IFSC em números

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 15 jul 2020 00:44 Data de Atualização: 15 jul 2020 16:57

Desde 2018, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação divulga anualmente números da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica na Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que leva o nome do presidente do Brasil responsável por criar a Rede Federal em 1909. A edição 2020 da PNP já saiu e traz informações sobre institutos federais, Cefets, Escolas Técnicas vinculadas a universidades e o Colégio Pedro II, que compõem a Rede.

Os dados são informados pelas próprias instituições que compõem a Rede e compilados na plataforma, gerando um grande banco de dados sobre a educação profissional no Brasil. A edição de um ano sempre se refere aos dados do ano anterior, finalizando em 31 de dezembro. Qualquer pessoa pode acessar a plataforma e analisar as informações.


E o que os números da plataforma dizem sobre o IFSC? Apresentamos um resumo no post de hoje.
 

Matrículas e vagas

No ano passado, o IFSC teve 44.724 matrículas. Esse número significa que, em 2019, recebemos em nossos cursos (considerando todos os 22 câmpus e nossos cursos a distância)  o equivalente à população de uma cidade como Guaramirim, Imbituba ou Laguna. O IFSC teve um índice de 27,9 estudantes matriculados para cada professor ano passado (a média da Rede foi de 24,2. Em 2018, o IFSC teve 28,7).

O número de matrículas de 2019 representa uma queda em comparação com 2018 (quando o IFSC teve 50.335 matrículas), - o que é explicado pela diminuição na oferta de cursos de qualificação profissional/FIC, que têm menor duração e abrem mais vagas, para priorizar a abertura de novos cursos técnicos e superiores previstos pelo Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV).

O Câmpus Florianópolis foi a unidade de ensino do IFSC com o maior número de matrículas (7.269) e o segundo lugar mostra o crescimento que a educação a distância teve na instituição: foi o Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), com 4.269 matrículas. O Câmpus Criciúma foi a terceira unidade com mais matrículas (2.882).

No total, 24.033 pessoas ingressaram em cursos do IFSC em 2019 (foram 25.489 em 2018) e 10.537 concluíram um deles (10.522 em 2018). E sabem quantas pessoas inscreveram-se nos processos seletivos para cursos do IFSC? 109.372 :0 -  a maior quantidade registrada nos três anos de Plataforma Nilo Peçanha. Isso é mais que a população de Tubarão (105 mil, segundo o IBGE)! Com esses números, a relação de inscritos por vagas abertas (27.949 no total) ficou em 3,91, também o maior número dos três anos de PNP.

Como essas matrículas se dividiram entre os tipos de curso?

Os cursos técnicos tiveram 38,1%, os de qualificação/FIC, 28,8%, os de graduação, 22,8%, e os de pós-graduação, 10,2%. Esses valores referem-se ao total de matrículas.

Existe outro cálculo, o de matrícula equivalente, que considera fatores como carga horária do curso, nível do curso e quantidade de aulas práticas. Nesse índice, o IFSC tem 55,3% de matrículas em cursos técnicos, 9,4% em cursos de formação de professores e 2,6% em cursos Proeja.

Dos 13 eixos tecnológicos entre os quais são divididos os cursos da educação profissional no Brasil, dois se destacam no IFSC e foram responsáveis por mais de metade das matrículas em 2019: Controle e Processos Industriais (25,8% dos matriculados) e Desenvolvimento Educacional e Social (24,4%).

A Plataforma Nilo Peçanha trouxe novos indicadores na edição 2020 na comparação com as edições anteriores. Em um deles, o índice de verticalização, que identifica a oferta de cursos distintos em um mesmo subeixo tecnológico em uma mesma unidade de ensino. O índice do IFSC (25,1%) ficou acima da média da Rede (14,3%). Já em outro índice novo, o de taxa de ocupação, que mede a quantidade de matrículas ativas no ano em relação ao total de vagas oferecidas em um curso de uma unidade de ensino, o índice do IFSC (92,8%) ficou abaixo da média da Rede (94,9%).

Estudantes

Na Plataforma Nilo Peçanha, há dados sobre os estudantes do IFSC. Por meio dela, sabemos que 56,7% dos matriculados no IFSC em 2019 declaravam-se brancos, 30,1% pardos, 11,3% pretos, 1,4% amarelos e 0,6% indígenas. A população de Santa Catarina, de acordo com o IBGE, divide-se em 80,2% de brancos, 16,2% de pardos e 3% de pretos - amarelos e indígenas estão somados no 0,8% restante.

 

O recorte por faixa de renda mostra que 30,4% dos matriculados no IFSC ano passado tinham entre meio e um salário mínimo de renda familiar per capita, ou seja, por pessoa que compõe o grupo familiar. O segundo maior grupo foi o dos que tinham renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo (23,9%). Completam esse recorte com renda familiar per capita entre um e um e meio salário mínimo (19,6%) e os que têm entre um salário mínimo e meio e dois salários mínimos e meio per capita (17,4%).

O cruzamento dos dados entre raça e renda mostra que houve maior proporção de pretos (46,3% deles) e indígenas (46,1%) com renda familiar per capita mensal inferior a meio salário mínimo que de brancos (20,1%), amarelos (28,1%) e pardos (32,8%). Esses números dizem respeito a 20.434 matrículas, já que 24.290 matriculados não declararam raça.

Os homens foram maioria dos matriculados no IFSC em 2019 (53,4%) e a faixa etária que concentrou mais estudantes foi dos 15 aos 19 anos (24,5%), seguida por 20 a 24 anos (20%) e 25 a 29 anos (15,5%). Uma curiosidade é que em todas as faixas etárias a partir dos 35 anos, houve mais mulheres (53,7% no total) que homens matriculados no IFSC. Neste post do Blog falamos sobre a evolução da presença das mulheres na instituição.

Servidores

A Plataforma Nilo Peçanha também traz dados sobre os servidores das instituições. O IFSC possuía ano passado 1.623 professores, dos quais 87,1% eram efetivos e 12,9% temporários. A formação mais frequente dos docentes do IFSC era mestrado (47,7%), seguida por doutorado (37,9%), totalizando 85,6% dos professores com formação em pós-graduação stricto sensu, o maior percentual dos três anos de PNP.
 


Esses números fizeram com que o índice de titulação do corpo docente do IFSC ficasse em 4,3, numa escala que vai até cinco. Para ter uma referência: a média dos índices de titulação do corpo docente de todas as instituições da Rede Federal ficou em 4,2. Em 2017 e 2018, o índice do IFSC havia ficado em 4,1.

Já com relação aos técnicos administrativos, eles eram 1.153 em 2 de janeiro, dos quais metade (50%) ocupa cargos que exigem formação em nível médio e 33,6% em cargos de nível superior. Apesar disso, a graduação é a formação mais comum entre eles (37,5%), seguida pela especialização (31,7%).

Gastos

Os gastos do IFSC em 2019 somaram R$ 614.667.225,82 e 87,4% deles foram com pessoal, gastos que são obrigatórios e que a instituição não pode alterar. Já 11,3% foram com outros custeios e 1,2% com investimentos. Neste outro post aqui, explicamos como funciona o orçamento da instituição.

O gasto corrente por matrícula, que indica o valor que a instituição gastou com cada aluno durante o ano inteiro, foi de R$ 13.861,06 (a média geral da Rede é de R$ 15.741,98). Esse valor é calculado dividindo todos os gastos da instituição (exceto os com inativos/pensionistas, investimentos e inversões financeiras, e precatórios) pelo total de matrículas.

Para ver mais dados sobre o IFSC e sobre as outras instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, acesse a Plataforma Nilo Peçanha.

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