Histórico

 

Há mais de 100 anos, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) coloca em prática sua missão de promover a inclusão e formar cidadãos, por meio da educação profissional, científica e tecnológica, gerando, difundindo e aplicando conhecimento e inovação, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural. Criado em Florianópolis por meio do Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, como Escola de Aprendizes Artífices de Santa Catarina, o objetivo da instituição era proporcionar formação profissional aos filhos de classes sócio-econômicas menos favorecidas. Esse decreto instaurou uma rede de 19 Escolas de Aprendizes Artífices em todo o País.


No início, a instituição oferecia, além do ensino primário, formação em desenho, oficinas de tipografia, encadernação e pautação, cursos de carpintaria da ribeira, escultura e mecânica. Desde o começo, a atuação da escola já se voltava para atender as demandas do setor produtivo e da comunidade.

Em 1937, por meio da Lei nº 378, a instituição mudou de nome e status, passando a chamar-se Liceu Industrial de Florianópolis. Cinco anos mais tarde (Decreto-lei nº 4.127, de 23 de fevereiro de 1942), transformou-se em Escola Industrial de Florianópolis. Com isso, começou a oferecer cursos industriais básicos e cursos de mestria. A nomenclatura mudou novamente em 1965, passando para Escola Industrial Federal de Santa Catarina.

A partir de 1968, a instituição tornou-se Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETFSC). Naquela época, começou o processo de extinção gradativa do curso Ginasial, por meio da supressão da matrícula de novos alunos na primeira série. O objetivo era especializar a escola em cursos técnicos de segundo grau (atual ensino médio) – o que passou a ocorrer a partir de 1971, após a edição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971).

Em 1988, a escola iniciou a oferta dos cursos de Telecomunicações e de Refrigeração e Ar Condicionado em São José. Três anos depois, a instituição inaugurou a Unidade São José, em instalações próprias - primeira unidade de ensino do atual IFSC fora da capital catarinense.

Em 1994, foi implantada a terceira unidade de ensino da instituição no município de Jaraguá do Sul, no Norte do estado - que foi também a primeira no interior de Santa Catarina. Um ano depois, passou a ser oferecido, no município de Joinville, o curso técnico em Enfermagem, como extensão da Unidade Florianópolis.

Em 2002, em função de uma lei federal que transformou todas as Escolas Técnicas Federais em Centros Federais de Educação Tecnológica, a ETFSC passou a ser Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (CEFET-SC), oferecendo cursos superiores de tecnologia e de pós-graduação lato sensu (especialização).

Em 2005, teve início, em todo o País, um processo de interiorização e de expansão das instituições federais de educação profissional e tecnológica. Até então, estava em vigor a Lei 9.649/98, que impedia a construção de novas escolas técnicas federais sem parceria com os estados. A revogação dessa lei foi o primeiro entrave a ser vencido pelo Ministério da Educação (MEC) para dar início ao atual processo de expansão. Isso somente ocorreu em 2005, com a Lei 11.195.

Dois anos mais tarde, como parte dessa política de criação de novas escolas técnicas no Brasil, o CEFET-SC implantou três novas unidades de ensino, que hoje são câmpus do IF-SC. Uma delas, a Unidade Continente (atual Câmpus Florianópolis-Continente), foi instalada na parte continental de Florianópolis, onde antes funcionava uma escola de gastronomia, oferecendo cursos na área de turismo e hospitalidade. As outras duas unidades foram implantadas no interior: em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, e em Joinville, no Norte.

Também em 2006, a instituição passou a oferecer o curso técnico em Pesca, o primeiro em pesca marítima do país, na cidade de Itajaí, no litoral norte catarinense, vinculado à Unidade Continente. A sétima unidade de ensino do CEFET-SC começou as atividades em fevereiro de 2008, em Araranguá, na região sul de Santa Catarina.

Em março de 2008, uma votação que envolveu professores, servidores técnico-administrativos e estudantes do então CEFET-SC aprovou a transformação da instituição em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. O projeto de lei que definiu a mudança foi aprovado pela Câmara Federal e pelo Senado e sancionado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva em 29 de dezembro de 2008.

Em 2009, tiveram início as primeiras aulas de cursos de qualificação no Câmpus Xanxerê. E, em 2010, o IFSC ampliou ainda mais a sua atuação no Estado com mais sete câmpus: Caçador, Canoinhas, Criciúma, Gaspar, Geraldo Werninghaus (em Jaraguá do Sul), Itajaí e Palhoça Bilíngue - a primeira escola bilíngue (libras/português) da América Latina. Já em 2011, começaram as atividades em Garopaba, Lages, São Miguel do Oeste e Urupema. Nesse mesmo ano, foi inaugurada a sede própria da Reitoria do IFSC na parte continental de Florianópolis.

Com a terceira fase da expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, foram anunciados pelo Governo Federal a construção de câmpus em São Carlos e Tubarão. Em 2014, a cidade de São Lourenço do Oeste também foi contemplada com um câmpus do IFSC.

Atualmente, o IFSC conta então com 22 câmpus em 20 cidades de SC por meio dos quais busca ser uma instituição de excelência na educação profissional, científica e tecnológica fundamentada na gestão participativa e na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

 

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