem identificar onde essa instituição se situa. Nem das universidades e institutos federais essa maioria conseguiu lembrar. 

A imagem que se tem dos cientistas, ou seja, das pessoas que produzem ciência, também aparece de forma um pouco distorcida. É uma imagem positiva, mas que se associa com algum tipo de superioridade intelectual ou condição especial. A maioria das pessoas ouvidas na pesquisa do CGEE define o cientista como alguém diferentão, muito inteligente, que faz coisas úteis para a humanidade. 

Pensou no Albert Einstein com essa ideia? Nós também!

Mas a ciência não é feita só por Einsteins, Newtons ou Maries Curies. Ela é feita pelo seu professor de Análises Clínicas, pela professora de Sociologia, pelo técnico-administrativo que acabou de concluir o mestrado em Educação Profissional e Tecnológica. Os próprios alunos começam a fazer ciência quando se envolvem em projetos de pesquisa junto com seus professores, por exemplo. Vocês sabiam que, no ano passado, um experimento do IFSC, inclusive, foi parar no espaço? Leia aqui essa história.

A ciência também não é só Física, Química ou Matemática. Ela é um tipo de conhecimento entre tantos outros que existem. Por exemplo, o senso comum também é uma forma de conhecimento, assim como a Filosofia, a religião e a arte.

Forma de conhecimento

Uma forma de conhecimento, como assim? Uma maneira de entender a realidade imediata, a realidade do aqui e agora.

Então, a peculiaridade da ciência que a torna diferente dos demais tipos de conhecimento – ou seja, a maneira característica que a ciência tem para entender a realidade – é o método científico. Esse é o grande pulo do gato.

Além disso, a ciência tem outro diferencial muito importante. Toda descoberta científica é uma construção da coletividade dos cientistas. Mesmo que um cientista, ou um laboratório específico, faça uma descoberta ou avanço importante em sua área, essa descoberta ou avanço só vão passar a valer de verdade quando forem validados por seus pares - ou seja, pela comunidade científica. Isso ocorre com a publicação em revistas científicas e a apresentação em congressos, por exemplo. Nenhum cientista trabalha sozinho nem “decreta” por sua própria conta a validade das suas descobertas. É assim que a ciência progride!

Senta que lá vem história

Parece que os conhecimentos sempre foram assim separadinhos cada um no seu quadrado – a ciência aqui, dentro das universidades e instituições de pesquisa, a religião nas igrejas, templos e demais solos sagrados, a Filosofia nos seus departamentos específicos da universidade (muitas vezes junto com a religião), o senso comum na vida cotidiana, a arte nos seus espaços apropriados e transgressores. Mas na verdade essa organização do conhecimento, com sua divisão em territórios demarcados – muitas vezes incomunicáveis – tem uma história muito fascinante.

Até a chamada Idade Média, a igreja era a maior autoridade e qualquer pensamento não teológico, não ligado ao Deus ou à fé cristã, era silenciado (vale lembrar que estamos falando da Europa ocidental e suas colônias, ok?). Conhecia-se muito pouco do mundo, e esse pouco era todo misturado e impreciso. Com o Renascimento, porém, houve um resgate de valores culturais da antiga Grécia, que era mais aberta, e teve início um caminho de transformações que levam à chamada Idade Moderna. Pense em nomes formidáveis como Leonardo da Vinci, que foi autor de algumas das obras de arte mais admiradas do mundo, mas também se aventurou como exímio inventor, botânico, escultor, escritor e portador das mais variadas competências. Ele é possivelmente o melhor exemplo de expressão renascentista.

Nesse terreno fértil, os canteiros da arte, da filosofia e da ciência ainda não estavam demarcados. Os primeiros grandes pensadores foram um misto de filósofos e cientistas. A partir do pensamento desses filósofos, começaram-se a separar as diferentes áreas do conhecimento por meio do desenvolvimento do método científico. A institucionalização das ciências só ocorreu mesmo no século 19. O termo scientist surgiu por volta de 1840, na Inglaterra, e isso pode ser considerado um marco na profissionalização da ciência. Surgia o cientista que conhecemos hoje. E isso não faz nem dois séculos. Dá pra dizer que a ciência profissional é muito recente, se comparar, por exemplo, com as religiões, que são milenares.

O método científico segue determinados passos com rigor e chega a conclusões gerais a respeito dos fenômenos e, repetimos, é ele que torna a ciência diferente dos outros tipos de conhecimento. Pode ser o rigor do método que torna muitas vezes difícil que uma pessoa que não é cientista ou especialista em determinada área compreenda a informação científica. Por exemplo, o famoso naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882) desenvolveu uma enormidade de estudos para formular sua teoria da evolução, que ele explicou no livro “A origem das espécies” em 1859. Isso, na época, afrontou a versão de que a vida teria se originado na forma descrita nos textos bíblicos. E até hoje há quem diga que o criacionismo é uma teoria válida para se considerar em termos concretos, e não simbólicos ou alegóricos. Porém, ela nunca foi comprovada cientificamente.

Quem pode ser um cientista?

Mas voltando ao que estávamos comentando antes: se a ciência não é só feita por Einsteins, se ela pode existir dentro do meu câmpus, na minha pesquisa de Iniciação Científica, no meu TCC, isso significa que qualquer um pode ser um cientista?

Basicamente, sim, qualquer pesquisador que desenvolva um estudo que contribua para aumentar o conhecimento dentro de sua área pode se entender como cientista. E é por isso que cada um de nós que está dentro dos institutos federais, das universidades e de qualquer instituição que trabalhe com conhecimento, podemos fazer a diferença e ajudar a mudar o cenário da crise de legitimidade pela qual a ciência está passando, ajudando a consolidá-la como forma de conhecimento legítimo sobre o mundo e instituição social de vital importância para a sociedade. Engajar-se em entidades de apoio à ciência, participar de eventos e mobilizações, compartilhar informações confiáveis e combater a desinformação são algumas das atitudes que estão ao nosso alcance. Vamos lá?

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Pra terminar, um recadinho:

Combater a desinformação por meio da divulgação de informação científica confiável e de qualidade é uma das melhores formas de contribuir para uma retomada de fôlego da valorização da ciência enquanto instituição de interesse público. (Aliás, vocês chegaram a ler o post que escrevemos sobre desinformação e fake news?)

Nesta época de pandemia, entendemos que o IFSC, com seu corpo de pesquisadores de diversas áreas, tem muito a contribuir. É por isso que vamos lançar na próxima semana um um projeto para responder às principais questões que envolvem a pandemia, tendo os pesquisadores da instituição como fontes de informação científica. Fiquem ligados nas nossas mídias sociais para saber mais! #vemnovidadeporai

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Representações estudantis no IFSC: veja como participar

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 06 mai 2020 15:07 Data de Atualização: 06 mai 2020 16:51

A gente sempre fala que os estudantes são a nossa razão de existir - e é verdade. <3

Trabalhamos para oferecer oportunidades para quem mais precisa e trazer essas pessoas para o IFSC. Assim, elas se tornam nossos alunos.

Enquanto aluno(a), você tem direitos e deveres como os que apresentamos no Guia do Estudante do IFSC. Um dos direitos dos estudantes é justamente participar de organizações estudantis e de colegiados do IFSC que tenham representação estudantil.

Lógico que damos sempre espaço para que os alunos se manifestem, afinal, isso é liberdade de expressão - tão necessária para qualquer ambiente democrático. No entanto, por uma questão de organização institucional, precisamos ter representações oficiais e isso acontece no IFSC por meio de alguns colegiados que vamos explicar neste post.

Participar destes colegiados é uma grande responsabilidade, afinal, quem assume a função representa um grupo de alunos com diversas opiniões nem sempre convergentes. É preciso coragem, e admiramos quem se dispõe a fazer parte dos processos decisórios da instituição. Afinal, são nesses espaços que os debates construtivos ocorrem e onde há a possibilidade de discussões e decisões sempre pensando no que é melhor para o IFSC. 

Vamos lá então? 

Conselho Superior

O Conselho Superior, mais conhecido como Consup, é o órgão máximo do IFSC, de caráter consultivo e deliberativo. É composto por representantes da comunidade interna (docentes, discentes, técnico-administrativos e diretores-gerais dos câmpus), eleitos por seus pares, e de segmentos ligados à educação profissional e tecnológica (sociedade civil, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Pesquisa do Estado de Santa Catarina e Ministério da Educação), tendo o reitor como seu presidente. Neste post aqui, a gente já explicou detalhadamente sobre o Consup.

O Estatuto do IFSC, com base na legislação, definiu que o Conselho deve ter a representação de cinco alunos como titulares e cinco como suplentes. Estes estudantes são eleitos por seus pares, ou seja, pelos outros alunos do IFSC para mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos por mais dois anos. Cada câmpus poderá ter no máximo um representante por categoria, sendo os respectivos suplentes dos mesmos câmpus dos titulares.  

As últimas eleições do Consup ocorreram em 2018. Veja aqui quem são os membros atuais.

O Conselho Superior é o órgão máximo, então ele pode deliberar sobre praticamente qualquer tema dentro da instituição, desde definições orçamentárias até as políticas de ensino, pesquisa e extensão. Veja o detalhamento disso no post já publicado.

Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão

O Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão, ou Cepe, é um órgão normativo e consultivo que trata de políticas educacionais, de pesquisa e de extensão do IFSC. É formado por representantes dos professores e dos técnicos administrativos, além dos pró-reitores de Ensino (presidente), de Extensão e Relações Externas e de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação. Passam pelo Cepe, por exemplo, todas as propostas de criação, reestruturação e extinção de cursos no IFSC, assim como suspensão de oferta de vagas.

Conforme o Regimento do IFSC, no Cepe, os alunos têm direito a cinco representantes titulares e dez suplentes que são escolhidos também por meio de votação direta. O último processo eleitoral para esse colegiado foi realizado no ano passado e o mandato dos membros eleitos (veja aqui quem são) vai até 2021.

Comissão Própria de Avaliação

Outro órgão em que os alunos têm “cadeira” é a Comissão Própria de Avaliação do IFSC, a CPA, responsável pela condução do processo de avaliação interna da instituição, de sistematização e de prestação das informações solicitadas pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).

A CPA elabora e executa a autoavaliação anual do IFSC, com o objetivo de identificar o perfil institucional e verificar a percepção da comunidade acadêmica, formada por servidores e alunos, sobre a qualidade dos serviços oferecidos e o cumprimento de seu compromisso social, observando os princípios do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Também compete à Comissão acompanhar avaliações externas, acompanhar o Plano de Desenvolvimento Institucional e elaborar relatórios anuais, além de tornar públicos os resultados dessas avaliações.

Formada por uma Comissão Central e pelas Comissões Locais nos câmpus e na Reitoria, a CPA conta com representantes dos professores, técnicos administrativos e alunos, eleitos pelos seus pares. Os representantes da sociedade civil são indicados pelo Consup do IFSC.

Conforme o regimento interno da CPA, a Comissão Central é formada por três representantes do corpo discente e respectivos suplentes. Já as comissões locais precisam ter um representante de aluno em cada câmpus.

Os integrantes das comissões central e locais têm mandato de dois anos, podendo haver uma recondução por igual período por meio de processo eleitoral. As últimas eleições para a CPA foram realizadas em 2018 e os atuais representantes podem ser conferidos aqui.

Comitê Gestor de Assistência Estudantil

Em março do ano passado, o Consup aprovou o Regimento do Comitê Gestor de Assistência Estudantil, que já existia antes, mas foi regulamentado a partir de 2019. Conforme o regimento, este comitê possui um representante discente de cada região, escolhido por seus pares, preferencialmente indicado pelas representações estudantis. Eles permanecem no Comitê por dois anos. Veja aqui quem são os atuais integrantes.

Entre as atribuições do Comitê, estão acompanhar e avaliar a revisão e implementação da Política de Assistência Estudantil no IFSC, assessorar a definição anual do financiamento da Assistência Estudantil e acompanhar a sua execução, propor e contribuir no processo de avaliação e monitoramento da Assistência Estudantil, assessorar a Diretoria de Assuntos Estudantis nos temas referentes à Assistência Estudantil e apreciar a execução orçamentária da Assistência Estudantil.
 
Colegiados dos câmpus

Além destes colegiados citados anteriormente e que funcionam de maneira sistêmica, digamos assim, contemplando o IFSC como um todo, cada câmpus possui seu colegiado, que é um órgão normativo e deliberativo por delegação do Conselho Superior, no âmbito deste câmpus e que serve para assessorar a direção-geral, colaborando para o aperfeiçoamento do processo educativo e zelando pela correta execução das políticas do IFSC.

Cada colegiado de câmpus possui seu regimento interno, onde consta a sua composição. Os membros dos colegiados são eleitos também.

Em alguns câmpus, além de participarem do colegiado, os alunos também possuem lugar em outros grupos ou núcleos. Como é algo bem específico, sugerimos que se informem com a direção-geral do seu câmpus sobre isso. 

Representações de turmas

Em 2018, foi aprovado, no Consup, o Regulamento Didático-Pedagógico do IFSC (RDP), que traz as normas referentes aos processos didáticos e pedagógicos. O RDP oficializa a figura do representante de turma, quando trata do Conselho de Classe.

Conforme consta no RDP, “os representantes de turma, orientados pela Coordenadoria de Curso em parceria com a Coordenadoria Pedagógica, realizarão uma avaliação com a turma, a fim de identificarem as questões educativas a serem levadas ao conselho de classe, contribuindo para a avaliação de todo o processo ensino-aprendizagem.”

Assim, é mais um espaço que pode ser ocupado pelos alunos.

Como participar

Se você tem interesse em participar dos colegiados como representante dos alunos, fique ligado(a) nos canais de comunicação do IFSC. Toda vez que um processo eleitoral é aberto - no caso de Consup, Cepe, CPA e colegiado dos câmpus -,  há a divulgação das inscrições com os requisitos de quem pode se candidatar. 

Ao participar dos colegiados, os alunos são dispensados para participar das reuniões. Quando as reuniões ocorrem em outras cidades, os custos de transporte e hospedagem (quando é o caso) são pagos pelo IFSC.

Movimento Estudantil

Aí vocês podem estar pensando: e os movimentos estudantis? Sim, porque não podemos falar sobre a participação de alunos sem lembrar disso. 

Realmente, o movimento estudantil também representa a voz de muitos estudantes. A livre organização dos estudantes é prevista em lei, inclusive. 

No IFSC, temos diversos Centros Acadêmicos e Grêmios Estudantis que possuem seus canais de comunicação e espaços para expor suas opiniões - como é o caso de encontros que tiveram apoio institucional, inclusive.

No post de hoje, nosso foco foi abordar as representações em colegiados. Mas abordaremos os movimentos estudantis em um outro post, ok? Aliás, se tiver ideias para posts futuros, mande pra gente para o e-mail blog@ifsc.edu.br.

Por fim, precisamos lembrar que são nesses colegiados que as principais decisões da instituição são debatidas. Por isso, se você tem um perfil que gosta de contribuir com o debate e até uma habilidade de liderança, ser um representante dos alunos é a oportunidade de estar oficialmente ajudando na gestão do IFSC.

Se você não gosta muito de se expor, mas quer deixar sua opinião, pode entrar em contato com esses representantes - eleitos ou indicados justamente para falar por você. E sempre temos o canal da Ouvidoria do IFSC, aberto para toda a comunidade. 

A gente acredita que só com a participação de vocês podemos melhorar ainda mais o que fazemos.    

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Quem está na gestão do IFSC agora? Entenda o que está acontecendo

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 abr 2020 20:22 Data de Atualização: 04 mai 2020 16:03

A designação de um reitor pro tempore para o IFSC na segunda-feira, 20 de abril, foi um fato inesperado que vem gerando muitas dúvidas na comunidade acadêmica e também na comunidade externa. Isso porque a expectativa era em torno da nomeação do novo reitor escolhido no processo eleitoral de 2019, o que ainda não aconteceu, embora o mandato da antiga reitora já tenha se encerrado.

Atualizando a informação: no dia 4 de maio, o MEC designou novo reitor pro tempore para a instituição.

Neste post nós vamos resgatar a cronologia dos acontecimentos, tomando como base as informações oficiais que temos disponíveis, para te ajudar a entender melhor, e de forma atualizada, em que pé estamos. Vamos lá!

Como o reitor é escolhido

A forma de escolha de um reitor de Instituto Federal está prevista em lei. Até o ano passado, a legislação que tratava disso era a Lei 11.892/2008, que foi a Lei que criou os Institutos Federais, e o Decreto 6.986/2009, que regulamentava especificamente a questão da escolha de nossos dirigentes na Reitoria e nos câmpus.

Neste post aqui explicamos detalhadamente a legislação e os passos que basearam a realização de nosso processo eleitoral em 2019.

O processo eleitoral do IFSC foi finalizado em 16 de dezembro de 2019, com a homologação do resultado pelo Conselho Superior e, portanto, de acordo com a Lei 11.892/2008 e com o Decreto 6.986/2009

No dia 24 de dezembro de 2019, o Presidente da República editou a Medida Provisória 914/2019 modificando esse processo de escolha. Porém, como nosso processo eleitoral foi inteiramente realizado antes dessa alteração, a MP 914/2019 não se aplica ao caso do IFSC.

E o IFSC entrega uma lista tríplice ao MEC? 

Não. Pela legislação que baseou nossas eleições, o processo de consulta envolve toda a comunidade (docentes, técnico-administrativos e alunos) de forma paritária e o resultado é a eleição de um vencedor, e não a formação de uma lista tríplice. Após a eleição, o Conselho Superior homologa o resultado e, então, o nome desta pessoa, exclusivamente, é encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) para nomeação. 

Eleições no IFSC

O processo eleitoral do IFSC foi deflagrado em reunião do Conselho Superior (Consup) realizada no dia 16 de setembro de 2019, quando o Conselho também definiu que a eleição seria realizada em dois turnos e homologou a comissão eleitoral.

A Comissão Eleitoral Central, como previsto no Decreto 6986/2009, foi a responsável por elaborar o regulamento geral e o calendário das eleições, além de coordenar o processo de consulta.

A eleição para a Reitoria teve a participação de quatro candidatos, com o primeiro turno no dia 13 de novembro e o segundo turno no dia 5 de dezembro. Participaram do pleito alunos, professores e servidores técnico-administrativos dos 22 câmpus e da Reitoria.

O candidato eleito no segundo turno, que teve a participação de 8.270 votantes, foi o professor Maurício Gariba Júnior. Ao todo, cerca de 25 mil eleitores da comunidade acadêmica estavam aptos à votação. 

Após a realização da consulta, o resultado foi apresentado pela Comissão Eleitoral ao Conselho Superior, que homologou o processo eleitoral para encaminhamento ao Ministério da Educação.

A documentação da eleição foi então protocolada no Ministério da Educação em 18 de fevereiro de 2020, com o número 23000.004240/2020-31. Ela inclui atas de todas as reuniões realizadas pela Comissão Eleitoral Central e pelo Conselho Superior; apuração de denúncias ocorridas durante o certame; ofícios expedidos; resoluções/editais publicados (deflagração e homologação); fichas de inscrição e documentação comprobatória de todos os candidatos; lista dos eleitores devidamente assinada; mapa de apuração com o quantitativo de votos pelos candidatos por segmento (docente, TAE e discente); termo de homologação da eleição aprovada pelo Conselho Superior.

A Comissão Eleitoral Central emitiu nota sobre o andamento do processo no Ministério, que pode ser consultada aqui.

Quem nomeia o reitor

Após o encaminhamento da documentação ao Ministério da Educação, esta passa por trâmites internos de avaliação e é então encaminhada à Presidência da República, que faz a nomeação do reitor eleito.

Troca de gestão

Como já noticiado, o processo de transição no IFSC havia sido iniciado em fevereiro deste ano. O mandato da agora ex-reitora Maria Clara Kaschny Schneider terminou no sábado, 18 de abril. 
 
Na última semana de seu mandato, havia a expectativa de que o MEC nomeasse o próximo reitor - até em função do prazo de término de mandato que, por lei, é de quatro anos. 

Designação de reitor pro tempore

Na segunda-feira, 20 de abril, o MEC publicou a portaria 406 de 17 de abril de 2020 em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, designou o professor Lucas Dominguini para exercer o cargo de reitor pro tempore do IFSC.

Dominguini, que atualmente está como diretor do Câmpus Criciúma do IFSC, confirmou que chegou a ser sondado pelo MEC, mas não quis assumir o cargo. Conforme publicamos em nosso site, o professor estava, ainda na segunda-feira, em tratativas com o Ministério da Educação para tornar o ato sem efeito e informou que não executaria nenhuma ação como reitor.

No dia 4 de maio, o MEC designou novo reitor pro tempore para a instituição. Desta vez, a escolha do MEC foi pela designação do professor André Dala Possa, segundo colocado nas eleições de 2019.

E o que é um reitor pro tempore? E quando a instituição pode ter um pro tempore?

Um reitor pro tempore é aquele que assume a instituição de forma temporária, nos casos em que, por alguma razão, a instituição fica sem reitor - neste caso, quem faz a designação é o Ministro da Educação e não o Presidente da República. 

Segundo a Medida Provisória 914/2019, poderá haver designação de reitor pro tempore nos seguintes casos: vacância do cargo de reitor ou impossibilidade de homologação do resultado da votação em razão de irregularidades verificadas no processo de consulta.

O IFSC já teve um reitor pro tempore entre junho e dezembro de 2011, quando o cargo ficou vago, pois a reitora na época renunciou ao cargo antes do término do seu mandato para assumir outra função em Brasília.

A instituição pode ter também diretores-gerais de câmpus pro tempore, que são designados pelo reitor. 

Por que o reitor eleito não foi nomeado?

Segundo ofício encaminhado ao IFSC pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), à qual os Institutos Federais estão vinculados, a nomeação de um reitor pro tempore neste momento aconteceu porque, durante a análise da conformidade documental do processo de consulta à comunidade, teria sido identificada a existência de restrições, resguardadas por sigilo. Essas restrições, segundo o ofício da Setec, esbarrariam nos requisitos estabelecidos nas previsões do Decreto 9.916, de 18 de julho de 2019, que trata dos critérios gerais para ocupação de cargos em comissão. Por essa razão, o Ministério da Educação teria entendido pela pertinência de sobrestar (termo jurídico que significa interromper, suspender) a análise do processo eleitoral em referência e nomear um reitor pro tempore enquanto isso.

Quais os próximos passos em relação à nomeação do reitor eleito?

O Conselho Superior, órgão máximo institucional, em reunião realizada no dia 23 de abril, deliberou por encaminhar um ofício ao Ministério da Educação defendendo o resultado do processo eleitoral realizado em 2019. Os conselheiros decidiram também por encaminhar ao MEC indicações de outros servidores que possam temporariamente assumir o cargo de reitor, até que se resolva a situação de sobrestamento do processo de nomeação de Gariba.

A definição desses nomes foi feita pela própria equipe do professor Gariba e apresentada na reunião do Conselho realizada no dia 27 de abril. O MEC respondeu aos encaminhamentos por meio de ofício com a justificativa para não nomeação dos nomes encaminhados e com a designação do professor André Dala Possa como reitor pro tempore.

O Ministério Público Federal também solicitou ao Ministério da Educação no dia 20 de abril, que apresente, em um prazo de dez dias, esclarecimentos quanto a não nomeação do candidato eleito. A resposta 

Como sempre destacamos, acompanhem nossos canais oficiais para ficarem informados. Qualquer nova informação será noticiada por eles.

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Quais as atribuições do reitor e do diretor-geral de câmpus?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 29 abr 2020 18:45 Data de Atualização: 29 abr 2020 20:15

Você deve ter acompanhado em nossos canais institucionais as questões relacionadas ao término do mandato e troca de gestão na Reitoria. E como as eleições para a Reitoria e para os câmpus são realizadas no mesmo período, encerram-se também os mandatos dos diretores-gerais dos câmpus. Veja aqui quem vai assumir em cada câmpus.

Nos próximos dias devemos ter, então, novos gestores tanto na Reitoria quanto nos câmpus.

Mas qual a função desses gestores? Quais são as suas responsabilidades no comando da instituição? É o que explicamos para você neste post!

Onde estão essas definições?

Para começar, é importante saber que todas as atribuições dos cargos e as definições de quem pode ou não ocupá-los, bem como de que forma são feitas as eleições, estão previstos em três documentos principais:

- Lei 11.892/2008 – Lei que criou os Institutos Federais e trouxe as definições mais amplas sobre essas questões;
- Estatuto do IFSC - documento que regulamenta o funcionamento do IFSC, sua finalidade e estrutura, com normas para a tomada de decisões por seus representantes, além de regulamentar os direitos e obrigações dos membros do Instituto;
- Regimento Geral do IFSC - documento que complementa e normatiza as disposições do Estatuto e estabelece a dinâmica das atividades acadêmicas e administrativas e das relações entre os órgãos da instituição.

Além desses, cada câmpus também tem seu próprio Regimento Interno.

Estrutura institucional

A estrutura institucional do IFSC é o que chamamos de multicâmpus, com uma Reitoria como órgão central e 22 câmpus distribuídos pelo Estado e composta da seguinte maneira:

1. Órgãos Colegiados (que inclui o Conselho Superior, de caráter consultivo e deliberativo; e o Colégio de Dirigentes, de caráter consultivo)
2. Reitoria (que inclui o Gabinete e cinco Pró-reitorias: Ensino; Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação; Extensão e Relações Externas; Administração; e Desenvolvimento Institucional)
3. Câmpus

Cada câmpus (e a Reitoria também) é responsável pelo gerenciamento de seu orçamento, que é definido de acordo com um modelo nacional feito pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) em acordo com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC).

Atribuições do Reitor

O reitor é o dirigente máximo da instituição. É ele que representa o IFSC administrativa e juridicamente. Além disso, cabe a ele administrar, gerir, coordenar e supervisionar as atividades de toda a instituição. O reitor também estabelece as diretrizes sistêmicas que serão seguidas por todos os câmpus e pelas pró-reitorias.

Falando especificamente das atribuições do reitor, elas são as seguintes:

- Representar o IFSC;
- Implementar e desenvolver a política educacional e administrativa do IFSC, de acordo com as diretrizes homologadas pelo Conselho Superior;
- Firmar acordos, convênios, contratos e ajustes;
- Expedir editais, resoluções, portarias e instruções normativas;
- Admitir, empossar, exonerar, conceder aposentadoria e praticar demais atos relacionados com a vida funcional dos servidores;
- Criar condições para o aprimoramento do processo educativo;
- Apresentar anualmente à apreciação do Conselho Superior o planejamento e a proposta orçamentária da instituição;
- Apresentar anualmente ao Conselho Superior o Relatório de Gestão e a Prestação de Contas da instituição, antes de encaminhá-los aos órgãos competentes;
- Zelar pela manutenção dos bens patrimoniais;
- Promover o desenvolvimento dos servidores;
- Constituir comissões de assessoramento para auxiliá-lo no desempenho de suas atribuições;
- Nomear e empossar todos os ocupantes de cargos de direção e funções do pessoal do IFSC;
- Delegar a seu substituto legal, Pró-Reitores e Diretores-Gerais dos câmpus, competência para realização de atos inerentes à administração;
- Conferir e assinar graus aos concluintes de cursos de graduação.

É bastante coisa, né? Mas é por isso que o Reitor não trabalha sozinho. Para auxiliá-lo nesse papel, há o Gabinete do reitor, que inclui a Diretoria Executiva (substituto legal do reitor), as Assessorias e a Chefia de Gabinete. Além disso, há as cinco Pró-Reitorias que compõem a Reitoria.

Atribuições do Diretor-geral de câmpus

Os diretores-gerais de câmpus são responsáveis por fazerem a gestão dos seus câmpus, coordenando as atividades administrativas e pedagógicas, ou seja, compete a eles a supervisão dos programas de ensino, pesquisa e extensão e a gestão das atividades administrativas de cada câmpus.

E assim como o reitor é o responsável por representar administrativa e legalmente o IFSC como um todo, os diretores-gerais o fazem no âmbito de seu câmpus, respondendo solidariamente com o Reitor.

As suas atribuições, de forma mais detalhada, são as seguintes:

- Coordenar as políticas educacionais e administrativas, de acordo com as diretrizes homologadas pelo Conselho Superior e demais colegiados sistêmicos, pelo órgão colegiado do câmpus e pelas orientações determinadas pelo Reitor, em consonância com o Estatuto, com o Projeto Pedagógico Institucional, com o Plano de Desenvolvimento Institucional e com o Regimento Geral do IFSC;
- Representar o câmpus junto aos órgãos externos públicos e privados e junto à Reitoria;
- Organizar o planejamento anual do câmpus e participar da elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional;
- Divulgar internamente as informações relevantes para o funcionamento do câmpus;
- Autorizar processos de compras e execução de serviços;
- Propor ao reitor a designação ou dispensa de servidores para o exercício de cargos comissionados e funções gratificadas;
- Apresentar anualmente ao reitor o relatório de atividades de sua gestão;
- Zelar pela manutenção dos bens patrimoniais;
- Autorizar a participação de servidores em eventos e promover o seu desenvolvimento;
- Criar comissões de assessoramento e grupos de trabalho para auxiliá-lo no desempenho de suas funções;
- Expedir portarias e normativas internas;
- Assinar diplomas, certificados e demais documentos acadêmicos relativos aos cursos ofertados no câmpus, mediante delegação do reitor;
- Propor políticas educacionais e administrativas aos órgãos competentes;
- Acompanhar a utilização dos recursos orçamentários do câmpus.

O diretor-geral do câmpus também contato com o Colegiado do câmpus, órgão normativo e deliberativo, para o assessorar e colaborar para o aperfeiçoamento do processo educativo e pela correta execução das políticas do IFSC.

Cada câmpus pode ainda definir atribuições e estruturas específicas de apoio em seu Regimento Interno.

Demais setores da instituição

Como se pode perceber, o reitor é o gestor máximo da instituição e o diretor-geral do seu câmpus. Porém, nenhum deles trabalha sozinho. A instituição conta mais de 2 mil servidores para atender a todos os seus alunos e a sociedade.

E para que tudo funcione da melhor forma, o IFSC é estruturado em diversos setores, cada um responsável por atender a uma área específica. Por isso, quando você precisar de alguma coisa, é sempre mais fácil procurar o setor específico que cuida daquela demanda, se ele não puder ajudar, você será encaminhado para instâncias superiores que possam resolver o problema.

Entre em contato!

E lembre-se: no caso de reivindicações, denúncias, sugestões ou elogios referentes aos diversos serviços do IFSC, você pode entrar em contato com nossa Ouvidoria. Ela existe para escutar você! 

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O que é o Conselho Superior? Quais são as funções desse colegiado?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 27 abr 2020 13:27 Data de Atualização: 27 abr 2020 15:00

Nos últimos dias, tem-se ouvido falar muito sobre o Conselho Superior do IFSC que, diante das incertezas institucionais, autoconvocou uma reunião, que foi realizada na última quinta-feira.

Mas afinal, o que é o Conselho Superior? E por que se fala tanto nele e nas suas decisões?

O Conselho Superior, ou Consup, é o órgão máximo da instituição. Sua existência é prevista na lei de criação dos Institutos Federais (Lei 11.892/2008). Suas funções e composição estão definidas no Estatuto do IFSC.

O objetivo do Conselho Superior é colaborar para o aperfeiçoamento do processo educativo, pedagógico e administrativo da instituição. 

Antes de explicarmos suas funções, vale mencionar que o Consup é um órgão consultivo e deliberativo - ou seja, tem autoridade para tomar decisões para a instituição. E todas essas decisões são feitas por meio de votação entre seus membros.

O Conselho reúne-se ordinariamente a cada dois meses, ou extraordinariamente quando convocado por seu presidente ou por dois terços de seus membros - este segundo caso foi o que aconteceu na semana passada.

 

E quem compõe o Conselho Superior?

A Lei 11.892/2008 prevê que o Conselho Superior dos Institutos Federais seja composto por representantes dos docentes, dos estudantes, dos servidores técnico-administrativos, dos egressos da instituição, da sociedade civil, do Ministério da Educação e do Colégio de Dirigentes. Prevê também que os membros da comunidade acadêmica - docentes, técnicos administrativos e estudantes - estejam representados de forma paritária, ou seja, com igual número de representantes. E a presidência será sempre exercida pelo dirigente máximo da instituição: o(a) reitor(a).

O Estatuto do IFSC, com base na legislação, definiu que o Conselho tem a seguinte composição:

  • Presidente: Reitor (a)
  • Representantes dos diretores-gerais: 5 titulares e 5 suplentes
  • Representantes dos docentes: 5 titulares e 5 suplentes
  • Representantes dos servidores técnico-administrativos: 5 titulares e 5 suplentes
  • Representantes dos discentes: 5 titulares e 5 suplentes
  • Representantes dos egressos: 2 titulares e 2 suplentes
  • Representantes do Ministério da Educação (MEC): 1 titular e 1 suplente
  • Representantes do setor público: 1 titular e 1 suplente da Secretaria de Estado da Educação e 1 titular e 1 suplente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina
  • Representantes da sociedade civil: 2 titulares e 2 suplentes das Federações Patronais e 2 titulares e 2 suplentes das organizações sindicais.

Ok, mas e como são escolhidos os representantes de cada segmento?

Isso também é previsto no Estatuto do IFSC:

Representantes dos diretores-gerais: eleitos por seus pares para mandatos de dois anos, podendo ser reconduzidos por mais dois anos.

Representantes dos docentes, técnicos administrativos e discentes: eleitos por seus pares para mandatos de dois anos, podendo ser reconduzidos por mais dois anos. Cada câmpus poderá ter no máximo um representante por categoria, sendo os respectivos suplentes dos mesmos câmpus.  

Representantes dos egressos: escolhidos mediante sorteio público após abertura de edital para manifestação de interessados, para mandatos de dois anos, podendo ser reconduzidos por mais dois anos.

Representantes do MEC: designados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC).

Representantes da Secretaria de Estado da Educação e da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina: designados pelas próprias instituições.

Representantes das Federações Patronais: escolhidos mediante sorteio público, para mandato de dois anos, entre as seguintes entidades: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina, Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Santa Catarina, Federação Catarinense dos Dirigentes Lojistas. Os membros titulares e suplentes serão das mesmas instituições.

Representantes das Federações dos Trabalhadores: serão escolhidos mediante sorteio público, para mandato de dois anos, entre as seguintes entidades: Conlutas, Federação Sindical, Central Única dos Trabalhadores e Nova Central Sindical. Os membros titulares e suplentes serão das mesmas instituições.

Os atuais membros foram eleitos em votação realizada em 2018. Veja aqui quem são eles.

E quais as funções do Conselho Superior?

O Conselho Superior é o órgão máximo, então ele pode deliberar sobre praticamente qualquer tema dentro da instituição, desde definições orçamentárias até as políticas de ensino, pesquisa e extensão. Listamos abaixo as funções previstas no Estatuto do IFSC:

- Zelar pela observância dos objetivos e finalidades do IFSC; 

- Homologar as diretrizes da política institucional nos planos administrativo, econômico-financeiro, de ensino, pesquisa e extensão, apresentadas pela Reitoria;

- Submeter à aprovação do Ministério da Educação o Estatuto do IFSC, assim como aprovar os seus regulamentos;

- Aprovar a proposta orçamentária anual e acompanhar a sua execução;

- Deflagrar, aprovar as normas e coordenar o processo de consulta à comunidade acadêmica para escolha do Reitor do IFSC e dos Diretores-gerais dos câmpus, em consonância com a legislação; 

- Apreciar as contas da Reitoria, emitindo parecer conclusivo sobre a propriedade e regularidade de registros contábeis, dos fatos econômico-financeiros e da execução orçamentária das receitas e das despesas; 

- Deliberar sobre criação, alteração e extinção dos cursos, observada a legislação vigente; 

- Aprovar o Regimento Geral do IFSC e propor sua reformulação;

- Aprovar o planejamento anual e o Plano de Desenvolvimento Institucional; 

- Constituir outros órgãos colegiados de natureza consultiva, mediante proposta apresentada pelo Reitor, conforme necessidades específicas do IFSC;

- Deliberar sobre valores de contribuições e emolumentos a serem cobrados pelo IFSC, em função de serviços prestados, observada a legislação pertinente; 

- Autorizar a alienação de bens imóveis e legados na forma da Lei; 

- Aprovar a concessão de graus, títulos e outras dignidades; 

- Autorizar, mediante proposta do Reitor, a contratação, concessão onerosa ou parcerias em eventuais áreas rurais e infraestruturas, mantida a finalidade institucional e em estrita consonância com a legislação ambiental, sanitária, trabalhista e das licitações; 

- Aprovar o seu próprio Regimento Interno; 

- Propor a reformulação do Estatuto do IFSC, após consulta à comunidade por meio de Audiência Pública, submetendo-o à aprovação pelo órgão competente do Ministério da Educação; 

- Homologar a nomeação, designação, exoneração ou dispensa dos membros da Auditoria Interna; 

- Deliberar sobre outros assuntos de interesse do IFSC levados a sua apreciação pelo Reitor.

Resumindo isso tudo

Ou seja, o Consup é composto por representantes de todos os segmentos da instituição e também pela sociedade civil. É isso que lhe dá um caráter plural e que permite que ele tome decisões pela instituição de forma ampla e democrática.

As reuniões do nosso Conselho Superior são sempre gravadas e disponibilizadas para que todos possam saber o que está sendo deliberado para a instituição. Você pode assistí-las ou acompanhá-las ao vivo em nosso canal do YouTube.

E você também pode acompanhar as atas e pautas das reuniões e saber quem são os representantes de cada segmento no SIGRH, no item Colegiados.

Participe!

E fique atento: a cada dois anos realizamos eleições para escolha de novos membros e você também pode participar e ajudar a decidir o futuro da instituição.

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Coronavírus: conheça os serviços assistenciais a que você pode recorrer

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 13 abr 2020 16:13 Data de Atualização: 16 abr 2020 14:44

Clique aqui para ver este post em Libras.

A necessidade de distanciamento social que alterou a rotina de todos de uma hora para a outra tem nos forçado a muitas adaptações e aprendizados, não é? Mas a gente sabe que em muitos casos podem também surgir situações em que necessidades pessoais e familiares demandam algum tipo de auxílio.

Pensando nisso, o Fórum de Serviço Social do IFSC reuniu algumas informações bem importantes sobre os recursos assistenciais que estão disponíveis neste momento, aos quais os cidadãos podem recorrer caso precisem. O recado principal que o grupo de assistentes sociais do IFSC quer passar para nossos alunos é: Fiquem bem! E, se possível, fiquem em casa!

Além dos auxílios governamentais que listamos abaixo, o IFSC também ampliou seu atendimento e, além do PAEVS que segue fazendo os pagamentos regularmente, está com uma chamada de auxílio internet aberta para alunos com dificuldades de acesso. E se precisarem de algum apoio, lembrem-se: nossos núcleos pedagógicos seguem atendendo nossos alunos.

1) Auxílio Emergencial do Governo Federal (R$ 600,00)

O que é: Proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia de Covid-19 provocada pelo novo coronavírus.

O benefício no valor de R$ 600,00 será pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família. Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente será de R$1.200,00.

Quem tem direito ao benefício?

Pessoas que cumpram os seguintes requisitos:

- Ter mais de 18 anos de idade;
- Não ter emprego formal;
- Não receber nenhum outro benefício, como aposentadoria, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro desemprego, auxílio doença, entre outros. Atenção: Auxílios de Assistência Estudantil do IFSC não se enquadram nesta regra;
- Estar em família com renda por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou com renda total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);
- Em 2018, não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70, ou seja, não houve necessidade de declarar imposto de renda;
- Ser Microempreendedor individual (MEI), contribuinte individual ou trabalhador informal, seja empregado, autônomo ou desempregado, trabalhador rural informal, pessoas desempregadas que não recebem seguro-desemprego, mesmo que contribuam para o INSS como “Do lar” ou dona de casa.

Pessoas cadastradas no Cadastro Único ou que recebem o benefício Bolsa Família receberão o benefício automaticamente, sem precisar se cadastrar, desde que estejam dentro dos critérios de elegibilidade do auxílio emergencial. Se o valor do auxílio emergencial for maior do que o recebido no Bolsa Família, este será substituído pelo emergencial. Ao término do recebimento das parcelas, o valor do benefício do Bolsa Família será retomado. Caso contrário, continuará recebendo o valor que já recebe pelo Programa Bolsa Família.

As pessoas que não estavam no Cadastro Único até 20 de março, mas que têm direito ao auxílio poderão se cadastrar. No cadastro deve ser declarada a composição familiar e as informações da sua família.

Onde se cadastrar:

No site auxilio.caixa.gov.br ou pelo aplicativo CAIXA| Auxílio Emergencial (clique aqui para baixar em um celular Android ou clique aqui para baixar em um celular iOS).

Pessoas que não têm acesso à internet devem procurar um CRAS na sua cidade e pedir para que eles auxiliem na sua solicitação, uma vez que o único canal é via site ou aplicativo da CAIXA.

Como o auxílio emergencial será pago?

Se o beneficiado também for beneficiário do Bolsa Família, ele sacará o auxílio por meio do cartão do Programa Bolsa Família ou cartão social. O saque poderá ser realizado nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou caixas eletrônicos da Caixa.

Caso não seja beneficiário do Bolsa Família nem esteja no Cadastro Único e já tenha uma conta bancária no seu nome, poderá fazer o saque da sua conta normalmente, precisa apenas informar essa opção no site https://auxilio.caixa.gov.br/ ou no aplicativo Auxílio Emergencial da Caixa no momento da solicitação do auxílio.

Se não for beneficiário do Programa Bolsa Família nem estiver no Cadastro Único, e além disso não tenha uma conta bancária no seu nome, a Caixa fará automaticamente a abertura de uma conta poupança social digital no nome do sollicitante. Essa conta não vai permitir o saque do dinheiro em espécie, somente realizar transações eletrônicas como transferências, DOC ou TED. 

Quem não tiver Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou estiver com alguma pendência eleitoral junto à Receita poderá solicitar a emissão do documento ou providenciar a regularização pela internet. Solicitação de novos CPFs em Santa Catarina podem ser feitas pelo e-mail atendimentorfb.09@rfb.gov.br. No e-mail devem ser anexados os seguintes documentos: carteira de identidade (e também carteira de identidade dos pais ou responsáveis, no caso de o solicitante ser menor de idade), título de eleitor (opcional), comprovante de endereço e foto de rosto na qual o solicitante apareça segurando o documento de identidade. Veja mais informações no site da Receita Federal.

Quando o auxílio emergencial será pago?

Para quem é beneficiário do Bolsa Família, o auxílio será pago de acordo com o calendário de pagamentos do programa. Para quem não é beneficiário do Bolsa Família, o auxílio emergencial será depositado nos seguintes períodos:

- Primeira parcela: 14 a 17 de abril
- Segunda parcela: 27 a 30 de abril
- Terceira parcela: 26 a 29 de maio

A liberação do auxílio é feita de acordo com o mês de nascimento dos beneficiados. Consulte o cronograma detalhado e mais informações no site do Auxílio Emergencial.

2) Saúde

Em caso de dúvidas sobre onde procurar ajuda, o Ministério da Saúde disponibilizou o número 136, do Disque Saúde. A ligação é gratuita.

Também foi ampliado o prazo de aceitação de prescrições para medicamentos de uso contínuo, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para 12 (doze) meses. Esta ampliação de prazo cabe também às dispensações de medicamentos por meio do Programa Farmácia Popular realizada por Drogarias e Farmácias pertencentes ao comércio.

Hospitais Gerais e Psiquiátricos e os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) estão funcionando para situações de urgência e emergência em saúde mental. 

Caso seja necessário o atendimento em Centros de Saúde, verifique o horário de funcionamento e/ou ligue para mais informações antes de se dirigir ao local. 

3) Denúncias de violência – peça apoio!

Disque 181 (Disque-denúncia Polícia Civil)
Disque 100 (Disque Direitos Humanos)
www.pc.sc.gov.br (Delegacia Virtual)
WhatsApp (48) 98844-0011

4) Energia Elétrica e Água

Pessoas cadastradas como baixa renda, que já possuemTarifa Social junto a Celesc e Casan, ou os Cadastrados no CADúnico do Governo Federal, terão benefícios nas contas de água e luz: isenção do pagamento da fatura de água dos meses de março e abril e suspensão temporária de cortes de água. Parcelamento em 12 vezes das faturas de março e abril de energia elétrica, a partir do mês de maio, e suspensão dos cortes por 90 dias. Mais informações da Casan aqui e da Celesc aqui.

5) Assistência Social 

Os Centros de Referência em Assistência Social de Atenção Básica e Média Complexidade (CRAS e CREAS) estão atendendo por telefone, e-mail ou redes sociais. Esses órgãos atuam, por exemplo, na solicitação de apoio em caso de necessidade financeira e, também, em situações de conflito familiar.

Veja abaixo os contatos importantes por município (essa lista será atualizada conforme disponibilidade das informações):

Araranguá

Prefeitura Municipal e Secretarias: (48) 3521-0990
Atendimento presencial, 13h30 e 17h30
CRAS: (48) 3522.2239 – (48) 98837.3588
CREAS: (48) 3903-1884 – (48) 3903-1885

Canoinhas

Secretaria de Assistência Social: (47) 3621-7771 ou (47) 99916-1697
CRAS Região I: Rua Frederico Kohler, 1098, Campo da Água Verde - (47) 3624-1325
CRAS Região II: Rua Saulo de Carvalho, 626, Sossego - (47) 3622-6999
CRAS Região III: Rua Catarina de Souza Hubner, 620, Piedade

Chapecó

Secretaria de Assistência Social: Rua Condá, 411-E, Centro - (49) 3319 1200 - seasc@chapeco.sc.gov.br
CRAS EFAPI: (49) 3323-9338, 8h às 17h
CREAS: (49) 3322-1948, 8h às 17h
Resgate Social: (49) 3319-1201 e/ou (49) 98401-4490
Conselhos Tutelares (24h): Sul - (49) 99987-1407 | Norte - (49) 98402-8341
Cruz Vermelha – Doações: (49) 3323-1503 e (49) 98402-4933, 8h às 17h

Florianópolis

Secretaria de Assistência Social: Rua Arcipreste Paiva, 107, 9º andar, Centro - (48) 3213-5580 - gabinete.semas@pmf.sc.gov.br
CRAS Centro: (48) 3222-0148 - coordenacao.crascentro@pmf.sc.gov.br
CRAS Trindade: (48) 3338-1076 ou 3338-1068 - coo.crastrindade@pmf.sc.gov.br
CRAS Capoeiras: (48) 3348-6237 - coo.crascapoeiras@pmf.sc.gov.br
CRAS Jardim Atlântico: 3244-0683 ou 3348-3150 - coo.crasatlantico@pmf.sc.gov.br
CRAS Canasvieiras: (48) 3369-0840 - coo.crascanasvieiras@pmf.sc.gov.br
CRAS Ingleses: (48) 3369-1302 - coo.crasingleses@pmf.sc.gov.br
CRAS Saco Grande: (48) 3338-2610 ou 3228-4041 - crassacogrande@pmf.sc.gov.br ou coordenacao.crassacogrande@pmf.sc.gov.br
CRAS Saco dos Limões: (48) 3222-9165 - coo.crassacolimoes@pmf.sc.gov.br
CRAS Tapera: (48) 3338-1042 - coo.crastapera@pmf.sc.gov.br
CRAS Rio Tavares: (48) 3337-4028 - coo.crasriotavares@pmf.sc.gov.br
CREAS Ilha: (48) 3216.5200
CREAS Continente: (48) 3348-0896
Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cremv): Telefone/WhatsApp: 99957 2148, 10h as 16h - cremv@pmf.sc.gov.br - Facebook: https://www.facebook.com/cremv.cremvfloripa.1
Centro POP (população em situação de rua): Rua General Bittencourt, nº 239 - (48) 3333-2113 ou (48) 9957-2147 ou (48) 9957-2148

Jaraguá do Sul

Secretaria de Assistência Social: (47) 3374-2772 ou (47) 3275-6357 - social@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS: (47) 3374-2772 / (47) 2106-8284 / (47) 2106-8106, 8h às 12 horas e 13h às 17h
Centro de Atendimento à Família (CAF), Bolsa Família, CadÚnico, BPC: (47) 3274-5100, 7h30 às 12h e 13h às 17h - caf@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS Centro: (47) 3274-5100, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - id10296@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS Ilha da Figueira: (47) 3372-1470 (47) 3273-8197, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - id10952@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS Jaraguá 84: (47) 3371-0367 - (47) 3273-8195, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - crasj84.social@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS João Pessoa: (47) 3376-4591 - (47) 3371-5953, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - id10296@jaraguadosul.sc.gov.br ou id9642@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS Ribeirão Cavalo: (47) 3376-1183 - (47) 3273-7818, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - id10456@jaraguadosul.sc.gov.br ou crasrc.social@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS Santo Antônio: (47) 3371-5706 - (47) 3273-7159, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - crassto.social@jaraguadosul.sc.gov.br
CRAS Vila Lenzi: (47) 3275-8700, 7h30 às 12h e 13h às 16:30h - id7787@jaraguadosul.sc.gov.br
CREAS Baependi: (47) 3275-8750 - id9285@jaraguadosul.sc.gov.br
CREAS Nova: (47) 3371-8445 - (47) 3275-2343 - (47) 3370-9762, 8h às 12 e 13 às 17h - id9573@jaraguadosul.sc.gov.br
CREAS Nova Brasília: (47) 3371-8445 - (47) 3275-2343 - (47) 3370-9762, 8h às 12 e 13 às 17h - id9573@jaraguadosul.sc.gov.br
Casa de Passagem - Abrigo Provisório para Adultos: Rua João Januário Ayroso, 1855 (Próximo ao Estádio João Marcatto) - Bairro: Jaraguá Esquerdo - (47)3371-1534 - (47)3370-0743 - resgatesocial@jaraguadosul.sc.gov.br

Joinville
Serviços de Assistência Social – Plantão: (47) 3802-3700 – (47) 3433-8659/5975 – (47) 3432-8544/8543, das 8h às 14h

São Lourenço do Oeste
Secretaria de Assistência Social: (49) 3344-8492

Tubarão

Secretaria de Assistência Social - Atendimentos Gerais: (48) 98419-7324 - social@tubarao.sc.gov.br
Abordagem Social - População em Situação de Rua: (48) 98452-0633 - creas@tubarao.sc.gov.br
CADÚNICO e Programa Bolsa Família: (48) 98474-1134 - bolsafamilia@tubarao.sc.gov.br
CREAS: (48) 98808-3034 - creas@tubarao.sc.gov.br
CRAS I - Humaitá: (48) 98811- 6647 - cras1@tubarao.sc.gov.br
CRAS II - Passagem: (48) 98812-7188 - cras2@tubarao.sc.gov.br
CRAS III - Oficinas: (48) 98813-2761 - cras3@tubarao.sc.gov.br

Urupema
Secretaria de Promoção Social: (49) 3236-3058
CRAS: (49) 3236-3051

Sites consultados: coronavirus.sc.gov.br, cidadania.gov.br, caixa.gov.br.

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Segurança dos alimentos em tempos de coronavírus

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 abr 2020 11:51 Data de Atualização: 15 abr 2020 19:31

Você não aguenta mais ouvir que precisa lavar bem as mãos e muitas vezes por dia? Nos últimos dias, o uso das máscaras também passou a ser recomendado e você está vendo muita gente colocar foto de perfil com este acessório? Tudo isso tem um motivo: cuidar da sua saúde e das demais pessoas! Porém, não é só isso: precisamos ter cuidado também com o que compramos (e trazemos para dentro de casa) e com a forma como manipulamos os alimentos.

Assim como em outros surtos na história da humanidade  - como a gripe aviária (2006) ou a gripe suína (2009) - a Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus NÃO é considerada uma doença transmitida por alimentos, pois é uma doença respiratória. Ou seja, ela é transmitida pela tosse, por espirros, pelo contato com secreções que carregam o vírus ou, ainda, pela proximidade com pessoas infectadas. Por isso, a lavagem das mãos, o uso de máscaras pelas pessoas, principalmente as que estão tossindo ou espirrando, e o isolamento são estratégias adotadas para a contenção da doença.

Porém, o contágio dos alimentos pode ocorrer de forma indireta - por exemplo, pelo contato com superfícies ou objetos previamente contaminados, como embalagens ou mesas.

 

 

Isso acontece porque o vírus é capaz de resistir por algumas horas ou até mesmo por vários dias sem um hospedeiro, no caso o ser humano.

 

A boa notícia é que o vírus pode ser eliminado com a adoção de boas práticas de higiene na manipulação de alimentos, que são cuidados básicos ensinados às pessoas e, principalmente, aos profissionais e donos de estabelecimentos do setor de alimentação e que, muitas vezes, não são levados à risca.

Para ajudá-lo a manter a segurança da sua alimentação (e isso vale para sempre, não só em tempos de coronavírus, viu?), conversamos com a Páulia Maria Cardoso Lima Reis, que é mestre e doutora em Engenharia de Alimentos e professora do nosso Câmpus Florianópolis-Continente. 

Abaixo listamos algumas dicas dela e de seus alunos de como fazer a higienização e a manipulação dos alimentos de forma segura. Lembrando que essas dicas servem para a prevenção de doenças de forma geral, sejam elas de origem alimentar ou do surto que estamos enfrentando atualmente com o novo coronavírus.

Higienização de vegetais folhosos, frutas e verduras

Ao chegar do supermercado, limpe e desinfecte folhosos, frutas e verduras, especialmente os que serão ingeridos crus ou com a casca. Lave os folhosos, frutas e verduras em água corrente para retirar todos os resíduos e deixe de molho, entre 10 a 15 minutos, em uma vasilha com água clorada (solução clorada). No momento, devemos evitar a compra de frutas ou verduras já cortadas e expostas, pois não é possível desinfetá-las em solução clorada. 

Comumente utilizamos 1 colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água - é importante prestar atenção nessa proporção, para que os alimentos não fiquem com o gosto da água sanitária. Em seguida, faça o enxágue em água corrente e deixe secar em temperatura ambiente antes de armazená-los na geladeira ou organizá-los em um local adequado. O enxágue é necessário para retirar o cloro dos alimentos, pois seu consumo não é recomendado. 

A nossa aluna Adriele de Lara Kossoski, do curso técnico em Cozinha, explica como pode ser feita essa desinfecção.

Higienização de embalagens 

Lave com água, esponja e detergente as embalagens, como enlatados, recipientes de plástico ou de vidro e, se possível, passe ainda o álcool 70% com o auxílio de um pano limpo ou papel toalha. Somente após a higienização, guarde-as em local adequado.

Manipulação de carnes

Após a manipulação de carnes vermelhas, frango ou peixe, higienize as tábuas de corte e facas utilizadas, evitando assim a contaminação cruzada. Lave a tábua de corte e facas com o auxílio da esponja, detergente e água e deixe de molho em solução clorada, por 15 a 30 minutos. Nesse caso, a recomendação é utilizar 2 colheres de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água. Opte em consumir carnes ou peixes cozidos ou assados, pois o calor destrói patógenos, como o vírus.

A nossa aluna Liane Correia da Silva ensina como fazer um descongelamento de carnes de forma adequada e livre de contaminações.

Higienização de superfícies

Higienize as superfícies de trabalho na cozinha, como pias, bancadas ou mesas, com auxílio de água, detergente e esponja. Enxágue e desinfete com água clorada ou álcool 70% antes e após as atividades de manipulação de alimentos. Cuidado com a utilização do álcool 70% próximo ao calor, pois existe risco de fogo.

Utilização de máscaras por profissionais da área de alimentação

Se você trabalha em um restaurante ou outro estabelecimento que esteja fornecendo alimentação neste momento, você deve utilizar máscara durante o seu trabalho. O uso de máscaras pelos manipuladores (cozinheiros, auxiliares de cozinha, padeiros, confeiteiros, chefs, gastrônomos e profissionais responsáveis pela limpeza) em serviços de alimentação que estão em atendimento, é essencial para evitar a contaminação dos alimentos. Recomenda-se a troca a cada 2 horas ou quando contaminada pelo ambiente ou pelo próprio manipulador. Além da máscara, é preciso usar, como já recomendado, uniforme, touca, sapato fechado, unhas aparadas e barba feita. 

E não custa lembrar que é extremamente proibido que o manipulador de alimentos trabalhe doente ou com suspeita de alguma doença. Se você trabalha em algum serviço de alimentação e tiver contato com suspeito da doença ou apresentar algum sintoma, você deve se afastar do trabalho para evitar contaminar outras pessoas. 

E só lembrando que, mesmo se você não trabalhar com isso, é preciso usar máscaras toda vez que for sair de casa. Veja no vídeo abaixo como utilizar a sua:


Mas, destaque para as recomendações da OMS: se puder, fique em casa. #IFSCemcasa

Tem mais dúvidas sobre o coronavírus?

Clique aqui para ver o post que já divulgamos sobre o assunto esclarecendo dúvidas sobre saúde.  

Reunimos também nossas informações em uma página específica -> https://www.ifsc.edu.br/covid-19

Podemos ajudar com outras informações?

Tem mais alguma dúvida ou sente falta de algum conteúdo relacionado ao coronavírus? Mande e-mail para blog@ifsc.edu.br que queremos saber a tua sugestão. Quem sabe não vira um post aqui?

Sites consultados

Organização Mundial da Saúde
Ministério da Saúde
Novo coronavírus pode ser transmitido por alimentos? 
Quais as diferenças entre a pandemia de covid-19 e da gripe suína de 2009?

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Coronavírus: esclarecendo dúvidas de saúde

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 20 mar 2020 15:31 Data de Atualização: 15 abr 2020 12:33

Nós sabemos que já existem muitas informações em circulação sobre o coronavírus, e, infelizmente, muitas vezes nos deparamos com conteúdos duvidosos, imprecisos ou mesmo falsos que não ajudam em nada na prevenção.

Recebemos muitas dúvidas a esse respeito, pelos nossos canais de comunicação. Então resolvemos responder algumas delas neste post, mesmo que essas informações já estejam disponíveis em outras fontes. Isso porque achamos importante que a informação confiável também “viralize”, e não a desinformação.

Mesmo que você já tenha conhecimento sobre o que vamos abordar aqui, nossa ideia é contribuir para que num mesmo lugar tenha informação confiável. Assim, você pode consultar este post em caso de dúvida, ou mesmo indicar a leitura caso conheça alguém que precise de auxílio.

Para responder às dúvidas, recorremos a fontes confiáveis que indicamos em links, para você usar como referência ou indicar sempre que precisar. Não custa repetir: numa época crítica como agora, é muito importante que a gente se informe em fontes idôneas e confiáveis, e também que repasse informações com essas qualidades. Não seja aquela pessoa que compartilha as bobagens que chegam pelo WhatsApp, sem checar a veracidade. Estamos entendidos?

Para facilitar a leitura, o post está organizado por tópicos:
Sobre o coronavírus
Prevenção
Sintomas e atendimento médico
Isolamento, quarentena e distanciamento social
Situação do coronavírus hoje
Fontes de informação confiável
Materiais bacanas para consultar sempre e compartilhar

Sobre o coronavírus

O que é o coronavírus responsável pela atual pandemia? Por que ele vem sendo chamado de “novo” coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma grande família de vírus que causa vários tipos de infecções respiratórias. Nos humanos, algumas dessas infecções ficaram conhecidas pelas siglas MERS e SARS e não tiveram incidência no Brasil. O novo agente do coronavírus foi descoberto em dezembro de 2019, após casos registrados na China, e provoca a doença infecciosa que está sendo chamada de Covid-19.

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas as mais propensas. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Aliás, o que é um vírus? É um “bicho”? Um tipo de bactéria? Por que eles são tão perigosos?

Vírus é uma partícula. Não é um ser vivo, pois não consegue se multiplicar sozinho, como as bactérias, os fungos e outros parasitas. Rosane Schenkel de Aquino, professora de microbiologia no Câmpus Lages do IFSC, explica que essa multiplicação viral é conhecida como replicação. Assim, o vírus precisa estar dentro de uma célula hospedeira de qualquer ser vivo.

A professora explica também que os vírus são perigosos porque, para se multiplicarem, eles usam a “maquinaria” da célula hospedeira e, com isso, interrompem o funcionamento da célula. Assim que formam novas partículas prontas, idênticas às que entraram na célula, eles saem dela, podendo destruí-la. Além disso, deixam “lixos”, materiais que não usaram na célula, que podem ser danosos a elas.

Nem todos os vírus são patogênicos e nem todos causam infecções graves. Isso depende de como o vírus estimula o sistema imune e da velocidade de replicação que ele tem.

No podcast Ciência para seus ouvidos, a professora fala sobre o vírus e suas características biológicas. Clique aqui para ouvir.

Como ocorre o contágio pelo coronavírus?

Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de um metro) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção. A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato físico com secreções contaminadas, como: gotículas de saliva (por meio do espirro ou tosse), catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

 

O vírus é transmitido pelo ar?

Sim, ele pode ser transmitido por meio de gotículas de saliva provenientes da tosse ou espirro das pessoas infectadas. Como ele tem um tempo de sobrevivência longa em superfícies (plástico, metal, vidro etc.), também é transmitido por esses meios: por exemplo, uma pessoa infectada que tosse próximo a uma superfície e passa o vírus para ela; posteriormente, outra pessoa (saudável) encosta a mão nessa superfície e leva à boca, nariz ou olhos pode ser infectada.

A pessoa que contrai o coronavírus e fica curada tem alguma sequela depois?

A doença Covid-19 é muito recente e, por isso, ainda não há dados que mostrem possíveis sequelas em pessoas curadas.

Já existe vacina para o coronavírus? E medicação específica para ele, que cure a doença?

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, não há vacina que previna o contágio pelo coronavírus que provoca a Covid-19, embora haja pesquisas com esse objetivo. Também não há medicamento que seja eficaz contra o coronavírus. E, é importante salientar, não há nenhum outro medicamento, substância, vitamina ou alimento específico que possa agir sobre o sistema imunológico de modo a prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

É verdade que Cuba produziu um remédio que combate o vírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há, ainda, medicamento antiviral específico para tratar a Covid-19, assim como também não existe vacina contra o coronavírus que provoca a doença. Circulou recentemente a informação falsa de que em Cuba havia sido desenvolvida uma vacina e/ou um remédio contra a doença, mas isso foi desmentido pelas autoridades de saúde pública do próprio país caribenho (a informação correta foi noticiada por vários portais de notícias mundo afora, além de agências certificadas de checagem, como a Lupa). Também se inventou mais recentemente que Israel tinha descoberto a vacina, e isso igualmente não procede. Não há vacina que previna o contágio nem remédio que cure as pessoas infectadas pelo coronavírus. Por isso que evitar o contágio é tão importante.

Há possibilidade de o vírus ficar mais forte ou sofrer mutação?

A professora do IFSC Rosane Schenkel de Aquino explica que sim, os vírus podem sofrer mutações. Alguns sofrem mais mutações, e outros, menos. Isso depende da forma da replicação do vírus. Dependendo do material genético que possuem, os vírus podem ser classificados como vírus DNA ou vírus RNA. Os vírus sofrem mais mutações devido à forma de replicação na célula.

As mutações ocorrem normalmente na “montagem” das novas partículas virais. Eles podem fazer uma montagem um pouco diferente e isso pode mudar a forma do vírus se ligar na célula, estimular o sistema imune e até se ligar em outros locais que antes não se ligavam. Quer dizer, isso pode deixar o vírus mais ou menos “perigoso”.

É verdade que altas temperaturas matam o coronavírus?

Os cientistas ainda não têm muito claro como o coronavírus sobrevive fora do corpo humano, e isso inclui tanto a capacidade dele permanecer ativo em superfícies diferentes quanto em variadas temperaturas. A rede BBC divulgou resultados preliminares de estudos feitos por pesquisadores dos Estados Unidos que indicam que ele pode sobreviver no ar por até três horas, após ser expelido por uma tosse, por exemplo, mas fica de dois a três dias em superfícies de papelão ou aço inoxidável. A neutralização dos vírus com a higiene é rápida: eles morrem em apenas um minuto após a limpeza da superfície com álcool. Já a relação coronavírus x temperatura ambiente ainda está sendo estudada.

Por que o vírus não morre com a temperatura do nosso corpo (37 graus)?

A professora Rosane Schenkel de Aquino explica que existe uma variedade enorme de vírus, e os que mais conhecemos são aqueles que conseguem sobreviver na temperatura de 35-40 graus, temperatura do corpo humano. Isso quer dizer que são aqueles capazes de causar infecções, pois sobrevivem nesta temperatura. Se eles morressem nessa temperatura, não poderiam causar infecção. Existem vírus de outros animais, plantas, além de bactérias que sobrevivem em outras temperaturas e não sobrevivem a 35-40 graus.

Quanto tempo o coronavírus sobrevive fora do organismo?

Os vírus não sobrevivem longos períodos fora de uma célula em função da impossibilidade deles se replicarem, já que não têm DNA e RNA (têm um ou outro, não os dois), explica a professora Rosane. Mas eles podem sim resistir por algum tempo fora da célula. Isso varia de vírus para vírus. Outra característica é que os coronavírus possuem uma camada externa chamada de “envelope”, o que normalmente os torna mais suscetíveis ao uso de sabão. Por isso é que se enfatiza muito a higienização das mãos e das superfícies com muita água e sabão. Quando isso não é possível, álcool 70%!

 

O que o coronavírus faz no sistema respiratório?

De acordo com a OMS, o coronavírus da Covid-19 causa infecções no sistema respiratório que podem gerar sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, mas, nas pessoas dos grupos de risco, o quadro pode evoluir para infecções pulmonares.

Quais as consequências para os infectados fora do grupo de risco?

Em geral as pessoas infectadas têm sintomas muito brandos, semelhantes aos de um resfriado comum. Mas, segundo a OMS, cerca de 20% dos pacientes precisam de algum tipo de atendimento médico em função da doença. E os casos graves demandam internação.

É possível pegar o coronavírus mais de uma vez?

Ainda não há pesquisas conclusivas sobre isso.

Que medicamentos posso tomar se estiver com o coronavírus?

Segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. É indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo: uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos), uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse. Apesar da OMS ter retirado a restrição de uso de medicamentos à base de ibuprofeno, por ainda não haver dados que comprovem seus efeitos negativos no tratamento, o Ministério da Saúde, por precaução, recomenda sua substituição por outros analgésicos. Lembrando que é importante a recomendação médica para o uso de qualquer medicamento.

Qual o período de incubação do coronavírus?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define “incubação” como o período entre “pegar” o vírus e o início dos sintomas. As estimativas indicam que esse período varia de 1 a 14 dias, sendo mais comum que os sintomas se manifestem por volta do quinto dia após o contágio. Os sintomas que devem chamar a atenção são: febre, cansaço, tosse seca e dor de garganta. Falta de ar, dores no corpo e diarreia também podem ocorrer.

Por quanto tempo a pessoa infectada pode transmitir o coronavírus?

A transmissibilidade dos pacientes infectados é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Animais podem contrair ou transmitir o vírus?

Segundo a OMS, até o momento não há evidências de que um cão, gato ou qualquer animal de estimação possa transmitir a Covid-19. No atual período de crise, é importante manter o cuidado regular com os animais. O abandono nunca é uma opção.

Prevenção

A higienização das mãos só pode ser feita com álcool em gel a 70%? E o álcool 90 ou 60? Excesso de álcool em gel pode fazer mal?

O Ministério da Saúde recomenda que a higienização das mãos seja feita de duas maneiras: lavando muito bem as mãos com água e sabão ou sabonete comum, ou com o uso de álcool gel a 70% INPM. Segundo nota oficial do Conselho Federal de Química (CFQ), o álcool com a concentração de 70% é o mais eficaz contra microorganismos como o coronavírus. Segundo o CFQ, quando as soluções têm concentrações maiores de álcool, como 90%, a evaporação ocorre muito rápido e isso diminui o tempo de contato da substância com o vírus, diminuindo a eficácia. Porém, caso o álcool 70% não esteja disponível, o CFQ informa que graduações um pouco menores ou um pouco maiores, como 60% ou 80%,também são eficazes, embora não sejam as melhores opções.

O CFQ também alerta para a importância de que a higienização das mãos seja feita com produtos adequados para esse fim, ou seja, identificados como gel antisséptico e devidamente registrados pelos órgãos de controle. Os produtos de limpeza com álcool devem ser restritos à limpeza da casa. Porém, mesmo os produtos específicos para as mãos podem provocar irritações de pele quando utilizados em excesso. A cartilha de higienização das mãos voltada a profissionais de saúde publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relata que o problema mais comum é o ressecamento da pele e recomenda o uso associado com hidratantes específicos para as mãos.

É melhor usar álcool em gel ou lavar as mãos?

O Ministério da Saúde orienta a lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos (lembre-se de lavar todas as partes das mãos: palmas, dorso, dedos e ponta dos dedos/unhas). Se não houver água e sabonete à disposição, deve-se usar álcool gel conforme as recomendações anteriores.

Há como fazer álcool gel em casa, considerando a dificuldade de encontrá-lo?

Estão circulando receitas sobre como fazer álcool gel em casa, inclusive utilizando gelatina sem sabor. Essas informações são falsas, pois não há como fazer álcool gel em casa - além de ser perigoso manipular ingredientes inflamáveis em casa. De acordo com a nota oficial do Conselho Federal de Química (CFQ), isso inclusive contraria a legislação brasileira.

Esta notícia da agência de checagem Aos Fatos tem várias informações sobre por que não se deve tentar fazer álcool gel em casa: além de perigoso, o produto é ineficaz.

Considerando a dificuldade de disponibilidade do produto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou temporariamente que farmácias de manipulação possam produzir e vender o material.

Devo utilizar uma máscara quando sair na rua?

A recomendação atual do Ministério da Saúde é de que todas as pessoas utilizem máscaras - mesmo se não apresentarem sintomas. Porém, as máscaras cirúrgicas e N95 devem ser priorizadas para os profissionais de saúde, pessoas contaminadas e pessoas que estão cuidando de pessoas contaminadas. As demais devem utilizar máscaras caseiras. Veja no vídeo abaixo as orientações dos alunos e professores do curso de Enfermagem do Câmpus Florianópolis sobre a utilização de máscaras.

 

Usar álcool líquido tem o mesmo efeito do álcool em gel?

O mais recomendado para uso nas mãos é o gel antisséptico, pois ele é produzido para este fim. O álcool líquido é um produto de limpeza doméstica, de acordo com o CFQ, portanto tem efeito desinfetante e não antisséptico. Se usado diretamente na pele, tem maior possibilidade de causar irritação ou ressecamento.

Vitamina C protege contra o coronavírus?

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Isso inclui a vitamina C.

Mulheres podem continuar amamentando se apresentarem sintomas do coronavírus?

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu nota indicando que sim, as mães que apresentarem sintomas de coronavírus, que estejam com suspeita ou mesmo tenham testado positivo para a doença podem continuar amamentando seus bebês, caso se sintam à vontade para isso. O argumento segue a linha da recomendação dada também pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef): os benefícios do leite materno superam os riscos de transmissão. Com base em pesquisas científicas, a SBP sugere que as mães nessas condições mantenham acompanhamento médico e, antes da amamentação, lavem bem as mãos para segurar o bebê. Além disso, também é recomendável utilizar máscara facial durante a mamada e nos demais contatos com a criança. Caso a opção seja por não amamentar, a mãe pode extrair o leite, e outra pessoa pode oferecê-lo ao bebê fazendo uso das técnicas corretas.

Sintomas e atendimento médico

Como identificar os sintomas da Covid-19?

Os sinais e sintomas da infecção por coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o coronavírus ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença. Os principais sintomas conhecidos até o momento são: febre, dores de cabeça, tosse, irritação na garganta e dificuldade para respirar.

O que fazer em caso de sintomas leves? Ficar em casa ou ir no hospital? Que remédios tomar?

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina é que, caso a pessoa tenha febre, tosse e falta de ar, deve procurar atendimento médico, telefonando para o posto de saúde, Unidade de Pronto-Atendimento ou pronto-socorro mais próximo. Em caso de dúvida sobre o melhor contato da sua região, o Disque-Saúde do Ministério da Saúde, número 136, pode ajudar. Ligando com antecedência, o paciente será encaminhado ao centro de saúde correto, agilizando o atendimento e evitando tanto sua exposição quanto a exposição de outras pessoas. Caso os sintomas sejam leves, como os de um resfriado comum, o recomendado é ficar em casa, em isolamento preventivo. Isso porque o coronavírus pode causar sintomas muito leves em algumas pessoas, enquanto leva outras a quadros respiratórios graves. Na dúvida, é melhor evitar o contato mesmo que os sintomas sejam de um resfriado leve, sendo Covid-19 ou não. É indicado repouso, consumo de bastante água e líquidos e medicamentos para alívio da febre e dores no corpo, quando houver. Sempre é bom conversar com um médico antes de tomar qualquer medicamento.

 

Como posso descobrir que estou com o vírus se eu for assintomático?

Pessoas assintomáticas, como o nome diz, não manifestam sintomas ou então sentem sinais muito leves. Por isso é que o distanciamento social é importante para evitar a propagação do vírus. Assim como é crucial que as pessoas em grupo de risco, como idosos, imunossuprimidos, transplantados, diabéticos e doentes cardíacos, entre outros, sejam protegidos da doença e não tenham contato com pessoas mais jovens ou crianças, que potencialmente não têm sintomas ou têm sintomas muito leves. O Governo do Estado de Santa Catarina anunciou a compra de testes rápidos para detecção do coronavírus em pacientes assintomáticos, mas estes serão utilizados apenas em profissionais da saúde e da segurança pública, para evitar a chamada “transmissão silenciosa”.

Pessoas alérgicas, como as que têm rinite, geralmente têm congestão nasal e espirros, que também são sintomas de resfriado. Como diferenciar esse quadro de uma suspeita de Covid-19?

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu nota de esclarecimento que diz que as pessoas que tenham alergias respiratórias, como rinite, e que estejam com seus sintomas controlados, têm o mesmo risco de se infectar pelo coronavírus quanto as outras pessoas. Mas é importante prestar atenção: os sintomas da rinite em geral não incluem febre e tosse, ambos sinais de alerta para quadros gripais ou para a Covid-19. A alergia em si não representa risco de maior gravidade. No entanto, os pacientes que utilizem imunossupressores são grupo de risco. Os pacientes com asma também precisam ter cuidados especiais, e para eles a Asbai emitiu uma nota específica. O Ministério da Saúde também elaborou um quadro comparando os sintomas típicos de cada infecção: coronavírus, resfriado e gripe.

Isolamento, quarentena e distanciamento social

São coisas diferentes! Veja o vídeo que fizemos explicando, e não esqueça: por enquanto, fique em casa. É para o bem de todos!

 

Neste notícia do canal NSC Total também são explicados outros termos que estão sendo muito usados no momento.

Situação do coronavírus hoje

Onde é possível consultar quais cidades têm casos confirmados?

Consulte sempre as fontes oficiais. No site da Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina estão sendo atualizados os casos em Santa Catarina. No site do Ministério da Saúde pode ser acompanhada a situação no Brasil e no site da OMS a situação no mundo.

O NSC Total também montou um painel para acompanhar os casos no Estado.

Fontes de informação confiável

Hoje todos estão expostos a uma quantidade muito grande de informações vindas desde fontes oficiais e confiáveis, como as instituições científicas, os órgãos governamentais e o jornalismo profissional, mas vindas também de fontes duvidosas. Como evitar a desinformação?

Nossa sugestão é que você esteja sempre atento à origem da informação que recebe. Se for uma fonte da mídia profissional, verifique se é uma instituição jornalística idônea e se, no texto, há referência a fontes oficiais. Confira a data do material - tem muita gente que, até por distração ou ingenuidade, compartilha materiais antigos e isso contribui para a desinformação.

Veja neste post que fizemos outras dicas.

Não deixe também de usufruir das potencialidades que a internet nos oferece hoje, permitindo acesso direto a canais oficiais de comunicação, como os órgãos de saúde internacionais e nacionais, do nosso estado ou do seu município. É neles que os dados oficiais e informações fidedignas estão disponíveis.

Nossas sugestões como fontes idôneas de informação:

Organização Mundial de Saúde (site em inglês)

https://www.who.int

Ministério da Saúde

https://coronavirus.saude.gov.br/

O Ministério da Saúde, inclusive, lançou um aplicativo específico com informações do coronavírus que pode ser baixado gratuitamente para iOs e Android.

Secretaria de Estado da Saúde de SC

http://www.saude.sc.gov.br/coronavirus/

Prefeituras

As prefeituras estão disponibilizando números e orientações específicas para dúvidas sobre o coronavírus. Acesse o site da prefeitura da sua cidade e veja as informações.

Instituições de educação e de ciência

As instituições de ensino - como a gente, a UFSC, a Udesc - e de ciência - como a SBPC e a Fiocruz - também são fontes confiáveis.

Na dúvida sobre a veracidade da informação, não compartilhe.

Se tiver outras dúvidas, mande para blog@ifsc.edu.br. Este post poderá ser atualizado mais pra frente.

Materiais bacanas

Sabemos que o que não faltam são materiais circulando pela internet sobre o coronavírus - alguns muito bons e outros nem tanto. Não vamos nem considerar as informações falsas que circulam nos grupos de Whatsapp - essas não merecem o download.

É tanta informação falsa circulando que, muitas vezes, a gente não sabe nem em quem acreditar.

Separamos então alguns materiais confiáveis com informações sobre o coronavírus e orientações para se prevenir e sobre o que fazer caso apresente sintomas.

Podcast Ciência para seus ouvidos

O primeiro programa do Ciência para seus ouvidos, o novo podcast do IFSC, foi só sobre coronavírus.

UFSC

Nossa “prima” UFSC está produzindo muito material bem legal sobre o tema, e aqui a gente indica alguns:

- UFSC Explica: Pandemias

- Professor da UFSC especialista em pandemias indica medidas de proteção para a ida ao mercado

- TV UFSC: Perguntas e respostas sobre o Coronavírus

- Biblioteca da UFSC: Especial Covid-19

Organização Pan-Americana da Saúde

Nesta página há um compilado de todas as principais informações já divulgadas até o momento. As informações são atualizadas diariamente.

Observatório da SBPC sobre o coronavírus

A SBPC disponibilizou um Observatório com links para as principais fontes de informação sobre o novo coronavírus, publicações científicas e técnicas e notícias.

Há também uma playlist no Youtube com vídeos instrutivos sobre o assunto.

Muitos portais de notícias estão disponibilizando o acesso gratuitamente às notícias sobre a pandemia, o que é uma iniciativa muito importante para garantir a democratização da informação neste momento crítico. Aqui a gente recomenda alguns links:

- 115 dúvidas respondidas por especialistas

- Folha responde perguntas sobre coronavírus

 

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Como não pirar com o coronavírus?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 abr 2020 10:40 Data de Atualização: 08 abr 2020 11:25

Mais de três semanas de distanciamento social e com atividades não presenciais. Quem é você neste momento:

Fotos de pessoas estudando, meditando, surtando e chorando

 

Estamos fazendo uma graça, mas hoje o assunto é bem sério. Respirem fundo e venham com a gente.

Arte com a frase Inspira, respira e não pira

Estamos tentando manter vocês sempre bem informados e produzindo um conteúdo de qualidade e confiável diante desta pandemia do coronavírus, mas, sabemos que o excesso de informação - ainda mais no atual contexto - pode prejudicar nossa saúde mental. Afinal, ninguém podia imaginar que estaríamos vivendo isso.

A orientação da Organização Mundial da Saúde continua sendo: se puder, fique em casa. #ifscemcasa

Mas sabemos que ficar em casa tanto tempo e não por vontade própria, sem o contato físico com quem amamos e diante de tantas restrições para que possamos preservar a nossa saúde e a dos outros não é simples. Já demos dicas de atividades para fazer em casa, dicas de estudos e até de exercícios físicos. Neste post, nosso foco é a sua saúde mental.

Pedimos para o psicólogo do Câmpus Chapecó, Alan David Panizzi, nos ajudar com dicas para que nossos estudantes cuidem de si nesses tempos tempestuosos. O recado dele é claro: “Diante de desafios tão duros, cuidar da saúde emocional - a nossa e a dos nossos próximos - é tão importante quanto as atividades que nos são caras e que desejamos preservar”.

Vejam só os pontos que o Alan destacou: 

1. Cada um é cada um

Antes de qualquer consideração, um alerta! não é fácil propor sugestões gerais para cuidar da saúde emocional. Todos estamos lidando com uma tremenda dificuldade em comum, apesar disso, somos seres singulares e experienciamos realidades muito diferentes. Em outras palavras, qualquer sugestão deve ser sensível às circunstâncias e ao momento de cada pessoa. 

2. Acolha o seu sentimento

Uma primeira consideração é não diminuir o sofrimento que podemos estar enfrentando. Trata-se de uma situação de violência que penetra em nossa alma mas não inicia nem termina em nós. Estamos vivendo uma ruptura do nosso cotidiano, dos nossos projetos pessoais queridos e do nosso ganha-pão. Caminhar em meio a tanta incerteza pode desestabilizar qualquer pessoa.

3. Privacidade e respeito com o outro

A hiperproximidade com familiares exige um “plus” de nossos esforços em dar e solicitar privacidade e respeito. Caso esteja tendo brigas com familiares talvez este não seja o momento de acirrar disputas ou persistir em encontrar culpados. Forçar conversas “agradáveis” pode soar artificial para todos. Em algumas situações cuidar do outro significa apenas dividir experiências agradáveis (como assistir uma série) sem que seja preciso falar qualquer coisa. 

4. Faça uma atividade de cada vez

Tratar com carinho a nossa rotina (ou mesmo a nossa residência) pode lhe ajudar a organizar sentimentos e pensamentos. Mas não é preciso elaborar um plano exaustivo. Uma singela proposta consiste em definir uma atividade principal para cada período do dia. 

5.Equilíbrio

Sua organização pode intercalar atividades que você julga ter uma função produtiva com outras que cumprem a função de lhe revigorar. Se buscar em sua memória possivelmente vai encontrar atividades, músicas, ou pessoas que lhe proporcionam inspiração, serenidade ou bem estar. 

6. Baixe as expectativas

Via de regra é melhor propor para si uma atividade simples (que pode ser ampliada após ser concluída) do que iniciar uma meta ambiciosa e ficar desapontado consigo por ter abandonado o barco no caminho.

7. Cuidado com o excesso de informação

Quando nos sentimos ansiosos podemos ter uma falsa sensação de controle ao consumir informação o tempo todo. Informação na medida nos protege, em excesso apenas nos angustia.

8. Peça ajuda se precisar

Também é preciso ter a humildade e a sabedoria de fazer uso da ajuda responsável que estiver disponível. Comumente um(a) familiar ou amigo(a) com quem seja possível ter uma conversa pautada na cumplicidade e sem julgamentos pode nos ajudar a lidar com a dor. Caso note (ou alguém lhe diga) que o seu sofrimento está extrapolando a razoabilidade, a ajuda deve vir de um profissional de saúde.

9. Atenção para os momentos de refeição

Valorizar os momentos coletivos de alimentação e fazer suas refeições solitárias com atenção pode auxiliar a comer melhor e na medida apropriada. Facilmente lembramos de guloseimas quando estamos tristes ou entediados. Pode ser bom realizar uma pequena pausa (afastamento) antes de decidir cada refeição, valorizar a apresentação do alimento e desacelerar o próprio processo de se alimentar.

10. Não esqueça de mexer seu corpo

Dias com mobilidade reduzida são um convite para ouvir os pedidos de ajuda fornecidos por nosso próprio corpo, tais pedidos podem ser percebidos em zonas de dor ou rigidez. Se possível realize qualquer atividade corporal que seja segura, prazerosa e viável. 

Preparamos um vídeo com mais algumas dicas de cuidado com sua saúde mental:

 

 

Ações nos câmpus

Em nossos câmpus, os Núcleos Pedagógicos têm feito um trabalho bem bacana para se manterem conectados com os alunos, oferecendo apoio e orientações. Muitos estão fazendo horário de conversas on-line, como é o caso de Caçador, Xanxerê, Chapecó e Jaraguá do Sul-Centro.

No Câmpus Jaraguá do Sul-Rau, a Coordenadoria Pedagógica está divulgando vídeos no Facebook do câmpus para ajudar os alunos. No Câmpus Criciúma, a Coordenadoria de Assuntos Estudantis também divulgou um vídeo para os estudantes.

No Câmpus Gaspar, os professores estão compartilhando dicas de leitura e transformaram o intervalo cultural que já tinham num momento on-line.

Se você estiver precisando de ajuda, entre em contato com o Núcleo Pedagógico do seu câmpus. Veja aqui como fazer.

O que diz a OMS

A preocupação com a saúde mental é tão importante que a própria Organização Mundial da Saúde divulgou um guia com cuidados para saúde mental durante pandemia.

Para a população em geral, algumas das orientações da OMS são as seguintes:

  • Levante a bandeira da empatia
  • Separe a identidade das pessoas do vírus
  • Reduza a leitura de notícias sobre o coronavírus
  • Apoie as outras pessoas
  • Compartilhe boas histórias
  • Homenageie os profissionais de saúde

Enfrentando a “quarentena” de forma saudável

Tem muito material bacana com dicas para manter a saúde mental neste período, mas sabemos que ninguém mais aguenta ler tanto. Então separamos só um conteúdo bem bacana produzido pela UFSC em que a pesquisadora Paola Barros Delben, do Laboratório Fator Humano disponibiliza uma série de cards com sugestões para manter-se saudável neste momento. Vejam aqui.

Vai passar

Não está fácil para ninguém.

Frase do filme PSEu te amo em inglês dizendo que estamos todos juntos nessa

 

Aceitar que é um momento difícil e confuso pode ser reconfortante. Estamos todos juntos tentando descobrir como vencer esta luta e encontrar uma nova normalidade. 

Se quiser compartilhar conosco o que estão fazendo em suas casas para manter sua saúde mental em dia, deixem nos comentários. Quem sabe não pode ajudar outra pessoa. 

E lembrem-se: vocês não estão sozinhos. Seguimos por aqui, separados e mais juntos. <3

Arte da campanha Separados e mais juntos

 

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