EVENTOS Data de Publicação: 05 nov 2025 22:08 Data de Atualização: 28 nov 2025 15:07
Em sua sexta edição, o Seminário de Educação, Leitura e Escrita (Sele) já está no calendário dos municípios parceiros: Garopaba, Imbituba, Laguna, Pescaria Brava e Paulo Lopes, em Santa Catarina, e Capão do Leão, no Rio Grande do Sul. Os municípios liberam os professores da educação básica e sedem espaço para que possam participar das atividades, de forma presencial ou remota, como ação de formação continuada.
O evento teve sua abertura presencial na terça-feira (4) no auditório da Udesc, em Laguna, e segue programação on-line com transmissão pelo Youtube até sexta-feira (7), cuja palestra de encerramento será com o escritor Daniel Munduruku. A edição deste ano visa ampliar as reflexões sobre o papel da leitura e da escrita na formação integral do ser humano. A abertura contou com a participação do reitor do IFSC, Zízimo Moreira Filho, representantes das prefeituras parceiras e demais autoridades online, inclusive das instituições internacionais.
A professora Luana de Gusmão, do Câmpus Garopaba, idealizadora do evento, destaca que o Sele vem crescendo a cada ano, tanto nas parcerias quanto no número de inscritos, que chega a 2 mil nesta sexta edição. “O Sele é evento que nasceu local, depois regional, nacional, agora internacional e é o maior evento de formação de professores do IFSC”, completa. Este ano, o evento foi realizado pela primeira vez fora do Câmpus Garopaba. A ideia, segundo Luana, é torna-lo itinerante, para que mais professores possam participar da atividade presencial.
A professora Simone Rogalsky é diretora na Escola Municipal de Educação Fundamental Professora Maria da Silva Abreu, de Garopaba, e participa do Sele desde a sua primeira edição, em 2019. Ela conta que as prefeituras apoiam as escolas para que os professores possam participar da programação, tanto presencialmente quanto de forma online. “Todos os professores sabem que já nesse momento, a gente se reúne para assistir o Sele e debater os temas. O sistema híbrido é muito válido para que todos possam participar”, afirma.
Além dos municípios parceiros, também conta com a parcerias de universidades locais, como a Udesc, que cedeu o auditório para o evento de abertura, a Uniarp, Universidade Federal de Pelotas (RS), Unisul, e entidades internacionais, como a Red de Escuelas Criativas (Espanha), Universidad Simón Bolívar (Colômbia), Universidad Católica de Manizales (Colômbia), Universidade do Minho (Portugal) e Centro de Estudios Universitarios Arkos (México). O evento conta ainda com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Troca de experiências
Possibilitar aos professores que criem repertórios para trabalhar em sala de aula com os alunos é um dos objetivos do Sele, segundo a professora Marizete Bortolanza, do Câmpus Florianópolis, também organizadora do Sele. “Quando a gente fala da programação do Sele, a gente fala de escritores e pesquisadores renomados, que doam o que sabem para a gente. Falamos também dos professores que estão em sala de aula, que desenvolvem ações com os estudantes, e que vêm para o Sele compartilhar suas experiências”, completa.
A professora Gislane Alcântara atua com crianças do berçário no Centro de Educação Infantil (CEI) Selma Maria Barreto Figueiredo, em Laguna. Ela conta que o livro pode ser apresentado para crianças de todas as idades. “Estou muito realizada em ser selecionada para apresentar esse projeto. O berçário vai muito além do cuidar, é um mundo de descobertas, então apresentamos muitas oportunidades para que eles possam estar se descobrindo e descobrindo o mundo”, afirma. Para ela, o Sele traz palestras de qualidade, além da troca de experiência com os demais participantes.
A palestra de abertura foi com a escritora e advogada especialista em Direitos Humanos Penélope Martins. Ela explica que “não formamos leitores, mas inspiramos leitores”. Para Penélope, a missão de tornar crianças e adolescentes interessados em leitura e escrita não é só dos professores, passa por políticas públicas de incentivo, infraestrutura, bibliotecas, acervos. Porém, o mais importante, é a influência familiar, que vai além do livro: a contação de histórias, músicas, narrativas, podem inspirar o hábito da leitura. “A família precisa perceber que o professor não vai fazer uma transformação da cabeça daquele adolescente e daquela criança, isso tem que vir junto”, avisa. “Precisamos lembrar que os livros vieram das histórias das pessoas, daquilo que é precioso no humano”, completa.
Finalistas da Mostra de Projetos
A Mostra de Projetos traz as iniciativas realizadas nas escolas participantes. São exemplos criativos de como é possível trabalhar a leitura e a escrita de forma prazerosa.
Foram escolhidos seis finalistas, um de cada município participante. Eles serão apresentados no evento online de encerramento do 6º Sele, dia 7 de novembro. Confira:
- Caminhos de Oz Explorando as Emoções, História e a Natureza – Garopaba
- Explorando o Fundo do Mar – Laguna
- Do Brincar à Escrita – Experiências Vivas no Cotidiano da Infância – Imbituba
- Literatura e Matemática, na Prática: Entendendo os Valores Sentimentais e Monetários Através da Obra “Quanto Vale”, de Rodrigo Munari – Capão do Leão
- Meu olhar sobre a obra: Pequenos Grandes Artistas – Paulo Lopes
- Rádio Taquara – Pescaria Brava