Desafios do intercâmbio

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 03 abr 2020 10:13 Data de Atualização: 07 abr 2020 14:45

Olá!

O relato da vez é da aluna do curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Joinville, Isabela das Chagas Luiz. Ela foi selecionada para participar de um projeto de pesquisa no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP, pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie.

Mesmo com a pandemia do coonavírus que fez o ISEP também suspender suas aulas presenciais, Isabela optou por ficar em Portugual.

Acompanhem o seu relato:

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Os dias que se sucederam a nossa decisão de ficar - minha e de amigas de quarto, Ana Henning e Isabelli Sasdelli - permitiram com que nós focássemos em nossos projetos do ISEP e como organizaríamos nossa rotina. Estabelecemos horários de estudo, das refeições e idas ao mercado, visando o mínimo de saídas possíveis.

São poucos o momento em que saímos de casa e quando saímos seguimos todas as recomendações: evitamos aglomerados, contato físico e sempre higienizando-se. Confesso que saímos para dar uma volta nas ruas próximas de nossa casa, afinal, manter-se focada e produtiva após longa horas diante do computador se torna difícil. Mesmo que só andando pelas calçadas, foi muito inspirador ver coisas que antes tinham passado despercebidas, como azulejos portugueses de um prédio que serviram para uma boa foto.

Quanto ao projeto que realizo, Smarteness, sigo a trabalhar com as planilhas, atualizando e organizando dados. Meu objetivo é finalizar os dados de sete meses. No momento, tenho concluído três e espero finalizar os meses em breve, pois quero aproveitar o máximo de funções que eu possa colaborar no desenvolvimento do projeto.

Em relação a saudade, o que sinto uma significante falta – além de meus pais, irmãos e família em geral – é das comidas feitas por minha mãe, porque mesmo que eu tente, os sabores não se igualam aos que costumava apreciar em minha morada no Brasil. Sinto falta de temperos da horta de casa, do arroz soltinho que minha mãe faz e do almoço típico de domingo. E agora, me contento com o pastel de nata e, mesmo que poucas vezes, o vinho local - ambos muito deliciosos!

Dia 4 de abril, completa um mês que estou fora do Brasil e, embora não tenha “turistado” tanto quanto queria, pude na medida do possível contemplar o local que será minha casa por mais dois meses. Dentre todos os aspectos que pude admirar, a arquitetura foi inigualável. Logo no começo de março, me recordo do dia que vimos pela primeira vez a Ponte Luís I, o cartão postal da cidade de Porto. Era fim da tarde, sol se pondo no horizonte do Rio Douro e havia um trio de artistas tocando músicas que davam a cereja do bolo àquela tarde. Tenho certeza que o sentimento que tive naquele dia não será esquecido facilmente.

Apesar da língua ainda ser o “Português”, foram várias as palavras e expressões que aprendemos, tais como giro (similar a bonito), chávena (similar a xícara) ou até a ausência dos verbos no gerúndio. Espero que tudo se normalize logo e sigo com minhas esperanças, porque sei que o que eu pude conhecer até então foi apenas uma prévia desta cidade Gira!

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