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Projeto trabalha o social, a sustentabilidade, o meio ambiente, por meio da educação

EXTENSÃO Data de Publicação: 11 jul 2018 09:55 Data de Atualização: 13 jul 2018 08:03

O projeto De lixo a bicho, desenvolvido por cerca de 40 integrantes entre professores e alunos dos cursos técnicos em Mecânica e em Recursos Pesqueiros do Câmpus Itajaí, aproveita o lixo residual de empresas da região para fabricar brinquedos. Porém, a iniciativa não finda aí: os jogos educacionais são produzidos por um grupo de detentas da Penitenciária de Piraquara e posteriormente levados a crianças de escolas públicas. Assim, de forma lúdica, é dado a estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental de Itajaí e Camboriú o acesso a questões socioambientais contemporâneas, como sustentabilidade e meio ambiente. Esse último, outro beneficiado com o projeto de extensão. 

Bichoruga, De volta para Floresta, Detetive Ambiental, Jogo dos Erres (Rrs), Ecoprisma, Manoches, Bioinvasão Marinha, Todos por um Planeta são os protótipos já desenvolvidos com uso de meias, papelão, e acrílico dispensados por empresas parceiras da iniciativa acadêmica. Esses jogos são pensados de acordo com a faixa etária das crianças para atingir assim o conteúdo certo no que se refere a meio ambiente e sustentabilidade. 

Assim, a Bichoruga, é um jogo como o 5 Marias, que emprega tecido e cascalho de conchas para trabalhar a coordenação motora de crianças entre 7 e 8 anos, e apresenta o problema ecológico causado por descartes inadequados de materiais no mar, como sacolas plásticas, que provocam a morte de animais marinhos por sufocamento. Já o Ecoprisma é o mais complexo dos jogos, sendo dirigido para alunos que cursam o 8o e 9o ano. 

Social

O De Lixo a Bicho está há três anos em atuação. Iniciou com três alunos e hoje agrega estudantes de dois cursos. “O projeto nos proporciona integração, faz pensar e pesquisar muito para podermos desenvolver os brinquedos. A experiência ajuda em termos de currículo desde o momento da concepção dos jogos, do pensar conforme os resíduos disponíveis. Além disso, ele auxilia nas relações”, destaca o estudante do curso técnico em Mecânica, Lucas Steinbraenner, que no início de julho apresentou o trabalho no Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (Cbeu), ocorrido em Natal (RN). “Eu mesmo era muito tímido, e hoje apresento o que fazemos, com o que trabalhamos em eventos e em outras instituições”, confessa ele. 

Sobre a questão social, Lucas ressalta ainda a parceria estabelecida com a Penitenciária de Piraquara. “As detentas são quem desenvolvem os brinquedos em larga escala. Cada três dias trabalhados na produção dos jogos, é um a menos no cumprimento da pena”, conta o estudante de Itajaí. Segundo ele, o projeto, atualmente, trabalha na consolidação e na produção dos brinquedos:

- Detetive Ambiental, jogo de cartas, produzido com papelão, e aborda aves em risco de extinção;
- De Volta para a Floresta, emprega resíduos de madeira e papelão e traz a problemática de animais mortos em rodovias; 
- Jogo dos Erres, jogo de tabuleiro, que explica os 5Rs da Sustentabilidade (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar);
- Ecoprisma, através de cartas, feitas de papelão, mostra o que acontece com o meio ambiente;
- Manoches são fantoches produzidos com resíduos de meias;
- Bioinvasão Marinha, utiliza tecido e madeira, e configura-se como um brinquedo de tabuleiro, onde o cérebro é da nossa costa, e o Sol vem nos navios de Petróleo, acabando com a vida marinha onde se instala;
- Todos por um Planeta é produzido com restos de acrílico e madeira, e permite à criança desenvolver a noção de espaço, equilíbrio e concentração; e a  
- Bichoruga, jogo que trabalha a coordenação motora, e feito de tecido e cascalho de conchas. 

Além disso, o De Lixo a Bicho participa de 28 a 31 de agosto, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do 36º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (Seurs).

EXTENSÃO CÂMPUS ITAJAÍ