JIFSC 2019: homenagens, despedidas e curiosidades no encerramento da etapa dos cursos integrados

EVENTOS Data de Publicação: 19 jun 2019 16:51 Data de Atualização: 19 jun 2019 17:07

Os três dias de Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina (JIFSC) categoria cursos integrados, em Blumenau, foram mais do que disputas ponto a ponto, gol a gol, segundo a segundo. Foram momentos de confraternização, união e muito aprendizado. E essa foi a tônica da cerimônia de encerramento e premiação. 

"Nós tivemos nesses três dias momentos de muita emoção, momentos de exposição daquilo que realizamos em sala de aula, que é a educação baseada no respeito e que transforma pessoas. Eu desafio os alunos a postarem uma foto do que mais gostaram dos jogos com a #tonojifsc, para mostrar que educação de verdade se faz com investimento público sério. O IFSC tem isso e é conseguido através de cada um de vocês", comenta o pró-reitor de Extensão e Relações Externas do IFSC, André Dala Possa, que representou a reitora na cerimônia.

Aprendizado

Para alguns alunos essa foi a primeira participação nos jogos. Além dos resultados em quadra, aquele que conhecem o JIFSC levam no coração o espírito de equipe que move o esporte e que faz a superação ser parte fundamental. "Foi o meu primeiro JIFSC. Essa equipe é muito boa, nós participamos juntos, como uma equipe de verdade. Vamos tentar vir no que vem com mais foco e tentar sair como campeão", disse Felipe Eduardo Martins, aluno do Câmpus Joinville, que ficou com o segundo lugar no basquete masculino.

Outros, já pensam no futuro e sonham com a participação nos Jogos Nacionais, que serão realizados no Espírito Santo. "O JIFSC foi ótimo a organização foi ótima e estamos muito felizes voltando para casa com essa medalha. Agora é foco no JIFNacional", comemora Yasmin Krug de Albuquerque Ferreira, campeã do basquete feminino pelo Câmpus Florianópolis. Para ela, os jogos foram desgastantes, porém os obstáculos valorizaram a vitória. "Foi muito suado, os treinos foram difíceis, intensos e ter quatro jogos em um dia foi desgastante. Mas a gente não desistiu, pois queríamos o ouro e lutamos por ele", completa.

Já para Luiz Filipe Kuhnen, do Câmpus Palhoça-Bilíngue, o JIFSC serviu como uma forma de conhecer os colegas de outras câmpus, algo que só é possível com um evento da grandeza dos jogos. "Foi uma experiência muito boa, é boa para unir os câmpus. É uma sensação muito boa treinar e ter a sua recompensa. Nós fomos campeões em 2017 e não ganhamos em 2018. Aí treinamos forte para vir com tudo este ano e ficar com a medalha de ouro", finaliza.

Torcida dividida

Uma torcedora esteve especialmente dividida nesse JIFSC. Foi o caso de Lurdete Novicki, que durante a semifinal do basquete masculino, viu seu filho, Gustavo Novicki atuar pela equipe de Florianópolis, e seu marido, o professor Nilceu Novicki que era o treinador de Itajaí.

Lurdete explica que a família sempre incentivou o esporte, e mesmo com o coração dividido, confessa que durante o jogo a torcida tendeu um pouco mais para o filho Gustavo. “Meu coração está um pouco dividido, mas quem é mãe e pai sabe que nessas horas a torcida acaba tendendo para o lado do Gustavo. Nós sempre buscamos inserir ele no esporte e nós sabemos o quanto é importante pra ele essa inserção, então independente do resultado, é o esporte que emociona todo mundo, é uma delícia estar aqui”, contou.

No fim das contas, reforço na torcida dado pela mãe funcionou. Florianópolis venceu Itajaí por 43 a 19 e na final, venceu Joinville se sagrando campeão do basquete masculino. Já o professor Nilceu, pai de Gustavo, ficou com o 4º lugar, e a equipe de Criciúma ficou com o bronze.

Homenagem

Durante uma cerimônia de premiação uma cena chamou atenção. Quando a equipe de handebol masculino de Caçador subiu ao palco para receber o primeiro lugar, eles estenderam no chão a camisa de número 73, utilizada por Otávio Colucci durante os jogos. 

Otávio explica que tanto o número, quanto o nome “A. Colucci”, que estavam estampados na camiseta, eram uma homenagem ao seu avô que faleceu durante o Jifsc de 2018. “O nome na camisa é em homenagem ao meu avô e o número 73 foi a idade em que ele morreu. Isso aconteceu no segundo dia de jogos do ano passado, então para essa edição resolvi fazer essa homenagem para ele”, explicou. 

Na final, Caçador venceu São Miguel do Oeste por 17 a 6, com grande atuação de Otávio. A equipe de Florianópolis ficou com o bronze e Araranguá ficou com o quarto lugar. 

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