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Projeto do IFSC leva alternativa de renda a mulheres do presídio feminino de Tubarão

EXTENSÃO Data de Publicação: 13 ago 2018 16:42 Data de Atualização: 13 ago 2018 17:05
A mexicana Frida Kahlo foi uma das artistas mais importantes do século XX e hoje, mais de 60 anos após sua morte, se transformou num ícone para as mulheres do mundo todo. Além de ser uma mulher independente e à frente de seu tempo, outros fatos marcantes de sua biografia fazem dela uma inspiração.

Aos 18 anos, após sofrer um grave acidente, Frida Kahlo ficou entre a vida e a morte, e foi na cama que começou a pintar. Ao final da curta vida, teve de usar cadeira de rodas em razão da deterioração de sua saúde, e mesmo assim continuou a trabalhar e atuar como ativista.

A capacidade de seguir em frente mesmo presa às limitações do próprio corpo é um dos motivos pelos quais Frida Kahlo é tema e inspiração de um projeto de extensão Câmpus Tubarão do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Até dezembro, um curso no Presídio Feminino de Tubarão vai capacitar um grupo de 15 mulheres em situação de privação de liberdade conjugando conhecimento e arte.

“A Frida ficou muito tempo presa em uma cadeira de rodas, teve problemas de saúde, e encontrou no trabalho e na arte o motivo para continuar a viver e a se sustentar. Era uma alma livre”, explica Juliana Espíndola, coordenadora do projeto.

Inspirado no exemplo de Frida, o projeto “Empoderar mulheres é libertar: por Educação Integral, Arte e Trabalho” pretende empoderar as reeducandas do presídio a partir do incentivo à autonomia e do resgate da autonomia das mulheres. O curso é dividido em três módulos: Educação Integral e Habilidades Sociais; Arte e Cultura; e Mundo do trabalho e empreendedorismo. Serão realizadas oficinas de montagem de bijuterias, que serão expostas na “Mostra da Coleção de Acessórios femininos Frida Kahlo”, ao final do projeto. Além disso, a ideia é trabalhar temas ligados à arte e à cultura para proporcionar uma mudança imediata na vida das alunas.

“Elas entrarão em contato com um projeto de futuro, para ver que elas podem ter um trabalho e um retorno financeiro depois. Não é nada utópico, que elas não vão conseguir. É um trabalho viável. A arte vem aliada ao trabalho e desde agora queremos inspirá-las a ler, a ocupar o tempo. Antes de pensar no projeto de futuro, é pensar no que pode ser feito agora”, explica Juliana.

A primeira aula foi realizada no dia 7 de agosto, com uma apresentação de flauta transversal do professor Emerson Serafim, responsável por um outro curso que também está sendo realizado no presídio. A professora de português Juliene Marques trabalhará a poesia, e a colaboradora externa Dulce Espíndola vai contribuir com a história da personagem que inspira o projeto. A bolsista é Pâmela Olbermann, aluna do recém inaugurado curso técnico em Administração.

A ação integra o programa Mulheres Sim, do IFSC. O Campus Tubarão participou das edições de 2015 e 2017 do programa, fomentando a inclusão, a formação e a autonomia das mulheres em situação de vulnerabilidade social da região de Tubarão. Em 2015, o curso atendeu mulheres oriundas de bairros do entorno do Câmpus e cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Em 2017, o curso trabalhou autoestima e empoderamento feminino, aberto a sujeitos que se identificam com o gênero feminino. 
 
EXTENSÃO CÂMPUS TUBARÃO