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Trabalho com educação especial traz novas experiências para estudantes do Câmpus Palhoça Bilíngue

SEPEI Data de Publicação: 31 jul 2019 17:30 Data de Atualização: 31 jul 2019 16:22

Equidade social e acessibilidade educacional. Objetivos principais do Laboratório de Tecnologia Assistiva (Labta), inaugurado em março passado, no Câmpus Palhoça-Bilíngue, e que, ao mesmo tempo, tem sido oportunidade de aprendizado para estudantes bolsistas ou estagiários.

O laboratório atende alunos de diversos câmpus do IFSC. No Labta, são atendidos estudantes com vários tipos de deficiências, como paralisia cerebral e surdocegueira, que limitam a capacidade deles de se comunicar e mesmo de compreender o mundo. Alguns têm dificuldade em entender tanto a língua de sinais (Libras) quanto a língua portuguesa. Para tentar contornar esse problema, a equipe do Labta desenvolveu um instrumento para ensinar palavras por meio de figuras. No laboratório são usados recursos criados a partir do projeto KITA - Kits de recursos de Tecnologia Assistiva de baixo custo.

A maior parte dos alunos atendidos no Labta são surdos e, para auxiliá-los, o laboratório conta com apoio de bolsistas surdas. Uma delas é a apresentadora do trabalho no 8º Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei), Gabriela da Costa Viana, de 22 anos, do curso de licenciatura em Pedagogia Bilíngue, que ajuda os colegas atendidos a adquirir conhecimentos de linguagem a partir das imagens. “É um estágio bem desafiador para mim, mas eu tinha o sonho de trabalhar com educação especial”, diz. O trabalho mais gratificante para ela é atender um colega com surdocegueira (é surdo e está perdendo a visão) e auxiliá-lo a comunicar-se.

O objetivo do IFSC é, no futuro, ter um Labta em cada região de Santa Catarina. Professora que atua no Labta, Ivani Cristina Voos afirmou que são cerca de 250 os estudantes com deficiência atualmente em todo o IFSC.

SEPEI