Como não pirar com o coronavírus?

Como não pirar com o coronavírus?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 abr 2020 10:40 Data de Atualização: 08 abr 2020 11:25

Mais de três semanas de distanciamento social e com atividades não presenciais. Quem é você neste momento:

Fotos de pessoas estudando, meditando, surtando e chorando

 

Estamos fazendo uma graça, mas hoje o assunto é bem sério. Respirem fundo e venham com a gente.

Arte com a frase Inspira, respira e não pira

Estamos tentando manter vocês sempre bem informados e produzindo um conteúdo de qualidade e confiável diante desta pandemia do coronavírus, mas, sabemos que o excesso de informação - ainda mais no atual contexto - pode prejudicar nossa saúde mental. Afinal, ninguém podia imaginar que estaríamos vivendo isso.

A orientação da Organização Mundial da Saúde continua sendo: se puder, fique em casa. #ifscemcasa

Mas sabemos que ficar em casa tanto tempo e não por vontade própria, sem o contato físico com quem amamos e diante de tantas restrições para que possamos preservar a nossa saúde e a dos outros não é simples. Já demos dicas de atividades para fazer em casa, dicas de estudos e até de exercícios físicos. Neste post, nosso foco é a sua saúde mental.

Pedimos para o psicólogo do Câmpus Chapecó, Alan David Panizzi, nos ajudar com dicas para que nossos estudantes cuidem de si nesses tempos tempestuosos. O recado dele é claro: “Diante de desafios tão duros, cuidar da saúde emocional - a nossa e a dos nossos próximos - é tão importante quanto as atividades que nos são caras e que desejamos preservar”.

Vejam só os pontos que o Alan destacou: 

1. Cada um é cada um

Antes de qualquer consideração, um alerta! não é fácil propor sugestões gerais para cuidar da saúde emocional. Todos estamos lidando com uma tremenda dificuldade em comum, apesar disso, somos seres singulares e experienciamos realidades muito diferentes. Em outras palavras, qualquer sugestão deve ser sensível às circunstâncias e ao momento de cada pessoa. 

2. Acolha o seu sentimento

Uma primeira consideração é não diminuir o sofrimento que podemos estar enfrentando. Trata-se de uma situação de violência que penetra em nossa alma mas não inicia nem termina em nós. Estamos vivendo uma ruptura do nosso cotidiano, dos nossos projetos pessoais queridos e do nosso ganha-pão. Caminhar em meio a tanta incerteza pode desestabilizar qualquer pessoa.

3. Privacidade e respeito com o outro

A hiperproximidade com familiares exige um “plus” de nossos esforços em dar e solicitar privacidade e respeito. Caso esteja tendo brigas com familiares talvez este não seja o momento de acirrar disputas ou persistir em encontrar culpados. Forçar conversas “agradáveis” pode soar artificial para todos. Em algumas situações cuidar do outro significa apenas dividir experiências agradáveis (como assistir uma série) sem que seja preciso falar qualquer coisa. 

4. Faça uma atividade de cada vez

Tratar com carinho a nossa rotina (ou mesmo a nossa residência) pode lhe ajudar a organizar sentimentos e pensamentos. Mas não é preciso elaborar um plano exaustivo. Uma singela proposta consiste em definir uma atividade principal para cada período do dia. 

5.Equilíbrio

Sua organização pode intercalar atividades que você julga ter uma função produtiva com outras que cumprem a função de lhe revigorar. Se buscar em sua memória possivelmente vai encontrar atividades, músicas, ou pessoas que lhe proporcionam inspiração, serenidade ou bem estar. 

6. Baixe as expectativas

Via de regra é melhor propor para si uma atividade simples (que pode ser ampliada após ser concluída) do que iniciar uma meta ambiciosa e ficar desapontado consigo por ter abandonado o barco no caminho.

7. Cuidado com o excesso de informação

Quando nos sentimos ansiosos podemos ter uma falsa sensação de controle ao consumir informação o tempo todo. Informação na medida nos protege, em excesso apenas nos angustia.

8. Peça ajuda se precisar

Também é preciso ter a humildade e a sabedoria de fazer uso da ajuda responsável que estiver disponível. Comumente um(a) familiar ou amigo(a) com quem seja possível ter uma conversa pautada na cumplicidade e sem julgamentos pode nos ajudar a lidar com a dor. Caso note (ou alguém lhe diga) que o seu sofrimento está extrapolando a razoabilidade, a ajuda deve vir de um profissional de saúde.

9. Atenção para os momentos de refeição

Valorizar os momentos coletivos de alimentação e fazer suas refeições solitárias com atenção pode auxiliar a comer melhor e na medida apropriada. Facilmente lembramos de guloseimas quando estamos tristes ou entediados. Pode ser bom realizar uma pequena pausa (afastamento) antes de decidir cada refeição, valorizar a apresentação do alimento e desacelerar o próprio processo de se alimentar.

10. Não esqueça de mexer seu corpo

Dias com mobilidade reduzida são um convite para ouvir os pedidos de ajuda fornecidos por nosso próprio corpo, tais pedidos podem ser percebidos em zonas de dor ou rigidez. Se possível realize qualquer atividade corporal que seja segura, prazerosa e viável. 

Preparamos um vídeo com mais algumas dicas de cuidado com sua saúde mental:

 

 

Ações nos câmpus

Em nossos câmpus, os Núcleos Pedagógicos têm feito um trabalho bem bacana para se manterem conectados com os alunos, oferecendo apoio e orientações. Muitos estão fazendo horário de conversas on-line, como é o caso de Caçador, Xanxerê, Chapecó e Jaraguá do Sul-Centro.

No Câmpus Jaraguá do Sul-Rau, a Coordenadoria Pedagógica está divulgando vídeos no Facebook do câmpus para ajudar os alunos. No Câmpus Criciúma, a Coordenadoria de Assuntos Estudantis também divulgou um vídeo para os estudantes.

No Câmpus Gaspar, os professores estão compartilhando dicas de leitura e transformaram o intervalo cultural que já tinham num momento on-line.

Se você estiver precisando de ajuda, entre em contato com o Núcleo Pedagógico do seu câmpus. Veja aqui como fazer.

O que diz a OMS

A preocupação com a saúde mental é tão importante que a própria Organização Mundial da Saúde divulgou um guia com cuidados para saúde mental durante pandemia.

Para a população em geral, algumas das orientações da OMS são as seguintes:

  • Levante a bandeira da empatia
  • Separe a identidade das pessoas do vírus
  • Reduza a leitura de notícias sobre o coronavírus
  • Apoie as outras pessoas
  • Compartilhe boas histórias
  • Homenageie os profissionais de saúde

Enfrentando a “quarentena” de forma saudável

Tem muito material bacana com dicas para manter a saúde mental neste período, mas sabemos que ninguém mais aguenta ler tanto. Então separamos só um conteúdo bem bacana produzido pela UFSC em que a pesquisadora Paola Barros Delben, do Laboratório Fator Humano disponibiliza uma série de cards com sugestões para manter-se saudável neste momento. Vejam aqui.

Vai passar

Não está fácil para ninguém.

Frase do filme PSEu te amo em inglês dizendo que estamos todos juntos nessa

 

Aceitar que é um momento difícil e confuso pode ser reconfortante. Estamos todos juntos tentando descobrir como vencer esta luta e encontrar uma nova normalidade. 

Se quiser compartilhar conosco o que estão fazendo em suas casas para manter sua saúde mental em dia, deixem nos comentários. Quem sabe não pode ajudar outra pessoa. 

E lembrem-se: vocês não estão sozinhos. Seguimos por aqui, separados e mais juntos. <3

Arte da campanha Separados e mais juntos

 

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