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Alunos do IFSC são medalhistas na OMIF

EVENTOS Data de Publicação: 03 nov 2021 14:30 Data de Atualização: 01 dez 2021 18:49

Na semana passada aconteceu a fase final da edição de 2021 da Olimpíada de Matemática das Instituições Federais (OMIF) e 21 participantes do IFSC foram medalhistas (o resultado completo pode ser acessado aqui).  O evento foi realizado por meio de provas online e teve a participação de estudantes do ensino médio de todo o país que estão matriculados em instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Os medalhistas catarinenses foram dois de Chapecó, três do Câmpus Criciúma, seis do Câmpus Florianópolis, dois do Câmpus Jaraguá do Sul - Centro, cinco do Câmpus Joinville e três do Câmpus Xanxerê. Veja o vídeo da premiação aqui

Os estudantes do Câmpus Criciúma Kamylo Porto e Felipe Savi, ambos do terceiro ano do curso técnico integrado em Mecatrônica, e Kauan Ferreira, do segundo ano do curso técnico integrado em Química, ganharam medalha de prata na olimpíada. A mobilização dos estudantes do Câmpus Criciúma ficou por conta do professor Guilherme Sada Ramos.

Participante de olimpíadas estudantis desde o quinto ano do Ensino Fundamental, Felipe conquistou medalhas de ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), na modalidade teórica da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e na própria OMIF em seus três anos de IFSC.

“O interessante dessas provas é que elas desafiam o aluno a pensar de uma forma diferente do padrão ensinado na escola. As questões sempre envolvem um problema incomum, como por exemplo ‘de quantas formas a formiga pode ir do ponto A até o ponto B’. Porém, é muito fascinante quando você percebe que o problema pode ser resolvido inesperadamente por um modelo teórico aprendido na escola, que não parecia ter utilidade alguma (ainda que, assim como a prática, a teoria possua suas belezas)”, afirma Felipe, que também participou da equipe vice-campeã da etapa estadual da OBR em 2021.

Dedicação e conquista

Os alunos Gustavo Tironi e Natalia Mirela de Lima, da sexta fase do curso técnico integrado em Química do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, receberam a medalha de bronze na edição deste ano da OMIF. Gustavo e Natalia receberam com alegria a medalha de bronze na competição.

Esta não é, porém, a primeira vez que eles se destacam em olimpíadas de matemática. Desde o sexto ano do Ensino Fundamental, ambos acumulam medalhas e menções honrosas em suas participações na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Além disso, Gustavo também conquistou, em 2020, prata na OMIF e, em 2015, bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

O histórico de conquistas dos estudantes do IFSC, no entanto, é resultado de muita dedicação aos livros. “Eu treino desde o sexto ano e, com a pandemia, eu comecei a estudar mais ainda. O estudo normalmente é mais direcionado para a Obmep, mas como nas olimpíadas de matemática as questões são feitas para te desafiar, o estudo para a Obmep acaba ajudando no preparo para as demais olimpíadas também”, conta Gustavo.

Além disso, Natalia e Gustavo participam do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) da Obmep, no qual têm acesso a conteúdo específico na área de matemática. “Basicamente temos aulas sobre alguns assuntos da matemática, com resoluções voltadas para a parte olímpica”, explica Natalia. As aulas e os professores do IFSC também exercem um papel importante na dedicação e no envolvimento dos estudantes em competições olímpicas, como a OMIF.

Para Natalia, o apoio dos docentes é um diferencial. “Os professores apoiam bastante, como a professora Anne e a professora Aline. Mas também ajuda o fato de termos muitas disciplinas de exatas no curso”, destaca. Segundo Gustavo, o ambiente do IFSC estimula a dedicação e o envolvimento em competições externas. “Como no IFSC a gente estuda bastante e está rodeado de gente que estuda, isso leva a gente a melhorar os estudos cada vez mais. Além disso, os professores sempre tentam colocar a gente pra participar de olimpíadas e coisas desse tipo, e isso acabava incentivando a gente”, lembra.

Desafio e motivação

Gustavo Fabianno Pereira, do 8º módulo do curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Joinville, participa de olimpíadas de conhecimento desde 2015 e, até hoje, o desafio de resolver questões complexas ainda o motiva. “As primeiras 14 questões, que eram de níveis fácil e difícil, foram bem tranquilas de fazer; acabou não ocupando muito tempo. Já as últimas sete eram questões mais bem elaboradas, que, essas sim, demoraram um bom tempo pra fazer. No geral, a prova da OMIF estava bem divertida e desafiadora”, analisa o estudante.

A medalha de prata deste ano é a segunda de Gustavo na OMIF e a nona em sua coleção olímpica. “Bem, eu participo do PIC [Programa de Iniciação Científica da Obmep] há uns quatro anos, e isso me ajuda bastante a me preparar para as olimpíadas. Costumo também resolver provas de anos anteriores e, quando são disponibilizados, simulados referentes à olimpíada”, conta.

A colega Maria Eduarda Carneiro, do 6º módulo do integrado em Mecânica, concorda que o desafio é uma das maiores motivações das olimpíadas, especialmente ao possibilitar autoconhecimento, aprendizado e crescimento. “Ganhar alguma premiação em olimpíadas sempre representou para mim um fato concreto da minha dedicação. Eu participo de olimpíadas desse tipo buscando observar meu desempenho, o que melhorou ou até mesmo para entender meus pontos fracos. Na minha opinião, esse é o objetivo das olimpíadas: fazer com que sempre busquemos ser melhores do que já fomos”, destaca Maria Eduarda, que ampliou suas conquistas com o bronze na OMIF.

Conhecimento e disciplina

Para Marcelo Augusto Vieira Lopes, estudante de Eletrônica do Câmpus Florianópolis e ouro na Omif deste ano, o conhecimento é usado muito além das competições. “Muitas vezes acabei utilizando conceitos que aprendi enquanto estudava para olimpíadas para resolver problemas de outras áreas, o que me ajudou inclusive a compreender várias matérias do meu curso. As olimpíadas ajudam a identificar pontos fortes e fracos no estudo, e incentivam o estudante a desenvolver uma organização melhor. Eu mesmo sempre tive dificuldade em organizar horários de estudo e manter uma consistência, e as olimpíadas têm me ajudado a melhorar isso”, explica.

“Acredito que, apesar de ser muito bom conseguir medalhas, elas são o resultado final de muita dedicação. O que realmente me motiva é a vontade de entender como as coisas funcionam, e essa motivação que me leva a estudar e aprender a resolver problemas mais difíceis, o que no final pode resultar em algumas premiações se eu realmente estiver bem preparado, tanto em questão de técnicas quanto psicologicamente. No fundo, acredito que a participação em olimpíadas acaba ensinando muito por conta da exposição a problemas mais complexos, independente do resultado obtido pelo estudante”, conta Marcelo.

Diversão e incentivo

Camila Fank Kist é estudante do curso técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio no Câmpus Chapecó do IFSC. “Sempre participo das Olimpíadas de Matemática, acho uma oportunidade incrível para testar os conhecimentos e ao mesmo tempo me divertir. Pretendo participar de mais Olimpíadas, nas mais diversas áreas do conhecimento”, destaca.

Alan Antônio Bonetti, tem 17 anos e cursa técnico em Informática integrado ao Ensino Médio no Câmpus Chapecó do IFSC. "Desde meu sexto ano eu descobri um interesse muito grande por matemática. Desde então eu participei de tantas Olimpíadas quanto possível. A maioria, como a OMIF, têm questões que, mais do que desafiadoras, são divertidas. Eu adoro a sensação de terminar cada questão e pensar: "Cara, essa foi bem bolada", ainda que eu tenha errado a questão. Meus principais objetivos para o futuro são crescer na minha fé Católica, fazer licenciatura em Matemática, começar a dar aulas, futuramente cursar um mestrado e doutorado e entrar numa Universidade ou Instituto Federal para ganhar uma grana", planeja.

Aliçon Douglas Zaparte tem 18 anos e estuda no técnico integrado em Mecânica no Câmpus Xanxerê do IFSC. “Eu gosto de participar deste tipo de Olimpíada. É uma forma de aprendizagem, como também de testar meus conhecimentos. É divertido, principalmente aprender com aquilo que a gente não sabe. Ainda não realizei projetos na área de Matemática, mas espero no futuro poder desenvolver alguma pesquisa nesse sentido. Sonho em poder algum dia fazer a diferença de alguma maneira. Espero também poder viajar bastante ainda, como também me formar”, pontua.

Vinícius Gabriel Merlo, de 17 anos, é aluno do curso de informática no Câmpus Xanxerê do IFSC. “Minha participação aconteceu pela motivação que recebi do professor de matemática do Câmpus, Daniel Ecco, este que nos apoia e  motiva a sempre participar das oportunidades oferecidas. Já havia participado de outras Olimpíadas de Matemática, que também foram ofertadas e apresentadas pelo professor. Como planos para o futuro, pretendo seguir uma carreira na área de arquitetura”, detalha. Bruno Bianchi Pagani, tem 17 anos e estuda Informática no Câmpus Xanxerê do IFSC. “Participei porque acho divertido resolver questões e aprender além do que a escola propõe. Desde 2017 tenho aulas de matemática no PIC, um programa da OBMEP para premiados. Já participei de aulas com o Professor Daniel antes mesmo de ir para o IFSC. Para o futuro eu quero focar nos meus projetos pessoais e continuar indo além nos estudos, principalmente nas exatas em geral”, projeta Bruno.

 

Como acontece a prova?

A olimpíada acontece desde 2018 e surgiu a partir de um projeto de extensão e posterior parceria entre o IF Sul de Minas e o IFRN. As provas são elaboradas por professores da Rede Federal brasileira e, na 1ª fase, aplicadas nos câmpus da Rede Federal inscritos na OMIF. Já a 2ª fase é itinerante, sendo eleito a cada ano o local da próxima edição da OMIF. Em 2021, assim como em 2020, as provas, oficinas, mesas temáticas e demais atividades ocorreram de maneira virtual. Conheça o site do evento aqui.

Medalhistas

Câmpus Chapecó

  • Camila Fank Kist (Prata)
  • Alan Antônio Bonetti (Bronze)

Câmpus Criciúma

  • Felipe Elton Pazini Savi (Prata)
  • Kamylo Serafim Porto (Prata)
  • Kauan Mariani Ferreira (Prata)

Câmpus Florianópolis - Centro

  • Marcelo Augusto Vieira Lopes (Ouro)
  • Leonardo de Sousa Marques (Prata)
  • João Antonio Espindola Teixeira (Prata)
  • Renata Graupen Figueiredo (Bronze)
  • Gabriel Alves Braz (Bronze)
  • Marcelo Miguel Alves da Silva (Bronze)

Câmpus Jaraguá do Sul - Centro

  • Gustavo Tironi (Bronze)
  • Natalia Mirela de Lima (Bronze)

Câmpus Joinville

  • Andrea Quintanilla Torrez (Ouro)
  • Luis Roberto Quintanilla Torrez (Ouro)
  • Paulo Pimentel Regueira (Ouro)
  • Gustavo Fabianno Pereira (Prata)
  • Maria Eduarda Carneiro (Bronze)

Câmpus Xanxerê

  • Bruno Bianchi Pagani (Prata)
  • Aliçon Douglas Zaparte (Bronze)
  • Vinícius Gabriel Merlo (Bronze)
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