Aniversário do IFSC: vamos nos conhecer melhor?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 set 2020 11:52 Data de Atualização: 23 set 2020 15:50

Nesta quarta-feira, 23 de setembro, comemoramos o nosso aniversário.

Bolo com velas acesas

111 anos não é para qualquer um, não é mesmo? Vamos combinar que alguém com tanta idade tem muita história para contar.

-> Navegue na nossa linha do tempo

A gente escreve a nossa história todo dia com você. E ver nossos alunos nos deixando fazer parte das suas histórias nos emociona. Sério mesmo!

Eu sei que tem quem nos conhece muito bem, mas muitos não sabem tanto assim e achamos que seria um momento bacana para nos apresentarmos. E nada melhor para nos apresentar do que falar do nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, que é um dos nossos documentos norteadores.

O que é o PDI?

O PDI é a sigla (já falamos das nossas inúmeras siglas neste post 😬) para Plano de Desenvolvimento Institucional, que é o instrumento de planejamento e gestão do IFSC que considera a identidade da instituição para o estabelecimento de objetivos, metas e estratégias para suas ações em um horizonte de cinco anos.

Mas calma que não vamos falar do documento inteiro neste post 😅, se não faríamos aniversário de novo e a gente ainda estaria aqui escrevendo. Hoje vamos abordar apenas o primeiro capítulo.

Como o PDI é feito?

Antes de entrar nele, só deixa a gente te contar como o PDI é feito. Na verdade, vamos relembrar, porque já falamos sobre esse processo aqui no ano passado, na época em que o nosso atual PDI estava em construção.

O PDI que temos hoje vale de 2020 a 2024. O documento sempre é feito pensando em um planejamento de cinco anos. A atual versão foi aprovada em março pelo Conselho Superior do IFSC.

-> Acesse aqui o PDI 2020-2024

Assista ao vídeo abaixo em que explicamos de forma resumida como foi a construção deste PDI e como ele está estruturado:

 

Foco no capítulo 1: Perfil institucional

Como hoje nossa intenção é nos apresentarmos melhor, nada melhor do que concentrar a sua atenção no capítulo 1 do PDI que trata do nosso Perfil Institucional e sintetiza nosso marco legal, histórico, abrangência, áreas de atuação e indicadores do porte da instituição, além de mostrar nossas declarações de Missão, Visão e Valores.

Neste primeiro capítulo, você encontra as seguintes informações do IFSC:

- Histórico
- Finalidades e Objetivos
- Missão, Visão e Valores
- Cadeia de Valor
- Áreas de Atuação Acadêmica
- IFSC em números

-> Clique aqui para ler o capítulo completo

Aliás, tem alguns pontos aí que são novidades. Incluímos a Inovação e o Respeito nos nossos valores. Era algo que já tínhamos no nosso dia a dia, mas achamos importante oficializar.

A Cadeia de Valor, que elaboramos em 2018, passou a compor o PDI a partir dessa edição. Ela é uma representação lógica e sistemática dos processos que a instituição realiza para cumprir a sua missão, gerando valor público para os alunos e para a sociedade. A cadeia apresenta também qual é a proposta de valor que desejamos entregar para esses públicos.

-> Clique aqui para conhecer a Cadeia de Valor

Pode parecer complexo, mas é algo bem legal! (tá, somos suspeitos para falar… ☺️) É uma forma sintética de apresentar o que fazemos, que demonstra como todas as atividades e pessoas se integram e os esforços se convergem para um propósito comum: a prestação de um serviço público de valor para os alunos e a sociedade. Nessa parte, você vai conseguir ver a instituição como um todo, sem as divisões da estrutura organizacional, focando nas atividades realizadas para o aluno e para a sociedade.

Quando um aluno se forma, por exemplo, o mérito não é só do professor, mas da área de Compras que não deixou faltar insumos para as aulas práticas, da área de Contratos que manteve o ambiente limpo e seguro por meio dos contratos de limpeza e segurança, e assim por diante. Como sempre falamos, por trás desta marca bate um coração que pensa muito em como pode transformar a sua vida e ajudar a melhorar o nosso Brasil! 🥰

A parte que apresentamos o IFSC em números também é nova:

Tabela com números do IFSC

Não é incrível ver o nosso crescimento e a nossa expansão desta forma? 😱

Esses dados todos também podem ser consultados, usando filtros e com mais detalhes, na Plataforma Nilo Peçanha, que traz os números da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em todo o país. Clique aqui para acessar.

-> Também já fizemos um post falando sobre os principais números do IFSC no último ano

O IFSC é uma universidade?

E já que estamos falando melhor quem somos não poderíamos deixar de responder uma pergunta que muito nos é feita. Afinal, o IFSC é tipo uma universidade? 🤔

Não, somos diferentes. Temos uma identidade única! Apesar de tanto nós como as universidades sermos autarquias federais, possuímos atuações diferentes. Uma universidade federal tem como foco a oferta de cursos superiores (graduação e pós-graduação). Já os institutos federais, que é o nosso caso, atuam na formação básica, técnica e tecnológica, oferecendo também cursos de qualificação, técnicos, de graduação e de pós-graduação (por lei, metade de nossa oferta tem que ser de cursos técnicos, por exemplo). Somos uma instituição histórica com um papel social importante a cumprir no mundo do trabalho, formando pessoas para que possam exercer suas profissões, de todas as classes, de todas as idades.

E não custa lembrar que nós não somos o IFC e não temos câmpus em Brusque rsrs

-> IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?

Mais uma coisa: a gente escreve câmpus com acento mesmo.

-> Câmpus, campus ou campi?

Não é um documento de gaveta

Essa é apenas uma parte do nosso PDI. Tudo o que você quiser saber dele está nesta página ->  https://www.ifsc.edu.br/pdi

Quem pensa que o trabalho acabou agora que o documento foi concluído e lançado está muito enganado. Agora é que o bicho pega!

O PDI deve ser um documento vivo, um fio condutor de toda a ação institucional. Por isso, é importante que não só os nossos servidores, mas os estudantes do IFSC e a comunidade externa acompanhem a sua execução e nos ajudem a colocar tanta palavra em prática.

Se você tiver alguma dúvida ou quiser mais informações relacionadas ao PDI, mande e-mail para pdi@ifsc.edu.br.

Esperamos com este post ter conseguido explicar um pouco melhor quem somos, afinal, a gente só pode gostar realmente de quem a gente conhece. Sabemos que não somos perfeitos, mas todo dia acordamos pensando em como fazer o nosso melhor para que você possa ser melhor por meio da educação.

Pronto! Agora já pode comer o bolo de aniversário! rsrs

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Desafios nos negócios: veja como nossos egressos enfrentam a pandemia

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 16 set 2020 10:00 Data de Atualização: 16 set 2020 10:52

Você se forma e está com aquela disposição pra arrebentar no mercado de trabalho… Só que aí vem uma pandemia e frustra seus sonhos. 😫

Homem dizendo Oh come on

E aí? Faz o quê? Tem muita gente que fala em se reinventar. Ô palavrinha que virou moda, parece até o "novo normal". Falar é fácil, né? Mas deixar de lado a busca por um emprego para empreender ou então mudar de repente uma ideia, um negócio ou um produto pode render muitas noites de insônia. 

Por isso, trazemos nesse post alguns exemplos de profissionais formados pelo IFSC que se viram exatamente nessa situação e estão conseguindo driblar os problemas e se posicionar no mercado de trabalho em plena pandemia. E claro, pagar as suas contas! Talvez eles sejam a inspiração que estava te faltando!

Montagem com fotos de alunos egressos do IFSC

Tem a Victoria, que no início do ano estava com tudo pronto para um curso sobre cerveja. Já pensou em fazer isso virtualmente? Ela pensou e fez! A confeiteira Roberta preparava doces e bolos para festas com centenas de pessoas e de repente se viu fazendo a "festa na caixa" (Quer saber o que é? Continue lendo! 😉). 

O Allan resolveu empreender justo agora em vez de ficar procurando emprego fixo e até já contratou um colega da turma, o André. A Sabrina viu sua renda com óleos essenciais triplicar ao focar nas redes sociais. 

E tem ainda o Bruno e a Jade que se formaram em Eventos. Quer área mais impactada pela Covid-19 que essa? Eles inovaram e estão com uma boa perspectiva de negócios pela frente.

Agora que já demos os spoilers, leia nosso post até o fim para se inspirar ou simplesmente admirar esses nossos ex-alunos que nos enchem de orgulho. 😍

"Festas na caixa" e foco nas redes sociais

Formada em 2019 no curso de Confeitaria do Câmpus Florianópolis-Continente, Roberta Scaim conseguiu realizar o sonho de agregar mais conhecimento ao que ela sempre fez com muita paixão: cozinhar, principalmente doces. Fez muitos bolos enooooormes para casamentos e aniversários, docinhos e salgadinhos para comemorações de todo tipo, mas com a pandemia e o cancelamento dos eventos, teve que se adaptar. Aí veio a ideia da festa na caixa. No vídeo abaixo, ela explica o que é isso e também como tem conquistado muitos clientes usando Instagram, WhatsApp e mecanismos de busca. 

 

Inovação em eventos

O setor de eventos foi um dos mais prejudicados nessa pandemia, se não o mais afetado… No Brasil, a Associação Brasileira de Eventos - a Abrafesta - calcula uma queda de 90% nos serviços.

Arte com fundo amarelo dizendo que setor de eventos teve queda de até 90% dos serviços

Para Bruno Ribas e Jade Sagae, formados pelo IFSC em 2018 no curso técnico em Eventos do Câmpus Florianópolis-Continente, a situação foi ainda pior: TODOS os eventos que estavam organizando foram cancelados ou adiados. 😱

Aí eles decidiram inovar e criaram uma startup em que não ficam restritos a organizar os eventos. Sabe qual foi a sacada? Analisar os dados para os clientes. 

Bruno nos explicou que, por meio da plataforma de streaming e de aplicativos, consegue fazer correções de rotas. Por exemplo, durante o evento ele consegue analisar chats, sentimentos, e entender o que o participante está querendo, em que está se engajando e até orientar o palestrante e o mestre de cerimônia para conduzir e fomentar enquetes para se ter mais dados do participante - um produto mais refinado e quem tudo para conquistar mercado. No vídeo, eles explicam mais como funciona:

 

 

Aulas virtuais para apaixonados por cerveja

Quando se fala em cerveja é claro que um curso prático parece ser muito mais interessante do que um curso teórico. Mas fazer o que se a pandemia chegou e atrapalhou todo planejamento de Victoria Luiza Schelbauer de Lima para a oferta do seu primeiro curso de qualificação sobre o mundo cervejeiro? Adaptar o cronograma e o conteúdo para um curso on-line foi a solução encontrada pela tecnóloga em Alimentos que, em abril, deu início à primeira turma do seu programa Expert Cervejeiro, com aulas virtuais para funcionários de choperias e cervejarias e apaixonados por todo o universo que envolve a cerveja.

Formada pelo Câmpus Canoinhas no curso técnico em Agroindústria e no superior de tecnologia em Alimentos e concluinte da especialização em Tecnologia de Bebidas Alcoólicas no Câmpus Urupema, Victoria é apaixonada pela área e busca transmitir para os outros a sua paixão. Ela nos contou que gosta muito das histórias que estão por trás de cada bebida, dos processos complexos de produção e das experiências que resultam nas pessoas, enquanto comemoração, alegria e união.

Aluna Victoria segurando um copo de cerveja e com uma frase dizendo estude cerveja 

Todo esse contexto ajudou na estruturação do curso, indicado para iniciantes. São cinco módulos com vídeos que abordam a história da cerveja no mundo e no Brasil, matérias-primas do processo cervejeiro, fabricação de cerveja artesanal, escolas cervejeiras e curiosidades. 

Pandemia antecipa planos para abrir empresa de soluções elétricas 

Com a pandemia, postos de trabalho foram fechados e muitas pessoas viram no empreendedorismo uma forma de voltar a se inserir no mercado. Foi o que aconteceu com Allan de Souza, com formação técnica em Eletroeletrônica pelo Câmpus Itajaí. Ele cursa atualmente Engenharia Elétrica no câmpus e estava fazendo um estágio em uma empresa pública, mas percebeu que seria um momento difícil para encontrar um emprego e resolveu criar uma empresa para atuar enquanto técnico. Assim, seria uma forma de entrar nas empresas como um prestador de serviço. 

Depoimento do egresso Allan  

A empresa criada por Allan oferece uma série de serviços, como projetos elétricos prediais e industriais, de segurança do trabalho e de soluções em energia solar e foi contratada recentemente para auxiliar na fabricação de cabines de desinfecção de ozônio, que são utilizadas para desinfecção de pessoas. Ele nos contou que é o responsável por trabalhar no acionamento das motobombas e de fazer a automação do sistema das cabines de desinfecção de ozônio. 

Allan nos disse que a procura pelas cabines de desinfecção é alta e que, para atender a demanda de trabalho, já precisou contratar um estagiário. Ele escolheu o também estudante da terceira fase da Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí, André Espíndola. Assim como o Allan, André é técnico em Eletromecânica. “Por conta do trabalho, eu estou aprendendo uma série de conceitos da eletrônica que eu só veria no final da faculdade, tem sido uma experiência muito boa”, explica André. 

Faturamento triplicou durante a pandemia

Formada no curso técnico em Administração do Câmpus Gaspar, Sabrina de Souza atua como consultora de bem-estar e trabalha com a venda de óleos essenciais. Antes da pandemia, ela promovia reuniões e palestras para apresentar os produtos, mas  muitas vezes marcava e ninguém aparecia…

Meme com homem frustrado

Aí ela engravidou e quando ia voltar às vendas veio a pandemia. Decidiu então que estava na hora de rever seu negócio e começou a investir em impulsionamento no Facebook e no Instagram. E não é que deu super certo! O faturamento já triplicou em relação ao ano passado. Atualmente, ela vende cerca de 40 kits de óleos essenciais por mês.

Sabrina nos contou que a demanda pelos produtos aumentou muito durante a pandemia. Ela acredita que pelo fato de as pessoas estarem mais em casa e terem mais tempo para pesquisar sobre os óleos essenciais. E recebe também muitos pedidos de mães que estão buscando formas de acalmar as crianças em casa, fazer com que elas se concentrem nos estudos e formas de melhorar a imunidade dos filhos.

Veja só a explicação da Sabrina que acha que ter feito o curso técnico foi fundamental para sua formação:

“Se não fosse pelo curso, o meu sucesso não teria sido tão grande. Nas aulas de marketing, eu aprendi a me colocar no lugar do consumidor e isso ajuda muito na relação com o cliente. Aprendi também questões referentes à administração financeira da empresa, o que me ajuda muito no dia a dia. Eu tenho até vontade de fazer o curso técnico em Administração de novo.”

Dicas para quem quer empreender

E aí? Conseguimos com esses exemplos mostrar a necessidade de adaptar produtos e serviços para o momento que estamos vivendo e ficar atento na hora de empreender? Para ajudar quem se vê nessa situação, conversamos com a professora da área de gestão e negócios do Câmpus Gaspar, Bárbara Sabino, que nos explicou que para empreender é preciso identificar aquilo que se gosta de fazer e aquilo que se faz bem. Se liga nas dicas da nossa professora:

1) Defina o produto a fornecer ou serviço a prestar concentrando-se naquilo que você é elogiado por amigos e familiares por fazer bem, ou seja, que você é uma referência.

2) Identifique o público-alvo: onde está geograficamente, qual é seu perfil, qual é sua renda, seu estilo de vida e seu comportamento de compra.

3) Defina estratégias de marketing pensando no produto (em suas características), na praça (em como será a distribuição e a entrega do produto ou serviço aos clientes), no preço e na promoção (de como será a divulgação do produto ou serviço).”

A professora também nos passou dicas para quem precisou se adaptar durante a pandemia porque atua em um setor que foi fortemente afetado:

- Reflita se as pessoas ainda querem comprar o que a empresa vende;

- Será que as as pessoas sabem o que a sua empresa vende? Aproveite este período para manter a sua marca na lembrança dos consumidores porque assim que a normalidade voltar, venderá mais a marca que estiver ocupando seu espaço na mente (posicionamento) das pessoas.

Assista às dicas da nossa professora:
 

 

Se você se formou pelo IFSC e conseguiu se adaptar ou empreender durante a pandemia, conte sua história pra gente. É só enviar um e-mail para:  blog@ifsc.edu.br.

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Como os profissionais que formamos podem ajudar na pandemia?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 02 set 2020 10:17 Data de Atualização: 15 set 2020 19:41

Desde que o coronavírus apareceu e passamos a viver nesta pandemia, milhares de profissionais estão trabalhando em inúmeras frentes para que possamos enfrentar este momento. Algumas formações têm a sua importância e necessidade mais óbvias, como é o caso de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e tantas outras da área da saúde que são fundamentais para salvar as vidas de quem foi infectado pelo SARS-CoV-2.

Mas temos diversos outros cursos que estão com um olhar especial para esta atuação em plena pandemia e após ela (sim, porque temos esperança de que ela vai chegar ao fim um dia 🙏 ).

-> Existe uma previsão para o fim da pandemia?

Neste post, vamos destacar para você alguns desses cursos. Conversamos com coordenadores de cursos que nos ressaltaram o papel dos nossos egressos.

Vamos lá?

Curso Técnico em Enfermagem
Câmpus Florianópolis e Joinville

Este curso entrou na nossa lista óbvia lá de cima e nem precisamos explicar a importância do técnico em Enfermagem no sistema de Saúde, não é? De toda forma, para quem tiver dúvidas, veja aqui mais informações sobre o curso e sobre a atuação desse profissional.

-> Egressos do IFSC relatam desafios na linha de frente do combate à pandemia

Aliás, nossos professores da área estão arrasando compartilhando seus conhecimentos em lives no YouTube e sendo fontes em diversos conteúdos que produzimos - destaque para o projeto IFSC Verifica.

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Hospitalar
Câmpus Joinville

No curso de Gestão Hospitalar, os acadêmicos adquirem conhecimentos específicos sobre políticas públicas, epidemiologia, gestão da produção, das finanças, de pessoas, de marketing e logística que possibilitam uma visão ampliada das organizações e do sistema de saúde. Conforme a coordenadora do curso, Caroline Orlandi Brilinger, são itens imprescindíveis para o dimensionamento do impacto da crise e o desenvolvimento de soluções adequadas para o seu enfrentamento, de forma rápida e organizada, para salvar o máximo possível de vidas primando pelo bom uso do recurso público.

-> Como funciona uma Unidade de Terapia Intensiva?

Portanto, os profissionais formados pelo curso estão aptos a atuar em diferentes frentes na expansão da capacidade de atendimento exigida pela pandemia de Covid-19. Alguns exemplos em que o gestor hospitalar pode contribuir:

  • - no controle epidemiológico dos casos
  • - no gerenciamento dos leitos hospitalares
  • - nos processos de compra e distribuição de equipamentos, medicamentos, EPIs e demais insumos
  • - no dimensionamento, recrutamento e seleção das equipes de saúde

-> Planejamento, organização e gerenciamento de crise: a atuação do gestor hospitalar no enfrentamento à pandemia

Curso Superior de Tecnologia em Radiologia
Câmpus Florianópolis

O profissional tecnólogo em Radiologia possui formação para atuar nos exames que envolvem as tecnologias radiológicas. Segundo a coordenadora do curso, Juliana Almeida Coelho de Melo, trata-se de um profissional de saúde extremamente capacitado para gestão, controle de qualidade e aquisição de imagens em serviços que realizam exames de imagem para detecção de patologias.

No enfrentamento à Covid-19, nossos egressos estão na linha de frente, colaborando já na definição do diagnóstico e comprometimento da doença, seja por meio de exames de raio-X ou por exames de tomografia computadorizada, utilizados para acompanhar as lesões pulmonares decorrentes da doença. Além disso, o profissional formado nesse curso atua também no apoio ao diagnóstico dos pacientes mais críticos que se encontram em UTI e não podem se locomover até o setor de imagem.

“O profissional formado pelo IFSC conhece todas as normas de biossegurança, proporcionando um atendimento respeitoso e seguro tanto para o paciente quanto para consigo e os demais profissionais”, destaca Juliana. Quando atua na Gestão, o egresso colabora de forma direta na organização e implantação de protocolos e procedimentos operacionais com foco, nesse momento, para os atendimentos de pacientes acometidos pelo coronavírus.

Curso Técnico em Têxtil
Câmpus Araranguá e Jaraguá do Sul-Centro

O avanço da Covid-19 modificou a maneira como as pessoas tratam assuntos de saúde e higiene no seu dia a dia. A importância de manter o corpo e o ambiente ao seu redor sempre limpos e livres de microrganismos impactou a demanda por produtos que supram essa necessidade. “Temos alguns produtos têxteis que possuem funcionalidades adequadas a essas exigências”, explica a coordenadora do curso Heiderose Herpich Piccoli. “Podemos citar o tecido com acabamento antimicrobiano, que pode ser utilizado em peças de vestuário, máscaras caseiras, peças de cama, mesa e banho, entre outros”, exemplifica.

É aí que entra o profissional formado no nosso curso. O desenvolvimento do processo produtivo desses tecidos nas fábricas têxteis - desde a seleção adequada da fibra, do tipo de fio, do tipo de tecimento e de estrutura, bem como dos processos de beneficiamento, incluindo a aplicação dos produtos antimicrobianos - pode ser realizado pelo técnico têxtil. Depois que o processo já está definido, é esse profissional que supervisiona a produção desse tecido.

Além disso, o Técnico Têxtil, é o profissional que indicará quais os testes de controle de qualidade deverão ser executados para que o produto saia das fábricas cumprindo o papel projetado e quais os cuidados de conservação o consumidor deverá ter no uso e na lavagem do produto, para preservar a funcionalidade do mesmo.

Curso Técnico em Logística
Câmpus Caçador e Tubarão

Um outro setor que tem relação direta com a pandemia, mas que nem sempre percebemos, é o da logística. Alguns ramos simplesmente pararam de vender por um período, como roupas. Outros tiveram uma demanda absurda, como indústrias de máscara ou de álcool em gel. Vai dizer que você não chegou a procurar álcool em gel no início da pandemia e não encontrou...😳

Nesses casos, ficou evidente a importância de uma logística estratégica feita por profissionais capacitados como os que formamos. Vejam as explicações dos professores Tatiani Fernandes Teixeira, do Câmpus Tubarão, e Eric Costa Carvalho, do Câmpus Caçador destacando o papel do técnico em logística:

 

Curso Superior em Gestão do Turismo
Câmpus Florianópolis-Continente

Quando falamos nos setores que mais sofreram os impactos da pandemia da Covid-19, o Turismo logo vem à cabeça. Cidades ficaram completamente vazias por meses. Muitos museus e parques pelo mundo tiveram que mudar a forma de visitação.

Isso porque o turismo de massa como conhecemos hoje, com grandes grupos de pessoas passando rapidamente por várias atrações, talvez não aconteça mais. Essa é a reflexão trazida pela coordenadora do curso superior em Gestão do Turismo, Fabiana Calçada de Lamare Leite. Ela acredita que pelos próximos anos o foco do turismo será na experiência, em que pessoas "vivem" um pouco dos lugares que visitam e não apenas "passam" por eles.

A tendência será valorizar as particularidades de cada local ou atração e aí o profissional do turismo, da linha de frente, vai ter que ter isso muito bem claro. “O profissional da gestão vai ter que ter a ciência de elaborar exatamente cada uma dessas necessidades, divulgações, demandas e ofertas conforme o seu perfil”, explica a professora. “Tratar cada situação como única, como individual para poder beneficiar tanto quem vai estar recebendo ou o que vai estar recebendo quanto quem vai estar visitando", completa.


A questão da higiene tende a ser ainda mais valorizada como um quesito na hora de procurar um destino ou um hotel. São questões trabalhadas no curso e discutidas com os estudantes. "É algo que não tem nos livros. Eles estão vivendo e aprendendo isso diariamente", destaca Fabiana. Os estudantes que estão conseguindo se adaptar a essa nova realidade podem se transformar em profissionais excelentes e ajudar a oferecer segurança e qualidade no turismo.

Curso Superior em Hotelaria
Câmpus Florianópolis-Continente

Seguindo regras de lotação, os hotéis e pousadas podem continuar recebendo hóspedes. A coordenadora do curso superior em Hotelaria, Fabíola Martins dos Santos, explica que os protocolos da hotelaria estão sendo alterados para garantir segurança aos hóspedes e os estudantes precisam acompanhar essas mudanças em tempo real. "O conhecimento sobre a Covid-19 e os processos estão sendo incorporados de acordo com as dinâmicas das disciplinas. A base que a hotelaria está utilizando hoje é baseada nas orientações e encaminhamentos que a Anvisa coloca, principalmente com a questão higiênico-sanitária dos ambientes", afirma.

Fabíola nos explicou que muitos protocolos utilizados na hotelaria hospitalar estão sendo trazidos para a hotelaria convencional: "O aluno que tem essa formação só tende a contribuir para que efetivamente essas práticas operacionais aconteçam dentro dos hotéis", destaca mostrando a importância do profissional formado no IFSC para este novo contexto.

 

E daria para relacionar os profissionais que formamos em todos os outros cursos de alguma forma com o atual momento.

-> Conheça os cursos do IFSC

Aliás, apenas as disciplinas que aprendemos no Ensino Médio já são bem úteis para entender melhor essa pandemia, como já explicamos neste outro post.

Seguimos por aqui cumprindo (a distância #IFSCemCasa) a nossa missão de “promover a inclusão e formar cidadãos, por meio da educação profissional, científica e tecnológica, gerando, difundindo e aplicando conhecimento e inovação, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural”.

-> A ciência anda na defensiva. E o que todos nós temos a ver com isso?

Num contexto em que a Ciência, infelizmente, precisa reforçar sua importância, mostramos que a educação que oferecemos e as pesquisas que fazemos são o caminho para seguirmos crescendo e nos desenvolvendo enquanto sociedade.

Venha com a gente! 😉

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Um ano de Blog do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 09 set 2020 10:43 Data de Atualização: 09 set 2020 20:59

Nesta semana completamos um ano de Blog do IFSC

Menino celebrando

Passou muito rápido pra gente, mas foi lá no dia 4 setembro de 2019 que publicamos nosso primeiro post nos apresentando. Alguém nos acompanha desde o início? 

Mulher emocionada

Como explicamos no nosso post de apresentação, criamos este canal para nos aproximarmos ainda mais de você. A nossa ideia sempre foi explicar melhor quem somos, o que fazemos e o que temos a oferecer utilizando uma linguagem mais descontraída e informal - o que não significou deixar de tratar de assuntos sérios e confiáveis, não é mesmo? 😉

Chegamos aqui com 50 posts publicados. Falamos de orçamento, edital, LGBTQIA+ e, claro, de coronavírus - afinal, também fomos pegos de surpresa por essa pandemia que bagunçou nossas vidas. Sabia que em fevereiro planejamos todos os nossos posts para 2020? Nem precisamos dizer que, um mês depois, tivemos que replanejar tudo nos adaptando ao novo contexto e pensando no que seria relevante trazer para você nesse momento. 🤦‍♂️

Para marcar nosso primeiro ano, resolvemos fazer uma retrospectiva dos posts mais acessados. Prepare-se para nosso top 10!

1.  Coronavírus: perguntas e respostas sobre as medidas adotadas pelo IFSC
-> Clique aqui para ler o post

Somos suspeitos pra falar, mas todos os conteúdos que fazemos são úteis. Mas preparamos alguns posts num estilo mais de serviço para facilitar a sua vida. Este que foi o post mais acessado do blog foi feito justamente para esclarecer as dúvidas sobre medidas adotadas pelo IFSC durante esta pandemia. 

Aliás, este é um post que, apesar de ter sido em 18 de março, na primeira semana que entramos em distanciamento social e logo que nossas atividades passaram a ser feitas a distância, ele segue sendo atualizado sempre que novas orientações são dadas.

-> Acesse a página do IFSC que reúne as informações sobre as medidas do IFSC em relação à Covid-19

2. De onde vem o dinheiro do IFSC?
-> Clique aqui para ler o post

Ano passado enfrentamos um corte orçamentário, um movimento que a educação pública no Brasil já vem passando nos últimos anos. Sempre que se fala em recurso público, escutamos algumas falácias ou dúvidas mesmo que demonstram um desconhecimento do nosso funcionamento. Como estamos cortando serviços terceirizados e, às vezes, bolsas da assistência estudantil, mas temos dinheiro para fazer obras por exemplo? 🙄

Explicar o orçamento do IFSC é tão complexo que a gente teve que fazer dois posts. O primeiro foi justamente esse que ficou entre os mais lidos. Para ler a segunda parte, clique aqui.

3. Como se preparar para o Exame de Classificação do IFSC?
-> Clique aqui para ler o post

Fizemos este post para a prova de seleção para nossos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio que ocorreu em outubro do ano passado. Como a estrutura da prova é a mesma, é um post fundamental para quem pensa em estudar no IFSC. (menos agora na pandemia já que o exame foi suspenso e a forma de seleção será por sorteio público 😬).

De toda forma, quando no futuro voltarmos a ter nossos exames, com certeza, este é um post para ser revisitado.

4. Quem está na gestão do IFSC agora? Entenda o que está acontecendo
-> Clique aqui para ler o post

Estamos vivendo uma situação atípica no IFSC que é a nomeação de um reitor pro tempore. Neste post, explicamos os fatos que geraram muita confusão na comunidade interna e externa.

Quando a gestão pro tempore completou um mês, fizemos um novo post atualizando os acontecimentos e estamos ainda na mesma situação há quatro meses. 

5. Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia
-> Clique aqui para ler o post

Como não amar uma instituição que te oferece um monte de coisa que você nem sabia, hein? 🥰 Foi mal a pouca modéstia, mas o sucesso deste post nos leva a crer que muitos também gostaram. rsrs

Se você ainda não leu este post, não sabe o que está perdendo. 

6. Coronavírus: conheça os serviços assistenciais a que você pode recorrer
-> Clique aqui para ler o post

Mais um post de utilidade pública com informações bem importantes sobre os recursos assistenciais que estão disponíveis neste momento. Quem nos ajudou a fazer esse conteúdo foram as assistentes sociais do Fórum de Serviço Social do IFSC. 

7. IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?
-> Clique aqui para ler o post

Desconfiamos que este é um post que será sempre um dos mais lidos considerando a quantidade de vezes que seguimos respondendo isso nas mídias sociais (e até para os jornalistas que nos procuram e para as tias dos nossos servidores 😅). Vai fazer 12 anos que nos tornamos Instituto Federal e precisamos sempre explicar que temos dois institutos federais em Santa Catarina e que nós somos o IFSC e não o IFC (e que não temos câmpus em Brusque).

Se isso ainda te confunde, por favor, leia este post! Nunca te pedimos nada! 🙏

-> E se você estranhou que escrevemos câmpus com acento e não campus, leia este post!

8. Como se manter ativo durante o distanciamento social
-> Clique aqui para ler o post

Ficamos felizes pelo interesse do pessoal em praticar atividade física em plena pandemia. Como explicamos neste post, é muito importante para nossa saúde.

Também já fizemos dois posts sobre cuidados com a saúde mental na pandemia:

-> Como não pirar com o coronavírus?
-> Como manter a saúde mental nesta pandemia?

9. Atividades não presenciais X Educação a distância: é tudo a mesma coisa?
-> Clique aqui para ler o post

Se você estuda no IFSC, deve já ter sonhado com a sigla ANP de tanto que falamos dela desde o início da pandemia. Este post foi feito justamente para explicar do que se trata e se é a mesma coisa que a nossa já querida EaD.

-> Se você se assustou com a sigla ANP, sugerimos ler este o post em que deciframos as siglas e os acrônimos do IFSC
-> Falando em EaD, já dedicamos um post antes desse só para falar dos nossos cursos a distância

10. Coronavírus: esclarecendo dúvidas de saúde
-> Clique aqui para ler o post

Logo no começo da pandemia, organizamos neste post diversas dúvidas que recebemos e que vimos circular sobre o coronavírus. Como esse contexto muda muito conforme os estudos científicos avançam, pode ser que alguma informação esteja desatualizada já - mas foi um post bem útil na época.

Entendendo a importância de esclarecer dúvidas do coronavírus, criamos o projeto IFSC Verifica. Se você ainda não acompanha, recomendamos nos seguir também por esse canal.


E aí? Será que nossa lista top 10 de posts mais acessados casaria com sua lista de posts preferidos?

Apesar de não estarem entre os mais acessados, temos uns posts que são nossos queridinhos. Permitam-nos relembrá-los:

-> Afinal, o que é um edital?
-> Sistemas de cotas no IFSC: como funciona?
-> LGBTQIA+: Vamos falar sobre isso?
-> No Dia da Mentira, nosso assunto é sério: desinformação e fake news

Esperamos que este seja o primeiro de muitos anos do nosso blog. Vamos sempre buscar nos manter atualizados e trazer pra cá conteúdos relevantes de acordo com o momento que estivermos vivendo.

E você pode nos ajudar a criar novos conteúdos. Se tiver alguma dúvida sobre nossa instituição, o IFSC Responde. Manda pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br. Também aceitamos sugestões de assuntos que podemos abordar por aqui.

Arte IFSC Responde com fundo verde e a frase Você pergunta, nós vamos atrás da resposta. Mande sua pergunta para blog@ifsc.edu.br

E se você quiser mandar um e-mail apenas dando a sua opinião sobre nosso blog ou um parabéns pelo nosso primeiro ano também acharíamos bem legal. ☺️ Aproveite e cadastre-se na nossa lista para receber os novos posts direto na sua caixa de entrada. 

 
 
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Serviços que o IFSC te oferece e você nem sabia

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 26 ago 2020 14:11 Data de Atualização: 27 ago 2020 09:18

Você está conversando com seus colegas do IFSC e de repente percebe que um deles já citou que tem Google Drive ilimitado, que está usando o Microsoft Office, que instalou programas da AutoDesk e fica achando que seu colega só pode ser rico para ter acesso a tanta coisa, certo?

imagem com homem jogando dinheiro

Errado! Aluno do IFSC tem educação gratuita e de qualidade e mais um monte de benefícios...

imagem com macaco demonstrando surpresa

 

E é isso que vamos te contar neste post de hoje: os serviços que o IFSC disponibiliza gratuitamente para seus alunos (e servidores também) e que você nem fazia ideia (ou até fazia, mas não sabia que eram tantos).

E o mais legal de tudo isso, mesmo depois de se formar, você continua tendo acesso ao utilizar seu e-mail @aluno.ifsc.edu.br. 

imagem com três pessoas pulando e comemorando

 

E-mail

Vamos começar pelo mais importante de todos, pois é a partir dele que você terá acesso aos demais recursos: o e-mail. Sim, é a conta de e-mail @aluno.ifsc.edu.br que irá liberar o acesso a este mundo de benefícios todo...

Nossa ferramenta de e-mail é o Gmail, que imaginamos que todos já conheçam. Agora o que você não sabe é que o nosso Gmail tem armazenamento ilimitado! Ou seja, você pode deixar todos os seus e-mails lá armazenados (mesmo aqueles com anexos de trabalhos gigantes enviados pelos colegas, ou os slides do professor cheios de fotos com exemplos das aulas), porque o espaço não acaba.

Para criar sua conta, você precisa se cadastrar no Sigaa, nosso sistema acadêmico:

-> Clique aqui para se cadastrar caso você ainda não tenha uma conta

Se você já tem uma conta no Sigaa e esqueceu sua senha ou se não lembra direito como funciona o sistema, você pode utilizar a opção de “esqueci minha senha” na tela principal e acessar nosso tutorial para o sistema:

-> Clique aqui para acessar o sistema
-> Leia aqui um tutorial sobre o Sigaa
-> E se por acaso você já criou seu e-mail, você pode acessá-lo neste link.

Importante: após o cadastro no Sigaa ou troca de senha, a sincronização é realizada em no máximo uma hora (normalmente a atualização do sistema acontece a cada hora cheia, como 13h, 14h...)

Serviços do Google com espaço infinito

A partir do e-mail, você também consegue acessar outros serviços do Google for Education, todos com armazenamento ilimitado, assim como o e-mail. São opções como o Google Drive, para compartilhar arquivos, o Google Photos, para você salvar todas as suas fotos, usar o Google Meet para fazer webconferências, entre outros.

Acesse pesquisas e utilize WiFi gratuitamente em vários lugares do mundo

Estudante do IFSC também consegue acessar os serviços disponibilizados pela Comunidade Acadêmica Federada (CAFe), que é um serviço que reúne instituições de ensino e pesquisa brasileiras e estrangeiras.

Por meio do login na CAFe, que você faz com seu e-mail @aluno.ifsc.edu.br, é possível ler periódicos e artigos no Portal de Periódicos da Capes, que são de acesso restrito, e outros portais de conteúdos científicos, ter WiFi gratuita em diversos lugares no mundo, utilizar serviços de vídeo, transferir arquivos grandes pela rede, entre outros.

-> Veja aqui como fazer pesquisas no Portal de Periódicos Capes
-> Veja aqui como utilizar os serviços da CAFe
-> Veja aqui os lugares onde é possível utilizar a WiFi da CAFe no mundo com a rede Eduroam

Vale lembrar que em todos nossos câmpus e Reitoria, também é possível acessar a rede WiFi livremente utilizando seu login.

-> Veja aqui como utilizar a rede sem fio do IFSC

Biblioteca on-line

Além dos Periódicos da Capes, é possível também utilizar o Acervo Virtual - uma biblioteca on-line com mais de 150 mil títulos de e-books em várias áreas do conhecimento e em diversos idiomas.

-> Clique aqui para saber como utilizar

Crie e compartilhe documentos on-line

Quem já precisou fazer uma planilha mais complexa sabe da necessidade de utilizar o Excel, certo? E nossos alunos podem utilizar a versão on-line dos aplicativos da Microsoft Office gratuitamente: Word, Excel, PowerPoint, Microsoft Teams (para videoconferências) e ainda guardar esses arquivos todos no OneDrive, com 1 TB de armazenamento on-line disponível.

-> Clique aqui para criar sua conta (com o e-mail @aluno.ifsc.edu.br)

Importante: apesar de utilizar o e-mail do IFSC para o cadastro, a senha para acesso não é a mesma do Sigaa, mas a que você escolher na hora do seu cadastro no site da Microsoft.

 Aprimore seu aprendizado sobre computação na nuvem

Quer aprender na nuvem? O Amazon Web Services (AWS) Educate é uma iniciativa global da Amazon que disponibiliza a alunos e professores recursos para acelerar o aprendizado relacionado à nuvem, com conteúdos e programas desenvolvidos para o aprimoramento de habilidades para carreiras que exploram as possibilidades da tecnologia em nuvem em áreas em expansão.

Os principais benefícios são os créditos para utilizar os serviços da Amazon Web Services, participação de treinamentos on-line, utilização de laboratórios on-line e uma biblioteca com recursos da AWS e outros compartilhados por educadores.

-> Clique aqui para utilizar

Utilize softwares para projetos

Aluno do IFSC também pode fazer download gratuitamente dos softwares da AutoDesk. São opções como Revit, 3DS Max, Autocad, entre outros. É só utilizar o e-mail @aluno.ifsc.edu.br.

-> Clique aqui para ver as opções e utilizar

E muito mais…

Além de todas essas opções que você consegue acessar com seu e-mail @aluno.ifsc.edu.br, há outros auxílios e apoios que o IFSC mantém para seus alunos, como o auxílio financeiro da assistência estudantil, os programas de intercâmbio, os projetos de pesquisa e extensão, nossas bibliotecas... é um mundo de possibilidades e aprendizado.

-> Saiba mais sobre a assistência estudantil
-> Conheça nossas opções de intercâmbio
-> Faça parte de um projeto de pesquisa ou extensão
-> Explore nossas bibliotecas
-> Veja outras oportunidades

Já conhecia todas as opções? Ainda não? Compartilhe com seus colegas para que eles possam utilizar também! E não deixe de acompanhar nossos canais oficiais que sempre informamos quando temos novas oportunidades para nossos alunos 😊

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Decifrando as siglas e os acrônimos do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 19 ago 2020 11:48 Data de Atualização: 26 ago 2020 14:28

Quem aí já viu aquele monte de letras que não faziam sentido e ficou tentando entender do que se tratava?

Meme da Nazaré confusa

 

A gente sabe que temos muitas siglas e acrônimos e que isso pode gerar confusão, então hoje vamos traduzir os principais para você (começando por explicar o que é uma sigla e o que é um acrônimo 😬).

De acordo com nosso manual de redação, uma sigla é um termo composto pelas iniciais dos nomes próprios coletivos, como IFSC, que são as iniciais de Instituto Federal de Santa Catarina. Além da sigla, temos o acrônimo que é uma palavra que vem da combinação de sílabas (iniciais ou não) de um nome coletivo como Setec, por exemplo - que é a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC (sim, a sigla do Ministério da Educação).

 

Meme com um homem dizendo que é muita informação para a sua cabeça

Já fizemos uma série no nosso Instagram @ifsc há uns anos chamada #glossarioIFSC em que explicávamos alguns termos e siglas. Alguém lembra?

Arte da série #glossarioIFSC do Instagram no IFSC explicando a sigla FIC 

Vamos então começar do começo?

IFSC

Quem não souber essa está reprovado automaticamente no teste e nem precisa continuar. 😅IFSC, nosso apelido tão carinhoso, significa Instituto Federal de Santa Catarina. Na verdade, nosso nome completo é Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina.

E, aproveitando, a nossa sigla é IFSC e não IFC, que é outra instituição. 🙄

-> IFSC e IFC: é tudo a mesma coisa?

PDI

Depois de dizer quem somos, vamos falar do documento que norteia todo o nosso trabalho e muito famoso entre nossos servidores: o PDI. Traduzindo, o Plano de Desenvolvimento Institucional - que, aliás, teve sua campanha de divulgação lançada nesta semana no Consup (continue lendo para descobrir o que é essa outra sigla rs).

-> Explicamos melhor o PDI neste post

RDP

O Regulamento Didático-Pedagógico estabelece as normas referentes aos processos didáticos e pedagógicos desenvolvidos por todos os câmpus do IFSC. Se você tem curiosidade em conhecer melhor nossos processos de ensino, recomendamos a leitura (e se você não quiser ler o documento todo, nesta notícia resumimos alguns pontos).

PPC

Algum professor seu já deve ter falado: “veja no PPC”. Isso significa projeto pedagógico do curso. Este documento é essencial para que um curso seja criado, pois é nele que constam informações como a justificativa do curso, forma de acesso, mercado de trabalho e organização curricular. É lá que você vai encontrar, por exemplo, as disciplinas que compõem um curso.

Agora vamos juntar as siglas e os acrônimos por grupos destacando apenas alguns porque se não capaz de terminar a pandemia e a gente continuar preso neste post. 😅

Órgãos colegiados e comissões

Consup

Constantemente, anunciamos que teremos Consup ou que o Consup decidiu por isso ou aquilo. Estamos falando do Conselho Superior do IFSC que é o nosso órgão máximo consultivo e deliberativo, composto por representantes da comunidade interna (docentes, discentes, técnico administrativos e diretores-gerais dos câmpus) e da comunidade externa (como instituições de pesquisa, sindicatos etc.). Já fizemos um post só explicando o papel do Consup.

Codir

O Codir é o Colégio de Dirigentes, um dos órgãos superiores do IFSC, que é composto pelo reitor, pelos pró-reitores e pelos diretores-gerais de todos nossos câmpus.

Cepe

O Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) é um órgão normativo e consultivo que trata de políticas educacionais, de pesquisa e de extensão do IFSC. É formado por representantes dos professores e dos técnicos administrativos, além dos pró-reitores de Ensino, de Extensão e Relações Externas e de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação.

CPA

A Comissão Própria de Avaliação (CPA) é um órgão autônomo e responsável pela condução do processo de autoavaliação institucional do IFSC.

Pró-reitorias e setores

Proad

A Pró-Reitoria de Administração (Proad) é responsável por planejar, desenvolver, controlar e avaliar a administração orçamentária, financeira e a gestão de pessoas do IFSC.

Prodin

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin) é responsável por promover a integração entre a Reitoria e os câmpus, promover e coordenar os processos de planejamento estratégico e a avaliação institucional, de sistematização de dados, de informações e de procedimentos institucionais. Também é responsável por planejar e coordenar as atividades relacionadas à tecnologia da informação e da comunicação.

Proen

A Pró-Reitoria de Ensino (Proen) é a responsável por planejar, desenvolver, controlar e avaliar a execução das políticas de ensino homologadas pelo Conselho Superior e promover ações que garantam a articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão.

Proex

A Pró-Reitoria de Extensão e Relações Externas (Proex) é responsável por planejar, desenvolver, controlar e avaliar as políticas de extensão, de integração e de intercâmbio do IFSC com o setor produtivo e a sociedade em geral e coordenar os processos de divulgação e de comunicação institucional.

Proppi

A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) é responsável por propor, planejar, desenvolver, articular, controlar e avaliar a execução das políticas de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação homologadas pelo Conselho Superior.

Nossos setores também são conhecidos pelas suas siglas. Destacamos alguns:

Cerfead -> O Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead) é uma diretoria vinculada à Pró-reitoria de Ensino que atua na implementação e consolidação da Política de Formação do IFSC e na oferta de cursos na modalidade a distância.

Assint -> Assessoria de Assuntos Estratégicos e Internacionais, que é o setor responsável pelos nossos programas de intercâmbio

Dae -> Diretoria de Assuntos Estudantis responsável pelas ações de Assistência Estudantil

Dircom -> Diretoria de Comunicação responsável pela Política de Comunicação do IFSC e por nossos canais institucionais - como este blog 😊

Dirext -> Diretoria de Extensão responsável por estratégias de relacionamento dos nossos estudantes e educadores com a comunidade externa

DTIC -> Diretoria de Tecnologias da Informação e da Comunicação responsável, entre outras coisas, pelos serviços de tecnologia que o IFSC oferece para seus alunos e servidores

Deing -> Departamento de Ingresso do IFSC responsável por todos os nossos processos de seleção para cursos. É a porta de entrada para quem quer estudar aqui

Temos ainda comitês e núcleos que também vão assumindo suas siglas como Comitê Gestor de Assistência Estudantil (CGAE), o Núcleo de Línguas do IFSC (NUCLI), os  Núcleos de Educação a Distância (NEADs), os Núcleos de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígena (NEABI), por exemplo.

Assistência Estudantil

Entre as siglas mais famosas do IFSC, temos essas relacionadas à Assistência Estudantil:

IVS -> Índice de Vulnerabilidade Social, que é essencial para quem quer participar do Paevs.

Paevs -> Programa de Atendimento ao Estudante em Vulnerabilidade Social, que é o responsável pelo auxílio financeiro para contribuir no atendimento às necessidades de estudante em vulnerabilidade social.

Eventos

Nossos queridos eventos que, neste ano, infelizmente, não teremos.

Sepei -> Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação

JIFSC -> Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina 

SNCT -> Semana Nacional de CIência e Tecnologia

Programas

Propicie -> Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC 

Pibid -> Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência

Pibic->  Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica 

PNAE-> Programa Nacional de Alimentação Escolar

Proeja-> Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos

Exames, provas e cursos

Enem -> Exame Nacional do Ensino Médio, essa acho que todos conhecem, certo?

SiSU -> Sistema de Seleção Unificada, utilizado por quem deseja ingressar em nossos cursos de graduação

Encceja -> Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, prova que permite a certificação do ensino médio para quem não concluiu os estudos

FIC-> Formação Inicial e Continuada, que são nossos cursos de qualificação

-> Leia o post Decifrando o Enem

E mais algumas outras:

Sigaa -> Nosso Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas, essencial para quem é estudante do IFSC.

ANP -> Sigla para Atividades Não Presenciais, que se consolidaram agora na pandemia por causa do distanciamento social necessário. Fizemos um post explicando isso.

A sigla deve ser escrita em letras maiúsculas?

Vocês já devem ter visto uma sigla ser escrita de diferentes formas. No caso de veículos de comunicação, normalmente, há Manuais de Redação que orientam como será a redação adotada por aquela empresa.

Nós também temos o Manual de Redação do IFSC - criado a partir da nossa Política de Comunicação. E, no nosso caso, conforme nosso manual, escrevemos com letras maiúsculas as siglas com até três letras (MEC,, FIC) e aquelas que são lidas letra por letra (SNCT). Já as siglas com mais de três letras e as pronunciáveis como palavras (Paevs, Consup) e os acrônimos, escrevemos com apenas a primeira letra maiúscula .

Tá, mas então não seria Ifsc e Ufsc? 🤔

A gente já acostumou a falar IFSC e UFSC como palavras, embora alguém de fora possa pronunciar letra por letra (porque não é assim tão fácil de ler né… rsrs). As siglas IFSC e UFSC são escritas, segundo o nosso manual, com caixa alta porque, apesar de não serem pronunciáveis, seu uso já está consolidado desta maneira.

Inclusive é IFSC e não IF-SC como até chegamos a escrever lá nos primórdios. Quando criados, todos os institutos federais possuíam o hífen após o "IF", seguidos da sua designação específica. No caso do Instituto Federal de Santa Catarina, a sigla era "IF-SC". Porém, devido ao uso e à pronúncia cotidianos, o hífen caiu em desuso e, por isso, atualmente adotamos o uso da sigla "IFSC", inclusive internamente na instituição.

Alguns siglas também desrespeitam essas regras, mas já possuem formas consagradas, como CNPq e UnB.

Mais uma dica: não usamos pontos para separar as letras das siglas. Então escrevemos OMS e não O.M.S. Deixe os pontos para os Detetives do Prédio Azul.

Imagem com os personagens do desenho Detetives do Prédio Azul

Aliás, no final do nosso Manual de Redação, tem mais um monte de siglas. Vejam aqui.

E aí, se fizermos um teste agora das nossas siglas e dos nossos acrônimos, vocês acham que conseguem um bom conceito? 🧐

Se alguém tiver mais alguma dúvida sobre nossas siglas ou qualquer outro assunto do IFSC, escreve pra gente no blog@ifsc.edu.br.

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Como manter a saúde mental nesta pandemia?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 12 ago 2020 09:10 Data de Atualização: 19 ago 2020 18:21

Estamos chegando aos cinco meses de um distanciamento social que ninguém imaginava lá no início do ano. Você deve ter feito inúmeros planos para 2020 que foram por água abaixo, não é?

Meme com imagens em branco de lugares visitados em 2020

Tivemos todos que nos adaptar a esse novo contexto. É a tal da resiliência que tanto se fala.

Imagem com a definição da palavra resiliência

Mas não é um processo fácil, não é mesmo? Ainda mais quando já dura tanto tempo e, por enquanto, não há perspectiva para terminar.

-> Leia o post “Existe uma previsão para o fim da pandemia?”no IFSC Verifica

Já fizemos um post sobre cuidados com a saúde mental lá no início da pandemia.

-> Como não pirar com o coronavírus?

E para tentar entender tudo o que estamos vivendo (sim, porque atrás dessa marca chamada IFSC tem um coração angustiado também ♡), conversamos com a psicóloga do IFSC, Milena Garcia da Silva

Como se manter seguro, mas preservando a saúde mental?

É importante compreendermos o dinamismo do ser humano. Sempre que enfrentamos uma situação de tragédia, perda, ou uma mudança drástica na vida, passamos por algumas fases de maturidade emocional:

Imagem mostrando as fases de maturidade emocional

A psicóloga Milena nos explicou essas fases:


Mudança de hábitos

Outra dificuldade que estamos enfrentando - pessoalmente e enquanto sociedade - é a mudança de hábitos, como o uso de máscaras e o distanciamento social. Segundo Milena, como a resposta a essas mudanças não é imediata, acabamos nos desestimulando a manter os novos comportamentos.

"Se a gente tem um cenário político que está em desacordo com as orientações científicas e dos profissionais de saúde, fica mais difícil eu conseguir manter esses comportamentos saudáveis e manter as medidas de prevenção". Citação de Milena Garcia da Silva - psicóloga do IFSC

É possível retroceder

Milena alerta que sem políticas públicas que reforcem a necessidade da população continuar mantendo um comportamento, é natural que as pessoas comecem a regredir nas fases. É por isso que, em algum momento, você já pode ter tido raiva de quem vai à praia enquanto você está em casa ou acha que já pode voltar a sair porque não conhece ninguém que pegou o vírus. 

“Eu começo a regredir nessas fases ao invés de eu avançar e chegar na fase da aceitação e realmente me permitir viver em uma nova  realidade, com novos hábitos, com novas descobertas, que é o que eu tenho para esse momento”, explica a psicóloga.

Dicas de sobrevivência

Tá, agora você já pode até ter identificado a fase que está nesse momento, mas quer alguma luz no fim do túnel, não é? Calma que nossa psicóloga também nos passou dicas que compartilhamos aqui para que possamos viver este momento da melhor forma (ou da menos pior rs) possível. 

Primeiro é importante compreender que esse sentimento de solidão que estamos vivenciando não é só por quem mora sozinho. Muitas vezes, pode ocorrer mesmo com quem mora com outras pessoas e não se permite dialogar, olhar para o outro e nem mesmo se escutar.

1) Mude a forma de ver as coisas


2) Use a tecnologia a seu favor 

Muitas pessoas já passam o dia conectado estudando e/ou trabalhando. Então use a tecnologia também para manter o contato com nossos familiares e amigos. E isso não só quando você precisa. Já pensou que você pode ser a rede de apoio para alguém que não tem a iniciativa de te ligar? 

3) Permita-se cantarolar e dançar

Outra coisa que parece estranha, mas não é, é o cantarolar. E não precisa ser nenhum cantor profissional pra fazer isso, viu? Vale desde um hit sertanejo até um pagode ou uma MPB.

Nossa psicóloga explica que quando cantarolamos, a gente neutraliza a atividade cerebral de preocupação. Então quando se sentir angustiado(a), respire bem fundo, saia cantando pela casa ou até dançando. O importante é se movimentar, tirar o foco da preocupação e se concentrar nesse relaxamento. 

-> Como se manter ativo durante o distanciamento social?

4) Cuide da sua mente

Que atire a primeira pedra quem já não se perdeu em pensamentos negativos de situação que nem aconteceram? “E se eu perder meu emprego? E se eu perder algum familiar?” Lembrem-se: são hipóteses. Procure não se preocupar com situações que ainda não aconteceram. 

E como fazer isso? A dica da Milena é simples. Quando começar a ter pensamentos ruminativos, olhe pela janela, perceba o movimento, se há vento, imagine-se em um lugar que te traga relaxamento… O lance é mudar o foco da tua angústia para um pensamento mais positivo e tira essa preocupação de mente. 

Quando é o momento de pedir ajuda profissional?

Nossa psicóloga deu algumas dicas nesse post de como lidar com esse momento. Mas pode ser que, para algumas pessoas, não seja o suficiente. Quando a situação começa a sair do controle, pode ser o momento de pedir ajuda. E como perceber isso?

Segundo Milena, se você estiver sentindo um sofrimento significativo e persistente que está interferindo na sua alimentação, no seu sono e na sua rotina, procure um profissional da área da saúde mental. No caso dos alunos do IFSC, procure o Núcleo Pedagógico do seu câmpus. Já os trabalhadores do IFSC podem participar do projeto Escuta Qualificada

E quando o problema está no comportamento do outro?

Aí você pode estar se questionando: “Grande coisa eu estar me cuidando, enquanto tem gente que continua ignorando a orientação de distanciamento social e encontrando parentes, saindo com os amigos…”

Pois é, em alguns momentos, parece que temos que escolher entre ser feliz ou ter razão, não é? E você se vê triste porque aquele amigo de quem tanto gosta não está respeitando o momento da forma que você acha que deveria (provavelmente, igual ao que você está fazendo). 

-> Leia neste post do IFSC Verifica por que ainda não é aconselhável visitar familiares e sair com amigos 

De fato, é um momento difícil, já que as atitudes individuais afetam o nosso viver em sociedade e, dependendo do que está sendo feito, não contribuem para chegarmos a um estágio de maior tranquilidade nesta pandemia.

Nossa psicóloga destaca que a gente não consegue mudar o comportamento do outro. O que se pode fazer é comunicar ao outro como nos sentimos quando determinada situação acontece. 


Surtar faz parte

Se você ainda não deu uma surtada, mande já um e-mail pra gente nos contando... rs

Meme Globo Repórter com pessoas que não surtaram na quarentena

Brincadeiras à parte, é importante que a gente entenda que é normal viver esse turbilhão de sentimentos neste momento.


E aí, vamos tentar ver o copo meio cheio? ;)

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Coronavírus: perguntas e respostas sobre as medidas adotadas pelo IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 18 mar 2020 18:48 Data de Atualização: 07 ago 2020 15:46

Na semana do dia 16 de março, noticiamos em todos os nossos canais oficiais a suspensão das aulas e atividades presenciais para evitar a proliferação do coronavírus em Santa Catarina. Atualmente, a resolução vigente determina a suspensão das atividades presenciais até o dia 31 de dezembro.

Criamos uma página específica no site do IFSC para reunir todas as decisões e outras informações relevantes para este período -> https://www.ifsc.edu.br/covid-19.

E neste post, o objetivo é esclarecer as principais dúvidas que recebemos de alunos e servidores, além de trazer algumas orientações adicionais sobre este período e sobre as medidas adotadas pelo IFSC.

Sempre que você tiver alguma dúvida, retorne a este post e veja se ela já não está respondida por aqui. Caso a questão permaneça, encaminhe pra gente pelas nossas mídias sociais (Facebook, Instagram ou Twitter) ou pelo e-mail blog@ifsc.edu.br. Nós vamos manter vigilância para que você sempre esteja atualizado, já que o cenário da pandemia muda a cada dia e isso pode fazer com que novas medidas sejam tomadas. Sim, do dia para a noite as orientações podem mudar.

Claro que a gente espera que não chegue a isso, mas caso algum aluno ou servidor faça o teste para Covid-19 e receba resultado positivo, deve informar a instituição pelo e-mail saude@ifsc.edu.br. A instituição definirá as medidas a serem tomadas, a depender de cada caso. Vale lembrar que ninguém será identificado nem exposto. O pedido de informação é somente para estatísticas e providências conforme protocolos amplamente divulgados pela imprensa.

Vamos, então, às perguntas que foram encaminhadas. Para facilitar a sua leitura, dividimos as respostas abaixo com as seguintes temáticas:

● Suspensão das aulas e atividades acadêmicas a distância
● Assistência estudantil e bolsas de pesquisa e extensão
● Intercâmbio e viagens
● Formaturas e eventos
● Ingresso em novos cursos
● Servidores, estagiários e funcionários terceirizados

Suspensão das aulas

1) Por que as aulas foram suspensas?

As aulas foram suspensas para diminuir a circulação de pessoas e evitar que colegas que eventualmente sejam portadores do coronavírus tenham contato com pessoas saudáveis, aumentando a transmissão de forma acelerada. Essa medida se chama distanciamento social e é uma das mais importantes – além das medidas de higiene – para evitar o contágio.

O objetivo do distanciamento social é “achatar a curva da pandemia”, ou seja, evitar que um grande número de pessoas fique doente ao mesmo tempo, sobrecarregando nossos sistemas de saúde. Com as medidas de distanciamento, a tendência é que o número de infectados não cresça tão rapidamente e todos que precisarem de atenção hospitalar possam ser atendidos. Por isso, faça a sua parte e fique em casa neste período.

2) Disponibilizar máscaras e álcool em gel para todos não poderia ser uma medida eficiente de contenção da pandemia, evitando o cancelamento das aulas?

Por mais que o uso de máscaras possa ajuda a diminuir os índices de contágio, ele não é 100% efetivo. Para pessoas saudáveis, a única forma de evitar o contágio é não circular em ambientes onde possa haver pessoas infectadas.

Todas as medidas adotadas pelo IFSC seguem as recomendações nacionais e internacionais. Poucos assuntos mobilizam o planeta todo - esse é um deles. O distanciamento social é a forma mais eficiente e cientificamente comprovada para barrar a transmissão em massa do coronavírus. Por isso, evite sair de casa e não frequente ambientes com aglomeração de pessoas. Também é importante evitar o contato com idosos e outras pessoas que fazem parte do grupo de risco.

3) As aulas presenciais no IFSC serão suspensas por quanto tempo?

As aulas presenciais estão suspensas até o dia 31 de dezembro de 2020, de acordo com resolução do Conselho Superior. Os câmpus devem definir medidas que garantam o encerramento do semestre 2020.1, fazendo uso das atividades não presenciais. A reorganização das ofertas de 2020.2 poderá ser ajustada, de acordo com a necessidade dos cursos e câmpus, para viabilizar a compatibilização com as atividades não presenciais. O prazo para essas definições é 31 de agosto.

4) As aulas podem voltar antes desse prazo?

Não. Os prazos divulgados serão sempre seguidos, por isso estamos constantemente avaliando a situação e prorrogando aos poucos, conforme necessário.

5) As aulas de cursos a distância também serão suspensas?

Não, somente deixarão de ocorrer os encontros e as provas presenciais nos polos e núcleos. Videoconferências, entregas programadas e conteúdos de estudos seguem disponíveis no Moodle. Se você é aluno EaD e está com alguma dificuldade, envie uma mensagem para seu professor ou faça uma postagem no Fórum criado para relacionamento com a coordenação do seu curso. Todos os estudantes, do presencial e da EaD, precisam abrir o e-mail cadastrado no IFSC diariamente para acompanhar as tarefas e orientações repassadas. Algumas serão postadas direto no SIGAA, fique atento!

6) No caso dos cursos presenciais, vai haver algum tipo de aula a distância em substituição?

Sim, o calendário acadêmico não foi suspenso e você, estudante, continuará recebendo atividades. Os professores estão repassando conteúdos e tarefas por meio do SIGAA, Moodle e outros meios de comunicação on-line (você sabe quais sua turma usa, certo?). Não perca as orientações do seu professor. Vale conversar e tirar dúvidas pelo WhatsApp, mas as atividades devem ser entregues no SIGAA ou Moodle para que o IFSC tenha registros oficiais - tanto você, aluno, quanto seu professor podem fazer isso. Aproveite este momento para buscar novas formas de estudar, troque ideias com seus colegas pelos meios de comunicação on-line, organize grupos de estudo a distância. E conte com a gente se precisar de ajuda: seu professor seguirá à disposição. 

Algumas disciplinas podem sofrer ajustes ou ficarem paralisadas por não termos como oferecer neste momento, como aquelas eminentemente práticas, então caso tenha alguma dúvida, converse com o coordenador do seu curso. Disponibilizamos os contatos deles aqui

7) Professores podem solicitar atividades neste período para serem feitas de casa?

Sim! A gente sugere que o aluno organize um tempo diário para desenvolver as atividades e cobre dos professores as orientações. Escolha um lugar arejado e silencioso. É preciso muita disciplina para não se perder maratonando. Em caso de dúvidas ou problemas na comunicação, envie e-mail para a coordenação do seu curso.

8) Como funcionará a reposição de aulas?

Agora é a hora de nos distanciarmos fisicamente para evitar a contaminação em massa. Quando este período passar, analisaremos a situação e passaremos novas informações sobre como será feita a reposição das aulas que não puderam ser disponibilizadas de forma não presencial.

9) O que será feito em relação a provas e trabalhos? 

A presença nas aulas a distância é avaliada por meio da entrega de atividades. Assim, os professores devem prever formas de avaliação. Os casos de alunos que não possuam acesso a computador ou internet e, por isso, não consigam entregar as atividades, serão analisados posteriormente, quando retomarmos as atividades normais.

10) Vou ficar sem minhas férias?

Conforme resolução do Conselho Superior e resolução do Colégio de Dirigentes, as férias docentes previstas para os meses de julho e janeiro foram mantidas, sendo assim não haverá aulas nestes períodos. Os câmpus têm até 31 de agosto para definir como será o encerramento do semestre 2020-1 e a organização do calendário para o semestre 2020-2. Algumas diretrizes deverão ser seguidas na reorganização dos calendários, como a conclusão das atividades do semestre 2020.1 até 30 de outubro e o avanço do semestre 2020.2 no ano civil de 2021. O prazo para que as atividades de 2020.2 sejam concluídas é 30 de abril de 2021.

11) O uso dos laboratórios pelos alunos também está suspenso?

Sim, todas as atividades presenciais estão suspensas. Nos casos em que possa haver prejuízos irreversíveis aos experimentos ou atividades programadas, a orientação é que se contate o coordenador do projeto ou do curso para verificar as medidas possíveis, em diálogo com a direção-geral do câmpus.

12) As bibliotecas do IFSC continuam funcionando?

Não. O que segue funcionando é nosso Acervo Digital, que você pode acessar neste link. Caso você tenha materiais emprestados em casa e esteja preocupado com o prazo de devolução, não se preocupe: todos os materiais serão renovados automaticamente até que retomemos as atividades presenciais. Não haverá cobrança de multas neste período.

13) Atividades não presenciais e educação a distância são a mesma coisa?

Não. Leia o post que fizemos explicando esta diferença.


Assistência estudantil e bolsas de pesquisa e extensão

1) Os editais da assistência estudantil estão mantidos? 

Sim, e não haverá suspensão no repasse dos auxílios. 

2) Haverá alteração no pagamento de bolsas de assistência estudantil?

Não, os pagamentos estão mantidos. Para garantir novas avaliações do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), o edital passou por algumas alterações. Clique aqui para saber mais.

3) Como ficam as bolsas de projetos de pesquisa ou extensão?

O calendário dos projetos está suspenso, mas o pagamento das bolsas está mantido. Nos casos em que possa haver prejuízos irreversíveis aos experimentos ou atividades programadas, a orientação é que se contate o coordenador do projeto ou do curso para verificar as medidas possíveis. Outra vez, consultada a direção-geral do câmpus.

4) Há alguma alteração no Programa de Atendimento aos Estudantes em Vulnerabilidade Social (Paevs)?

O edital sofreu algumas modificações, que podem ser consultadas aqui.

Intercâmbio e viagens

1) O que acontece com os alunos que foram selecionados para intercâmbio e já estão no exterior?

Os estudantes foram orientados a decidir pela permanência ou não no exterior, em diálogo com seus familiares ou responsáveis e em acordo com a instituição estrangeira.

2) Haverá novas vagas para programas de intercâmbio?
A Assessoria de Assuntos Estratégicos e Internacionais do IFSC (Assint) decidiu cancelar os programas de intercâmbio do IFSC até o final do ano em função da pandemia do coronavírus. A aberturas de novas vagas tanto para o Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC (Propicie) quanto para o Programa de Dupla Titulação só será analisada no próximo ano. Os recursos que seriam destinados aos programas este ano - cerca de R$ 250 mil -  agora serão utilizados em ações de enfrentamento à Covid-19.

3) Qual o procedimento em relação a viagens?

Todas as viagens institucionais estão suspensas enquando durar a suspensão das atividades presenciais.

Formaturas e eventos

1) Como ficam as formaturas?

Foi publicada em 6 de julho a Instrução Normativa nº 12/2020 que permite a realização de cerimônias de colação de grau, diplomação e certificação por meio de webconferência, em caráter excepcional, enquanto durar o estado de calamidade pública por causa da pandemia de coronavírus. Veja mais detalhes aqui.

Já a emissão de diplomas, que estava suspensa (sendo emitidos apenas os emergenciais), foi autorizada na forma digital. Cada câmpus é responsável por regulamentar a forma como isso será feito localmente.

2) Quais eventos estão suspensos?

Todos os eventos estão suspensos enquanto durar a suspensão das atividades presenciais. Isso inclui formaturas, palestras, eventos externos, encontros, reuniões - todo tipo de evento! É para ficar em casa. Só pode curtir uma live com o professor ou os colegas, assistir uma TEDX e outros programas em família. Isolamento social são as palavras de ordem.

 

Ingresso em novos cursos

1) O calendário de ingresso está mantido?

O Colégio de Dirigentes deliberou, em 22 de maio, pela suspensão parcial do calendário de ingresso para 2020.1: para o meio do ano ficaram mantidos apenas o ingresso em cursos superiores (via Sisu, que utiliza a nota do Enem) e em cursos FIC e de pós-graduação a distância. Todos os demais estão suspensos. O calendário para ingresso no IFSC em 2021 ainda não foi definido. Essas decisões serão reavaliadas em novas reuniões do Colégio de Dirigentes. 

Servidores, estagiários e funcionários terceirizados

1) Servidores poderão trabalhar de casa por quanto tempo? Como deve ocorrer esta organização do trabalho remoto?

O trabalho remoto está autorizado até o dia 31 de dezembro, conforme resolução do Consup. O gestor imediato demanda diariamente os servidores quanto às atividades a serem realizadas e as equipes organizam formas de fazer o registro. O Sistema Integrado de Gestão (SIG) facilita o trabalho remoto, e a maior parte das atividades poderá ser executada fora da instituição. No entanto, existem exceções e outras plataformas de trabalho em home office, como as ferramentas do Google que foram liberadas para os servidores.

2) Como fica o trabalho dos servidores em setores considerados essenciais? E quais são estes setores?

O trabalho presencial está suspenso em todos os câmpus e na Reitoria. Portanto, todas as atividades estão sendo organizadas para que aconteçam remotamente. Algumas atividades, no entanto, precisam da presença física dos servidores (como fiscalização de obras). Esses casos estão sendo acordados diretamente com as chefias e setores responsáveis.

3) Como funcionará o controle de ponto no caso dos técnicos administrativos?

Conforme previsto na portaria, os servidores deverão incluir justificativa no SIGRH - será incluída uma única ocorrência para o período todo. Nos casos em que for necessária a presença no câmpus, o servidor deverá bater o ponto - ainda que permaneça apenas poucos minutos no local.

4) Que atividades os docentes irão desenvolver durante a suspensão das aulas?

Os docentes devem realizar suas atividades remotamente, da mesma forma que os técnicos administrativos e os alunos, executando, dentro do possível, o planejamento de sua carga horária e mantendo o contato e as atividades on-line com seus alunos.

5) A suspensão de aulas irá interferir nas férias dos servidores?

As férias agendadas não serão impactadas e o período de férias docentes entre 13 e 24 de julho está mantido. 

6) Quem faz estágio no IFSC vai continuar recebendo sua bolsa?

Sim, vai continuar recebendo a bolsa normalmente e entra no regime de trabalho remoto junto com os servidores. Se você é estagiário no IFSC, converse com seu chefe imediato para receber as orientações.

7) Os funcionários terceirizados serão dispensados?

Cabe à gestão de cada câmpus definir a necessidade da força de trabalho neste momento, priorizando o quantitativo MÍNIMO necessário. Os serviços de vigilância patrimonial estão mantidos de forma integral. 

Esperamos ter esclarecido todas as suas dúvidas. 

Não esqueça: além de ficar em casa, não compartilhe informações falsas ou imprecisas. Se tiver dúvidas, procure os canais oficiais de comunicação do IFSC e dos órgãos de saúde. 

-> Para esclarecimento de dúvidas sobre a pandemia, acompanhe o projeto IFSC Verifica

Seguimos conectados, mesmo que não presencialmente. Distantes, mas perto. Vocês entendem, né? <3

 
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Será que é gripe? Entenda a diferença entre gripe, resfriado e Covid-19

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 05 ago 2020 10:44 Data de Atualização: 05 ago 2020 11:18

Pegar uma gripe faz parte da vida de todo mundo, não é? Mas por que será que isso ocorre? Você sabe qual a diferença entre gripe e resfriado? E por que o coronavírus não pode ser considerado uma gripe?

Para nos explicar tudo isso, conversamos com os professores Maria Alice de Freitas e Rene Ferreira da Silva Junior do curso de Enfermagem do Câmpus Joinville. 

O que é gripe?

Gripe, também conhecida como Influenza, é uma infecção aguda do sistema respiratório provocada pelo vírus da Influenza, com grande potencial de transmissão. O vírus da gripe (Influenza) propaga-se facilmente e é responsável por elevadas taxas de hospitalização. Ele também se espalha rapidamente, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, podendo causar pandemias.

-> Veja neste vídeo a definição de epidemias e pandemias

Tipos de vírus da gripe

Existem três tipos de vírus Influenza: A, B e C. Os vírus Influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus Influenza A responsável pelas grandes pandemias. O vírus Influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. 

Mas.. eram nomes complicados que você queria? Pode pegar :D: 

O vírus Influenza A, variante H5N1, foi responsável pela gripe aviária e guarda o potencial de causar doença grave em humanos. Os vírus Influenza A são ainda classificados em subtipos de acordo com as proteínas de superfície: hemaglutinina (HA ou H) e neuraminidase (NA ou N). 

Dentre os subtipos de vírus Influenza A, atualmente os subtipos A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos. Alguns vírus Influenza A de origem animal também podem infectar humanos causando doença grave, como os vírus A(H5N1), A(H7N9), A(H10N8), A(H3N2v), A(H1N2v) e outros, como observado em epidemias localizadas ocorridas recentemente. 

Gripes famosas

A gripe que ficou conhecida como ‘espanhola’ e gerou uma epidemia em 1918, por exemplo, também foi causada pelo vírus Influenza tipo A com as proteínas H1 e N1. No entanto, a nova gripe não é igual à Gripe Espanhola. 

Em meados de março de 2009 surgiram, no México, casos de gripe associados a um novo subtipo de Influenza A, H1N1. A infecção se espalhou rapidamente em pouco tempo, caracterizando uma epidemia no país, que ameaçava se estender a outros países. Os relatos iniciais, divulgados pelos meios de comunicação, apontavam para uma taxa de mortalidade excessiva associada com essa nova infecção. Depois de dois meses, casos da inicialmente chamada “gripe suína” eram descritos em dezenas de países, inclusive no Brasil.

E chegamos ao assunto do momento: em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a Covid-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.

Mas a Covid-19 é um gripe?

Não, porque ela não é causada por um vírus do tipo Influenza. A Covid-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 80% dos pacientes com Covid-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas) e aproximadamente 20% dos casos detectados requerem atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.

-> Veja o post que fizemos Coronavírus: esclarecendo dúvidas de saúde 
-> Entenda a diferença entre pacientes assintomáticos, pré-sintomáticos e sintomáticos
-> Esclareça mais dúvidas sobre o coronavírus na página do projeto IFSC Verifica

E como saber a diferença?

Para ficar mais claro, vamos entender como cada uma funciona?

Covid-19: o período de incubação (período entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas) é de aproximadamente 14 dias. Os sintomas mais comuns são tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar, perda de olfato (anosmia), alteração do paladar (ageusia), distúrbios gastrintestinais (náuseas/vômitos/diarreia), cansaço (astenia), diminuição do apetite (hiporexia), dispneia ( falta de ar). A maioria das pessoas com Covid-19 podem ser assintomática (sem sintomas) ou oligossintomáticos (poucos sintomas). 

Gripe (Influenza A, B e C): já a gripe tem período de incubação de um a quatro dias. Seus sintomas mais comuns são febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça. Agora, preste bem atenção no seguinte:

Adultos: o quadro clínico pode variar de intensidade.
Crianças: a temperatura pode chegar a níveis mais altos e pode também ocorrer aumento dos linfonodos, até quadros de bronquite ou bronquiolite e sintomas gastrointestinais.
Idosos: no caso desta faixa etária é importante se atentar a qualquer mudança, pois mesmo com o agravamento do quadro, a temperatura pode não ser tão alta.

Os sintomas da gripe duram, geralmente, sete dias e, na maioria dos casos, apenas os sintomas são tratados (normalmente com analgésicos e antitérmicos). Só em alguns casos recomendam-se antivirais específicos. A melhor forma de prevenção contra a gripe é a vacinação, disponibilizada anualmente pelo Sistema Único de Saúde para grupos de risco.

Mas e o resfriado? Onde ele surge nessa história?

Deixamos o mais calminho por último, pois é melhor enfrentar os mais difíceis primeiro, não é mesmo? 

O resfriado é uma infecção que afeta as vias aéreas superiores (laringe, faringe), sendo causado, na maioria das vezes, pelos rinovírus. Tais vírus ficam em circulação na população o ano todo e são menos graves que a gripe por Influenza ou a Covid-19. O período de incubação destes vai de um a nove dias e os sintomas mais comuns são coriza, obstrução nasal e tosse. Os sintomas duram em média quatro dias e não existe um tratamento específico, no máximo tratam-se os sintomas e recomenda-se beber bastante líquido, manter uma boa alimentação e fazer repouso.

E como eu diferencio a gripe do resfriado?

A confusão entre gripe e resfriado é muito comum, mas é possível diferenciá-los pelos sintomas. Veja no quadro abaixo os principais:

Ok, já entendi as diferenças entre cada um. Quando devo ligar o alerta?

É importante esclarecer que, independente de qual seja a infecção que a pessoa tenha contraído todas podem apresentar complicações, principalmente se houver comorbidades (palavra difícil que quer dizer “outros problemas de saúde”). Além disso, a pessoa que está em casa e apresenta sintomas não pode se diagnosticar sozinha (alô, Dr Google!), devendo, em caso de complicações como febre alta, dificuldade respiratória, cianose (coloração azul arroxeada da pele) e tosse produtiva (com catarro/secreções), procurar o mais rápido possível um serviço de saúde. 

E não esqueçam: crianças e idosos com sintomas gripais precisam de cuidado redobrado!

Parece gripe, mas não é

Além do resfriado e da Covid-19, tem outra doença muito comum no Brasil que apresenta sintomas similares, mas não é nem resfriado, nem Covid, nem gripe… A doença que mais comumente se confunde com um quadro gripal é a dengue (esse mosquito não dorme!).

Apesar de também ser causada por um vírus, existem algumas características que diferem a dengue da gripe e não a deixam passar despercebida. Sintomas mais comuns são as dores nas articulações, febre que vai ficando cada vez mais alta, erupções na pele e problemas gastrointestinais, além de poder ocasionar sangramentos, que é a forma mais grave da doença ou também chamada de “dengue hemorrágica”. 

Mais raramente (mas nem tudo que é raro é impossível), a meningite meningocócica também pode ser confundida com a gripe, sobretudo no início, em decorrência das dores de cabeça e rigidez no pescoço que dificultam a movimentação. A meningite meningocócica é uma doença grave, causada por bactérias (meningococos) que atingem a meninge (membrana que envolve o cérebro e a medula). 

A gente não está aqui pra assustar ninguém, mas acho que já deu pra entender que as doenças que abordamos aqui precisam de um diagnóstico criterioso. Então, nada de se tratar pelo Google, ok? Nem de ficar acreditando em promessa milagrosa do grupo do zap. Procure sempre o serviço de saúde para realizar um tratamento adequado. 

E para quem quiser saber mais, os nossos professores recomendam os seguintes materiais:

-> Aumento da carga de dengue no Brasil e unidades federadas, 2000 e 2015: análise do Global Burden of Disease Study 2015
-> Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção
-> Coronavírus e novo coronavírus: o que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção 
-> Gripe (Influenza): causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção
-> Biblioteca Virtual em Saúde: Gripes e resfriados
-> Informe técnico: 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza

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Lives do IFSC: o que já fizemos desde o início da pandemia

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 29 jul 2020 15:02 Data de Atualização: 29 jul 2020 15:58

Vamos completar logo mais cinco meses de distanciamento social e uma das coisas que vai marcar este período são as lives. Para quem não sabe ainda, live é um termo que serve para designar eventos que são transmitidos ao vivo pela internet. Ou seja, os vídeos ao vivo que têm rolado no Instagram, Youtube, Facebook...

Sabemos que tem gente que não aguenta mais ouvir falar delas…

Mas entre tantos shows ao vivo e bate-papos sobre assuntos infinitos, não teve como ficarmos de fora dessa “moda”, até pela situação que estamos vivendo em que não podemos nos encontrar presencialmente.

Com tanta live acontecendo, imaginamos que nem sempre as nossas podem ser as mais atrativas (#ifscsincero), mas com certeza temos muito conteúdo de qualidade para compartilhar. ;)

Por isso, neste post vamos listar algumas das lives que já fizemos desde o início da pandemia. Não esperamos que você passe três dias seguindo vendo todas elas rsrs, mas sim que veja os temas que podem te interessar e salve esse link para quando quiser e puder assistir.

Vamos lá?

Lives feitas no canal do IFSC no YouTube

No nosso canal no YouTube, além de realizarmos diversas lives, também reunimos transmissões que foram feitas em outras canais. Todas estão em uma playlist específica. Veja abaixo o que você encontra por lá, organizados por data de realização (clique sobre o nome para acessar o vídeo):

17.04 | Modelos na Ciência para além da pandemia de Covid-19
08.05 | Ciência, Opinião e Pandemia
26.05 | O Físico e a Jornalista: como é possível combater a desinformação?
28.05 | Pandemia, Proteção, Privacidade de dados e a LGDP
01.06 | IncluIFSC - Escola inclusiva como projeto de futuro
02.06 | Semana do Meio Ambiente: Cidades e Riscos
04.06 | Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde: devemos nos preocupar?
04.06 | Sistemas renováveis de energia: vantagens do sistema de energia solar
05.06 | Dia do Meio Ambiente: como estamos convivendo com outros animais e como a natureza está reagindo
08.06 | IncluIFSC - Tecnologia Assistiva no contexto escolar
10.06 | A importância da Política na vida, na ciência e na pandemia
15.06 | IncluIFSC - Meu aluno é superdotado. E agora, o que faço?
16.06 | O que os números revelam sobre a pandemia no Brasil?
22.06 | Educação de surdos e ficção audiovisual: influências e visões na sociedade
26.06 | Uso e abuso de substâncias psicoativas
30.06 | Lixo marinho nos oceanos: e eu com isso?
30.06 | Nós e o oceano: experiências e desafios da cultura oceânica na educação
03.07 | IncluIFSC: Uma proposta inclusiva para estudantes com Deficiência Intelectual
13.07 | IncluIFSC: Desenho Universal no desenvolvimento de produtos e serviços assistivos
15.07 | Os desafios das empresas juniores durante a pandemia
17.07 | IncluIFSC: Família e educação inclusiva em contexto de isolamento social
23.07 | Intercâmbio no IFSC: um bate-papo com quem participou da experiência

 

Lives feitas na página do IFSC no Facebook

No nosso Facebook, só transmitimos até agora o seminário que teve como tema “Permanência e êxito na educação em tempos de pandemia” e envolveu pesquisadores de diversos câmpus do IFSC e de outras instituições. Veja as gravações do evento:

26.06 | Como as Coordenadorias Pedagógicas estão acompanhando a permanência escolar dos alunos durante a pandemia?
03.07 | Desafios e contradições do uso da tecnologia na educação em tempos de pandemia
10.07 | Educação em tempos de pandemia: EaD e ANP

 

Lives feitas no perfil do Instagram do IFSC

Também fizemos algumas lives no nosso Instagram, mas nem todas ficaram disponíveis depois de sua realização. Se você for assistir do seu celular, é preciso estar logado na plataforma.

Quem estiver num computador, pode ver o conteúdo mesmo sem fazer login - apenas clicando no link que vamos indicar.

03.06 | Um bate-papo sobre Energia Solar
09.06 | O cuidar de si mesmo no viés filosófico

 

Outras lives

Além das lives que fizemos nos canais sistêmicos do IFSC, nossos câmpus têm promovido diversas conversas on-line com especialistas em seus canais. Alguns projetos específicos do IFSC também têm organizado lives. Vamos destacar algumas:

Disponíveis no Instagram

- Vida fora da Terra
- A física dos filmes do Thor
- A física nos filmes do Homem de Ferro
- Mulheres ganhadoras do Nobel de Física
- História da tabela periódica
- Experimentação no ensino de ciências
- Mulheres e negros no espaço
- Evolução do olho humano
- As desigualdades sociais - parte I
- As desigualdades sociais - parte II
- A sociologia no Brasil
- O processo de socialização
- Indústria cultural: experiência e redes sociais
- Interdisciplinaridade: ensino face à Covid-19
- Discussões sobre sustentabilidade
- Compostagem no seu dia a dia: uma forma de ajudar o Meio Ambiente
- Novas formas de ocupar, morar e construir
- Políticas públicas de alimentação e nutrição e o fortalecimento da agroecologia
- Racismo e a cultura da sustentabilidade ambiental
- A agricultura familiar como pilar da agroecologia
- Agroecologia e política
- Semeando ideias e germinando redes a partir da agroecologia

Disponíveis no Facebook

- Projetos investigativos e as feiras de ciências
- Discussões sobre a peste bubônica no início do século XX no Brasil
- Impactos da nova Base Nacional Comum Curricular no currículo e em livros didáticos
- O educar pela pesquisa como princípio educativo: o Programa Conectando Saberes

Disponíveis no YouTube

- Instituições de Longa Permanência - Brasil x Portugal
- Qualidade em serviços de saúde
- Imunidade, anticorpos e vacinas
- A pandemia e o SUS: desafios para os gestores hospitalares
- Ansiedade em tempos de pandemia
- Demência e isolamento social: como podemos ajudar?
- Puerpério em tempos de pandemia
- O cuidado às pessoas com transtornos mentais
- Desafios da educação em enfermagem frente à pandemia
- Segurança do paciente - protocolos e pandemia
- Desafios da gestão e do dimensionamento de pessoal
- Estigma e sofrimento psíquico dos profissionais de saúde na pandemia
- Experiências em alfabetização de crianças surdas: da teoria ao chão da sala de aula
- As contribuições da linguística cognitiva: por uma gramática da Libras

 

Você tinha ideia de que já tínhamos feito tantas lives? Acho que nem a gente se deu conta do tanto de conteúdo que já discutimos e disponibilizamos para vocês.

E se fôssemos mapear T-U-D-O que já foi feito envolvendo T-O-D-O-S os projetos e servidores do IFSC, aí ia acabar a pandemia e não a lista de lives rsrs…

Brincadeiras à parte, sabemos que você - assim como todos nós - deve estar recebendo muita informação e não dá conta de consumir tanto conteúdo. Aliás, nem é indicado, né?

-> Leia nosso post: Como não pirar com o coronavírus?

A gente só quis facilitar a sua vida e deixar este post como um link rápido se você quiser assistir a alguma live que já promovemos. Mas não vai ficar sentado vendo um vídeo após o outro, hein? Lembre-se de levantar e dar aquela esticada.

-> Se precisar, veja nossas dicas de como se manter ativo durante o distanciamento social

Seguimos juntos por aqui. #IFSCemCasa

Aliás, se tiver alguma sugestão de assunto para abordarmos, manda pra gente pelo e-mail blog@ifsc.edu.br ou deixa um comentário ali embaixo. E se você gostou, compartilhe este post!

 
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Aprendizados na pandemia: entenda a relação de disciplinas do Ensino Médio com o atual momento

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 22 jul 2020 15:26 Data de Atualização: 22 jul 2020 15:38

Quem foi que nunca se perguntou: “Pra que serve isso que estou aprendendo?” 
Ou então já falou: “Não sei pra que aprender isso se eu nunca vou usar”.

Pois é. Quem nunca, não é mesmo? Mas hoje estamos aqui justamente para mostrar que muitos assuntos que você aprendeu no Ensino Médio tem muito a ver com o que estamos vivendo neste momento. 

Convidamos alguns professores de cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFSC para explicar essa relação. Neste post, você vai entender a utilidade de disciplinas como História, Sociologia, Língua Estrangeira, Matemática, Biologia e Química.  Vem com a gente!

Matemática: Entendendo a curva da doença

Você decorou uma função exponencial achando que só serviria para passar no vestibular, fazer o Enem ou usar num curso de graduação da área de Ciências Exatas? Pois quem aprendeu esse conteúdo direitinho agora consegue entender melhor o que é a famosa curva do coronavírus que todos falam que precisamos achatar.

A professora de matemática do Câmpus Gaspar, Vanessa Oechsler, nos explicou de que forma a curva é calculada e ajudou a analisar os gráficos que estão circulando por aí. 

-> Ouça também o episódio “Como a Matemática ajuda a explicar a pandemia” do podcast do IFSC Ciência para seus ouvidos

-> Assista à live do IFSC sobre “O que os números revelam sobre a pandemia no Brasil?” em que a professora Vanessa também mostra a aplicação da matemática nesse contexto

Língua Estrangeira: Hablas español?

Durante este tempo de distanciamento social, você já parou pra pensar em como é importante aprender um língua estrangeira? E não estamos falando apenas para saber mais um idioma e poder se comunicar bem naquela viagem que você já sonha em fazer pós-pandemia, não…

O professor de Espanhol do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Selomar Borges, destaca como o aprendizado de uma língua estrangeira pode abrir, de fato, os nossos horizontes:

Química: Qual a química por trás da pandemia?

Podemos concordar que é bem mais fácil aprender quando entendemos a aplicação da teoria, não? E você já parou pra pensar quais os processos químicos por trás da lavagem eficiente das mãos? Qualquer sabão serve? Álcool em gel funciona por quê? 

Em um episódio do nosso podcast Ciência para seus ouvidos conversamos com os professores da área de processos químicos do Câmpus Lages, Marco Aurélio Woehl e Paulo Henrique Calixto, justamente para ter essas respostas.

-> Ouça o episódio Explicando a pandemia - Química

Sociologia: Nada é tão simples quanto parece

Cheias de debates e reflexões, as aulas de Sociologia são aqueles momentos de papo-cabeça. Tem quem adore e tem quem ache uma viagem rsrs….

Mas a professora de Sociologia do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Mariana Guerino, usou um dos assuntos abordados na disciplina - modos de produção - para mostrar a importância dessa matéria e desse conteúdo, veja no vídeo.

Biologia: Ensinamentos da Biologia para enfrentar a pandemia

Se tem uma disciplina em que é muito fácil ver uma super utilidade no atual momento é a Biologia. A professora do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Luciana Pinheiro, destacou em forma de texto alguns conceitos simples que são ensinados na escola e que fazem a diferença entre manter-se saudável ou tornar-se um colonizador do Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19:

- Teoria da biogênese (Pasteur, 1861): toda vida surge de outra pré-existente. Microrganismos (como vírus, bactérias, protistas, fungos), assim como qualquer outro ser vivo, não podem surgir espontaneamente; eles se desenvolvem a partir de outro e em condições adequadas para sua multiplicação.

- Higiene, esterilização e assepsia: se os microrganismos se reproduzem sob certas condições, então os patogênicos (causadores de doenças) podem ser controlados com simples técnicas adversas a essas condições, prevenindo contaminações. A esterilização, a antissepsia e a assepsia são técnicas para destruir, inibir ou evitar microrganismos, respectivamente. No caso da Covid-19, medidas sanitárias simples, como a higiene pessoal básica (lavar as mãos corretamente com água e sabão) e o uso de álcool 70% (aplicando-o também em superfícies) ajudam a destruir o vírus e, consequentemente, impedir sua multiplicação. A famosa frase “lavar as mãos salva vidas”, que comumente lemos nos hospitais, é nossa grande herança deixada por Semmelweis, já em 1847. Ademais, o uso de máscaras, o distanciamento e o isolamento social impedem ou minimizam que os vírus se espalhem de uma pessoa para outra. 

- Microscopia (Robert Hook, 1665; Van Leeuwenhoek, 1673): Mesmo que você seja um entusiasta do ceticismo, estilo São Tomé, que precisa ver para crer, saiba que o microscópio é um instrumento importante para dar visibilidade a quem não é visto. A natureza tem milhões de espécies de seres microscópicos (os chamados microrganismos), tão pequenos que não são vistos por nenhum olho “criado” pela natureza. Precisamos, portanto, de poderosas lentes de aumento para detectar sua forma. Ou seja, é claro que você não consegue enxergar um vírus, ou trilhões dele numa superfície contaminada, e para tal, precisaria de um microscópio eletrônico; isso, no entanto, não o torna inexistente.

- Teoria microbiana da doença (Pasteur, Koch e Ehrlich, ca. 1870): a constatação de que os microrganismos são a causa de inúmeras doenças revolucionou a medicina. Tal reconhecimento levou a práticas médicas e sociais que reduziram significativamente a morbidade e a mortalidade. Em 1990, a Organização Mundial da Saúde indicava que 80% das internações hospitalares no Brasil eram em decorrência de doenças transmitidas pela água. Hoje os números são melhores, graças ao esgotamento sanitário, mas ainda não são uma realidade para a maior parte das cidades. Boas condições sanitárias, igualdade social e acesso à informação são mecanismos importantes para redução das doenças causadas por microrganismos e para a promoção da saúde. Mas atenção: somente 10% das espécies de microrganismos conhecidos são causadoras de doenças. A maioria delas é importante ou indispensável à vida. A simbiose é um processo natural, recorrente e essencial nos seres vivos; então é importante avaliar caso a caso. Por exemplo, o uso indiscriminado de antibióticos, além de perder a eficácia, traz prejuízos ao organismo, pois destrói espécies de bactérias não patogênicas que nos mantém saudáveis. 

-> Leia o post aqui do blog chamado “Vírus, bactérias, fungos, protozoários: qual a diferença entre os micro-organismos?” em que mostramos também a importância das aulas de biologia

História: Estamos vivendo um momento histórico

A gente estuda o Império Romano, a descoberta do Brasil e a Guerra Fria nos livros de História. O que fazemos todos os dias é o que forma a nossa história. Mas você já parou para pensar como o que estamos vivendo - uma pandemia de coronavírus - será um capítulo da História que constará nos livros, assim como a gripe espanhola e a peste bubônica?

-> Ouça o episódio “Pandemias na história: consequências e transformações” do podcast do IFSC Ciência para seus ouvidos

A professora de História do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Isabel Hentz, explica a importância da disciplina:

Você deve ter visto nos noticiários um recente movimento de derrubadas de monumentos e estátuas pelo mundo. Nesta foto do jornal El País, temos a estátua de Cristóvão Colombo que foi derrubada em frente ao Capitólio estadual de Saint Paul em Minnesota nos Estados Unidos.

A professora Isabel comentou sobre o aprendizado que podemos tirar desse momento:

O mundo passou pela peste negra em 1348 e pela gripe espanhola em 1918. Pandemias fazem parte da nossa história. Mas vai dizer: você imaginava viver uma pandemia? Temos a ideia de que estamos evoluindo e algumas coisas não podem acontecer novamente, mas a História está aí para mostrar que não é bem assim.

Aliás, o fato de enxergarmos que estamos vivendo um momento histórico mais em momentos de ruptura é outra reflexão importante para fazermos sobre a História:

Todo conhecimento tem sua utilidade

Este post foi praticamente uma aula multidisciplinar, não? Estamos até pensando em sugerir que os professores deem pontos para quem comprovar que leu o post até o final e assistiu a todos os vídeos que publicamos aqui na íntegra…Que tal? rsrs

Não abordamos todas as disciplinas que são dadas no Ensino Médio, mas já deu pra perceber que elas são, sim, úteis e que fazem parte do nosso dia a dia (mesmo que a gente às vezes não perceba imediatamente como), não é mesmo? Portanto, continue estudando (a distância neste momento #IFSCemCasa) e percebendo como a educação e a ciência são tão importantes para a nossa vida. Especialmente neste momento, que contamos muito com a ciência para encontrar uma vacina contra o coronavírus.

-> Leia o post do projeto IFSC Verifica que explica por que é tão demorado produzir uma nova vacina

Tem mais algum conteúdo que você não via utilidade e depois percebeu sua aplicação? Conte pra gente nos comentários deste post ou enviando e-mail para blog@ifsc.edu.br.

E se você gostou, compartilhe este post e ajude outras pessoas a aprenderem um pouco mais!
 
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IFSC em números

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 jul 2020 00:44 Data de Atualização: 15 jul 2020 16:57

Desde 2018, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação divulga anualmente números da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica na Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que leva o nome do presidente do Brasil responsável por criar a Rede Federal em 1909. A edição 2020 da PNP já saiu e traz informações sobre institutos federais, Cefets, Escolas Técnicas vinculadas a universidades e o Colégio Pedro II, que compõem a Rede.

Os dados são informados pelas próprias instituições que compõem a Rede e compilados na plataforma, gerando um grande banco de dados sobre a educação profissional no Brasil. A edição de um ano sempre se refere aos dados do ano anterior, finalizando em 31 de dezembro. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma e analisar as informações.


E o que os números da plataforma dizem sobre o IFSC? Apresentamos um resumo no post de hoje.
 

Matrículas e vagas

No ano passado, o IFSC teve 44.724 matrículas. Esse número significa que, em 2019, recebemos em nossos cursos (considerando todos os 22 câmpus e nossos cursos a distância)  o equivalente à população de uma cidade como Guaramirim, Imbituba ou Laguna. O IFSC teve um índice de 27,9 estudantes matriculados para cada professor ano passado (a média da Rede foi de 24,2. Em 2018, o IFSC teve 28,7).

O número de matrículas de 2019 representa uma queda em comparação com 2018 (quando o IFSC teve 50.335 matrículas), - o que é explicado pela diminuição na oferta de cursos de qualificação profissional/FIC, que têm menor duração e abrem mais vagas, para priorizar a abertura de novos cursos técnicos e superiores previstos pelo Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV).

O Câmpus Florianópolis foi a unidade de ensino do IFSC com o maior número de matrículas (7.269) e o segundo lugar mostra o crescimento que a educação a distância teve na instituição: foi o Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), com 4.269 matrículas. O Câmpus Criciúma foi a terceira unidade com mais matrículas (2.882).

No total, 24.033 pessoas ingressaram em cursos do IFSC em 2019 (foram 25.489 em 2018) e 10.537 concluíram um deles (10.522 em 2018). E sabem quantas pessoas inscreveram-se nos processos seletivos para cursos do IFSC? 109.372 :0 -  a maior quantidade registrada nos três anos de Plataforma Nilo Peçanha. Isso é mais que a população de Tubarão (105 mil, segundo o IBGE)! Com esses números, a relação de inscritos por vagas abertas (27.949 no total) ficou em 3,91, também o maior número dos três anos de PNP.

Como essas matrículas se dividiram entre os tipos de curso?

Os cursos técnicos tiveram 38,1%, os de qualificação/FIC, 28,8%, os de graduação, 22,8%, e os de pós-graduação, 10,2%. Esses valores referem-se ao total de matrículas.

Existe outro cálculo, o de matrícula equivalente, que considera fatores como carga horária do curso, nível do curso e quantidade de aulas práticas. Nesse índice, o IFSC tem 55,3% de matrículas em cursos técnicos, 9,4% em cursos de formação de professores e 2,6% em cursos Proeja.

Dos 13 eixos tecnológicos entre os quais são divididos os cursos da educação profissional no Brasil, dois se destacam no IFSC e foram responsáveis por mais de metade das matrículas em 2019: Controle e Processos Industriais (25,8% dos matriculados) e Desenvolvimento Educacional e Social (24,4%).

A Plataforma Nilo Peçanha trouxe novos indicadores na edição 2020 na comparação com as edições anteriores. Em um deles, o índice de verticalização, que identifica a oferta de cursos distintos em um mesmo subeixo tecnológico em uma mesma unidade de ensino. O índice do IFSC (25,1%) ficou acima da média da Rede (14,3%). Já em outro índice novo, o de taxa de ocupação, que mede a quantidade de matrículas ativas no ano em relação ao total de vagas oferecidas em um curso de uma unidade de ensino, o índice do IFSC (92,8%) ficou abaixo da média da Rede (94,9%).

Estudantes

Na Plataforma Nilo Peçanha, há dados sobre os estudantes do IFSC. Por meio dela, sabemos que 56,7% dos matriculados no IFSC em 2019 declaravam-se brancos, 30,1% pardos, 11,3% pretos, 1,4% amarelos e 0,6% indígenas. A população de Santa Catarina, de acordo com o IBGE, divide-se em 80,2% de brancos, 16,2% de pardos e 3% de pretos - amarelos e indígenas estão somados no 0,8% restante.

 

O recorte por faixa de renda mostra que 30,4% dos matriculados no IFSC ano passado tinham entre meio e um salário mínimo de renda familiar per capita, ou seja, por pessoa que compõe o grupo familiar. O segundo maior grupo foi o dos que tinham renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo (23,9%). Completam esse recorte com renda familiar per capita entre um e um e meio salário mínimo (19,6%) e os que têm entre um salário mínimo e meio e dois salários mínimos e meio per capita (17,4%).

O cruzamento dos dados entre raça e renda mostra que houve maior proporção de pretos (46,3% deles) e indígenas (46,1%) com renda familiar per capita mensal inferior a meio salário mínimo que de brancos (20,1%), amarelos (28,1%) e pardos (32,8%). Esses números dizem respeito a 20.434 matrículas, já que 24.290 matriculados não declararam raça.

Os homens foram maioria dos matriculados no IFSC em 2019 (53,4%) e a faixa etária que concentrou mais estudantes foi dos 15 aos 19 anos (24,5%), seguida por 20 a 24 anos (20%) e 25 a 29 anos (15,5%). Uma curiosidade é que em todas as faixas etárias a partir dos 35 anos, houve mais mulheres (53,7% no total) que homens matriculados no IFSC. Neste post do Blog falamos sobre a evolução da presença das mulheres na instituição.

Servidores

A Plataforma Nilo Peçanha também traz dados sobre os servidores das instituições. O IFSC possuía ano passado 1.623 professores, dos quais 87,1% eram efetivos e 12,9% temporários. A formação mais frequente dos docentes do IFSC era mestrado (47,7%), seguida por doutorado (37,9%), totalizando 85,6% dos professores com formação em pós-graduação stricto sensu, o maior percentual dos três anos de PNP.
 


Esses números fizeram com que o índice de titulação do corpo docente do IFSC ficasse em 4,3, numa escala que vai até cinco. Para ter uma referência: a média dos índices de titulação do corpo docente de todas as instituições da Rede Federal ficou em 4,2. Em 2017 e 2018, o índice do IFSC havia ficado em 4,1.

Já com relação aos técnicos administrativos, eles eram 1.153 em 2 de janeiro, dos quais metade (50%) ocupa cargos que exigem formação em nível médio e 33,6% em cargos de nível superior. Apesar disso, a graduação é a formação mais comum entre eles (37,5%), seguida pela especialização (31,7%).

Gastos

Os gastos do IFSC em 2019 somaram R$ 614.667.225,82 e 87,4% deles foram com pessoal, gastos que são obrigatórios e que a instituição não pode alterar. Já 11,3% foram com outros custeios e 1,2% com investimentos. Neste outro post aqui, explicamos como funciona o orçamento da instituição.

O gasto corrente por matrícula, que indica o valor que a instituição gastou com cada aluno durante o ano inteiro, foi de R$ 13.861,06 (a média geral da Rede é de R$ 15.741,98). Esse valor é calculado dividindo todos os gastos da instituição (exceto os com inativos/pensionistas, investimentos e inversões financeiras, e precatórios) pelo total de matrículas.

Para ver mais dados sobre o IFSC e sobre as outras instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, acesse a Plataforma Nilo Peçanha.

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Dicas para quem precisa sair de casa

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 08 jul 2020 11:33 Data de Atualização: 08 jul 2020 14:45

Para quem está acompanhando a situação da pandemia do coronavírus, ainda temos uma situação bem preocupante. No Brasil mesmo, os números de pessoas contaminadas e de mortes seguem subindo, ou seja, o fim da pandemia ainda não está próximo, como já foi falado neste post do IFSC Verifica - que é um projeto de extensão voltado à produção de informação científica clara e confiável sobre a pandemia de Covid-19.

A orientação da Organização Mundial da Saúde é que o distanciamento social continua sendo a melhor forma de diminuirmos a incidência da doença enquanto não tivermos uma vacina. Portanto, é aquela recomendação que todo mundo já cansou de ouvir desde o início da pandemia: se puder, fique em casa!

Mas sabemos que nem todo mundo pode ficar em casa. Apesar de muitas pessoas estarem trabalhando em home office, muitas - até pela natureza do trabalho - precisam sair.

Se este for o seu caso, separamos algumas dicas feitas pelos médicos do Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) do IFSC, para que você saia com segurança:

Antes de sair de casa

- Procure fazer uma refeição mais substanciosa em casa para reduzir a necessidade de alimentar-se na rua;

- Escolha uma bolsa, pasta ou mochila com material e formato de fácil higienização. Coloque dentro delas o material necessário, lembrando de incluir:

a) em local de fácil acesso, como compartimento externo da bolsa ou mochila, máscaras de pano (uma para cada duas horas que você ficar fora de casa, embaladas em sacos pequenos individuais de papel ou plástico), álcool gel em frasco pequeno para higienização de mãos, algumas folhas de papel toalha;
b) lanche individual (como fruta, iogurte etc.) e talheres individuais ou descartáveis, além de copo descartável ou caneca de plástico;
c) sacos de lixo (para que você possa guardar algum material ou roupa que suspeite que tenha sido “contaminado” no trajeto ou no trabalho).

- Coloque a sua máscara no rosto ao sair de casa;

Veja neste vídeo do nosso curso técnico em Enfermagem do Câmpus Florianópolis, como utilizar a máscara corretamente:

 

- Se for de ônibus ao trabalho, deixe separado em local de fácil acesso o cartão de passe ou dinheiro (em alguns lugares, como em Florianópolis, o pagamento só pode ser feito com o cartão);

- Vista uma roupa e sapatos confortáveis e fáceis de lavar e, preferencialmente, que não deixem partes de seu corpo expostas;

- Lembre-se de verificar se as maçanetas externas e internas da casa estão higienizadas; caso contrário, limpe-as com álcool a 70%.

No nosso canal do YouTube, também já divulgamos dicas sobre isso:

 

Durante o trajeto entre casa e trabalho

- Mantenha distância segura de outras pessoas (cerca de 2 metros ou aproximadamente 4 passos);

- Não converse desnecessariamente com outras pessoas. Cumprimente conhecidos à distância, acenando a mão;

- Higienize suas mãos com álcool em gel antes de entrar no ônibus;

- Utilize, para pagamento, seu cartão de passe e o guarde em pequeno saco para higienização posterior. Se pegar em dinheiro, desinfete suas mãos com álcool em gel após o uso;

- Não embarque em ônibus lotados e prefira sentar-se próximo à janela, que deverá estar aberta. Dependendo da cidade, há regras específicas que as empresas de ônibus devem seguir;

- Procure sentar-se o mais longe possível de outros passageiros, idealmente a uma distância de pelo menos 1 metro;

- Se tiver que se segurar em pega-mão ou barras de apoio horizontais ou verticais, lembre-se de que podem estar contaminadas e não coloque sua mão no rosto, olhos ou cabelos. Procure não usar seu celular no ônibus;

- Siga a etiqueta respiratória divulgada pelo Ministério da Saúde. Aliás, nossa professora do curso de Enfermagem do Câmpus Florianópolis e epidemiologista, Vanessa Jardim, já conversou com a gente sobre isso no IFSC Verifica também:

 

- Higienize suasmãos ao sair do ônibus com álcool em gel. Se não tiver, assim que possível lave suas mãos com água e sabão.

Cuidados no ônibus

Para quem precisa pegar ônibus, o post desta terça-feira do IFSC Verifica abordou a questão de como se prevenir. Leia aqui!

No trabalho

- Quando estiver no trabalho, procure higienizar suas mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;

- Evite aglomerações; mantenha a maior distância possível de outras pessoas (recomendável 1,5m a 2 metros). Não beije, abrace ou aperte as mãos de seus colegas: cumprimente-os com um aceno ou com o cotovelo;

- Não coloque desnecessariamente suas mãos em superfícies comuns, tais como corrimões, interruptores, maçanetas de portas, bancos, tampas de mesa ou cadeiras. Caso tenha ocorrido, higienize suas mãos na sequência;

- Não coloque os pés sobre outra cadeira ou mesa;

- Verifique se as janelas da sala estão abertas e se o ar condicionado está desligado;

- Higienize com álcool em gel no mínimo a mesa onde você trabalha e, se possível, o encosto e o assento de sua cadeira;

- Na saída do seu local de trabalho, se tiver suspeita que algum item ficou contaminado, coloque em saco plástico e higienize bem depois;

- Caso utilize mouse, teclados ou outros instrumentos de uso compartilhado, antes de começar a usar não esqueça de higienizá-los com álcool 70%.

Durante o intervalo do lanche

- Se fizer o seu lanche no trabalho, prefira horários alternativos, em que não tenha muito movimento;

- Não apoie seu lanche nem tampouco a sua máscara diretamente em tampos de mesa. Escolha lugares arejados e de preferência, leve seus talheres;

- Se tiver que se alimentar em uma lanchonete, verifique antes se há luvas descartáveis para vestir antes de tocar nos pegadores. Terminando de se servir, descarte-as em lixo apropriado. Ao se alimentar, guarde a máscara em um saco limpo e torne a colocá-la após a refeição. Não fique com ela pendurada sob o queixo;

- Não coloque sua boca direto no bebedouro, leve consigo um copo de borracha ou descartável. Se tiver que apertar algum botão, prefira fazê-lo com um anteparo de papel, devidamente descartado em lixo apropriado na sequência;

- Se tiver que trocar sua máscara por estar suja ou úmida, coloque-a em saco plástico bem fechado. Se for uma máscara descartável, não a descarte direto no lixo sem antes vedá-la em saco plástico e nunca, nunca a deixe jogada no chão.

Durante o uso do banheiro

- Quando for ao banheiro, higienize bem suas mãos antes e depois do uso, conforme método de lavagem recomendado pelo Ministério da Saúde. Se tiver que apertar botões, abrir torneiras, utilize um anteparo de papel.

Veja neste vídeo do Ministério da Saúde a forma correta de lavar as mãos:

 

- Só dê a descarga com a tampa do bacio fechada e tome cuidado para não jogar papel higiênico fora do lixo;

- Se visualizar sujidades ou secreções, avise alguém da limpeza;

- Não apoie diretamente objetos pessoais como escova e pasta de dentes ou escova ou pente de cabelo no tampo da pia;

- Não compartilhe batons ou outras maquiagens.

Ao chegar em casa

- Deixe os sapatos do lado de fora ou à entrada da casa;

- Deixe numa caixa próximo à porta de entrada os elementos que usou na rua (tais como celular, carteira e chaves para higienização posterior com álcool a 70% ou álcool isopropílico, no caso do celular);

- Higienize as mãos e tire sua máscara pelos elásticos, colocando-a para lavar com água e sabão;

- Vá direto para o banho, lave inclusive os cabelos e coloque a roupa usada na área externa para lavar;

- Limpe o celular e óculos.

Também já fizemos um vídeo sobre isso:

 

É tanta coisa para fazer que dá até preguiça de sair, não é?

Mas sabemos que algumas pessoas não têm opção e precisam sair para trabalhar.

Mas se você não precisa, lembre-se: fique em casa!

No nosso canal do YouTube, tem vários vídeos sobre cuidados de higiene que é preciso ter para evitar pegar o coronavírus. Acesse a playlist completa aqui.

Também temos um post aqui do Blog só respondendo dúvidas sobre a pandemia.

E lembrando que temos uma página específica do IFSC sobre a Covid-19 em que vocês encontram informações sobre a situação do nosso Instituto diante dessa situação.

Ficou com alguma dúvida? Tem alguma questão sobre a pandemia que gostaria que fosse melhor esclarecida pelos pesquisadores do IFSC? Se tiver, sugerimos que mande e-mail para verifica@ifsc.edu.br, o contato do projeto IFSC Verifica que mencionamos lá em cima, que vamos atrás dos especialistas do IFSC para responder. Pode deixar também sua dúvida aqui nos comentários.

Seguimos juntos com você por aqui. #IFSCemcasa

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LGBTQIA+: Vamos falar sobre isso?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 jul 2020 13:53 Data de Atualização: 07 jul 2020 16:41

Neste domingo (28), foi celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Sim, há muito tempo a sigla GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) cresceu e incorporou várias letrinhas e hoje está assim. Entenda o que cada uma significa:

E os outros termos?

Tem outros termos que não entram com as iniciais nesta sigla, mas não deixam de ser contemplados no +. Destacamos mais alguns, além de detalhar um pouco mais alguns dos termos citados na imagem acima:

- LGBA: são identidades sexuais, com quem você se relaciona sexualmente ou não;
- TQ: são identidades de gênero. Os ‘T’s são três: travestis, transexuais e transgêneros, sendo que essa diferença de identificação é apenas política e não diz respeito a mudanças físicas. Pessoas ‘Q’ são trans. E tanto pessoas “T” e “Q” podem ser binárias ou não binárias e podem ser L, G, B ou P.
- I: são pessoas que nasceram com órgãos genitais não identificados na binariedade “pênis/vagina”. Essas pessoas podem ter ambos os genitais ou não. Como essas pessoas costumam ser tratadas por um gênero desde o nascimento, também podem mudar essa identidade de gênero ao longo da vida e ser também trans. A Organização Mundial de Saúde estima que 1% da população mundial é intersexo.
- Cis/cisgênero: pessoa que entende que sua identidade de gênero é a mesma de seu gênero designado ao nascer. Cis é o contrário de trans. Do mesmo jeito que não entra mais o "S" do simpatizante na sigla, não entram também os cis.
- Transgênero: é o contrário de cis. Por isso, podem ser usada as siglas AFAB (assigned female at born) e AMAB (assigned male at born) por pessoas trans para identificar o gênero do seu nascimento. “Queer” era um xingamento usado contra pessoas trans nos Estados Unidos e, por isso, foi apropriada por grupos LGBTQIA+ para, ao invés de ser vergonha, ser orgulho.
- Panssexual: diz-se daquela/e que sente atração sexual por pessoas, independente do gênero. Existe um movimento para que o Pan seja representado na sigla, assim como o Q de Queer já aparece.

A UFSC possui um Glossário da Diversidade com diversos outros termos que vale ser consultado.

Para tratar deste tema, no post desta semana, vamos dar voz e espaço para quem entende dessa luta ainda tão necessária por estudar o assunto ou por ter enfrentado seus próprios medos e preconceitos.

Como surgiu o Dia do Orgulho LGBTQIA+?

As suas redes sociais no domingo, dia 28 de junho, foram dominadas por posts enaltecendo esse dia? Esperamos que sim, pois é uma data importante nesta luta contra o preconceito. 

O Dia Internacional do orgulho LBGTQIA+ é celebrado anualmente em 28 de junho em todo o mundo e relembra a rebelião em um bar chamado Stonewall, nos Estados Unidos. Nesse dia, em 1969, travestis, mulheres e homens transexuais, lésbicas, gays, bissexuais se levantaram contra a opressão cotidianamente imposta por um estado opressor. Segundo o presidente do Comitê de Direitos Humanos do IFSC e professor do Câmpus São Carlos, Felipe José Schmidt:

Stonewall não foi apenas um bar, foi um lugar de refúgio, um espaço para que LGBTQI+ pudessem viver sua afetividade e que se transformou também em um lugar de luta como em vários outros países, onde as orientações sexuais e identidades de gênero eram consideradas crime.

Aliás, você sabia que o IFSC tem um Comitê de Direitos Humanos?

O IFSC criou esse grupo de trabalho em 2018 como forma de promover ações que contribuam para a promoção da igualdade de oportunidades e da equidade, na efetivação da democracia, do desenvolvimento e da justiça social, e na consolidação de uma cultura de paz e não violência, enfrentando os estereótipos de gênero, étnico-racial, religião, origem, idade, situação social, econômica e cultural, orientação sexual e identidade de gênero (LGBT). O objetivo é combater a discriminação e a intolerância com grupos em situação de vulnerabilidade e promover o respeito à diferença e à diversidade.

Mas vamos parar de falar da gente e dar espaço para nossos servidores.

Com a palavra, nossos servidores!

Leia este relato do presidente do Comitê, o professor Felipe José Schmidt do Câmpus São Carlos:

Acredito que a hierarquização de tipos humanos é um projeto de sociedade elaborado e fortalecido por grupos como garantia de seus privilégios. No Brasil, governado pela extrema direita, esses clãs têm gênero, cor, orientação sexual, classe e ocupam espaços privilegiados de fala. Pautam-se no mito heteronormativo do casal Adão e Eva e, consequentemente, negam a Ciência para a compreensão cósmica, psicossocial e antropológica.

Por ser homem branco com terceiro grau de escolaridade e concursado, tenho vários privilégios dentro desta atual conjuntura fortemente marcada pelo machismo, racismo, homofobia e pela exclusão classista. Por minha orientação sexual ser homoafetiva e por ter jeito afeminado, em minha história, e até hoje, vivencio várias situações de exclusão dentro e fora do IFSC. Assim, tenho ocupado meu lugar de fala militando por várias causas e direitos, por um mundo onde “sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”, como pensou Rosa Luxemburgo.

No IFSC, minha Stonewall, ou seja, meu lugar de refúgio e luta contra as opressões do Estado e da sociedade é o Comitê de Direitos Humanos (DH). Nele estamos construindo uma proposta política de DH para a mobilização da comunidade acadêmica. Enquanto grupo com muitas representatividades, confluímos na luta pela democracia e pela valorização das diferentes identificações sociais frente a tantas restrições impostas pelo conservadorismo refletido em alguns processos institucionais e na postura de membros da comunidade que valorizam a concepção de humanidade que exclui ou inclui as minorias de maneiras subalternas.

Conheça um pouco da história do professor Lino Gabriel Nascimento dos Santos do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro:

 

A professora do Câmpus Florianópolis, Patricia Rosa, também nos mandou um depoimento sobre o tema:

Considero de extrema importância haver uma data de orgulho LGBTQI+. Não simplesmente porque haveria algo em especial em ser alguém que se enquadre em qualquer uma das letras dessa sigla, mas porque tenho orgulho de ser quem sou. Uma pessoa, com minhas singularidades como qualquer outra, mas que tem também muitas semelhanças com qualquer outro/a. Porque sou uma pessoa que merece respeito como qualquer outra, heterossexual , L, G, B, T, Q, I ou + qualquer modo como nos sintamos completos. Infelizmente temos que gritar esse orgulho de ser quem somos, porque não nos enquadramos no que alguém disse que era “normal” e por isso, alguém disse que somos “anormais”. Mas o que é  “normal”, é ser feliz, é ser completo.  Então, damos a oportunidade ao mundo de ver a “lindeza” que é ser quem se é, de modo a dar a chance de cada um exercitar o respeito por nós e por si mesmo, porque o que é horrível mesmo é ter preconceito, é odiar, é desrespeitar. Na verdade, para mim, o dia do orgulho LGBTQI+ é o dia em que somos extremamente generosxs com todas as outras pessoas que têm problema com a sigla (ou com quem a representa), porque é o dia em que damos a chance para que cada um/uma possa rever a si mesmo, tornando-se melhor!

E ser melhor é entender, além de outras tantas coisas, que os problemas com que temos que nos preocupar é com a Amazônia sendo devastada; com as pessoas que morrem esperando por uma vaga na UTI; com a situação horrível de pessoas que por puro egoísmo expõem a si mesmas ao risco da COVID-19, aumentando o risco para tantas outras que só têm se preocupado em cuidar dos que estão lutando pela vida; com a situação de uma quantidade absurda de pessoas que estão vivendo nas ruas; com o avanço sobre as terras e as vidas indígenas; com as mortes de  tantas pessoas negras no Brasil; com o ódio destilado nas redes sociais por meio de notícias falsas; com a ignorância medieval que tem colocado em xeque a ciência. E não, NÃO, porque AMAMOS alguém que tem o mesmo sexo que nós.

Educação e Diversidade

O IFSC, enquanto instituição de educação, tem como missão formar cidadãos e, nesse sentido, nos preocupamos muito que nesta cidadania esteja o respeito à diversidade. Sabemos que ainda precisamos avançar muito e nosso Comitê de Direitos Humanos busca trabalhar nesse sentido.

Temos algumas iniciativas que, ainda que pequenas, já são um passo para frente nesse caminho de inclusão. No Câmpus Canoinhas, temos um curso de especialização em Educação e Diversidade que começou em 2019 com 30 alunos inscritos. 

Apesar de não ter formado a primeira turma ainda, o coordenador da pós, o professor Vilson Cesar Schenato, nos contou que o curso já contribui para reflexões mais profundas sobre toda esta diversidade de sujeitos sociais presentes no espaço escolar, construindo conhecimentos que permitem qualificar a atuação docente na perspectiva cidadã, inclusiva e que seja capaz de (re)conhecer integralmente os diversos sujeitos sociais, enquanto sujeitos de direitos.

Veja o que ele nos escreveu sobre isso:

Os educadores em processo de formação pela Pós-Graduação Lato Sensu em Educação e Diversidade são capazes de promover a construção coletiva de saberes diversos, em que todos aprendem e são socializados no convívio com as diferenças. Neste sentido, a Pós contribui com a formação de formadores que entendam os estudantes como sujeitos autônomos, cidadãos ativos em potencial para a promoção da igualdade de direitos e o respeito à diversidade sociocultural, étnico-racial, etária e geracional, linguística, de gênero e orientação afetivo-sexual, do campo, (i)migrantes, e às pessoas com deficiência, portanto, têm contribuído para a qualificação de profissionais que atuam cotidianamente diante da diversidade, construindo conhecimentos acerca dos diferentes sujeitos sociais que compõem a escola, entendida enquanto espaço público, democrático e de desenvolvimento humano integral.

Como avançar?

No IFSC, desde 2010, já existe uma regulamentação do uso de nome social de travestis e transexuais na instituição, que foi atualizada em 2016. Em 2018, aliás, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) atualizou o formulário de preenchimento do currículo na Plataforma Lattes, permitindo aos usuários a identificação pelo nome social

O nome social é aquele pelo qual travestis, transgêneros ou transexuais optam por serem chamados e tratados em documentos internos da/na instituição, quando a pessoa não realizou a mudança documental do registro civil, uma vez que o nome de registro não reflete sua identidade de gênero. Ou seja, ele não é só o nome escolhido, mas também o documentado em diversos âmbitos, como contas bancárias, saúde, escolas etc. A identidade do nome social é vinculada à identidade civil original, incluída no CPF e registrada na Receita Federal, conforme IN RFB nº 1.718/2017.

Ter um Comitê de Direitos Humanos no IFSC é uma estratégia para pensar em políticas na instituição que colaborem para uma formação cidadã que considere a diversidade. Leiam o que a professora do Câmpus Gaspar e integrante do comitê, Giane Carvalho, nos escreveu sobre isso:

A importância de uma formação educativa para e pela diversidade se contempla na perspectiva de compreender que os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem constroem referências com base em suas vivências de classe, gênero, etnia, credo e múltiplas singularidades que são fruto dos processos de relações sociais, históricas, políticas, econômicas e culturais.

Nesse sentido, é importante a instituição observar que os educadores e educandos participam de um processo dialógico, como troca e construção de saberes, que podem contribuir para uma formação humana integral onde, além, dos aspectos de formação técnica também se considerem os aspectos de formação humana, voltada para os princípios da ética, da cidadania e da democracia. 

A sociedade passa por muitos desafios referentes à superação das desigualdades sociais estabelecidas por estruturas marcadas pelo racismo, machismo, LGBTfobia, intolerância religiosa, xenofobia, classismo, entre outras. E a instituição escolar com missão pautada nos princípios da formação cidadã também assume um papel importante no combate a todos os tipos de exclusões, opressões e violências.

Sendo assim, a educação voltada para a diversidade contribui para uma sociedade que torne a pauta dos Direitos Humanos um marco essencial para construir caminhos sólidos voltados para princípios e ações no campo da ética, da solidariedade, da equidade e da justiça social.

Um recado para os alunos

O professor Lino, do nosso Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, gravou um recado especial para nossos estudantes:

 

Estamos num processo constante de aprendizado, mas queremos que você se sinta acolhido(a) aqui. Nossos câmpus possuem comissões locais que tratam da questão da diversidade. Entre em contato com elas!

Também existe um grupo no Whatsapp específico para alunos trans do IFSC. Se quiser participar, entre em contato com o nosso Comitê de Direitos Humanos pelo e-mail comite.direitos.humanos@ifsc.edu.br. Aliás, se não souber quem procurar no câmpus, pode falar com o pessoal do Comitê neste e-mail que eles irão ajudá-lo(a). 

Vale a pena ver de novo

Já produzimos aqui no IFSC conteúdos sobre este tema que achamos válido compartilhar novamente: 

Reportagem da IFSCTV sobre Diversidade de Gênero:

 

Reportagem da IFSCTV sobre o mês do orgulho LGTB:

 

Vejam esta arte que compartilhamos no nosso Facebook chamando a atenção para o fato de que cada indivíduo é único.

E, só para finalizar, queremos compartilhar um pequeno dicionário contra a homofobia do Instituto Free Free com coisas que você deve parar de dizer ou pode pedir para seus amigos e familiares pararem de falar.

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Atividades não presenciais X Educação a distância: é tudo a mesma coisa?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 13 mai 2020 10:30 Data de Atualização: 03 jul 2020 11:21

Com a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia da Covid-19 há quase dois meses, as instituições de ensino - como a nossa - tiveram que buscar alternativas para  reorganizar o calendário acadêmico de 2020. Quem decidiu manter o calendário, precisou  se adaptar e passar a oferecer atividades não presenciais para os alunos.

Vocês têm lido a gente falar muito sobre isso aqui, não é mesmo? As atividades não presenciais passaram até a ser chamadas pela sigla ANP para facilitar.

O próprio Ministério da Educação permitiu esta nova forma de atuação das instituições diante do contexto que estamos vivendo de distanciamento social. A portaria do MEC nº 345 autorizou, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação como forma de manter a rotina de estudos e dar continuidade ao ano letivo.  Mas, afinal, o ensino remoto por meio de atividades pedagógicas não presenciais é a mesma coisa que a educação a distância?

A gente também sempre falou bastante de educação a distância - EaD - até porque temos cursos ofertados nessa modalidade e nosso Centro de Referência em Formação e EaD, o Cerfead. Mas atenção: ANP e EaD não são a mesma coisa.

Homem faz cara de confuso


Para trazer as explicações que apresentaremos por aqui, recorremos à chefe do Departamento de Educação a Distância do Cerfead do IFSC, Maria da Glória Silva e Silva, e ao pró-reitor de Ensino, Luiz Otávio Cabral. Vamos lá, então?

Educação a distância

Primeiro, é importante saber que a educação a distância é definida como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica, nos processos de ensino e aprendizagem, ocorre com: 1) a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação; 2) pessoal qualificado; 3) políticas de acesso; e 4) acompanhamento e avaliação compatíveis.

Isso significa que, formalmente, não poderíamos chamar as ações emergenciais que temos realizado de educação a distância. A educação a  distância é uma modalidade de ensino que vem sendo pesquisada, estudada e praticada há muitos anos. 

Aqui no IFSC, as primeiras iniciativas nessa modalidade tiveram espaço na então Unidade São José da Escola Técnica Federal, em 1999. Os programas de fomento como Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec) foram os grandes impulsionadores para a oferta de cursos a distância a partir de 2008, mas hoje a lógica foi invertida e temos mais ofertas próprias por meio dos câmpus e do Cerfead e do, criado oficialmente em 2014 e que é vinculado à Pró-Reitora de Ensino. 

Aliás, já fizemos um post só sobre Ead (Leia aqui).

Quando tivemos um contexto que nos obrigou a suspender as aulas presenciais, isso não significa que simplesmente transformamos as aulas presenciais em educação a distância. Não se trata de uma simples transposição de conteúdos e materiais didáticos para o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Na EaD, a formação permanente é necessária para a mediação pedagógica on-line. Porém, no contexto atual, nem todos os professores que buscam migrar para esta modalidade de ensino possuem formação e experiência.

De acordo com a Associação Universidade em Rede - UniRede, que integra as instituições públicas que oferecem cursos na modalidade de educação a distância no Brasil, um componente curricular passa por diversas etapas de planejamento para ser ofertado na modalidade EaD: elaboração do plano de ensino, segmentação do conteúdo programático em módulos de estudo, escolha de materiais didáticos, escolha ou produção de videoaulas e/ou podcasts, fóruns de discussão, chats, videoconferências e outras atividades de aprendizagem, de acordo com cada AVA, definição das atividades de aprendizagem e avaliação, realização de atividades presenciais e/ou síncronas, entre outras ações. Esse processo costuma durar meses até que um componente curricular esteja pronto para ser oferecido aos estudantes.

Além do longo período de planejamento, a educação a distância envolve várias estratégias didáticas para efetivação dos processos de ensino-aprendizagem, diversificação de linguagens (áudio, vídeo, imagens), com clareza das atividades propostas, feedback qualificado, atendimento às dúvidas dos estudantes e avaliação processual. Os materiais didáticos e as estratégias são elaborados com revisão e apoio de profissionais especializados. 

Portanto, a educação a distância é uma modalidade de ensino cuja mediação pedagógica depende do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC), além de outras exigências legais em termos de autorização/credenciamento da instituição de ensino. Essa concepção já tem que ser estruturada a partir do projeto pedagógico do curso. 

Vejam aqui os cursos que temos a distância (só lembrando que nosso calendário de ingresso sofreu alterações por causa da pandemia). Aliás, os nossos cursos EaD que estavam em andamento não foram suspensos, as aulas continuaram e continuam ocorrendo.

Se não é EaD, o que é então?

De uma semana para outra, nós tivemos que passar o que tínhamos de ensino presencial - que, no IFSC, são a maioria dos nossos cursos - para ensino remoto. O ensino remoto, por sua vez, nem sempre é mediado por tecnologias e pode se basear, por exemplo, no oferecimento de material impresso para estudo em casa e realização de tarefas. O tempo de planejamento, nesse caso, foi tão curto quanto a urgência da situação que o demandou. 

No final de abril, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou o parecer CNE/CP nº 05/2020 - que ainda precisa ser homologado pelo MEC - com as diretrizes que orientam as escolas de educação básica e instituições de ensino superior na organização das atividades acadêmicas em função da pandemia do novo coronavírus. O documento dá especial destaque à definição das atividades não presenciais - ANP - que podem ser usadas como estratégias pedagógicas quando não é possível a presença física do estudante no espaço escolar, não necessariamente com uso de tecnologias de comunicação e informação (TIC). Conforme o documento coloca:

Por atividades não presenciais entende-se, neste parecer, aquelas a serem realizadas pela instituição de ensino com os estudantes quando não for possível a presença física destes no ambiente escolar. A realização de atividades pedagógicas não presenciais visa, em primeiro lugar, que se evite retrocesso de aprendizagem por parte dos estudantes e a perda do vínculo com a escola, o que pode levar à evasão e abandono.

Portanto, as atividades não presenciais são um conjunto de atividades pedagógicas, mediadas ou não pelas tecnologias, e que estão sendo utilizadas pelas instituições de ensino para substituir ou compensar a suspensão das aulas presenciais em função da pandemia da Covid-19. O parecer indica ainda que:

O desenvolvimento do efetivo trabalho escolar por meio de atividades não presenciais é uma das alternativas para reduzir a reposição de carga horária presencial ao final da situação de emergência e permitir que os estudantes mantenham uma rotina básica de atividades escolares mesmo afastados do ambiente físico da escola.

Apesar dessa indicação, nem todas as disciplinas e cursos do IFSC estão desenvolvendo ANP. O nosso pró-reitor de Ensino explicou que a maior dificuldade que temos são nos cursos e unidades curriculares predominantemente práticas. A portaria nº 343 do MEC veda as ANP pras atividades de estágio, práticas e de laboratório, apesar do parecer do CNE abrir a possibilidade de pelo menos parte dessas atividades serem desenvolvidas de forma remota, desde que não tragam prejuízo pedagógico significativo aos estudantes e estejam devidamente regulamentadas. Por isso, como definiu nosso Conselho Superior em 27 de abril, cada câmpus pode decidir a situação de seu calendário acadêmico e o grau de aplicação de ANP, podendo variar de curso para curso e de unidade curricular para unidade curricular.

Aqui no IFSC, o Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão - conhecido como Cepe - aprovou  em 26 de junho a Resolução nº 37/2020, que estabelece as orientações para a realização de atividades não-presenciais (ANPs) e o atendimento da carga horária letiva, em função da pandemia de Covid-19. Leia aqui o documento na íntegra.

A utilização da internet e do computador para o ensino remoto tem sido a opção mais comum, mas não é a única, no contexto da pandemia. O ensino remoto admite uma gama mais ampla de ações que possibilitem o acesso emergencial dos estudantes a conteúdos e formas de estudar fora da escola. O parecer do CNE sugere também uma gama diversa de atividades que podem ser realizadas de forma não presencial, tais como: 

  • - reorganização dos ambientes virtuais de aprendizagem, e outras tecnologias disponíveis para atendimento do disposto nos currículos de cada curso;
  • - realização de atividades on-line síncronas ou assíncronas;
  • - realização de testes on-line ou por meio de material impresso;
  • - distribuição de vídeos educativos, de curta duração, por meio de plataformas digitais, mas sem a necessidade de conexão simultânea;
  • - realização de estudos dirigidos, pesquisas, projetos, entrevistas, experiências, simulações e outros; 
  • - utilização de mídias sociais de longo alcance (WhatsApp, Facebook, Instagram etc.) para estimular e orientar os estudos; entre outras possibilidades.  

Como é um cenário novo para todos, nossos professores também tiveram que se adaptar rapidamente às ANP na linha daquele ditado de trocar o pneu do carro com o carro andando.

Logo no início do distanciamento, a Pró-Reitoria de Ensino enviou para todos os docentes orientações para o planejamento, envio e acompanhamento de atividades pedagógicas aos estudantes. Além disso, a equipe do Cerfead - que já tem a expertise em EaD - está fazendo capacitações e implantou uma Comissão de Servidores para apoiar os docentes na realização de atividades não presenciais nos ambientes de ensino e aprendizagem digitais do IFSC. Veja aqui como tem sido este apoio. 

Mais dúvidas sobre ANP?

A diretora-geral do Câmpus Gaspar, Ana Paula Kuczmynda da Silveira, escreveu um texto para o site do câmpus explicando também o que são as ANPs, desde quando elas começaram a ser aplicadas no IFSC e o que tem sido realizado pelos servidores do Câmpus Gaspar, após decisão da assembleia virtual pela suspensão das ANPs. Leiam aqui para ter ainda mais esclarecimentos.

Enlouquecendo com as ANP?

Sabemos que, no começo do distanciamento social, pode ter havido um excesso de atividades não presenciais.

Mulher estressada e sem saber o que fazer primeiro


Temos ouvido nossos estudantes, servidores e os câmpus têm se reunido com frequência para avaliar a situação. Nosso objetivo não é sobrecarregar ninguém.

Se você está angustiado(a) com as atividades não presenciais do seu curso ou com alguma dificuldade, entre em contato com a coordenação do curso ou com o Núcleo Pedagógico do seu câmpus

Destacamos alguns conteúdo que já publicamos por aqui e podem ser úteis:

- Como fazer as atividades acadêmicas de casa
- Dicas para estudar sozinho
- Dicas para não pirar

Mais um detalhe: para que as atividades não presenciais possam ser realizadas, sabemos que é preciso ter uma infraestrutura e que nem todos os nossos alunos têm. Por isso, lançamos um auxílio-internet

Mas atenção: quem não está conseguindo acompanhar as atividades ou conhece alguém nesta situação por algum problema, pode ficar tranquilo(a) ou aconselhar seu/sua amigo(a) a também ficar. Como já dissemos, ninguém será prejudicado(a).

   


#IFSCemcasa

Sabemos que, na prática, não importa se você está fazendo atividade não presencial ou um curso na modalidade de educação a distância. Neste momento, o importante é você ficar bem e, se possível, ficar em casa. #IFSCemcasa

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No Dia da Mentira, nosso assunto é sério: desinformação e fake news

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 01 abr 2020 14:20 Data de Atualização: 03 jul 2020 09:43

A gente não tem nada contra as brincadeiras inocentes que geralmente se faz no dia de hoje, 1º de abril, que é conhecido em vários países ocidentais como o Dia da Mentira. Não é uma data para celebrar a mentira maldosa, e sim para brincar e pregar peças nos amigos, de forma divertida. Já faz parte da nossa cultura, não é?

Há quem diga que as piadas de 1º de abril vêm lá da França medieval. Em 1564, antes ainda da oficialização do calendário gregoriano, o imperador francês Carlos IX resolveu se antecipar e determinar que, na França, o início oficial de cada ano seria em 1º de janeiro, e não mais no final de março, como ocorria em muitos lugares. Mas algumas pessoas não assimilaram a mudança no calendário e teimavam em “iniciar” o ano no período antigo, entre 25 de março e 1º de abril. Elas viraram motivo de chacota entre as demais, e foi aí que 1º de abril virou o “dia dos tolos”. Isso logo se espalhou por vários países e o costume de pregar peças uns nos outros, também.

Aí vocês podem se perguntar: mas como que a galera acreditou nisso? 

Bom, lá na Idade Média, não é muito difícil entender por que as pessoas resistiam a mudanças como a imposição de um novo calendário. A maioria esmagadora era analfabeta. A impressão de livros já havia sido inventada, mas a popularização da leitura e da escrita estava ainda muito longe de acontecer. O conhecimento que as pessoas comuns tinham do mundo era muito limitado e inacessível. 

Sem querer nos achar, percebam a importância que tem a educação na vida das pessoas e da sociedade como um todo. ;)

Agora, vamos falar sério: é meio inadmissível que, no mundo de hoje, alguém acredite que um chá feito com um matinho colhido em qualquer quintal possa prevenir o coronavírus. Ou que um refrigerante produzido por uma multinacional seja adoçado com restos de material orgânico humano (a gente até se recusa a entrar em detalhes de tão absurda que é essa mentira). Ou que a viagem do homem à lua tenha sido uma encenação montada pela agência espacial americana, e que as imagens célebres não tenham passado de efeitos especiais. Ou então – essa é ótima – que o planeta Terra tenha o formato de uma pizza. UMA PIZZA!

Justo hoje, 2020, numa época em que 95% da população do planeta tem, potencialmente, acesso à internet – está em áreas com possibilidade de acesso, no mínimo, 3G. Ou seja, teoricamente, podemos dizer que as informações estão muito acessíveis para praticamente toda a população do mundo. Certo?

Teoricamente, sim. O problema é que a internet, que foi inventada por cientistas adoráveis que trabalharam em conjunto e sonhavam com a democratização do acesso à informação, trouxe, sim, essa possibilidade, mas ela não é suficiente para, sozinha, filtrar a qualidade do imenso fluxo de informação que circula todos os dias nas redes. O resultado é que, além de muita informação relevante, importante, interessante, bonita e transparente, também rola pela internet muito lixo informacional. No meio desse lixo está o que muita gente vem chamando de fake news. 

Quem aí já não recebeu uma dessas via Whatsapp, não é mesmo? Aliás, este termo nem é correto e, no post de hoje, vamos te mostrar que essa tal de “fake news”pode e deveria ser chamada de outros jeitos.

O chamado fenômeno da desordem informacional é tão desafiador para a sociedade, e interfere tanto na nossa vida, que os pesquisadores da comunicação têm dado muita atenção a ele ultimamente. Tem até artigo na tradicional revista Science a respeito (um segundo para aplaudirmos os cientistas que, mais do que nunca, se mostram importantes para nossa sociedade).

A Unesco, que é o órgão das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, lançou em 2019 um material explicativo muito didático sobre desinformação, fake news e jornalismo. Eles mostram muito bem o tamanho do problema, que deixa todos nós muito vulneráveis, já que estamos muito conectados o dia inteiro, no meio de um bombardeio de informação. Mas mostram também alguns modos para as pessoas se informarem por fontes idôneas, identificando os conteúdos que não são confiáveis.

Segundo a Unesco, há uma série de conteúdos de diferentes naturezas que hoje as pessoas chamam genericamente de fake news. Isso é um problema porque vem gerando uma tendência de desacreditação do jornalismo profissional e também um uso político do termo – muitas vezes, quando alguém quer contestar uma informação correta, carimba como “fake news”. 

No nosso cotidiano, estamos deixando de usar as palavras que já existiam para designar várias coisas e trocando por essa expressão: fofoca, lorota, mentira, boato, balela, mexerico, praticamente ninguém fala mais isso. Tudo virou fake news. Até o que não é notícia, no sentido jornalístico do termo, virou fake news.

Pra sugerir uma reflexão sobre isso é que a gente trouxe aqui um pouco desse conteúdo da Unesco. A ideia é qualificar nossa compreensão sobre o problema e entender melhor a distinção entre os diferentes conteúdos maliciosos a que podemos estar expostos diariamente, e principalmente reconhecer quais têm qualidade e quais são duvidosos.

Este é um post longo, mas super necessário - ainda mais neste momento. Se você utiliza o termo “fake news” ou se já recebeu ou repassou (não faça isso de novo), leia até o final.

Basicamente, vamos falar de três manifestações da desordem informacional: a desinformação, a má-informação e a informação incorreta.

Desinformação: é aquele conteúdo pensado para o mal. Trata-se de conteúdo deliberadamente produzido com a intenção de disseminar mentiras a respeito de qualquer assunto. Pode envolver conteúdo impostor, manipulado ou fabricado, ou ainda informação verídica situada em contexto falso. 

Alguns exemplos bem comuns: textos com “cara” de jornalísticos, mas que divulgam informações totalmente inventadas; uso de uma foto antiga ou de outro lugar para ilustrar um determinado texto atual; uso de fotos manipuladas digitalmente de modo a favorecer ou denegrir alguém ou simular alguma situação; atribuir a autoria de um texto a alguém que não é seu verdadeiro autor (sabe aqueles textos do Veríssimo e da Clarice Lispector?); atribuir declarações inventadas a fontes (pessoas ou instituições), ou tirar declarações verídicas de contexto de modo a gerar prejuízo; imitar graficamente as marcas e a linguagem de veículos jornalísticos profissionais ou instituições idôneas, para passar credibilidade na divulgação de conteúdo falso.

Infelizmente, vocês já devem ter visto algo desse tipo por aí, né? :(

Má-informação: é quando um conteúdo verdadeiro é divulgado, e o teor dessas informações prejudica as pessoas envolvidas no âmbito privado, superando o limite do interesse público. É o caso, por exemplo, do vazamento de conversas pessoais de pessoas públicas.

Informação incorreta: ocorre quando um dado ou informações errados são divulgados de forma equivocada, e isso é passível de correção.

Dá pra perceber que os tipos definidos como desinformação são os mais frequentes. Ainda mais em tempos de pandemia de coronavírus, não é?

Mas o que a gente pode fazer para estar bem informado no meio de uma avalanche de conteúdo? Como identificar o conteúdo malicioso e o conteúdo idôneo? Como evitar passar desinformação pra frente? De que forma ajudar as pessoas que não estão habituadas a lidar com as redes a lidar com isso tudo?

A gente tem algumas sugestões (que estão resumidas no vídeo e mais detalhadas logo abaixo).

 

1) Escolha fontes de informação idôneas: 

Para se informar sobre assuntos de interesse público, priorize fontes de informação referendadas socialmente. Estamos nos referindo aos meios de comunicação tradicionais (TVs, portais de notícias, rádios, jornais impressos – se na sua cidade ainda tiver um), e também aos portais oficiais daquelas instituições que centralizam as informações de seu interesse, como órgãos públicos, conselhos profissionais, entidades de classe, instituições científicas etc. É nesses locais que a informação confiável vai estar.

Recentemente, com a pandemia do coronavírus instalada no Brasil, houve uma onda de disseminação de desinformação sobre a doença. Mas uma pesquisa do Datafolha realizada em 23 de março identificou que as pessoas estão levando mais a sério as informações divulgadas por meio da TV, jornais e rádio. Por quê? Por que o jornalismo profissional tem a atribuição social de levar as informações de interesse público para as pessoas com o máximo de clareza, fazendo a ponte entre o que explicam os cientistas, médicos, governo, e as pessoas que não são especialistas. Inclusive, desmentir os boatos sobre o vírus tem sido uma tarefa muito importante do jornalismo durante a pandemia.

2) Seja crítico: 

É claro que a internet possibilitou a ampliação das vozes no ambiente da comunicação digital. Muitos comunicadores independentes tocam seus blogs, podcasts, canais de Youtube, perfis nas diferentes mídias sociais, e se tornam assim influenciadores. É super ok acompanhar aqueles que você admira. Mas pense com sua própria cabeça e seja crítico: se aquele influencer que você vem seguindo há tempo vier com uma história de que o coronavírus é só uma gripezinha, ou que não haveria problema nenhum se alguns milhares de pessoas idosas morressem no Brasil, é bom acender uma luz amarela, né? 

Procure ser crítico também em relação ao que acompanha na mídia profissional. Conheça veículos tradicionais e explore o mundo da imprensa alternativa. Nada melhor que a pluralidade para formar sua própria opinião.

3) Se ligue nos detalhes dos conteúdos: 

Uma coisa muito comum nesse universo da desinformação são os conteúdos tirados do contexto para causar reações de indignação ou rejeição de pessoas em evidência. Para isso, resgatam-se notícias ou vídeos antigos de determinadas situações, jogando esses conteúdos nos feeds como se fossem novos. É importante ter atenção às datas das notícias que você recebe para ver se se trata, mesmo, de conteúdo atual. 

Recentemente, antes da pandemia do coronavírus estourar no Brasil, um médico super popular, que atua na TV e tem canal no Youtube – ele é um fenômeno <3 – expressou que a população deveria ficar calma em relação à covid-19. Isso, no final de janeiro. Mais de dois meses depois, o quadro é totalmente outro, e esse mesmo médico já fez mil vídeos e manifestações com orientações de cuidados, inclusive ensinando a lavar corretamente as mãos. Mas pessoas que quiseram prejudicá-lo em função de sua atuação junto à população carcerária (sem comentários) resgataram o vídeo de janeiro, para tirar sua credibilidade. Feio, né? Já está tudo resolvido e as redes sociais já removeram o conteúdo descontextualizado (denunciar também funciona!). Pelo menos serviu pra gente ter o nosso exemplo. ;)

4) Preste atenção na qualidade do texto: 

Textos idôneos produzidos por comunicadores profissionais, seja na imprensa ou em canais de comunicação, são corretos, sóbrios e sem afetações. Se o texto tiver erros de ortografia, frases apelativas, chamadas absurdas e sensacionalistas, desconfie.

5) Verifique quem são as fontes do texto: 

Salvo nos casos de artigos assinados, em que o autor, seja ele jornalista ou qualquer outra pessoa, expressa sua opinião a respeito de assuntos de interesse público, os textos com conteúdo informativo sempre identificam suas fontes. A informação nunca cai do céu. As fontes podem ser pessoas ligadas a instituições, ou então as instituições mais genericamente. Um texto sem fontes é muito suspeito. Desconfie!

6) Siga o caminho do conhecimento cético: 

Os pesquisadores Bill Kovach e Tom Rosenstiel, veteranos jornalistas americanos e autores de vários livros sobre jornalismo, sugerem que os leitores façam algumas perguntas para verificar a qualidade da informação: A informação está completa? Se não está, o que falta? Quem ou quais são as fontes dessa informação? Por que devo acreditar nelas? Que provas são apresentadas? Como elas foram testadas e examinadas? Quais podem ser as alternativas para explicação ou compreensão do que está apresentado? Eu estou aprendendo o que preciso aprender com esta notícia? Dependendo das respostas, você poderá identificar o quanto pode confiar no que está lendo.

7) Conheça e consulte as iniciativas de verificação: 

É tendência mundial a prática de checagem de informações que circulam na imprensa, nas mídias sociais e em outros canais por meio de agências especializadas e certificadas. No Brasil, são exemplos de agências especializadas a Lupa e a Aos Fatos – em ambas você pode conferir, inclusive, a verificação de várias informações sobre a pandemia de coronavírus no Brasil e no mundo. O site da Câmara dos Deputados também disponibiliza o Comprove, pelo qual os cidadãos podem enviar consultas sobre conteúdos divulgados pelas redes sociais ou sites de internet relacionados àquela casa legislativa.  

Vamos parar por aqui nas dicas, já que 7 é conta de mentiroso. Esperamos ter te ajudado a entender um pouco mais sobre o fenômeno da desinformação. Mentira tem perna curta, como dizia sabiamente a sua vó. Mas também toma rasteira.

Quem chegou até aqui, esperamos ter ajudado a mudar a sua visão sobre “fake news” e até mesmo te feito entender que esta não é a melhor nomenclatura - afinal, em teoria, nenhuma notícia deveria ser falsa quando feita por veículos e profissionais sérios e com boa reputação.

Não sejam mais aquelas pessoas que compartilham textos sem checar a veracidade ou que encaminham uma mensagem no Whatsapp de forma irresponsável apenas porque corrobora a sua opinião. Aliás, se você conhece quem faz isso, envie o link deste post para essa pessoa. ;) #ficaadica

Vamos cada um fazer a sua parte. Em um mundo com excesso de informação, sejamos aqueles que contribuem para que a informação correta circule por aí.

Para produzir este post, a gente consultou:

Esta notícia do portal Brasil Escola: 01 de abril – Dia da Mentira

Esta notícia da Folha de S.Paulo: TVs e jornais lideram índice de confiança em informações sobre coronavírus, diz Datafolha

Este documento da Unesco: Jornalismo, fake news & desinformação: manual para educação e treinamento em jornalismo

Este artigo científico da USP: A interação mediada na era digital

Este artigo científico da Science (acesse a versão completa via Portal de Periódicos da Capes): The science of fake news

Este site: https://www.internetworldstats.com/

O livro “Blur: how to know what is true in the age of information overload”, de Bill Kovach e Tom Rosenstiel (Nova York/Berlim/Londres, Editora Blomsbury, 2010).

Uma atualização:

Em 30 de junho, o grupo de divulgação científica Vidya Academics, criada por alunos e docentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, em parceria com o Pretty Much Science, criou o Coronavírus – Manual das Fake News. Além de oferecer os conteúdos checados, a produção reuniu alguns dos elementos mais encontrados nas fake news. Semelhantemente a um check-list, o material permite que os usuários observem se o conteúdo recebido em suas redes sociais se enquadra à estrutura que as informações falsas costumam ter. 

Vale muito a pena consultar aqui.

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Vírus, bactérias, fungos, protozoários: qual a diferença entre os micro-organismos?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 24 jun 2020 16:26 Data de Atualização: 24 jun 2020 16:36

Ok, a gente tá careca de ouvir falar em coronavírus, que, obviamente, é um vírus.  Mas, em tempos de pandemia e com tanta gente falando de remédio, prevenção, doenças, tratamentos, você lembra mesmo  o que são cada um desses “bichinhos” que causam boa parte dos males  físicos do ser humano?

Se você prestou atenção na aula de biologia, vai lembrar que todos esses agentes microscópicos são classificados em uma grande categoria (os micro-organismos), mas são vários tipos diferentes. Se você  já esqueceu  dos detalhes  porque achou que nunca mais ia ter que pensar sobre isso,  a gente relembra pra você.

Quem nos explicou todas as informações abaixo que vamos compartilhar com vocês foi o professor de biologia Leandro Parussolo do Câmpus Florianópolis.

Os micro-organismos

Os micro-organismos (genericamente chamados de micróbios ou germes) são seres microscópicos (invisíveis ao olho nu) e existem na Terra há bilhões de anos, antes do surgimento das plantas e dos animais. Os micro-organismos são as menores formas de vida existentes e, coletivamente, constituem a maior parte da biomassa da Terra e executam muitas reações químicas essenciais para os organismos superiores (inclusive dentro de nós!). O meio em que vivemos está repleto de micro-organismos, pois esse é o grupo de seres vivos mais amplamente distribuído na natureza.

Embora os micro-organismos sejam antigos, a humanidade passou a maior parte de sua história sem fazer ideia que esses seres estavam entre nós. Faz só uns 300 anos, depois da invenção do microscópio, que a gente passou a saber que existiam mais coisas entre o céu e a terra do que julgavam os nossos olhos. E, ainda assim, só depois do século XX, com a possibilidade de análise de material genético, é que os “bichinhos” foram mais bem estudados e compreendidos.

Os principais grupos de micro-organismos são os vírus, bactérias, protozoários, algas e fungos. 

Vírus

Diferentemente de todos os outros grupos de micro-organismos, os vírus são considerados formas particulares de vida, pois são seres acelulares (não apresentam organização celular) e dessa forma, são parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, necessitam de células hospedeiras para se reproduzirem. Segundo Parussolo, a célula invadida por um vírus passa a trabalhar quase exclusivamente na produção de novos vírus. Uma única partícula viral infectante é capaz de originar rapidamente centenas de novos vírus dentro da célula hospedeira.

A maioria dos vírus mede menos de 200nm (2x10-4 mm), podendo ser observados somente ao microscópio eletrônico. Os vírus de estrutura mais simples são constituídos pelo material genético (que pode ser DNA ou RNA) envolto por uma cápsula proteica (capsídeo). Certos tipos de vírus possuem um envelope lipoproteico que envolve a capsídeo. Os vírus HIV, Influenza (vírus da gripe) e o novo coronavírus são exemplos de vírus envelopados (e é por isso que água e sabão são eficientes contra o coronavírus, pois o sabão destrói essa capa de gordura que o faz aderir a outras células).

É muito comum ouvirmos que os vírus sofrem muitas modificações. Como isso acontece? Quando uma partícula viral invade a célula hospedeira, sua molécula de ácido nucleico é liberada e passa a comandar o metabolismo celular com a finalidade de aumentar o número de cópias do vírus. Como o processo de geração de cópias dos vírus ocorre de forma muito rápida, as chances de acontecerem erros (mutações), gerando novos tipos de vírus, são muito grandes. Além disso, os  vírus que guardam suas informações genéticas em moléculas mais simples, denominadas RNA (caso do coronavírus e o vírus da gripe comum), estão ainda mais propensos a sofrer mutações. Essas mutações podem ser diversas e, inclusive, gerar uma proteína que os anticorpos não identificam como sendo um invasor ou pode modificar uma proteína que é alvo de uma terapia, e o antiviral passar a não fazer mais efeito. Ou seja: não é mole, não.

Bactérias

As bactérias são seres procariontes unicelulares, ou seja, apresentam células mais simples que as de todos os seres vivos eucariontes, pois não apresentam núcleo nem compartimentos membranosos no citoplasma. A maioria das bactérias medem entre 0,5 e 5µm e podem ser encontradas em grande diversidade de ambientes.

Existem milhares de espécies de bactérias, que diferem quanto ao metabolismo, ao hábitat e à forma das células. As células bacterianas podem apresentar forma esférica (coco), de bastonete (bacilo), espiralada (espirilo), de vírgula (vibrião), bem como agrupamentos celulares, tais como cocos reunidos em forma de cacho de uvas (estafilococos) e cocos alinhados em cadeias que lembram colares (estreptococos). As formas das células e/ou arranjos celulares são muitas vezes utilizadas na classificação biológica, por exemplo os gêneros Staphylococcus e Streptococcus, bem como são utilizados popularmente para se referir a algumas bactérias, como o bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis).

As bactérias se reproduzem de forma assexuada por bipartição, uma célula divide-se em duas geneticamente iguais e, por esse processo, em algumas horas, sob condições ambientais adequadas, uma única bactéria pode dar origem a milhares de descendentes geneticamente idênticos entre si (clones). A parte boa é que, ao contrário do vírus, temos muitas bactérias “do bem”, que auxiliam a vida do planeta, das pessoas e dos animais. As bactérias da nossa microbiota intestinal, por exemplo, nos auxiliam na digestão e nos protegem contra micro-organismos patogênicos por produzir substâncias que inibem seu crescimento ou por competição de nutrientes.  

Um alerta dado pelo professor  Parussolo: em se tratando de bactérias patogênicas, um dos grandes problemas da atualidade é a resistência bacteriana aos antibióticos. Estudos recentes têm demonstrado que em 2050, se não forem intensificadas as medidas de controle da resistência, as infecções bacterianas serão responsáveis por milhões de mortes no mundo. 
A resistência bacteriana é um fenômeno de evolução natural, que ocorre quando as bactérias passam por mutações e tornam-se resistentes aos medicamentos usados ​​para tratar as infecções. Dessa forma, os tratamentos disponíveis começam a se tornar ineficazes, as infecções persistem e podem se espalhar para outras pessoas. Um dos principais fatores associados à resistência bacteriana é o uso indiscriminado de antibióticos por instituições de saúde, pela população e em práticas agropecuárias, pois pode ocorrer um processo de “seleção”: enquanto as bactérias “sensíveis” são eliminadas a partir desse contato, as “resistentes” permanecem e se multiplicam.

Nas últimas décadas, o mundo tem testemunhado a grande proliferação de bactérias patogênicas resistentes a múltiplos antibióticos, denominadas superbactérias, as quais têm surgido a partir de diversas espécies ou grupos de micro-organismos, alguns dos quais podem ser encontrados normalmente em nosso corpo (na pele e nos intestinos, por exemplo).

Fungos

Quem gosta de shitake, champignon, shimeji, já sabe: cogumelos são  as frutificações de fungos.  Os fungos são seres macroscópicos ou microscópicos, geralmente pluricelulares, eucariotas (com um núcleo celular) e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento, precisam “comer” outro ser). Se cogumelos são gostosos e saudáveis, por outro lado, muitos fungos podem causar doenças a animais e plantas. Quem aí já teve frieira ou micose (também conhecida como “me coce”  - hahaha #sqn), sabe bem do que estamos falando.

Protozoários

Os protozoários são geralmente unicelulares, eucariotas. Uma das principais diferenças entre protozoários e fungos é que, em ambientes líquidos, eles conseguem se locomover, utilizando cílios ou flagelos. Existem vários protozoários causadores de doenças em humanos, como  a amebíase, doença de Chagas, malária, leishmaniose e toxoplasmose. 

Ou seja, existe mais de um tipo de micro-organismo e eles têm formas de desenvolvimento e sobrevivência (nos nossos corpos, inclusive) distintos. É por isso também que os tratamentos e as formas de prevenção são diferentes.

Devo me preocupar?

Conviver com os micro-organismos faz parte da nossa realidade e isso faz com que a gente adquira imunidade. O nosso sistema imunológico trabalha pra isso. Só que quando a gente tem contato com altas cargas virais, a gente pode adoecer.

Para evitar o adoecimento, o importante é manter hábitos de higiene como a lavagem de mãos, a etiqueta respiratória (que é cobrir a boca quando tossir e espirrar e usar máscaras), além de evitar ambientes aglomerados onde a disseminação dos micro-organismos é maior. Vejam o que a epidemiologista e professora do curso de Enfermagem do IFSC, Vanessa Jardim, fala sobre isso:

 

Mas e o coronavírus?

A preocupação com o coronavírus é que os cientistas ainda não conseguiram definir qual é a resposta imunitária  no padrão populacional ao novo coronavírus. Como a disseminação desse vírus é muito rápida, aí entra mais um problema: não dá pra simplesmente expor toda a população ao vírus porque nosso Sistema de Saúde não daria conta de tratar todos que precisassem.

Em tempos de pandemia, é importante destacar que, para o novo coronavírus, segue a orientação do distanciamento social, de lavar bem as mãos (e as compras do mercado, né) com água e sabão ou usar o álcool 70 e de usar máscaras. 

Mas lembre-se que isso serve apenas para os vírus com camada externa lipídica. Alguns micro-organismos podem seguir existindo e tudo bem. É justamente a convivência com esses micro-organismos que faz nosso corpo desenvolver defesas naturais e não permitir que a gente adoeça por qualquer sujeirinha.

Portanto, cuide-se ainda mais neste momento por causa do coronavírus!

Esperamos que o post tenha sido esclarecedor, mas, se tiver mais dúvidas, mande pra gente ou deixe nos comentários.

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Pesquisa em periódicos on-line: a gente traduz pra vocês!

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 17 jun 2020 21:10 Data de Atualização: 18 jun 2020 18:40

O professor passa um trabalho acadêmico. Qual a primeira coisa que você faz?

Se a resposta for “Digito o tema no Google e clico em pesquisar”, este post é pra você. 

Não desmerecendo o trabalho incrível dos sites de busca que muito nos ajudam, queremos destacar a importância de fazer pesquisas acadêmicas utilizando os periódicos on-line. 

Sabemos que este é um mundo que só passa a ser desbravado quando você entra no meio acadêmico e, normalmente, a partir da graduação - muitos só na pós-graduação como em programas de mestrado. Por isso, nem todos são familiarizados com o termo periódicos e com a forma de busca nessas plataformas.

Hoje vamos explicar o básico do que são, como utilizar e o que quem é aluno(a) do IFSC, consegue acessar. Quem nos ajudou a organizar essas informações foram a coordenadora do Sistema de Bibliotecas do IFSC, Renata Ivone Garcia, e a bibliotecária Karla Viviane Garcia Moraes da Diretoria de Ensino do IFSC.

O que é um periódico?

Conforme está no Manual de Comunicação Científica do IFSC:

“Os periódicos científicos, sejam eles impressos ou on-line, são importantes veículos de comunicação formal entre os cientistas. Tratam-se de elementos fundamentais para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, já que é por meio deles que se apresentam os resultados das pesquisas realizadas em todas as áreas de conhecimento.”

Essas publicações reúnem diversos estudos, resenhas e artigos de pesquisadores, cientistas e especialistas em determinados assuntos. Eles têm uma publicação periódica - daí o nome -, então alguns têm edições bimestrais, outros semestrais, anuais e por aí vai. Muitos são publicados na internet e, por isso, chamamos de periódicos on-line.

Os periódicos são as melhores fontes de consulta para trabalhos acadêmicos, pois trazem o que há de mais recente nos estudos científicos daquele assunto. Os mais conceituados são aqueles que trabalham com sistema de avaliação por pares, o que quer dizer que todos os artigos publicados neles foram, necessariamente, submetidos à avaliação de outros pesquisadores da mesma área. Ou seja, não é qualquer estudo preliminar, incipiente ou mesmo duvidável que ganha espaço nos periódicos mais relevantes - e é isso que dá o caráter científico a essas publicações. 

Você já deve ter lido alguma notícia sobre a Covid-19 que menciona publicações em periódicos de renome nacional e internacional, o que demonstra a relevância dessas fontes.

Cada periódico pode ter o seu site e existem também plataformas que reúnem diversos periódicos. Sendo assim, é muito recomendável utilizar essas ferramentas em pesquisas acadêmicas pelo fato de ser mais fácil encontrar fontes confiáveis (acadêmicas de fato) de uma determinada área, já que estão compiladas numa única plataforma. Além disso, nos periódicos científicos estão disponíveis os estudos mais recentes sobre as diversas áreas do conhecimento, já que o ritmo de produção de livros científicos, no mercado editorial, é bem mais lento do que o dos periódicos.

Desvendando o Portal de Periódicos da Capes

No Brasil, ao falar de periódicos, não tem como não lembrar do Portal de Periódicos da Capes - a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Esse portal é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica nacional e internacional. Ele conta com um acervo de mais de 45 mil títulos com texto completo, 130 bases referenciais, 12 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual. Uma base pode ser entendida como um repositório de conteúdos que permite a pesquisa em vários diferentes periódicos, utilizando uma mesma ferramenta.

Com o Portal de Periódicos da Capes, os alunos de instituições de ensino no Brasil possuem acesso às mesmas informações científicas de estudantes de instituições estrangeiras, como Oxford e Harvard, por exemplo. Como destaca a nossa bibliotecária Renata Ivone Garcia, “o Portal da Capes representa a democratização do acesso ao melhor conhecimento científico mundial”. 

Qualquer um pode acessar?

O Portal de Periódicos da Capes tem um conteúdo gratuito, que pode ser acessado por qualquer pessoa pela internet, e tem um conteúdo assinado que está disponível para os acessos com IP identificado das instituições participantes (ou seja, em computadores dentro das instituições). Também é possível o acesso para membros da Comunidade Acadêmica Federada (CAFe), que inclui diversas instituições, inclusive o IFSC. 

Servidores e alunos do IFSC podem acessar esse conteúdo pago de duas formas: navegando pela rede de internet do Instituto ou fazendo login na CAFe de qualquer lugar - inclusive a sua casa. Agora que estamos com atividades presenciais suspensas, é possível ter acesso somente pela CAFe, no site do IFSC explicamos como

É muito difícil pesquisar em periódicos?

Sabemos que muitos estudantes acham difícil - e até chato - utilizar banco de dados como o Portal de Periódicos da Capes. Mas adivinhe? Para se familiarizar com as ferramentas é necessário utilizá-las. 

Sim, não existe segredo, só usando mesmo. Acredite na gente: você passa a gostar cada vez mais da ferramenta quando começa a perceber tudo o que ela oferece e o mundo que ela nos abre! ;)

Como utilizar

No próprio Portal de Periódico da Capes você encontra um espaço de suporte com diversos materiais e treinamentos de como utilizar de maneira qualificada os recursos disponíveis nessa ferramenta incrível! Os treinamentos têm cerca de duas horas e são oferecidos diariamente em diferentes turnos. O interessado também pode escolher um dia em que a oferta vá focar mais em sua área do conhecimento

Se quiser um passo a passo, acesse esse Guia da própria plataforma.

Para ajudar ainda mais, nossas bibliotecárias também nos passaram algumas dicas.

As buscas no Portal de Periódicos Capes se dividem em: assunto, periódico (o mesmo que revista científica), livro e bases de dados.

 

Buscar base: Fazer buscas diretamente em bases de dados específicas é uma ótima estratégia de pesquisa. Para encontrar bases oportunas ao tema de pesquisa, uma dica é buscar por área do conhecimento.

Desse modo, será disponibilizada uma lista de base de dados. Para acessá-las, basta clicar em cima do nome. Em seguida, será feito o redirecionamento com validação e autorização de acesso. 

Buscar Periódico: outra estratégia relevante é fazer buscas diretamente em periódicos, ou seja, em revistas científicas. Pode-se buscar pelo título específico, ou ainda, para encontrar periódicos relacionados ao tema de pesquisa, uma dica é buscar por área do conhecimento.

O Portal também disponibiliza acesso a diversos e-books em acesso aberto e em diferentes línguas, como português e inglês. Pode-se buscar pelo título da obra, autor ou editor/fornecedor. Outra dica é refinar a busca por livros digitais em português.
 
Buscar Assunto: outra opção de busca no Portal é diretamente por assunto, de forma que os resultados representam a recuperação de materiais de diferentes periódicos e bases de dados. Mais uma dica -> Dê preferência para a busca avançada, tendo em vista as opções de recursos.

Nessa busca, conseguimos aplicar parâmetros bem interessantes, como período temporal, tipos de trabalhos (artigos, patentes etc) e várias palavras-chaves ao mesmo tempo. A definição de uma ou mais palavras-chaves que de fato representem o conteúdo a ser buscado também é imprescindível para que se obtenha um resultado interessante para o pesquisador. 

Nossas bibliotecárias ainda chamam atenção para mais estes detalhes:

* Não aparece em idioma a opção de português, mas após a exibição dos resultados é possível filtrar pelo idioma desejado. 

* Uma ótima estratégia é utilizar os operadores booleanos (AND, OR, NOT), que facilitam na recuperação eficaz. O "AND" deve ser usado quando se quer buscar duas palavras juntas, o "OR" para buscar uma palavra ou outra, e o "NOT" para não incluir resultados com alguma palavra específica (bastante útil quando o termo é utilizado em mais de uma área de estudo). Exemplo: se a intenção é pesquisar acessibilidade física no Brasil, indica-se o operador ‘AND’ e aí na busca devem ser inseridas as palavras "acessibilidade" em um dos campos e "física" no outro.

* Para buscas dos termos exatos - quando se quer buscar mais de uma palavra ou uma frase, por exemplo - usa-se sempre as palavras entre aspas duplas. Por exemplo: “física quântica”.

* A escolha de palavra-chave adequada pode alterar todo o rumo de uma pesquisa. Algumas vezes, determinado assunto só tem publicação em língua estrangeira e é necessário que se utilize, geralmente, a palavra-chave em inglês para obter resultados na pesquisa (utilize tradutores on-line que facilitam na escolha do termo em inglês e até na tradução do artigo pesquisado). Outra dica é, caso você já tenha encontrado estudos sobre o tema que deseja, observar as palavras-chave que eles definem no início do estudo e utilizá-las na busca para encontrar novos estudos sobre o tema. 

Se você é daquelas pessoas organizadas, vai adorar este recurso. É possível criar uma conta no chamado ‘meu espaço’, de maneira que ali podem ser salvos os materiais pesquisados, bem como organizá-los em pastas. 


 

Estamos aqui para ajudar

Pode ser que, no começo, você estranhe um pouco os periódicos ou tenha dificuldades nas buscas. Mas quanto mais você utilizar, mais você vai se familiarizar com as ferramentas e se beneficiar de tudo o que elas possibilitam, além da riqueza de conteúdo que irá encontrar.

Para quem ainda tiver dúvidas e quiser uma ajuda com isso, nossos servidores que trabalham no Sistema de Bibliotecas podem auxiliar. Por causa da pandemia, nossas bibliotecas seguem fechadas, mas vocês podem mandar e-mail para coordenação.bibliotecas@ifsc.edu.br ou direto para o endereço da biblioteca do seu câmpus (veja aqui).

Aliás, vocês sabiam que, entre os serviços prestados pelas nossas bibliotecas, temos levantamento bibliográfico, referência de materiais e orientação para normalização de trabalhos acadêmicos? Entre em contato se precisar!

E nós temos ainda um manual para ajudá-los na escrita científica e modelos para a elaboração de trabalhos acadêmicos e artigos, banner e apresentações. Vejam aqui.

Acervo Virtual do IFSC

Além do acesso ao Portal da Capes, quem é aluno(a) e servidor(a) do IFSC também possui direito a um acervo virtual com as mais diversas áreas do conhecimento, totalizando mais de 140 mil títulos. Os alunos podem acessar o acervo por meio do Sigaa e os servidores pela Intranet. Veja aqui mais informações.

Neste momento de estudos em casa, ter acesso a essas ferramentas é fundamental! #IFSCemcasa
 
Mais conteúdo liberado na pandemia

Como se não bastasse disponibilizar seu próprio Portal de Periódicos, a Capes compartilhou iniciativas de diversas editoras que, neste momento, se uniram em uma corrente a favor da ciência para ampliar as oportunidades e beneficiar acadêmicos de todas as áreas do conhecimento. <3

Vamos colocar abaixo o material que recebemos deles:

Plano de apoio da Gale Cengage

A editora elaborou uma página com recursos que permanecerão em acesso gratuito até 30 de junho de 2020. Uma das ferramentas disponibilizadas é a base de dados Academic One File – indexada no Portal de Periódicos CAPES.

Lives e webinar da Elsevier

A editora Elsevier oferece uma agenda repleta de opções para estudantes e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, com apresentações on-line gratuitas que abordam especificidades de bases disponíveis no Portal de Periódicos CAPES. Além de visualizar as oportunidades pelo Portal de Periódicos, os usuários podem acompanhar as ações pelo perfil do instagram @laselsevier.

Cursos gratuitos para usuários da plataforma IEEE

Até 30 de junho, as instituições participantes do Portal de Periódicos CAPES que têm acesso à plataforma IEEE Xplore, do Institute of Electrical and Electronic Engineers, têm uma oportunidade única para aprimoramento em campos da engenharia. Foram disponibilizadas centenas de cursos on-line sobre inteligência artificial, blockchain, 5G, veículos autônomos, internet das coisas, segurança cibernética, entre outros. 

Certificações gratuitas da Karger

Usuários de todas as áreas têm à disposição a oportunidade de escolher entre duas certificações da editora Karger para aprimorar a percepção acerca de publicação científica – ou fazer os dois cursos. A oferta é válida até 30 de junho de 2020.

Nossos alunos e servidores podem ver os cursos aqui e solicitar o código de acesso disponibilizado ao IFSC pelo e-mail coordenacao.bibliotecas@ifsc.edu.br. Assistam ao tutorial antes.

Coleção de livros da Cambridge

A Cambridge University Press está oferecendo acesso institucional gratuito a uma coletânea com mais de 2.000 e-books hospedados na plataforma Cambridge Core. O conteúdo está disponível até 29 de junho de 2020.

Quanto coisa, né?

A gente sabe que muita informação pode nos deixar ansiosos e não queremos isso. Aliás, você já leu nosso post sobre não pirar nesse período? Sempre é válido lembrar! Respira, inspira e não pira. :)

De toda forma, compartilhamos o conteúdo e esperamos que seja útil. Se precisar, peça ajuda pra gente! Seguimos aqui com você - separados e mais juntos. 

Esperamos que o post tenha sido esclarecedor, mas, se tiver mais dúvidas, mande pra gente ou deixe nos comentários.

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Um mês de gestão pro tempore: entenda a situação do IFSC

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 10 jun 2020 18:26 Data de Atualização: 16 jun 2020 14:42

Vocês já têm acompanhado nas últimas semanas a situação na gestão do IFSC. Já fizemos um post sobre isso e agora vamos complementá-lo, resgatando a cronologia dos acontecimentos, tomando como base as informações oficiais que temos disponíveis, para vocês entenderem como chegamos até aqui. Vamos lá?

5 de dezembro de 2019

Dia da votação para o segundo turno das eleições para reitor do IFSC. Concorrem ao cargo os professores Mauricio Gariba Júnior e André Dala Possa. Num processo que teve a participação de 8.270 votantes, o professor Maurício Gariba Júnior foi eleito o reitor para o mandato de mandato 2020-2024 com um índice de votação (IV) de 36,29. O segundo colocado, professor André Dala Possa, ficou com um índice de votação de 26,08. 

Já explicamos aqui como funciona o nosso processo eleitoral.

16 de dezembro de 2019

O Conselho Superior (Consup), órgão máximo e deliberativo do IFSC, homologa o resultado das eleições 2019, nas quais foram escolhidos o reitor e os diretores-gerais de 21 câmpus para o período 2020-2024. Leia neste post o papel do Consup.

13 de fevereiro de 2020

O reitor eleito do IFSC, Maurício Gariba Júnior, e sua equipe são recebidos pela então reitora, Maria Clara Kaschny Schneider, e gestores da Reitoria para a primeira reunião de transição

18 de abril de 2020

Depois de oito anos na gestão, chega ao fim o segundo mandato da professora Maria Clara Kaschny Schneider.

20 de abril de 2020

O professor Lucas Dominguini - na época diretor-geral do Câmpus Criciúma - é nomeado pelo Ministério da Educação para exercer o cargo de reitor pro tempore do IFSC. Entenda aqui o que é um reitor pro tempore.

Quem assina a nomeação é o ministro da Educação, Abraham Weintraub, na portaria 406 de 17 de abril de 2020, publicada no dia 20. Dominguini confirmou que chegou a ser sondado pelo MEC, mas declinou da indicação. No mesmo dia, solicitou ao  MEC que tornasse o ato sem efeito e afirmou que, até que se retificasse o ato, não tomaria nenhuma atitude ou prerrogativa do cargo de reitor.

Com a recusa do professor em aceitar a nomeação, quem fica respondendo pela instituição é a então diretora-executiva do IFSC, Silvana Lisboa, que fez parte da equipe da professora Maria Clara. O IFSC não possui um cargo de vice-reitor. Pelo nosso Estatuto, na hierarquia institucional, quem está na diretoria executiva é quem substitui o reitor quando necessário.

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), à qual os Institutos Federais estão vinculados, envia um ofício ao IFSC justificando a nomeação de um reitor pro tempore ao invés da nomeação do reitor eleito. De acordo com o documento, a nomeação aconteceu porque, durante a análise da conformidade documental do processo de consulta à comunidade, teria sido identificada a existência de restrições, resguardadas por sigilo. Essas restrições, segundo o ofício da Setec, esbarrariam nos requisitos estabelecidos nas previsões do Decreto 9.916, de 18 de julho de 2019, que trata dos critérios gerais para ocupação de cargos em comissão. Por essa razão, o Ministério da Educação teria entendido pela pertinência de sobrestar (termo jurídico que significa interromper, suspender) a análise do processo eleitoral e nomear um reitor pro tempore enquanto isso se resolve.

23 de abril de 2020

O Conselho Superior do IFSC, em sua primeira autoconvocação da história institucional (quando os próprios conselheiros convocam uma reunião ao invés de serem convocados pelo presidente do Conselho, que é o reitor), delibera por encaminhar um ofício ao Ministério da Educação defendendo o resultado do processo eleitoral realizado em 2019. Os conselheiros decidiram também por encaminhar ao MEC indicações de outros servidores que possam temporariamente assumir o cargo de reitor, até que se resolva a situação de sobrestamento do processo de nomeação de Gariba. A decisão sobre quais seriam esses nomes ficou a cargo da gestão eleita.

27 de abril de 2020

Em nova reunião do Conselho Superior, a equipe do professor Gariba apresenta os nomes indicados para enviar como opção ao MEC para assumirem o cargo na condição de pro tempore. Os nomes sugeridos foram os de Adriano Larentes da Silva, Aloísio da Silva Júnior, Andréa Martins Andujar, Flávia Maia Moreira, Jesué Graciliano da Silva e Valter Vander de Oliveira, todos componentes da chapa de Gariba na eleição de 2019, além do próprio reitor eleito.

4 de maio de 2020

O MEC responde aos encaminhamentos por meio de ofício com a justificativa para não nomeação dos nomes encaminhados e com a designação do professor André Dala Possa como reitor pro tempore e uma nova portaria do MEC é publicada

O professor André Dala Possa aceita a nomeação. Em nota encaminhada aos servidores do IFSC, o reitor pro tempore André Dala Possa afirmou reconhecer a eleição do professor Maurício Gariba Júnior e ressaltou a condição de transitoriedade de sua nomeação. André foi o segundo colocado nas eleições de 2019 e, segundo ele próprio afirmou na nota, esse teria sido o critério tomado pelo MEC para optar por seu nome. 

6 de maio de 2020

O reitor pro tempore nomeia o professor Juarez Pontes, que estava aposentado, para assumir a Diretoria Executiva do IFSC. Servidor do IFSC desde 1980, o professor foi diretor sistêmico da antiga Escola Técnica Federal, diretor da Unidade São José e, já na atual institucionalidade, diretor-geral dos câmpus Chapecó e São Carlos do IFSC.

O Conselho Superior do IFSC faz uma nova autoconvocação e delibera por encaminhar à Setec uma solicitação dos documentos relativos à sucessão na reitoria da instituição. Em ofício, o Conselho reivindica a destituição do atual reitor pro tempore, em função de "riscos para a estabilidade institucional" com sua permanência no cargo. O posicionamento consta em nota oficial emitida pelo órgão.

Em outro ofício, os conselheiros solicitam acesso à íntegra dos processos de nomeação do reitor eleito, Maurício Gariba Júnior; de nomeação dos reitores pro tempore Lucas Dominguini, que não aceitou o cargo, e André Dala Possa, nomeado em 4 de maio. 

A reunião contou com a presença do diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Kedson Raul de Souza Lima, que relatou como se deu a escolha do Ministério da Educação por um reitor pro tempore para a instituição.

12 de maio de 2020

Por meio de portarias do reitor pro tempore, são nomeados três novos pró-reitores. Para o cargo de pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, foi designado o professor do Câmpus Lages, Ailton Durigon. A professora Fabiana Besen Santos, do Câmpus Garopaba, foi nomeada para o cargo de Pró-Reitora de Administração e o professor Egon Sewald Junior, do Câmpus Florianópolis, assumiu o cargo de pró-reitor de Desenvolvimento Institucional. 

25 de maio de 2020

Em mais uma reunião, o Consup aprova a proposta para que membros da equipe do reitor eleito Maurício Gariba Júnior participem dos colegiados da instituição. Essa participação não implica na alteração da composição dos colegiados, já que o Consup definiu que a equipe poderá participar das discussões, porém sem direito a voto.

O Consup também aprova uma manifestação favorável à manutenção das atividades de transição de gestão da equipe eleita com as equipes técnicas da Reitoria, a pedido do reitor eleito. Além disso, aprovou a elaboração de novo ofício ao Ministério da Educação (MEC) para cobrar respostas aos ofícios 331 e 332, enviados em 6 de maio e que continuam sem respostas.

26 de maio de 2020

O reitor pro tempore, André Dala Possa, publica a portaria nº 1896 suspendendo as atividades de transição com a equipe de gestão eleita até que ocorra sua nomeação.

4 de junho de 2020

André Dala Possa completa 30 dias no cargo de reitor pro tempore da instituição.

10 de junho de 2020

Em reunião do Conselho Superior, reiterou-se o posicionamento do dia 25 de maio, solicitando emissão de resolução sobre as decisões tomadas naquela reunião e deixando a cargo do reitor pro tempore revisar a emissão da portaria nº 1896 para não incorrer em possível irregularidade administrativa.

16 de junho de 2020

O professor Rafael Nilson Rodrigues, do Câmpus Florianópolis, é designado para o cargo de pró-reitor de Extensão e Relações Externas. 

Gestão pro tempore 

O professor Luiz Otávio Cabral, do Câmpus Florianópolis-Continente, permanece como pró-reitor de Ensino. 

Houve mudanças também em outros cargos de gestão da Reitoria: na Pró-reitoria de Ensino, assumiram a pedagoga Elizabethe Costa Franca (Câmpus Florianópolis-Continente) como diretora de Assuntos Estudantis, o professor Salézio Francisco Momm (Câmpus São José) como diretor de Estatísticas e Informações Acadêmicas e o professor Tiago Morais Nunes (Câmpus Florianópolis) como diretor de Desenvolvimento de Ensino. Já na Pró-reitoria de Extensão e Relações Externas, a professora Letícia Cunico (Câmpus Araranguá) assumiu a diretoria de Extensão.

Nos câmpus, todos os diretores-gerais eleitos já assumiram suas funções, com mandatos pro tempore, já que se aguarda a nomeação do reitor eleito para que iniciem seus mandatos junto com ele. Conheça aqui quem está à frente de cada câmpus.

E agora?

O reitor eleito já declarou que ingressou com ação judicial para buscar a sua nomeação e, apesar de a antecipação de tutela ter sido negada, o pedido ainda não foi julgado. 

Até o momento, o MEC não respondeu os ofícios do Conselho Superior do IFSC pedindo acesso às documentações dos processos de nomeação dos reitores pro tempore, bem como informações da decisão de não nomeação do reitor eleito.

A legislação não prevê um prazo para que a instituição tenha um reitor pro tempore. No Brasil, situações semelhantes já ocorreram em outros institutos e centros federais. O Cefet-RJ, por exemplo, está com uma direção pro tempore desde agosto do ano passado. O Instituto Federal do Rio Grande do Norte também está com uma gestão pro tempore desde abril deste ano - apesar de uma decisão judicial liminar determinar que o reitor eleito assumisse o cargo, nova decisão suspendeu sua nomeação e o IFRN segue com um reitor pro tempore, até que seja julgada em definitivo a ação na justiça ou que o MEC decida pela nomeação do reitor eleito.

Existem algumas possibilidades para a nomeação do reitor eleito: uma decisão judicial favorável à sua ação judicial; uma decisão do MEC por exonerar o reitor pro tempore e nomear o reitor eleito; o reitor pro tempore renunciar ao cargo (e neste caso, o MEC deve nomear outro reitor pro tempore até que se conclua a análise de nosso processo eleitoral que está sobrestada - esse pro tempore pode ser tanto um dos nomes enviados pelo Conselho Superior, que inclui o próprio reitor eleito, quanto outra pessoa); o processo administrativo utilizado pelo MEC como justificativa para a não nomeação ser concluído para que o MEC possa analisar o processo eleitoral do IFSC finalizado em 2019 (que, segundo o próprio Ministério, está parado aguardando por isso).

Como sempre destacamos, acompanhem nossos canais oficiais para ficarem informados. Qualquer nova informação será noticiada por eles.

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Ouvidoria do IFSC: entenda como funciona

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 03 jun 2020 16:56 Data de Atualização: 03 jun 2020 18:33

Se você já fez alguma reclamação em alguma empresa ou órgão público, pode ter recebido a orientação de “Entre em contato com a nossa Ouvidoria”. Nas mídias sociais do IFSC mesmo, dependendo das críticas, sugestões, reclamações e até denúncias, nossa resposta padrão é indicar a Ouvidoria do IFSC

Não fazemos isso porque não queremos conversar com vocês (até porque vocês sabem que adoramos uma interação, não é? <3 )... 

Boneco jogando beijo

Mas sim porque a Ouvidoria é o canal oficial e legitimado para tratar dessas questões, com procedimentos e prazos definidos em documentos oficiais e na legislação

Afinal, o que é a Ouvidoria? Pra que serve? Quando posso recorrer a ela e como funciona o processo depois que uma manifestação é cadastrada?

No post de hoje, vamos explicar tudo isso com base nas informações que a própria Ouvidoria do IFSC nos passou.

O que é uma ouvidoria?

A ouvidoria é um canal para você apresentar sugestões, elogios, solicitações, reclamações e denúncias. No serviço público, a ouvidoria é uma espécie de “ponte” entre você e a Administração Pública (que são os órgãos, entidades e agentes públicos que trabalham nos diversos setores do governo federal, estadual e municipal). A ouvidoria recebe as manifestações dos cidadãos, analisa, orienta, encaminha às áreas responsáveis pelo tratamento ou apuração, responde ao manifestante e conclui a manifestação.

No IFSC, a Ouvidoria foi criada em 2011 pela Portaria 1.782/2011, atendendo aos princípios constitucionais do serviço público definidos no artigo 37 da Constituição Federal: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O IFSC faz parte do Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal, regulamentado pelo decreto nº 9.492/2018. O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) é o responsável pela gestão e manutenção do sistema.

O objetivo da nossa ouvidoria é justamente assegurar a participação da comunidade na instituição, buscando a resolução de problemas e a melhora contínua de serviços e processos e o aprimoramento da gestão institucional.

-> Acesse aqui a página da Ouvidoria do IFSC

Quem cuida da Ouvidoria?

Por uma questão legal - lei nº 13.460/2017 e decreto nº 9.492/2018 -, é necessário ter um gestor - na figura de ouvidor - para viabilizar essa comunicação. No IFSC, o ouvidor também atuar como secretário executivo da Comissão de Ética.

O ouvidor é um(a) servidor(a) escolhido pelo gestor máximo da instituição, no nosso caso, o reitor. Contudo, pelo decreto nº 9.492, a nomeação, a designação, a exoneração ou a dispensa dos titulares das unidades setoriais do Sistema de Ouvidoria do Poder Executivo federal será submetida, pelo dirigente máximo do órgão ou da entidade, à aprovação da Controladoria-Geral da União, conforme redação dada pelo decreto nº 10.228/2020.

Considerando-se as peculiaridades do trabalho dos profissionais das ouvidorias, há algumas competências que devem compor o perfil profissional de quem for atuar como ouvidor ou ouvidora e que podem contribuir para o aperfeiçoamento dos serviços públicos prestados.

Por se tratar de um cargo relativamente recente, em geral, não se exige formação ou habilitação específicas para ser ouvidor. Porém, tanto esse profissional como os demais que atuam nas ouvidorias devem mobilizar habilidades e conhecimentos no decorrer de suas práticas profissionais. Tais habilidades e conhecimentos não são aqui apresentados de forma rígida e acabada, devendo as diversas unidades identificar e organizar sua aplicabilidade, diante do contexto específico das suas atividades.

No Manual de Ouvidoria Pública feito pela CGU são apresentadas as competências desejadas do profissional da Ouvidoria.

Por que entrar em contato com a Ouvidoria?

Como órgão público, temos o compromisso de prestar um bom serviço à comunidade, afinal, é para isso que existimos e só existimos em função de recursos públicos que saem do seu bolso. Por isso, é importante que a gente saiba o que vocês pensam da nossa instituição, seja uma avaliação positiva - em forma de elogio - ou negativa - como uma reclamação.

Se tem algo acontecendo de errado no IFSC, também precisamos saber para resolver e aí vocês podem fazer uma denúncia. E se você precisa de alguma informação nossa, estamos aqui para sermos transparentes.

Por tudo isso, é importante que haja o envio de manifestações à Ouvidoria. É a forma oficial de você nos auxiliarem a aprimorar a gestão de políticas e serviços ou a combater a prática de atos ilícitos.

O que é uma manifestação?

A manifestação é o que você quer dizer para a instituição, ou seja, a forma de você expressar seus anseios, angústias, dúvidas, opiniões e sua satisfação com um atendimento ou serviço recebido. Conforme a Controladoria Geral da União (CGU), as manifestações podem ser dos seguintes tipos:

- SIMPLIFIQUE: Se você acha a prestação de um serviço público muito burocrática, poderá apresentar solicitação de simplificação, por meio de formulário próprio, denominado Simplifique!

- SUGESTÃO: proposição de ideia ou formulação de proposta de aprimoramento de políticas e serviços prestados pela Administração Pública federal;

- ELOGIO: demonstração ou reconhecimento ou satisfação sobre o serviço oferecido ou atendimento recebido;

- SOLICITAÇÃO: requerimento de adoção de providência por parte da Administração;

- RECLAMAÇÃO: demonstração de insatisfação relativa a serviço público; 

- DENÚNCIA: comunicação de prática de ato ilícito cuja solução dependa da atuação de órgão de controle interno ou externo. Situações de assédio moral ou sexual se enquadram nesta manifestação.

- PEDIDO DE ACESSO À INFORMAÇÃO: Se você quer ter acesso à informação pública.

É essa categorização que você encontrará na plataforma do Fala.BR, que é a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da Ouvidoria-Geral da União. Desde o ano passado, as manifestações feitas à Ouvidoria do IFSC são cadastradas neste sistema.

Página da plataforma Fala.BR

O antigo sistema e-Ouv foi integrado à Plataforma Fala.BR, que envolve também o sistema e-SIC e os procedimentos para tratamento dos pedidos de simplificação. Mas, para simplificar para vocês, gravem o nome Fala.BR e, se precisarem, acessem a plataforma.

Posso fazer uma manifestação?

Sim, qualquer pessoa, física ou jurídica, pode fazer uma manifestação para o IFSC ou qualquer outro órgão público. Obviamente, isso inclui alunos e servidores. Todo cidadão tem o direito de denunciar as irregularidades que toma conhecimento. Já o servidor público tem o dever de denunciar essas práticas, visando principalmente a moralidade e a eficiência da Administração Pública.

A manifestação pode ser feita de forma presencial, pela Internet, por carta, ou por telefone, a depender das disponibilidades da ouvidoria e das necessidades do usuário. 

Por causa da pandemia do coronavírus, as atividades presenciais no IFSC estão suspensas e, neste período, o atendimento da Ouvidoria está ocorrendo apenas de forma on-line por meio da plataforma Fala.Br ou pelo e-mail ouvidoria@ifsc.edu.br..

Como fazer uma manifestação?

Desde 2019 o Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal funciona por meio da Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação - Fala.BR. Esta plataforma substituiu o sistema e-OUV, com mudanças que visam o aprimoramento dos meios de acesso às Ouvidorias Federais.

O Fala.BR está disponível na internet no endereço https://falabr.cgu.gov.br e funciona 24 horas. Para fazer qualquer um dos tipos de manifestação mencionados acima, você deve acessar esta página. Após selecionar o tipo de manifestação, você terá o opção de criar um login ou de não se identificar.

As manifestações do tipo Simplifique, Sugestão, Elogio, Solicitação e Pedido de Acesso necessitam da realização de cadastro no sistema. Já as manifestações do tipo Denúncia e Reclamação podem ser realizadas tanto mediante cadastro como de forma anônima, sendo que o manifestante que optar pelo anonimato não obterá um número de protocolo e nem receberá uma resposta da ouvidoria para sua manifestação.

Os registros de manifestação de forma anônima são tratados como comunicação de irregularidade nos termos do Decreto nº 9.492/2018. Já as informações pessoais de quem faz uma manifestação estão garantidas pelas leis nº 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação) e nº13.460/2017 (código de defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos).

Só uma observação: caso você queira solicitar uma informação, sugerimos entrar nesta página antes -> https://www.ifsc.edu.br/servico-de-informacao-sic. Já respondemos algumas Perguntas Frequentes sobre o IFSC que, talvez, contemplem a sua necessidade.

O que acontece com a manifestação? 

Mesmo se a sua manifestação foi feita por telefone, e-mail ou de forma presencial, ela é cadastrada na plataforma Fala.Br

Infográfico da Ouvidoria do IFSC

Quando a manifestação é registrada, a pessoa responsável pela Ouvidoria do IFSC faz uma avaliação do caso para identificar a melhor forma de tratá-lo. A ouvidoria poderá:

- responder sua manifestação;
- solicitar que você a complemente;
- prestar orientações;
- encaminhar para a unidade interna responsável por resolver a questão;
- ou poderá também encaminhar para outro órgão/entidade, dependendo do caso. 

Você sempre será comunicado sobre o andamento adotado se tiver se identificado no cadastro.

O prazo para resposta é de 30 dias, prorrogável por mais 30, mediante justificativa. Se o seu prazo não for cumprido, você pode registrar reclamação na Ouvidoria-Geral da União.

O IFSC pode investigar denúncias?

Recebemos todos os tipos de manifestações, mas sabemos que as denúncias chamam mais a atenção e merecem todo o cuidado e o IFSC tem o dever de investigá-las. 

Todo cidadão tem o direito de denunciar as irregularidades que toma conhecimento. Já o servidor público tem o dever de denunciar essas práticas, visando principalmente a moralidade e a eficiência da Administração Pública.

Inclusive, o artigo 143 da Lei nº 8.112/1990 obriga que a autoridade competente, ao ter ciência de suposta irregularidade, promova a imediata apuração, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. Para haver indícios de materialidade do caso, é importante que quem quiser fazer uma denúncia junte o maior número de provas e indique testemunhas para garantir que a investigação seja levada adiante.

Além de apurar, a gestão da instituição deve emitir resposta quanto às solicitações ou reclamações na esfera de sua competência, principalmente demonstrando a forma como o IFSC age.

Quando é caso de polícia?

Para poderem ser apuradas no âmbito administrativo, as denúncias devem ser registradas na Ouvidoria do IFSC. Em casos de denúncias de assédio ou preconceito, por exemplo, a vítima - ou a testemunha - deve recorrer à Ouvidoria formalizando a denúncia pela plataforma Fala.BR com relatos detalhados que são fundamentais para que o órgão possa saber como conduzir cada denúncia.

Conforme prevê a Lei 8112/90 e o Código de Ética do Servidor Público Federal, o IFSC apura administrativamente todos os atos que envolvam as condutas dos servidores do IFSC. Em casos de violência contra criança e adolescentes, a denúncia poderá também ser feita no conselho tutelar, no Ministério Público Federal e/ou na Delegacia da Infância e da Juventude - se não houver delegacia especializada, pode ser em uma delegacia normal. Cabe ao IFSC apurar administrativamente e, nos casos que envolverem  as esferas cível e criminal, fica a critério do manifestante buscar a apuração.

Nos demais casos que envolvam qualquer espécie de crime, o IFSC recomenda que a vítima, além de cadastrar manifestação na Ouvidoria da instituição, registre, também, uma ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima. Esta ocorrência poderá ser apresentada ao IFSC como um dos elementos de prova para apuração administrativa.

Aí vocês podem estar pensando: mas por que o IFSC não pode agir sem que haja uma denúncia na Ouvidoria quando toma conhecimento, por exemplo, de alguma denúncia nas mídias sociais?

Garota pensando

A questão é que a Ouvidoria não executa um papel de caráter investigativo, ou seja, não registra uma ocorrência por iniciativa própria, com base em notícias e/ou informações compartilhadas na internet. Por isso, voltamos pro começo do nosso post: é preciso formalizar a denúncia para que o processo de investigação possa ser iniciado. 

Para onde vai a denúncia?

Sendo a denúncia considerada apta para apuração, a Ouvidoria avalia qual unidade técnica de apuração é a mais adequada levando em consideração o teor da denúncia. Denúncias com conteúdo mais graves são encaminhadas para a Assessoria de Correição e Transparência do IFSC. Quando as denúncias apresentarem um conteúdo voltado ao descumprimento de valores éticos, elas são direcionadas para a apuração da Comissão de Ética do IFSC.

Mais informações

Poderíamos escrever ainda mais sobre o trabalho da ouvidoria e detalhar melhor a questão do acesso à informação, por exemplo. Vocês querem? Se acharem bacana, enviem e-mail para blog@ifsc.edu.br.

Por ora, vamos encerrar por aqui para não deixar o post ainda mais longo. 

Para quem tiver mais dúvidas sobre o cadastro e o acompanhamento de manifestações pela plataforma Fala.Br, recomendamos acessar este link com Perguntas Frequentes.

Se quiser ver dados ou informações estatísticas sobre a Ouvidoria do IFSC - e de outro órgão -, consulte o Painel Resolveu. As informações que constam no painel são atualizadas diariamente. Para ver os dados do IFSC,  selecione o botão Esfera Federal e, no nome do órgão, busque por IFSC.

Na imagem abaixo, fizemos um filtro considerando o ano de 2019:

Painel com dados da Ouvidoria do IFSC


Contatos da Ouvidoria do IFSC

Como destacamos, em função da pandemia do coronavírus, o atendimento da Ouvidoria está sendo feito apenas de forma on-line pelo e-mail ouvidoria@ifsc.edu.br ou pelo cadastro de manifestação na plataforma Fala.BR.

Quando o IFSC voltar com suas atividades presenciais - que, por enquanto, seguem suspensas até 30 de junho pelo menos -, o telefone da Ouvidoria é (48) 3877-9082 e o endereço é o prédio da Reitoria: Rua 14 de Julho nº 150, Bairro Coqueiros, Florianópolis -SC | CEP 88075-010.

Esperamos que o post tenha sido esclarecedor, mas, se tiver mais dúvidas, mande pra gente ou deixe nos comentários.

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