Conhecendo Portugal

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 26 jun 2020 12:32 Data de Atualização: 26 jun 2020 12:41

A aluna Isabelli Sadelli Tavares, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí, já retornou ao Brasil no início deste mês. Ela passou três meses em Porto, participando do projeto Caracterização de erros experimentais no laboratório remoto VISIR do Instituto de Engenharia do Porto, o ISEP, pelo Propicie.

Em abril, já compartilhamos um relato dela por aqui em um momento em que nossos intercambistas que estavam em Portugal precisavam ficar mais em casa por causa da pandemia. Agora compartilhamos um relato dela sobre suas últimas semanas antes de retornar para cá quando as autoridades locais permitiram a abertura de estabelecimentos e as medidas de distanciamento social foram flexibilizadas.

Leia abaixo:

------------------------------------------------------------------------------------------------

 As últimas semanas do mês de maio foram bem proveitosas. Após a abertura de museus, parques, restaurantes, comércio e o aumento da oferta dos transportes públicos, pude, enfim, conhecer um bocadinho de Portugal. Andei de comboio (trem, no Brasil) pela primeira vez! Fiquei admirada com a estrutura ferroviária do país, pois é possível chegar a muitos lugares desta forma, além do transporte ser rápido, prático e pontual. Assim, pude visitar alguns concelhos (cidades, no Brasil) próximos, como Coimbra, Braga, Guimarães e Aveiro, e também outros mais ao sul do país, como Lisboa, Cascais e Sintra.

Em Coimbra, pude conhecer a Universidade de Coimbra, uma das mais antigas universidades da Europa, o que faz a cidade ter todo um ar universitário, com fortes movimentos estudantis, grafites com tons críticos em todo lado e um patrimônio histórico arquitetônico riquíssimo, tornando-a maravilhosa.

Já em Braga o passeio se resumiu em caminhar pelo centro histórico, passando pelas principais igrejas e praças da cidade, indo até o Santuário do Bom Jesus do Monte, um conjunto arquitetônico-paisagístico localizado a uns seis quilômetros do centro da cidade, o que resultou em bastante caminhada morro acima. Porém, a vista é recompensadora e o lugar é maravilhoso, sendo um dos lugares mais lindos que já visitei na vida. Após toda a andança, provamos o famoso Bacalhau à Braga, prato típico feito com bacalhau frito, cebolas e acompanhando batatas, simplesmente maravilhoso.

Guimarães também foi um passeio cheio de histórias: bem no coração da cidade encontra-se uma das torres da antiga muralha da cidade, onde está escrito “Aqui Nasceu Portugal”, pois foi onde nasceu Dom Afonso Henrique, o primeiro rei de Portugal. Também teve no roteiro uma visita ao Castelo de Guimarães e ao Paço dos Duques de Bragança.

Não podia ficar de fora dos roteiros a capital do país, Lisboa. Lá, visitei a famosa Torre de Belém e experimentei os famosos pastéis de Belém (os pastéis de nata produzidos lá) e toda a região de Belém, que é maravilhosa. Também conheci o centro histórico, a Praça do Comércio e, pra finalizar, teve mais bacalhau, desta vez o bacalhau com natas, que me pareceu um escondidinho de batatas com bacalhau – que, por sinal, é maravilhoso também.

Partindo de Lisboa de comboio, conheci Cascais, uma cidadezinha no litoral simplesmente encantadora, caminhando em direção à Boca do Inferno, uma formação rochosa com impacto violento das águas, que tem por trás uma lenda local. A partir de Cascais, rapidamente pode-se chegar em Sintra. A primeira parada foi o Palácio Nacional, visitando os jardins, e depois seguindo para o Castelo dos Mouros, que foi construído pelos Mouros da África do Norte para proteger as terras férteis da região. Situado no topo de um morro, tem uma visão privilegiada de todo o arredor, um lugar simplesmente magnífico.

Para encerrar, dias depois fui a Aveiro, a famosa “Veneza Portuguesa”. Caminhei pelas ruas da cidade e, a todo momento, deparava-me com alguma ponte, ou cais, ou os moliceiros (os barquinhos da cidade), tudo circundado pela Ria de Aveiro. Quanto à culinária, experimentei os ovos moles, doce típico da cidade, que também serve de base para diversos outros doces regionais, como o pão de ló de ovos moles. 

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Aproveitando ao máximo

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 19 jun 2020 13:08 Data de Atualização: 19 jun 2020 13:12

O post de hoje traz um curto relato do aluno Daniel Baraldi, do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê. Ele participou do nosso programa de intercâmbio, o Propicie, e está na Espanha onde integra um projeto de pesquisa na Universidade de Deusto na cidade de Bilbao.

--------------------------------------------------------------

As coisas estão melhorando. A Espanha iniciou o processo de desescalada e a cada semana as coisas voltam um pouquinho ao normal (lógico com todos os cuidados). Diante disso, tenho aproveitado mais para "turistar" pela cidade, fazendo passeios, conhecendo lugares e pessoas. Realmente, estou muito feliz com essa experiência e quero aproveitar o máximo que conseguir. 

Tenho aproveitado o fim das restrições de horários para caminhar e explorar a cidade sozinho também, visitei algumas lojas e alguns monumentos pela cidade. Estou bem e aproveitando, mesmo um pouco apertado com o fim do semestre.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Passeios também fazem parte do intercâmbio

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 05 jun 2020 12:21 Data de Atualização: 05 jun 2020 12:43

O relato de hoje é do aluno do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê que foi selecionado para o Propicie 17.

João Pedro Müller, que foi para Portugal participar do projeto OP – Produção Otimizada no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP. Como seu vôo de volta ao Brasil foi cancelado, ele aguarda as definições da companhia aérea para poder retornar.

Além de seguir com seu projeto de pesquisa de forma remota, ele aproveitou os últimos dias para passear.

Vejam só:

-----------------------------------------------------------------------

Muita coisa mudou em relação às restrições de circulação de pessoas e funcionamento dos estabelecimentos nestas últimas semanas. Grande parte do comércio voltou a abrir (com algumas restrições) e locais públicos, como praias e parques, agora estão mais acessíveis.

Devido à flexibilização, pude aproveitar muito nestas últimas semanas. Junto com amigos, também participantes do Propicie, visitamos parques locais, praias e pontos turísticos das cidades de Porto e Matosinhos.

Tivemos a oportunidade de visitar as cidades de Braga e Guimarães, localizadas perto da região de Porto, o que nos possibilitou conhecer um pouco mais da história portuguesa. Nestas cidades, visitamos diversos locais históricos, como o Santuário de Bom Jesus do Monte, localizado em Braga, e o Paço dos Duques de Bragança, localizado em Guimarães. Também foi possível experimentar a culinária típica local, como o Bacalhau à Braga e o Castelinho de Guimarães.

Em relação ao meu projeto, ainda estou trabalhando remotamente devido ao ISEP continuar parcialmente fechado. Acredito que até meu retorno esta situação não será alterada, por conta disso continuarei meu trabalho a distância.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Conhecendo um pouco a cidade

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 29 mai 2020 09:46 Data de Atualização: 29 mai 2020 09:50

O relato desta semana é do aluno do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê, Jhou Maik Trampusch, que está em Portugal pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie, onde participa de um projeto de pesquisa chamado MARTINE – Gestão e simulação de redes elétricas e edifícios inteligentes – no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o Isep.

-----------------------------------------------------------------------------------

Durante esses dias pude sair mais de casa, pois começaram a abrir alguns locais de visitação devido à melhora na situação do país. Por isso, eu e meu colega, João Pedro Müller, juntamente com Bernardo Pires Mesko, Isabelli Sasdelli Tavares, Isabela das Chagas Luiz e Ana Maria Henning Codeço, visitamos muitos locais históricos e turísticos tais como o Parque dos Picoutos, onde jogamos vôlei, a Torre dos Clérigos, o Jardim do Morro, a Ribeira e a Ponte Dom Luís I. Sempre de máscara, pois, embora não seja obrigado em locais abertos, é mais seguro permanecer com a mesma o tempo todo ao invés de manipular ela muitas vezes. Também efetuamos alguns jantares entre nós, pois isso também é permitido.

Quanto às atividades de estudo, tanto as do IFSC como as do ISEP permanecem a distância e quase que diariamente tenho materiais para estudar. O estudo decorrente da pesquisa desenvolvida aqui segue constante, com conversas e vídeo chamadas com o orientador do projeto. Atualmente, estou pesquisando as influências dos fluxos de ar decorrentes de ar condicionado na temperatura interna da casa.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Mudanças no projeto de pesquisa

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 22 mai 2020 10:05 Data de Atualização: 22 mai 2020 10:23

O relato desta semana é da estudante Nicolle Ferreira do curso superior de tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação do Câmpus Florianópolis. A aluna está na Espanha onde participe de um projeto de pesquisa na Universidade de Deusto pelo Propicie, nosso programa de intercâmbio.

Diante das orientações de distanciamento social na Espanha, só nos últimos dias é que Nicolle pode sair de casa e conhecer um pouco da cidade de Bilbau. No seu relato, ela fala sobre a experiência e sobre a mudança no projeto em função da pandemia.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Essa semana foram liberados passeios em até duas pessoas que morem na mesma casa e práticas desportivas individuais. São horários limitados para cada faixa etária, mas foi bom enfim poder conhecer um pouco da cidade, já que até então só conhecia o caminho do aeroporto até meu apartamento.

Como vim com meu namorado pra cá, que também está no mesmo programa de intercâmbio, aproveitamos pra finalmente podermos sair de casa juntos, Caminhamos pelo "calçadão" ao lado do rio, fomos conhecer a fachada da Universidade (que ainda não abriu e não sei se abrirá até retornarmos) e conhecemos alguns parques. Já tínhamos ouvido por uma amiga de que a cidade era conhecida pela sua arquitetura, tanto pelo estilo gótico, como também pelos projetos mais contemporâneos, mas nos surpreendemos pelo quanto isso é presente em cada cantinho. Desde fachadas de prédios até objetos ou ambientes mais comuns como parquinhos ou corrimões de escadarias, tudo tem elementos metálicos e de vidro com muitas curvas, bem diferente do que costumamos ver em Florianópolis, por exemplo. No passeio também nos deparamos com uma construção do século XV que, pesquisando depois, descobrimos ser uma igreja inaugurada em 1510. Mesmo já sabendo que a cidade é do ano de 1300, é impressionante se deparar com uma construção tão antiga ainda de pé.

Nas primeiras reuniões com a orientadora do projeto que escolhi, que também orienta outros três alunos do Propicie, ela nos informou que, diante da situação atual, seria mais produtivo e interessante se, ao invés de ingressarmos em projetos já em andamento, nós fizéssemos algo relacionado à COVID-19. Sendo assim, nos dividiu em duas linhas de pesquisa: a primeira voltada para a criação de um app e a outra relacionada a Data Science. Decidi por Data Science por já ter tido um contato prévio, ainda que básico, com o tema.\

Dadas as limitações por estarmos a distância, falta de laboratório ou biblioteca disponíveis e por ser um trabalho individual, simplificamos o que será feito e ela nos apresentou uma ferramenta que nunca havia ouvido falar, WEKA, que foi a solução que precisava. Com essa ferramenta, ao invés de ter que aprender uma linguagem de programação (python) do zero em três meses, realizar o projeto (pesquisa, limpeza de dados, seleção de algoritmo, escrever o código, análise de resultados, conclusão, etc) e escrever um artigo de 80 páginas, a ferramenta já realiza as análises e apresenta os resultados de algoritimos com apenas algumas configurações. O programa não é fácil de entender, a documentação é somente em inglês (em português tudo era superficial demais), não é intuitivo, mas, após algumas semanas e muitas pesquisas no Google, finalmente está sendo uma salvação rs. 

O bom de enfrentar tantas dificuldades é que, mesmo demorando 10 vezes mais tempo, por conta própria acabo aprendendo muito mais, já que tenho que ir atrás de cada informação sozinha e ficar na tentativa e erro até algo funcionar (sempre acreditei que aprendemos mais errando). 

Outro ponto é: o assunto é muito recente, então por mais que o mundo esteja voltado à pesquisa sobre a doença, os datasets (principal insumo de uma análise de dados) ainda estão desorganizados e em sua maioria incompletos (pelo menos os que estão públicos). Aí veio outro aprendizado: no início havia escolhido um tema, estudado sobre o assunto para a elaboração do artigo e  parecia estar tudo fluindo muito bem, porém não foi possível continuar por falta de dados confiáveis. Depois de muito pesquisar, encontrei um dataset brasileiro muito bom e escolhi meu tema com base nas informações que encontrei ali, ao invés do contrário. Para uma próxima vez já sei que, antes de escolher e pesquisar sobre um tema, preciso saber se tenho dados suficientes para levar a pesquisa adiante (ou criar meus próprios datasets com pesquisa própria, se for possível e necessário). 

As reuniões com a orientadora são agora a cada duas semanas (acho absurdamente pouco, porém foi ela que diminuiu a frequência por ter muitas reuniões semanalmente), a próxima sendo na semana que vem. Minha tarefa dessa fase é procurar e ler artigos que usaram o WEKA como ferramenta para me basear na escolha dos algoritmos da minha pesquisa e entender melhor como os resultados são apresentados nesse tipo de pesquisa. 

Após questionarmos algumas vezes sobre o artigo (sim, é o que nos preocupa, são 80 páginas em inglês), nossa orientadora informou que começa a instruir sobre a escrita no último mês do projeto. Achamos pouco tempo, mas vamos seguir as recomendações.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Novas culturas sem sair de casa

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 15 mai 2020 11:23 Data de Atualização: 15 mai 2020 11:30

O relato de hoje é da aluna Isabela das Chagas Luis do curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Joinville. Ela está em Porto onde participa do projeto de pesquisa SMARTENESS pelo Propicie no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) em Portugal. 

Morando em uma casa compartilhada, Isabela nos conta o que tem aprendido nos últimos meses em relação a novas culturas.

Acompanhe seu relato:

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Uma das preocupações que tive quando estava organizando minha vinda para Porto foi onde moraria pelos três meses. Logo contatei minhas atuais colegas de quarto, Isabelli Sasdelli, do Câmpus Itajaí, e Ana Henning, do mesmo câmpus que eu, Câmpus Joinville. Decidimos que ficaríamos num quarto em uma casa compartilhada na região de São Mamede de Infesta, perto de Porto. No começo eu estava preocupada como seria dividir quarto e a casa, mesmo que eu já fosse acostumada a dividir com meu irmão mais novo, Carlos, mas hoje penso que a escolha de uma moradia compartilhada foi uma ótima decisão, não apenas financeiramente mas porque nos ofereceu uma integração com novas culturas. 

Atualmente na nossa casa estamos em sete pessoas: um casal de Moçambique; um português; e quatro brasileiros - nós três que dividimos quarto e outro natural do Rio Grande do Sul. Já tivemos contato com muitas coisas novas, como comidas,vocabulários, costumes e culturas novas. 

Quanto à comida, aprendemos sobre diversas comidas comuns em Moçambique, como a fruta do guaraná em que eles faziam uma papinha com ela e a feijoada moçambicana, que vai alguns ingredientes diferentes da feijoada brasileira como a cenoura e frango. Com o português também conhecemos bebidas feitas a base de vinho, como a Sangria, que vai além do vinho, suco e pedaços de fruta e açúcar. Mas, além de aprender, também ensinamos muitas coisas a eles. Mostramos o famoso Pavê, o nhoque (que deu muito trabalho para ser feito), macarrão ao alho e óleo e lasanha de frango e já estamos pensando em fazer um dia salpicão e coxinha de frango. 

Os vocabulários que ouvimos também nos chamaram atenção. O Português citou "Parvo" e "Totó", que é similar a pateta; "Rissóis" que nós brasileiros conhecemos como Risoles; "Sumo de fruta", que seria igual a suco de fruta; e "Encarnado", que seria “vermelho”. Além disso, eu pude perceber como os portugueses usam muitos vocabulários em inglês no dia a dia, como t-shirt, take away, pasta, chips e blueberry. 

Outro dia, nós decidimos ver o filme Madagascar em Português de Portugal.  As diferenças começaram pelo nome do filme, que é Madagáscar. e continuaram com diversos momentos em que havia palavras que nós não conhecíamos e momentos em que os personagens falavam rápido e não conseguimos entender praticamente nada. Foi uma experiência divertida. 

Nas culturas, percebi que o casal de Moçambique conhecia muito dos costumes brasileiros. Eless ouviam diversos artistas, conheciam comidas típicas, programas de televisão e até sabiam da situação do cenário político brasileiro. Entretanto, eu em comparação a eles não conhecia nada sobre Moçambique. Foi aí que conversamos e eu soube de cantores que faziam sucesso lá, de comidas comuns e sobre a política do país deles. E assim toda vez tentamos mostrar coisas nossas e eles contam sobre coisas comuns deles. Outro dia mostramos sobre as festas de Santa Catarina, como a Oktoberfest, Festa do Pinhão, Festa do Marreco, Festa Marejada entre outras festas, resultados da nossa colonização… Foi interessante, pois eles não tinham conhecimento de como nós ainda mantemos culturas de outros colonizadores além dos portugueses.

Tem sido muito gratificante poder trocar experiências e conhecimentos das coisas que para nós seriam tão comum, mas para outras pessoas é algo distante. São novas coisas que aprendemos em uma casa compartilhada com outras pessoas de lugares diferentes. Imagine o quanto aprenderíamos a mais se pudéssemos sair e visitar outros lugares em Porto e ainda mais se pudéssemos ir em outro país. Só sei que voltarei pro Brasil feliz por saber além daqueles que nos colonizaram, mas daqueles que sabiam muito de nossa cultura e eu pouco sabia da deles.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Aprendendo dentro de casa

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 08 mai 2020 09:34 Data de Atualização: 08 mai 2020 09:50

Nossos intercambistas do Propicie, nosso programa de intercâmbio, já estão se preparando para voltar. O aluno Daniel Baraldi, do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Xanxerê, nos escreveu contanto como estão sendo estes últimos dias na Espanha, onde ele participa de um projeto de pesquisa na Universidade de Deusto.

Leia o relato:

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Pois bem, faz mais de um mês e meio que estou na Espanha (essa, por sua vez, o país com as normas restritivas mais rigorosas do mundo) e nesse tempo tenho aproveitado pouco, no quesito pontos turísticos e eventos sociais, devido a toda paralisação. Porém, estar em casa me possibilitou interagir ainda mais com a pessoa que vivo, nesse tempo tenho procurado saber um pouco mais sobre ela, sobre a cultura e aprender cada vez mais desse língua irmã (Espanhol) tão diferente, mas que nos rodeia culturalmente e geograficamente. Também tenho aprendido sobre a culinária do País Basco, que segundo Pilar (pessoa com quem compartilho apartamento), é a melhor culinária da Espanha, com os pratos mais saborosos e bem preparados, e com tudo que aprendi e experimentei, não deixa a desejar.

A Espanha, assim como o Brasil, possui muitas divisões territoriais tanto socialmente quanto culturalmente, e nesse tempo em que estou aqui é fácil perceber a paixão dos cidadãos pela sua cultura da região, onde em feriados regionais as pessoas estendem bandeiras, dançam e tocam canções típicas e na língua do País Basco.

Sobre o meu projeto, é difícil acrescentar muita coisa, pois tenho pouco contato com meus orientadores, mas continuo tomando frente e pesquisando um pouco mais a cada dia. Sobre como consegui alugar esse apartamento, eu consegui através de um site chamado Kuvu, é uma plataforma em Bilbao que ajuda pessoas, com mais idade, que se dispõem a dividir seu apartamento com estudantes por um curto período de tempo (normalmente até 6 meses). Nele você cria o seu perfil social, descrevendo como você é e como costuma viver e eles procuram por pessoas similares que tem um lugar para alugar e que você possivelmente se daria bem.

Devido a toda a paralisação, minha rotina se baseia em ficar em casa, cozinhar, estudar, assistir séries e filmes e tentar praticar exercícios físicos (mesmo que só dentro do quarto).
 

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Gerenciamento de tempo e aprendizados

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 30 abr 2020 12:12 Data de Atualização: 30 abr 2020 12:19

O relato de hoje é do aluno Bernardo Pires Mesko, do curso técnico em Informática do Câmpus Gaspar. Ele está em Porto onde participa do projeto Intelligence of Home no Instituto Superior de Engenharia do Porto pelo nosso programa de intercâmbio, o Propicie.

Leia como está sendo sua experiência:

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As atividades do intercâmbio estão indo muito bem. Estou aproveitando muito a rotina que eu elaborei, e até aprimorei ela em alguns aspectos (por exemplo, resolvi dar uma chance ao método Pomodoro de separar tempos de estudo e vi que acabou gerando resultados muito melhores, então estou usando ele).

Agora eu trabalho durante a manhã e o começo da tarde (das 9 às 16h com uma pausa pro almoço e algumas pausas menores por causa do Pomodoro) nos mesmos horários em que eu estaria trabalhando se as atividades do ISEP fossem presenciais. Então certamente parece que estou dedicando tempo suficiente ao trabalho e ainda sobram 7 horas do meu dia para fazer outras coisas que eu gosto (elaborei um planejamento para ter um jogo feito até o final do intercâmbio e eu me divirto muito estudando tudo que eu preciso fazer pra melhorar ele no meu tempo livre). Me sinto como se tivesse criado um ciclo em que eu me organizo para me sentir bem por ter as coisas organizadas e essa sensação me motiva a continuar firme na organização.

Eu também não me sinto sozinho com uma frequência tão grande quanto antes. Minha vizinhança é composta de cinco alunos do IFSC, além de mim, e todos nós nos damos muito bem. Além disso, eu finalmente me acostumei a manter minhas amizades do cotidiano à distância, então eu sempre tenho alguém para conversar quando eu quero. De certo modo, o fato de todos os meus amigos estarem em suas próprias casas me faz sentir como se eu não estivesse tão distante assim deles e eu acho a conveniência disso bastante engraçada.

O andamento do projeto está bastante satisfatório. Após pesquisar as frameworks em python para usar na casa, os orientadores me deram liberdade para estudar sobre qualquer assunto de inteligência artificial que eu quisesse, então passei uma semana inteira só estudando isso e aprendi coisas como machine learning, visualização de dados, deep learning, entre outros assuntos que eu acho muito interessantes e fico muito feliz por ter a oportunidade de estudar. Minha única preocupação é que não sei bem como vou poder usar esses conhecimentos para contribuir no projeto; Tenho algumas ideias que parecem promissoras, mas vou ter que desenvolver elas mais para se tornarem algo que eu sinto que pode contribuir bastante.

Também vi com os outros alunos do IFSC a possibilidade de contribuir nos projetos deles com inteligência artificial, pois é uma ferramenta que me pareceu ser extremamente útil e que salvaria meus colegas de bastante dor de cabeça nos projetos deles, além de eu poder ter contribuições em vários artigos, o que eu considero um bônus muito bom, mesmo se eu acabasse ficando com mais trabalho pra fazer.

Algo que me preocupou um pouco foi o cancelamento dos voos para o Brasil. Tive meu voo do dia 29 de maio com conexões em Amsterdã cancelado. Por sorte, não foi muito complicado remarcá-lo para o mesmo dia, passando pela França ao invés da Holanda. Alguns dias depois do reagendamento, este também foi cancelado, aparentemente pelo tráfego aéreo saindo de Porto estar cancelado até junho. Sendo assim, remarquei o vôo mais uma vez, agora para o dia 2 de junho. Estou confiante de que não haverá mais complicações, e até fico um pouco feliz por ficar trabalhando um pouquinho mais por aqui, apesar que também signifique passar um pouquinho mais de tempo longe da minha família, pois nunca deixei de sentir saudades deles.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Ex-reitora faz balanço dos últimos oito anos de gestão

BLOG DA REITORA Data de Publicação: 29 abr 2020 12:36 Data de Atualização: 30 abr 2020 09:40

Depois de dois mandatos, a professora Maria Clara Kaschny Schneider encerrou seu período como reitora do IFSC no dia 18 de abril. Como forma de prestação de contas à sociedade, a ex-dirigente máxima da instituição escreveu um último relato destacando os principais acontecimentos dos oito anos em que esteve no comando do Instituto. 

Leia abaixo:

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Olá!

Esta é uma publicação especial, que faço já como ex-reitora do IFSC e que apresenta à comunidade uma retrospectiva dos oito anos nos quais atuei como reitora, cargo que ocupei com muito orgulho. É uma mensagem de despedida, de agradecimento e de prestação de contas para toda a comunidade acadêmica.

Não tenho como resumir tanto tempo de trabalho, desafios e conquistas de uma forma tão concisa. Peço licença para relembrar e destacar algumas das mudanças que tivemos no IFSC durante este tempo, não com o intuito de ressaltar a nossa Gestão, mas sim para mostrar como nós, enquanto instituto, avançamos, nos transformamos e ajudamos a mudar a vida de tantas pessoas, como vocês leram muito por aqui.

Até porque o IFSC não é apenas o resultado das ações dos gestores, mas de todo seu corpo de servidores docentes e técnico-administrativos que, com seu conhecimento, suas competências e árduo trabalho, mantêm nosso instituto em atividade. Somos também fruto de quem nos escolheu para estudar e de quem encontrou aqui uma oportunidade talvez nunca sequer imaginada. É para vocês, principalmente, que nós existimos!

Para organizar este relato, que vai ser longo, achei melhor dividir por alguns temas.

Como éramos e como somos

Quando assumimos a gestão do IFSC, em dezembro de 2011, tínhamos um quadro de 1,5 mil servidores e 14 mil matrículas. Atualmente, estamos com 2,5 mil servidores e passamos das 44 mil matrículas. Éramos em 13 câmpus, mais seis câmpus avançados, totalizando 19 câmpus. Hoje temos 21 câmpus implantados, além do Câmpus Avançado São Lourenço do Oeste, e de outras duas unidades com funcionamento autônomo: o Centro de Referência em Formação e Educação a Distância, o Cerfead, e o polo de inovação da Embrapii, que fica no Câmpus Florianópolis.

Esse incremento reflete diretamente na nossa capacidade de oferta de ensino, sempre articulado à pesquisa e à extensão: passamos de 3,42 mil alunos concluintes em 2011 para 10,23 mil em 2019. Tivemos, em 2019, um total de 513 cursos ofertados, entre formação inicial e continuada, técnicos (integrados, concomitantes e subsequentes), bacharelados, superiores de tecnologia, licenciaturas, mestrados profissionais e especializações - 351 deles criados ao longo destes 8 anos. Esses números são resultado do nosso crescimento em servidores e da expansão de nossa infraestrutura.

Expansão e Infraestrutura

As nossas estratégias de gestão sempre consideraram a máxima de que a expansão responsável gera mais oportunidades, por isso empreendemos pela continuação do projeto de expansão dos institutos federais do qual o IFSC fez parte. Os 19 câmpus que tínhamos no início da primeira gestão ainda precisavam de ampliações, melhorias e complementações; além disso, inauguramos também os câmpus Tubarão e São Carlos, em 2013, e São Lourenço do Oeste – este, ainda funcionando como Câmpus Avançado – em 2015.

Em Florianópolis, realizamos a partir de 2013 uma importante ampliação da estrutura física do Câmpus Florianópolis-Continente, que resultou em maior número de salas de aula, laboratórios, espaço de convivência, cantina, setores administrativos, biblioteca e auditório. As melhorias foram complementadas este ano, com a obra de infraestrutura do acesso ao câmpus e à Reitoria, estacionamento, ajardinamento, cercamento do terreno e benfeitorias na parte externa, que garantem mais segurança para a comunidade acadêmica, terceirizados e comunidade externa, que circula bastante nas redondezas do câmpus em função da proximidade com o Parque de Coqueiros, uma área pública municipal.

Também tivemos inaugurações importantes, como a do prédio do Câmpus Itajaí, cuja obra teve muito atraso em função de uma longa briga judicial com as empresas contratadas; do Câmpus Garopaba, que foi para a sede própria depois de bastante tempo em espaço provisório; blocos novos nos câmpus Urupema, Caçador, Xanxerê, Tubarão, Criciúma, Jaraguá do Sul-Rau. Quadras poliesportivas como as de Araranguá, Criciúma, Gaspar e Caçador; ginásios como os de Jaraguá do Sul-Centro, Joinville e Itajaí. Também estiveram no foco dos nossos esforços para melhorar a infraestrutura dos câmpus a aquisição de milhares de equipamentos para laboratórios e salas de aulas, 

A criação do Cerfead como estrutura de institucionalização da educação a distância e da formação continuada de trabalhadores da educação, em 2014, impulsionou a oferta de cursos nessa modalidade, que já era praticada desde 2008 por meio de programas de fomento, mas sem o lastro institucional. Inicialmente o Cerfead capacitou servidores para a implantação do Sistema Integrado de Gestão (SIG) e passou a atuar também com ofertas de licenciaturas, especializações, mestrado e outros níveis de ensino. O Cerfead funciona hoje num prédio alugado na capital e temos um terreno na BR-101, com projeto aprovado, com pedido de recurso ao MEC para viabilizar essa obra.

Outra estrutura importante foi a implantação do Polo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Participamos de um edital em 2017 e fomos selecionados, uma grande conquista na área da pesquisa e inovação. Instalado no Câmpus Florianópolis, o polo desenvolve projetos na área de sistemas inteligentes de energia. Hoje, nove Institutos Federais possuem polo de Inovação Embrapii.

Orçamento                

Tivemos a oportunidade de dar início à nossa primeira gestão com excelente execução orçamentária e uma perspectiva bastante boa, gerindo os recursos de maneira racional, estabelecendo prioridades e atuando em rede. Conseguimos, durante os primeiros anos, além de um ótimo orçamento, muitos recursos extras para obras e equipamentos, e com trabalho árduo executamos as ampliações e melhorias nos câmpus e na Reitoria. A conjuntura foi favorável até 2014 e em 2015 sentimos um corte nos recursos de investimento e de custeio. Nesse momento os recursos da assistência estudantil ainda vieram regularmente, mas em 2016 o baque foi maior. O contingenciamento no programa nacional dessa área, o Pnaes, chegou a 23%, e isso nos impactou de modo bem drástico.

Por um período tivemos que reduzir as bolsas do nosso Programa de Assistência a Estudantes em Vulnerabilidade Social, o Paevs, rever novas concessões e conseguimos lançar novos editais a partir da liberação dos recursos no segundo semestre.

Em 2017 houve mais cortes e em 2018 a situação ficou crítica: tivemos R$ 4 milhões liberados em recursos para investimentos, enquanto que em 2014 esse valor havia sido dez vezes maior! Na Rede Federal, os institutos receberam um montante de recursos equivalente ao do ano de 2012, porém com o dobro de alunos matriculados. No IFSC, fizemos o Plano Anual de Trabalho 2019 de modo coletivo, estabelecendo as prioridades, mas não tivemos todas as nossas necessidades contempladas no orçamento 2019 – que ainda seria, sem dúvida, o ano mais desafiador.

Iniciamos o ano de 2019, como sempre, com o orçamento sendo liberado mensalmente. Mas, no final de abril, tivemos a surpresa do bloqueio de parte do nosso orçamento pelo MEC, o que trouxe uma série de dificuldades e gerou grande repercussão - pois atingiu, além dos Institutos, também as universidades federais. A reação foi imediata e, nos primeiros dias de maio, houve uma série de mobilizações em todo o país. Aqui no IFSC, alunos e servidores organizaram abraços simbólicos em defesa da instituição. Ao lado dos dirigentes do IFC, da UFSC e da UFFS, participei de audiência pública convocada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que ampliou a discussão sobre a situação das instituições de ensino federais e o impacto dos cortes.

Passamos de maio a outubro gerenciando todos os gastos do IFSC com muito cuidado e preocupação, priorizando sempre as atividades de sala de aula e que envolvessem os estudantes. Apenas em outubro veio a confirmação de 100% do desbloqueio dos recursos de custeio, o que nos garantiu concluir as atividades do ano. Em outubro ainda, tivemos a liberação dos Termos de Execução Descentralizada (TED) pelo MEC para conclusão das obras em nossos câmpus Criciúma e Jaraguá do Sul-Rau, que estavam paralisadas. Em novembro, recebemos um TED no valor total de R$ 770 mil para compra de equipamentos para sete câmpus e para a Reitoria. Também tivemos a liberação de todo recurso de investimento do orçamento do IFSC, assim como a aprovação e liberação de mais um TED para construção de um novo bloco em Canoinhas, no valor de R$ 1,91 milhões. Assim, apesar de ter sido um ano difícil, conseguimos finalizá-lo com grandes avanços para o IFSC.

Começamos 2020 com um orçamento ainda menor do que o de 2019 e com um sentimento de apreensão, já que apenas 57% dele está efetivamente aprovado. A expectativa é de que o Congresso Nacional aprove o restante até junho.

Gestão e Planejamento

Gerir uma instituição gigante e complexa como o IFSC demanda muita precisão no planejamento e desde o início nossa escolha foi por descentralizar os processos de decisão, abrindo-os o máximo à participação. Nesse aspecto eu destaco dois processos exemplares, que são a elaboração dos nossos Planos de Desenvolvimento Institucional e a implantação dos Planos Anuais de Trabalho como forma de integração do planejamento de ações à programação orçamentária.

Desde 2012 foram dois processos participativos de elaboração de PDIs, um que esteve vigente de 2015 a 2019, e o outro é o documento que acaba de entrar em vigor para o quinquênio 2020-2024. O PDI 2015-2019 trouxe como avanços a elaboração de um novo Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o primeiro Planejamento Estratégico de caráter institucional do IFSC. É o Planejamento Estratégico que orienta os Planos Anuais de Trabalho, os PATs, que são anuais e correspondem aos instrumentos que operacionalizam os objetivos traçados no documento mais amplo do planejamento. O PAT anual também é importante pois é ele que embasa a proposta orçamentária do IFSC para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Já o PDI 2020-2024 parte de uma profunda análise do que temos feito enquanto IFSC e do quanto precisamos e podemos avançar para perseguir nossa missão. Esse olhar para o futuro resultou em avanços em relação ao documento anterior, como a apresentação de um PPI mais coeso, um Planejamento Estratégico mais focado, consistente e embasado em análise ambiental interna e externa e um Plano de Oferta de Cursos e Vagas com otimização do quadro docente e critérios de priorização de novas vagas.

Tivemos também a revisão de documentos importantes para o funcionamento da instituição, como o Regulamento Didático-Pedagógico (RDP) e a Resolução 23, que regulamenta as atividades docentes; a elaboração da Cadeia de Valor e a definição da Arquitetura de Processos institucionais; a revisão dos regimentos internos dos câmpus; a elaboração da Política de Comunicação, a primeira da Rede Federal e que é referência até hoje para diversas instituições; o Documento Orientador da Educação de Jovens e Adultos (EJA); o Plano de Permanência e Êxito, entre outros marcos regulatórios.

A revisão de documentos e procedimentos sempre tem efeitos práticos que visam ao aprimoramento dos nossos processos. O nosso ingresso foi um dos processos institucionais que teve várias alterações nesse sentido, pois uma das preocupações da gestão sempre foi tornar o IFSC mais acessível a quem mais precisa dos nossos cursos. Em função disso fomos gradualmente implantando mudanças na nossa política de ingresso de forma a inverter a lógica da meritocracia e pensando pela ótica da oportunidade: temos que atingir as pessoas que possam ter suas vidas transformadas para que tenham condições de chegar ao mérito. Uma das mudanças foi a manutenção do Exame de Classificação apenas para os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio - e a adoção de sorteio público ou manifestação de interesse para os técnicos concomitantes e subsequentes, assim como para a formação inicial continuada. Também não temos mais vestibular desde 2018, com 100% das nossas vagas dos cursos superiores ocupadas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para candidatos com nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Modernizar e desburocratizar a lógica administrativa da gestão também foram desafios que enfrentamos com a implementação do Sistema Integrado de Gestão (SIG) a partir de 2013. Foi um processo muito complexo, realizado em etapas, que exigiu muito empenho da nossa TI, colaboração e treinamento dos nossos servidores, revisão de processos, adaptação e aprendizado. O SIG integra diversos sistemas em uma plataforma única, o que facilita o acesso à informação, agiliza os processos e gera economicidade e transparência. Os processos envolvem todas as áreas, desde o administrativo, passando pelo Ensino, Pesquisa, Extensão e vida estudantil.

A implantação do Módulo Acadêmico do Sigaa envolveu diversos segmentos, sendo desafiadora e ao mesmo tempo inovadora, pois ampliou possibilidades e automatizou uma série de processos que até então eram realizados em paralelo ao sistema acadêmico utilizado. Atualmente a comunidade acadêmica tem acesso a diversos serviços e informações relacionados à vida acadêmica dos estudantes, o que representa um ganho qualitativo para análises gerenciais e, acima de tudo, permite ao IFSC atuar de forma transparente, prestando contas de suas ações à sociedade de forma ágil e clara.

Outro processo complexo foi a reestruturação do nosso Portal, que foi totalmente remodelado a partir de um trabalho bastante intenso desenvolvido pela nossa equipe da Diretoria de Comunicação. O novo Portal tem foco nos nossos alunos e potenciais alunos e prioriza, além das informações institucionais, notícias sobre os processos de ingresso e, em situações como a que estamos vivendo neste momento de pandemia, informações importantes de orientação para nossos alunos e comunidade acadêmica sobre o andamento da instituição. Constitui-se também num importante canal de comunicação para os públicos externos, onde se divulgam informações institucionais de interesse público, divulgação científica e serviços. Dois anos após a implantação do Portal principal, estamos no processo de mudança dos sites dos câmpus para a mesma plataforma. A acessibilidade é uma preocupação nossa e o novo Portal tem visual mais leve e responsivo, ou seja, é facilmente acessado pelo celular, que é o dispositivo que a maioria das pessoas utiliza para navegar na internet.

Ainda na área da comunicação, considero um marco importante a estruturação da nossa IFSCTV, que nos possibilitou ampliar as linguagens de divulgação institucional, tanto com conteúdo jornalístico quanto com vídeos institucionais. Além disso, com o corpo técnico da TV e equipamentos passamos a ter condições de realizar transmissões ao vivo das sessões públicas do Conselho Superior e do Colégio de Dirigentes, um passo importante para a transparência dos nossos processos - disponibilizando também as gravações das reuniões no nosso canal do YouTube.

Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extensão                   

“Indissociabilidade” é uma palavra que nós repetimos muito ao longo desses anos quando nos referimos à forma como ensino, pesquisa e extensão devem atuar, de forma indissociável, inseparável, complementar. Nisso está implícita uma compreensão de educação para além do mero compartilhamento de saberes e competências. Transformar a compreensão teórica em prática envolve muita conversa, muito planejamento e muito trabalho integrado, em especial entre nossas três pró-reitorias.

Falando especificamente da pesquisa, a nossa Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, a Proppi, direcionou suas ações para cumprir os objetivos e finalidades previstos na lei de criação da EPT, voltados de forma especial para a pesquisa aplicada e a inovação tecnológica. Já a Pró-Reitoria de Extensão e Relações Externas, a Proex, atuou com foco na curricularização da extensão nos nossos cursos superiores, que é uma estratégia potente prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Também participamos da redação das diretrizes nacionais da extensão num debate nacional articulado pelos Fóruns de Pró-reitores que culminou na publicação da Resolução 7/2018 do Conselho Nacional da Educação (CNE).

A indissociabilidade é um princípio, como disse, mas no IFSC abrimos caminhos para a prática, tornando assim o fazer educacional mais significativo para o aluno e transformador para a sociedade do entorno dos nossos câmpus.

Isso pode ser comprovado ao olharmos nossos indicadores de extensão. Passamos de um recurso de R$ 788,6 mil executados em atividades de extensão no primeiro ano da nossa gestão (2012/13) para R$ 1,6 milhões no exercício 2018/2019. Para 2019/2020, que ainda está em execução, temos R$ 1,2 milhões. Além de mais recursos, conseguimos envolver mais servidores e alunos. Se em 2013 tínhamos 321 discentes envolvidos, as atividades em andamento contam com 3.248 alunos. Chegamos a impactar quase 400 mil pessoas no ano passado com nossas atividades de extensão. 

Esses números deixam claro que estamos no caminho certo da indissociabilidade, quanto mais a concepção extensionista imbrica nos currículos, mais nos aproximamos dos setores da sociedade e mais corpo toma o movimento de educação. Essa foi uma das máximas da minha gestão: gerar oportunidades para além da sala de aula mantendo o estudante engajado. Um aluno que faz extensão, que se envolve como bolsista em uma pesquisa, não desiste e fica mais possível seu êxito.

Assistência e alimentação estudantil 

O modelo da Assistência Estudantil do IFSC se tornou referência para a Rede Federal. A política foi significativamente aprimorada a partir da reestruturação do Comitê Gestor de Assistência Estudantil - com base na resolução do nosso Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Cepe, de nº 001/2010, sendo presidido pelo reitor e garantida a participação de outros segmentos como alunos, coordenadorias pedagógicas, chefes dos departamentos de Administração e de Ensino, Pesquisa e Extensão; dirigentes de câmpus e pró-reitores. 

O Paevs teve importantes avanços a partir da implantação do sistema Paevs em 2017, que facilitou a gestão, o controle e a otimização da aplicação dos recursos. A publicação da resolução do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) foi desmembrada do Paevs e sua utilização foi estendida a outros editais institucionais do ensino, pesquisa, extensão e intercâmbio, de modo a oportunizar que os alunos em vulnerabilidade tenham acesso a outras ações do IFSC.  A descentralização da análise de renda dos alunos por meio da implementação de comissões em todos os câmpus foi um importante avanço no sentido de dar celeridade e direcionar melhor o trabalho dos profissionais do serviço social.  

A atualização da regulamentação do Paevs em 2017 permitiu aprimorar o funcionamento de todo o programa e diversificar os auxílios para melhor atender os nossos estudantes. Atualmente o IFSC conta com auxílio-permanência, auxílio-cotista baixa renda, auxílio a públicos estratégicos vulneráveis, auxílio-emergencial e o auxílio-Proeja. Nesse sentido, a criação do edital de auxílio-moradia e de participação discente em eventos também contribuiu para atender importantes demandas dos alunos, colaborando diretamente para a permanência e êxito enquanto foco da política de assistência estudantil.

Traduzindo em números, em 2016 o Paevs atendeu 3.946 alunos e, em 2019, esse quantitativo foi de 5.884 alunos, o que representa um aumento de 67% no número de alunos atendidos por este programa. 

Ainda no escopo da política, a implementação da alimentação estudantil sempre foi um desafio para os IFs que não se originaram das escolas agrotécnicas. A regulamentação para uso do recurso do  Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sempre impôs restrições que dificultavam o atendimento a esse direito dos estudantes. 

No IFSC, o Câmpus Araranguá conseguiu priorizar, a partir de 2013, com o apoio técnico e financeiro da Reitoria, a implementação do primeiro refeitório voltado aos alunos, por meio da contratação de nutricionista, merendeiras, equipamentos, mobiliários e adequação da estrutura física. No entanto, dada a realidade de estagnação orçamentária, o modelo implantado em Araranguá não se mostrou replicável nos demais câmpus, exigindo do IFSC a busca de alternativas para a alimentação estudantil. 

A partir da participação do IFSC no GT Nacional do Pnae em 2018, comandado pelo MEC, a implantação desse programa foi ganhando escala, possibilitando que, em 2019, a alimentação estudantil com frutas e produtos panificáveis fosse oferecida nos 22 câmpus - com a complementação do recurso da ação 2.994 no mesmo valor do recurso do FNDE - para que os câmpus pudessem ofertar a alimentação nos 200 dias letivos. 

Ressalto que essas ações são fundamentais para permanência e êxito dos nossos estudantes e foram aprimoradas ao longo dos anos.

Mobilizações e atuação em rede

Ao longo desses oito anos como reitora do IFSC pude perceber a importância da articulação em rede, não apenas entre nossos câmpus, mas na força da atuação conjunta dos Institutos Federais. Muitos enfrentamentos foram feitos e muitos avanços ocorreram durante esse tempo por meio da articulação dos institutos unidos no Conif, que é o Conselho Nacional das Instituições de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Desde questões ligadas ao orçamento - que, como já comentei antes, veio sofrendo cortes gradualmente a partir de 2015, até a situação crítica que vivenciamos em 2019 - a articulações junto a parlamentares e oferta de cursos de pós-graduação em rede (como o ProfEPT) e capacitação de servidores foram temas de interesse comum dos dirigentes.

Além disso, foram muitas as manifestações conjuntas frente a questões relevantes como o programa Future-se, as propostas de mudanças na lei dos Institutos Federais, diretrizes curriculares para a EPT, novo processo de escolha para reitores e, bem recentemente, as recomendações do Ministério da Economia para cortes de gastos. Todos esses e vários outros foram temas que nos motivaram a discutir e marcar posicionamento publicamente de forma coletiva e sólida.

Sempre procurei trazer aqui no blog um resumo dos assuntos tratados no Conif porque, mesmo que pareçam um pouco distantes do cotidiano, são muito importantes para que a comunidade perceba que por meio desse fórum é possível enxergar como nossos problemas enquanto instituto federal são comuns aos outros - ou, ao contrário, como nossa situação em comparação a outros institutos e estados é diferenciada. E o quanto é importante a atuação em rede.

Eventos institucionais                                 

Quando assumimos a Gestão, já começamos com um grande desafio que foi organizar o II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica em Florianópolis, que reuniu mais de 20 mil participantes em um dos eventos mais marcantes da história centenária do IFSC.  Até hoje ouvimos as pessoas comentarem desse grande evento!

Se perguntarem para os nossos alunos, os eventos mais marcantes, com certeza, são nossos jogos - o JIFSC - e o Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação - o Sepei.

Enquanto reitora, pude acompanhar a realização de oito edições do JIFSC e ver o seu crescimento junto com a nossa estrutura e a nossa certeza de que os jogos não são apenas uma competição, mas sim uma disputa saudável que envolve, acima de tudo, companheirismo, respeito, superação, coletividade e amizade. Em 2012, tivemos 290 alunos participando da primeira edição no Câmpus Florianópolis. A oitava edição, realizada em 2019, teve a participação de 1,3 mil alunos e foi realizada uma parte em Blumenau (com os cursos técnicos integrados) e a outra em nosso Câmpus Florianópolis (para os demais cursos). Também conseguimos levar o JIFSC para outras regiões, tendo sido realizadas edições em Florianópolis (2011, 2012, 2013 e 2019), Gaspar/Blumenau (2014, 2017 e 2019), Joinville (2015), Chapecó (2016), e Criciúma (2018).

Em 2016, organizamos também a etapa regional Sul dos Jogos dos Institutos Federais, o JIF Sul, em Blumenau. Além disso, ao longo destes oito anos organizamos a ida dos nossos alunos para outras edições das etapas regionais e também para a etapa nacional (JIF Nacional) e conseguimos bons resultados.

Entendemos que a formação cidadã passa pelos ensinamentos que os esportes propiciam e, por isso, acreditamos neste evento tão querido pelos alunos pela integração e pela diversão, mas que, pra gente, tem uma proposta pedagógica de formação integral dos nossos estudantes.

Nosso principal evento, o Sepei, também teve um crescimento considerável. A primeira edição do Sepei foi realizada em 2011 e, em 2013, ela passou a ser estadual e itinerante. Nesses oito anos, não tivemos Sepei apenas em 2015, quando o evento foi cancelado por causa da greve dos servidores. Na nossa gestão, tivemos então seis edições em modelo estadual, que é o que existe hoje. A primeira edição neste formato foi em 2013, no Câmpus Lages, com 672 participantes. Ano passado, conseguimos fazer o Sepei pela primeira vez na região oeste, em Chapecó, e tivemos cerca de 1,7 mil participantes em três dias de experiências integradas em sessões técnico-científicas, imersões culturais, palestras, feira tecnológica, hackathon, workshop de empreendedorismo júnior, torneio de robótica, festival de bandas e outras atrações. O evento já foi realizado em Lages (2013), Gaspar (2014), Criciúma (2016), Itajaí (2017), Florianópolis (2018) e Chapecó (2019).

Também organizamos dois eventos da rede federal: a primeira edição da Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições de Educação Profissional e Tecnológica da região Sul, a Reditec Sul, em 2018 no Câmpus Lages; e a 43ª edição da Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica, em 2019, no Câmpus Florianópolis-Continente, em parceria com o Instituto Federal Catarinense. Mesmo tendo que repensar todo o evento em função dos cortes orçamentários, conseguimos realizar uma Reditec de excelência, possibilitando a troca de experiências entre os dirigentes num período tão necessário em função dos novos desafios.

Internacionalização

Colocamos a internacionalização como uma das nossas políticas do PDI de 2015-2019, dando importância para o desenvolvimento e a implantação de programas que possibilitem o fortalecimento da internacionalização do IFSC com redes acadêmicas, ampliando as oportunidades de mobilidade acadêmica, divulgação e produção científica e tecnológica. Na nossa gestão, conseguimos consolidar o programa de intercâmbio do IFSC, o Propicie, e dar início a um novo programa de Dupla Titulação. Destinamos cerca de R$ 3 milhões para nossas ações de internacionalização de 2012 a 2019.

Já enviamos 256 alunos pelo Propicie - tanto de cursos técnicos quando de graduação - que têm a oportunidade de realizar um projeto de pesquisa em uma instituição no exterior. Esse formato de intercâmbio de não fazer disciplinas, mas sim trabalhar em um projeto de pesquisa, tem se mostrado bem enriquecedor para todas as partes e nossos alunos têm sido bastante elogiados.

Em 2017, demos início ao programa de Dupla Titulação, que está possibilitando que nossos alunos de Engenharia obtenham o título de bacharel aqui no Brasil e de mestre em Portugal. Já contamos com 21 estudantes participando desse programa no Instituto Superior de Engenharia de Porto.

Além disso, diversos estudantes já participaram de experiências por meio de editais do Conif, buscando sempre distribuir pelo estado as oportunidades de internacionalização. Nossos estudantes de Criciúma, Xanxerê, Canoinhas e outros tantos câmpus foram para o Japão, Austrália, Canadá, EUA e outras nações parceiras da Rede.

Terminamos nosso mandato com 53 parcerias internacionais firmadas em instituições dos seguintes países: Alemanha, Argentina, Áustria, Chile, China, Colômbia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, México, Noruega, Paraguai, Peru, Portugal, Rússia, Suíça e Uruguai. Isso significa que temos portas abertas para enviar nossos estudantes para todos esses lugares.

Muitas dessas parcerias foram estabelecidas em missões internacionais que tive pelo IFSC e junto com o Conif. Participei de missões institucionais para os Estados Unidos, Portugal e mais recentemente para a Colômbia. Onde já temos um histórico de intercambistas, nos orgulha muito ouvir as instituições estrangeiras elogiando nossos alunos pela qualidade acadêmica, dedicação e empenho. Isso mostra que nosso ensino está nos fazendo ter uma boa imagem institucional também no exterior.

Contratação e qualificação de servidores             

Sempre me orgulhei muito do nosso corpo técnico e destaquei a necessidade dos nossos servidores para conseguirmos consolidar e ampliar nossa atuação. E isso vai desde a contratação de novos servidores até a qualificação de quem já faz parte do nosso quadro.

Conseguimos realizar grandes concursos públicos nos últimos anos, com destaque para o de 2013, que foi o maior concurso público da nossa história, com a contratação de mais de 350 servidores – entre docentes e técnicos administrativos.  Em 2014, tivemos mais um concurso com a oferta de 126 vagas de docentes e técnicos administrativos.  Em 2015, foram selecionados mais 160 novos servidores docentes e 75 técnicos administrativos.

Implementamos a nova carreira docente e o Reconhecimento de Saberes e Competências, RSC, além da ascensão à classe de professor titular.

Outro foco importante que trabalhamos, além de ampliar nosso quadro de servidores para nos permitir crescer em rede e atender às demandas dos nossos câmpus, foi oferecer oportunidades de capacitação para os nossos servidores. Por meio do Conif, encaminhamos a proposta do mestrado em Educação Profissional e Tecnológica, voltado a toda a Rede Federal, e isso se tornou uma realidade desde 2017. Nesse mesmo ano, firmamos uma parceria com a Unisul para um curso de mestrado em Administração para nossos técnicos administrativos.

Mais uma importante conquista foi a contratação, por meio de chamada pública, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) para uma turma de Mestrado Profissional em administração para servidores técnicos-administrativos do IFSC. Essa foi uma promessa aos nossos TAEs do Oeste, que sempre tiveram dificuldades para se qualificar.

Entendemos que, quanto mais capacitados forem nossos servidores, melhor conseguiremos atender alunos e comunidade. Além disso, diante da complexidade e especificidade da Rede Federal, estudar nossa estrutura e nossos processos é essencial para que possamos nos conhecer mais e ver como melhorar nossa atuação. E o fato de termos tantos servidores realizando mestrados institucionais nos traz isso de resultado, a médio e longo prazo.

Enfrentamos na nossa gestão algumas crises, greves, ocupações, mobilizações, embates por questões legais, que buscamos resolver com paciência e segurança legal.

Despedida

Me emociono ao lembrar de tudo isso. Foram anos, realmente, de muita dedicação, esforço e trabalho. Entrei no IFSC em 1990, na antiga Escola Técnica, como professora de matemática naquele que é hoje o nosso Câmpus Florianópolis. Tive a oportunidade de testemunhar essa grande transformação institucional de perto, quando nos tornamos Cefet-SC e depois IFSC. Ano passado, comemoramos os 110 anos da criação da Escola de Aprendizes Artífices, nossa primeira identidade institucional. É marcante pensar que estamos há tanto tempo atuando em prol da sociedade catarinense.

Jamais imaginávamos que, ao final da nossa gestão, enfrentaríamos uma pandemia como essa e que nossa despedida seria sem o contato e a presença física que sempre gostamos de ter com nossos servidores e alunos. Infelizmente, estamos todos enfrentando esta situação atípica e aprendendo muito com tudo isso. O momento é de resiliência e paciência. 

Em 2019 realizamos o maior processo eleitoral da história do IFSC, com eleições para o cargo de reitor e de diretores-gerais de 21 câmpus. Desejo boa sorte aos novos gestores. 

Quero agradecer aos nossos alunos e ex-alunos por acreditarem no nosso propósito e nossa missão. Meu muito obrigada também aos servidores incansáveis em fazer o melhor possível, mesmo com as adversidades que encontramos. Preciso agradecer, especialmente, aos servidores da Reitoria, de quem estive mais próxima, e que foram fundamentais para termos nosso trabalho em rede como tem que ser em uma instituição complexa e tão dispersa geograficamente. 

Peço licença para fazer um agradecimento à minha família, em especial, às minhas filhas, por entenderem minha ausência em muitos momentos e me apoiarem sempre. Encerro essas duas gestões com mais de 30 anos como servidora pública e com a certeza de que o IFSC nunca sairá da minha vida. Eu disse e escrevi diversas vezes que a gente transforma a vida das pessoas por meio da educação e a minha paixão pela educação também mudou a minha vida e me transformou como pessoa.

Honrei os votos recebidos nas duas eleições com meu trabalho, dedicação, conhecimento e espírito público. A gestão pública exige coragem e otimismo para inovar, crescer e avançar e sempre me coloquei dessa forma com ética e atendendo aos preceitos da administração pública à frente do IFSC por tanto tempo! Foi uma honra poder fazer parte dessa história.

Até mais,

Maria Clara Kaschny Schneider

BLOG DA REITORA

Vivendo momentos incríveis em casa

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 24 abr 2020 11:01 Data de Atualização: 28 abr 2020 09:30

O relato de hoje é da nossa aluna Isabelli Sasdelli Tavares, do curso de Engenharia Elétrica do Campus Itajaí. Ela está em Porto há um mês participando do projeto Caracterização de erros experimentais no laboratório remoto VISIR no Insituto Superior de Engenharia do Porto, o ISEP.

Vejam que, apesar da sua experiência de intercâmbio ter sido afetada pela pandemia do coronavírus, ela está tendo momentos bacanas.

Leiam o relato:

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estou em Portugal há mais de um mês. Mesmo com a permanência das medidas protetivas do governo português e com o isolamento social, tenho vivido momentos incríveis em casa.

Na última semana, eu, minhas roommates Isabela e Ana Maria, e o pessoal que mora com a gente na casa, fizemos algumas coisas juntos, como noite de jogos de baralhos e um jantar temático mexicano.

Na Páscoa, nos unimos à noite para jantar, revelar nosso amigo secreto e fazer caça aos ovos. O maior desafio foi o amigo secreto: não podíamos comprar nada, teríamos que improvisar presentes de um dia para o outro, de preferência handmade. O resultado foi incrível e vários artistas foram revelados, com desenhos lindos e singelos gestos de carinho. Isso tudo ajuda a nos unir e passar por essa situação tensa que é o isolamento social.

Quanto ao projeto de estágio desenvolvido no ISEP, minhas reuniões continuam, semanalmente, por videoconferência. Estou trabalhando na parte de levantar os erros experimentais para organizá-los em tabelas e tirar screenshots de tudo. Concomitantemente, comecei a escrever o artigo, que precisa ser concluído ao final do estágio.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Missão do IFSC em Portugal

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 21 jan 2020 11:09 Data de Atualização: 24 abr 2020 13:16

De 11 a 22 de janeiro, uma equipe do IFSC partiu para mais uma missão a fim de aprimorar os laços do nosso Instituto Federal com escolas de nível técnico e superior portuguesas. A reitora Maria Clara Kaschny Schneider, a assessora internacional, Fernanda Emanuela, o diretor do Polo de Inovação do IFSC, Rubipiara Cavalcante, e o diretor-geral do Câmpus Lages, Thiago Meneghel, realizaram uma série de visitas aos campus dos Institutos Politécnicos já parceiros do IFSC com o intuito de celebrar a união entre nossas instituições.

Também compareceram ao Instituto Politécnico de Coimbra e a Universidade de Évora, onde foram estabelecidos acordos de cooperação e parceria, possibilitando futuras possibilidades de intercêmbio entre Brasil e Portugal.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Missão do Conif na Colômbia

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 07 fev 2020 13:38 Data de Atualização: 24 abr 2020 11:38

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif, está no momento realizando uma missão institucional na Colômbia. Representando o IFSC, nossa reitora Maria Clara Kaschny Schneider está participando de reuniões e congressos que visam fortalecer as relações entre as Instituições latinoamericanas, além de dar um panorama na situação e desenvolvimento da educação no continente.

A breve visita ao país vizinho tratará de muitos encontros e firmações de possíveis cooperações entre o nosso Instituto Federal e organizações de educação da Colômbia e, em momentos futuros, do restante da América Latina e Caribe. Esta jornada promete dar início aos planos de futuramente abrir programas de intercâmbio e parcerias do Brasil com a nossa vizinhança.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Primeiras impressões

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 28 fev 2020 09:09 Data de Atualização: 24 abr 2020 11:25
Primeiras impressões
Os três alunos selecionados da Dupla-Titulação (Diego Bairrão, Vitor Silveira e Eduardo Lacerda), quando recém chegados no Porto.

No post desta semana, o aluno do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Florianópolis, Diego Bairrão, comenta sobre sua adaptação em Porto. Ele participa do programa de Dupla Titulação no Instituto Superior de Engenharia do Porto.

Vejam seu relato:
----------------------------

Escrevo este e-mail para reportar que as coisas vão muito bem. A adaptação ao clima está sendo muito tranquila, bem como os horários dos auto carros e metros. Há uma tranquilidade muito grande para transitar pelos locais: não há preocupação alguma para andar mexendo no celular ou parar em algum local ermo. Já conheço os principais pontos do Porto e, recentemente, fui a Braga.

Os colaboradores do ISEP são muito solícitos e atenciosos: não há o que reclamar deles, pelo contrário, só agradecer!

Agora as aulas começaram a engrenar então estamos começando a adquirir o ritmo de estudos daqui; acredito que teremos uma excelente estadia e um desenvolvimento ímpar.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Projeto de pesquisa de forma remota

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 13 mar 2020 11:14 Data de Atualização: 24 abr 2020 11:21
Projeto de pesquisa de forma remota
"Todas as aulas de Deusto (e de todas as escolas e universidades de Bilbao) estão suspensas até o dia 27 de março."

No relato desta semana, nossa aluna Gisele Gandin, do curso de superior de tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação do Câmpus Florianópolis conta sobre sua chegada na Espanha. A estudante foi selecionada para a 17ª edição do nosso programa de intercâmbio, o Propicie.

Leia o relato:

------------------------------------------------- 

Cheguei em Bilbao no dia 5 de março e vim à Universidade de Deusto já no dia seguinte. Já estou alocada no meu laboratório e no meu projeto. Todas as aulas de Deusto (e de todas as escolas e universidades de Bilbao) estão suspensas até o dia 27 de março. A biblioteca também permanecerá fechada neste período.

Nossos projetos continuam de forma remota. Porém, para mim, isto é um problema, pois não tenho um local adequado como é o laboratório da faculdade para trabalhar. Já enviei um email para os Assuntos Internacionais daqui questionando sobre poder usar esses espaços durante este período. Em seguida, enviarei um email para minha orientadora sobre as atividades que poderei realizar nestas duas semanas.

Daqui a pouco irei fazer compras e verificar a situação dos mercados na cidade. A expectativa é que aqui fique igual à Itália dentro de uma semana. O país basco decretou emergência sanitária.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Semana de reuniões

BLOG DA REITORA Data de Publicação: 17 abr 2020 16:43 Data de Atualização: 22 abr 2020 12:11

Olá!

Nesta semana, tive minha agenda cheia de reuniões on-line. Na segunda, tivemos a reunião do Comitê Permanente de Gestão de Crises.

Recomendamos a atualização da Portaria nº1438 para que se estenda também o prazo de atividades não-presenciais administrativas na Reitoria e nos câmpus. Assim, tanto as aulas quanto as atividades administrativas presenciais dos servidores ficam suspensas até 30 de abril e devem seguir sendo feitas de casa, conforme a aprovação realizada na última semana pelo nosso Conselho Superior, o Consup.

Tratamos do último decreto do Governo do Estado, que estabelece a suspensão das aulas até 31 de maio, e entendemos que esse novo panorama deverá ser tratado na próxima reunião do Consup marcada para o final do mês.

Outro ponto que discutimos foi sobre o recebimento de materiais, tanto na Reitoria como nos câmpus. A Pró-Reitoria de Administração irá analisar junto aos câmpus os casos de excepcionalidades. Nos casos autorizados, ficará a critério dos câmpus entrar em contato com fornecedores, estabelecer cronograma de entregas e seguir as medidas sanitárias necessárias.

Recomendamos que todos os processos de compras, contratos e finanças devem ser realizados prioritariamente de forma remota. Nos casos em que houver necessidade, os servidores devem comparecer à instituição apenas nos dias do cronograma para a finalização do processo, obedecendo as regras que serão enviadas pela Proad.

Quanto aos serviços terceirizados, caberá à gestão de cada câmpus definir o retorno necessário da força de trabalho com redução de quantitativo. Seguem mantidos os serviços de vigilância patrimonial de forma integral.

Conif

Na terça-feira, tivemos mais uma reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o Conif.
Tivemos a presença de integrantes da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, inclusive do secretário Ariosto falando da importância das ofertas de cursos de qualificação a distância e informando que teremos fomento para isso, já que é uma demanda da sociedade. São 55 mil vagas que poderão ser ofertadas.

Tratamos ainda de alguns editais, com destaque para um recurso de R$ 19,5 milhões para prevenção e enfrentamento da Covid-19. O IFSC já organizou nossa participação na primeira etapa com uma chamada pública para seus servidores. Teremos mais um edital do Conif com esse foco, que deve ser divulgado hoje ainda.

A portaria 343 do MEC, que trata das atividades não-presenciais, foi prorrogada por mais 30 dias. Também abordamos as instruções normativas relativas a pessoal e os impactos institucionais. 

Na próxima segunda-feira, o Conif irá iniciar uma série de webinars e realizará uma oficina com o objetivo de apresentar temáticas relevantes que possam impactar positivamente no dia a dia das instituições. Compartilho aqui a programação.

E ontem ainda participei das reuniões do Conselho Superior do Instituto Federal Catarinense e do Senai, em que sou conselheira representante do Ministério da Educação. A questão da pandemia do coronavírus e como fazer diante do cenário tem sido a principal discussão em todas as instituições.

Despedida

Meu mandato de reitora do IFSC termina oficialmente neste sábado, 18 de abril. Não recebemos nenhuma definição da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica em relação à nomeação do professor Mauricio Gariba. Lembro que este é um processo que depende do MEC, já que a posse quem dá é o presidente da República. Estamos aguardando a nomeação. 

Depois de oito anos à frente desta instituição dos quais muito me orgulho, tenho muito a destacar e agradecer e achei melhor escrever um post específico para a comunidade de prestação de contas, retrospectiva e despedida. Vamos publicar aqui na segunda-feira.

Até lá!

BLOG DA REITORA

Confinamento na Espanha

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 17 abr 2020 14:13 Data de Atualização: 17 abr 2020 14:25

Olá!

No post desta semana, nosso aluno André Rugere Oliveira Jorge, do curso superior de tecnologia em Gestão da Tecnologia de Informação do Câmpus Florianópolis, conta como está sendo sua experiência na Espanha pelo programa de intercâmbio do IFSC, o Propicie. Ele está participando do projeto Painel Interativo de Administração Pública na Universidade de Deusto em Bilbao, mas segue as recomendações de ficar em casa em função da pandemia do coronavírus.

Acompanhem seu relato:

---------------------------------------------------------------------------------------

Chegamos aqui em Bilbao em 15 de março, o dia em que o governo Basco adotou o estado de emergência e instituiu o isolamento social. Desde então, estamos saindo do nosso apartamento apenas quando necessário para ir ao mercado e esse é o único momento que podemos aproveitar e conhecer um pedacinho da cidade por enquanto.

Com a situação do coronavírus, estou tendo reuniões a distância com meu professor orientador aqui da Universidade de Deusto e os outros membros do laboratório. Até o momento, tive três reuniõe.

Na primeira delas, o grupo compartilhou comigo toda a documentação do projeto e a minha atividade da semana foi ler todos os arquivos e ficar a par do que está sendo desenvolvido. Na segunda reunião, minha task foi desenhar um mapa com marcadores no formato de polígonos utilizando o framework Leaflet Map e Javascript, utilizando como base um arquivo GEOJson em um banco de dados MongoDB. Na terceira, tive como tarefa preparar um arquivo Docker para realizar o deploy do código em produção, desenvolver dois mapas comparando dois arquivos GEOJson e um gráfico de linha com os dados dos mesmos, utilizando a mesma stack de desenvolvimento.

No meu tempo livre, aproveito para estudar as tecnologias que estou tendo contato no projeto, visto que nunca tinha trabalhado com elas anteriormente. O lado bom do "confinamento" é conseguir colocar os estudos em dia.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Consup e Codir

BLOG DA REITORA Data de Publicação: 09 abr 2020 16:34 Data de Atualização: 09 abr 2020 17:55

Olá!

Tivemos reuniões importantes nesta semana – todas por webconferência, respeitando as orientações de ficarmos em casa #IFSCemcasa. Na segunda-feira, fizemos a reunião do Conselho Superior, o Consup, nosso órgão máximo e deliberativo. Apresentei aos conselheiros as principais medidas tomadas no IFSC, nos últimos 20 dias, em parceria com nosso Comitê Permanente de Gestão de Crises e com o Colégio de Dirigentes.

O Consup decidiu que, até o dia 30 de abril, as aulas presenciais continuam suspensas e o calendário acadêmico está mantido no IFSC, com a realização de atividades não presenciais. Também foi definido que cada câmpus deverá analisar sua situação, por curso, turma e unidade curricular, até o dia 22 de abril. Só depois disso é que iremos voltar a apreciar a decisão sobre possível suspensão parcial do calendário.

Ressaltei que nossa grande preocupação é manter a conexão com estudantes e servidores para minimizar os prejuízos da pandemia. Após o retorno, que ainda não temos certeza de quando será, teremos muitas questões de reposição para tratar, e iremos dar atenção a cada uma delas.

Validamos no Consup o trancamento de matrícula no primeiro semestre para alunos de cursos técnicos e de graduação. Trata-se de uma excepcionalidade para este primeiro semestre de 2020.

Além disso, foram aprovadas resoluções ad referendum sobre o Plano Anual de Trabalho de 2020, para a prorrogação da vigência do PDTIC e a aprovação do nome da nova auditora-chefe do IFSC, Tamara Bordin.

A reunião do Consup foi gravada e pode ser conferida neste link no canal do IFSC no YouTube.

Codir

Ontem de tarde, tivemos uma reunião do Colégio de Dirigentes, o Codir, que reúne os diretores-gerais de nossos 22 câmpus.  Na pauta, estavam os seguintes pontos: transição das gestões dos câmpus, calendário de ingresso, eventos, obras e emendas parlamentares, contratos terceirizados e indicação dos membros do Codir para representação no Consup.

Sobre a transição dos novos diretores dos câmpus, organizamos para que a nomeação seja dia 22 de abril. Como meu mandato de reitora encerra no dia 18 de abril, essa nomeação deverá ser feita pelo novo reitor, mas já deixamos encaminhado esse processo que envolve a nomeação não só dos diretores-gerais, mas também chefes de Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão, chefes de Administração e os assessores.

Sobre questão da transição de reitor, quero fazer um esclarecimento. Ontem conversei com o titular da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, a Setec, Ariosto Antunes Culau. Como meu mandato encerra no dia 18 de abril, busquei uma orientação do secretário sobre a nomeação do novo reitor – que é feita pelo presidente da República.

O secretário esclareceu que o processo para nomeação está em análise técnica e jurídica no MEC e que estão atentos ao prazo de nomeação do novo reitor. Caso o processo não seja finalizado até o prazo previsto, existe a possibilidade da nomeação de um reitor pro tempore.

Segundo a Setec, é padrão a nomeação como pro tempore do reitor que está encerrando seu mandato, mas essa é uma decisão discricionária do ministro. O secretário colocou o prazo de terça-feira, dia 14 de abril, para ter uma definição de como ficará a nomeação do novo reitor no IFSC. Seguimos, então, aguardando o posicionamento do MEC.

Em relação ao nosso calendário de ingresso, o Codir deliberou pela suspensão gradual. Teríamos um processo de inscrições para nossos cursos técnicos integrados a partir de segunda-feira e este está suspenso. Veja mais detalhes na notícia que publicamos em nosso Portal.

Outro ponto de pauta foram os eventos. Aprovamos a suspensão dos eventos esportivos previstos para esse primeiro semestre acadêmico de 2020, como é o caso do nosso JIFSC. A realização ou não dos eventos no segundo semestre de 2020 voltará à discussão quando tivermos uma clareza do panorama social em função da pandemia.

O segundo seminário de curricularização da extensão, que ocorreria em março no Câmpus Criciúma, será realizado, mas sem nova data prevista. O evento conta com apoio da Fapesc e depende de autorização da fundação, além da normalização das atividades presenciais.

O nosso Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação – o Sepei -, previsto para o segundo semestre na cidade de Joinville, por enquanto, está mantido.

Sobre as obras, algumas estão sendo retomadas e organizadas pela direção de cada câmpus, já que, com a flexibilização do isolamento, algumas empresas querem retornar e temos os contratos e prazos a serem cumpridos.

Uma boa notícia é que recebemos uma emenda parlamentar da bancada de SC, a quem já quero manifestar nosso agradecimento. Cerca de R$ 6,7 milhões serão direcionados para custeio e manutenção dos câmpus do IFSC. Compartilho aqui o ofício que recebemos.

A reunião do Codir foi transmitida pela internet. Enfrentamos alguns problemas técnicos, mas temos parte da gravação no canal do IFSC no YouTube.

Outros assuntos

- Comitê de Gestão de Crises: Na terça-feira, tivemos mais uma reunião do nosso Comitê de Gestão de Crises. Avaliamos e debatemos o andamento das medidas de enfrentamento do distanciamento social em função da pandemia do novo coronavírus. Nesta semana, também divulgamos uma notícia explicando o papel deste comitê.

- Auxílio-Internet: Lançamos nesta semana uma bolsa auxílio-internet para alunos que não possuem esse acesso em suas casas, com a finalidade de que possam acompanhar as ações demandadas por seus professores e manterem a conexão com o IFSC.  O auxílio emergencial será mensal, no valor de R$ 70,00, e se estenderá enquanto houver a suspensão das aulas presenciais.  Essa bolsa é para estudantes com Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). As informações estão no nosso site.

- Manifesto: Nesta semana, o IFSC e uma série de entidades científicas - como a regional sul da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Virologia e departamentos e laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - lançaram um manifesto em que nos posicionamos contrários à flexibilização do distanciamento social, previsto pela portaria de nº 223 de 5 de abril do Governo do Estado de Santa Catarina. Vejam aqui.

Amanhã não teremos expediente por causa do feriado de Sexta-feira Santa. Aproveito para desejar uma Feliz Páscoa a todos e que, ainda mais neste momento, nos sintamos acolhidos pelos sentimentos de amor, esperança e fé!

Até a próxima semana!

BLOG DA REITORA

Intercambistas relatam medidas de distanciamento

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 09 abr 2020 12:03 Data de Atualização: 09 abr 2020 12:52

Um dos destinos de intercâmbio do Propicie, Portugal está em estado de emergência devido à pandemia de coronavírus. É de lá que os intercambistas Bernardo Pires Mesko, do Câmpus Gaspar, Isabelli Sasdelli Tavares, do Câmpus Itajaí, e Ana Maria Henning Codeço e Isabela Das Chagas Luiz, do Câmpus Joinville, enviaram este vídeo para relatar como estão lidando com as medidas de distanciamento social e com as atividades não presenciais de estágio no Instituto Politécnico do Porto.

Confira:

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Mudanças por causa do coronavírus

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 20 mar 2020 12:08 Data de Atualização: 09 abr 2020 12:02

Nesta semana, apresentamos notícias das nossas alunas Isabelli Sasdelli Tavares, do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí e Isabela Chagas Luiz, do curso técnico em Mecânica do Câmpus Joinville. As duas estão realizando projetos de pesquisa no ISEP em Portugal.

Vejam o relato da Isabelli:

-----------

Hoje, dia 18 de Março, completa duas semanas desde que cheguei em Porto. Desde a chegada ao aeroporto de Guarulhos, no dia 03 de Março, já tive boas experiências: lá, encontrei (e conheci) a Isabela Chagas e a Ana Maria, ambas do campus de Joinville e minhas colegas de quarto pelos próximos 3 meses. Após horas em voos e aeroportos, chegamos a nossa nova casa na quarta-feira, dia 04 de Março.

No dia seguinte, 05 de Março, fomos ao ISEP – Instituto Superior de Engenharia de Porto – para conhecer a instituição e resolver questões de documentos, e recebemos, desde o começo, inúmeras orientações sobre o COVID-19. Após esse primeiro encontro, entramos em contato com nossos respectivos orientadores.

Meu professor orientador aqui no ISEP teve um compromisso no Brasil e nosso primeiro encontro foi marcado apenas pra outra semana, o que me permitiu conhecer alguns pontos turísticos e andar pelas clássicas ruas da cidade. Todas as primeiras impressões foram maravilhosas, a limpeza e segurança em todos os lugares, e como tudo é maravilhoso e encantador, fazendo-me sentir em um cenário de filme.

Com a situação do país devido ao coronavírus, todas as aulas foram suspensas e passaram a ser a distância, incluindo as atividades de estágio, que é meu caso. Segui todas as orientações e tive minha primeira reunião online, na segunda-feira, dia 16 de Março. Meu projeto é sobre o VISIR+, um laboratório remoto, que permite realizar experimentos com circuitos elétricos e eletrônicos. Por enquanto, minhas atividades consistem em realizar experimentos com o elemento de circuito eletrônico mais básico, o diodo.

--

A estudante Isabela também comentou sobre a decisão de permanecer em Portugal:

-----------

Quanto à Portaria lançada pelo IFSC nesta semana, eu e as outras duas meninas que dividimos o quarto, decidimos ficar e manter o estágio, pois além de ser uma decisão aprovada por nossos pais, nos sentimos seguras aqui em Portugal. Estamos seguindo todas as recomendações. Esperamos que nossos familiares no Brasil, estejam seguros, assim como nós nos sentimos aqui.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS

Esclarecimentos da Assint diante do coronavírus

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 13 mar 2020 11:35 Data de Atualização: 07 abr 2020 15:03

Como vem sido reportado em todos os âmbitos acadêmicos e de grande aglomeração de pessoas por todos os países infectados com a nova pandemia do Coronavírus-19, a Assessoria Internacional do IFSC relata que nossos alunos estão sendo bem assistidos quanto a transtornos ocorridos em meio aos seus intercâmbios, especialmente os recém partidos alunos do intercâmbio PROPICIE 17.

No total, 6 alunos não conseguiram realizar o embarque para suas instituições de destino, 5 para HAMK (Finlândia) e 1 para IPBeja (Portugal), e não poderão realizar seus projetos de pesquisa neste semestre. O restante dos alunos, que estão já acomodados em suas universidades recipientes, permanecerão lá, com toda a assistência e comunicação da ASSINT, em quarentena, como de acordo com os decretos nacionais outorgados (a maioria durando até o dia 27 de Março), após o fim da quarentena, as atividades de pesquisa retornarão à normalidade.

Quanto aos estudantes que não conseguirão realizar em 2020.1 seus projetos inscritos, foi-nos informado que haverá o retorno a eles dos preços pagos na hospedagem e na passagem aérea e será possível a retomada extraordnária de estudos no segundo semestre deste ano.

Gostaríamos de reforçar que todos os andamentos estão seguindo os estritos protocolos de segurança e a saúde de todos os alunos está sendo da melhor forma gerida e preservada, estamos aceitando questionamentos e dúvidas em relação a todos os incovenientes em ocorrência. Prezamos pela calma e compreensão de todos.

BLOG DOS INTERCAMBISTAS