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Fazer Extensionista cumpre objetivos e prepara participantes para atuação junto à sociedade

EXTENSÃO Data de Publicação: 15 dez 2020 12:21 Data de Atualização: 15 dez 2020 12:30

O curso Fazer Extensionista aconteceu em novembro até a primeira quinzena de dezembro, com o objetivo de apoiar a formação de discentes e servidores extensionistas, contribuir para a percepção do arranjo produtivo local, e atingir de modo estratégico setores da sociedade, além de potencializar os currículos envolvidos. A promoção da Diretoria de Extensão (Direx) da Pró-reitoria de Extensão e Relações Externas (Proex) e por discentes extensionistas foi dirigida a equipes dos câmpus e do Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead), formadas por um servidor e até cinco alunos para atender demandas da comunidade externa. 

Cumprindo seus objetivos, o Fazer Extensionista foi além de planos e projetos de extensão. A professora do Câmpus Urupema, Raquel Franciscatti, foi orientadora de um grupo de alunos, formado na maioria por estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Essa oportunidade do curso foi importante para esses alunos saberem sobre extensão, seu papel, como fazer um projeto, mas principalmente por ser pessoas que não tinham letramento digital, foi um trabalho que ultrapassou, e que foi além dos planos de extensão”, ressalta. 

O grupo foi formado por quatro alunos do Proeja, e mais um aluno de Viticultura e Enologia que ingressou recentemente no curso e que há algum tempo estava afastado dos estudos. 

Segundo ela, primeiro foi realizado um trabalho de letramento digital, no qual foi ensinado entrar no email e redigi-lo, acessar o Sigaa (Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas), baixar o aplicativo para ter as reuniões online do curso, acessar o moodle, e como escrever um comentário.

Raquel conta que o grupo irá desenvolver um projeto de separação de lixo, ação que deixa a desejar em Urupema, apesar da Prefeitura Municipal ter colocado duas cestas para a separação, lixo reciclável e não reciclável. “Só que as pessoas não separam os resíduos. Então eles têm a ideia de fazer esse projeto. Eles já foram até o Centro de Reciclagem da cidade, entrevistaram os coletores de lixo, para poder ver como eles vão desenvolver o projeto, que vai acontecer em parceria com a Prefeitura Municipal”, relata a orientadora. 

Extensão com teoria e prática

Atuante no câmpus vizinho na serra catarinense, a pedagoga do Câmpus Lages, Magali Inês Pessini Pessini foi uma das instrutoras do curso. Para ela, a extensão no IFSC é uma expressão que retrata o compromisso social da instituição com a sociedade. “Com o Covid-19 desafios com outros formatos nos foram impostos, e o curso “Fazer Extensionista” contemplou em sua proposta os aspectos teóricos da extensão, a percepção e busca de demandas do arranjo produtivo local, o panorama da extensão desenvolvida no IFSC, a extensão como ferramenta de transformação e como forma de atendimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o protagonismo discente. Assim, a teoria, a prática e a aprendizagem colaborativa permearam os quatro módulos do curso, fomentando o protagonismo discente e a aproximação e integração com a comunidade”, destaca e completa: “a extensão vivenciada aqui no curso ‘Fazer Extensionista’ possibilitou aos discentes e servidores participantes uma imersão na extensão com trabalho coletivo em equipe, desta forma, os participantes se envolveram em momentos de trocas de saberes, experiências e cenários.  Cabe destacar que, os recursos virtuais têm sido de extrema importância para aproximar os estudantes e a comunidade neste momento de distanciamento social e para a inovação das práticas extensionistas”.

Também do Câmpus Lages, a aluna do curso superior em Gestão do Agronegócio, Eduarda Lessa de Araújo de Souza, nunca havia participado de nenhuma ação ligada à extensão. Segundo ela, o curso possibilitou a ela aprender que existem diversas formas de se conectar com as pessoas e transmitir conhecimento através da extensão. “O fazer extensionista me abriu novas oportunidades de transformar o conhecimento que temos no IFSC em retorno para a comunidade seja ela urbana ou rural, e tenho vontade sempre que possível de estar participando de muitos outros projetos de extensão futuros. Saber que o nosso papel como discentes tem poder de ajudar a nossa comunidade é algo impressionante”, coloca Eduarda, que integra agora, mesmo em tempo de distanciamento social, um projeto de conscientização sobre a importância da reciclagem em casa.

A aluna da 8ª fase do curso de Licenciatura em Física do Câmpus Araranguá, Olívia Souza, atua em projetos de extensão desde que ingressou no IFSC e ela avalia o curso Fazer Extensionista: “o curso ajudou bastante, já que abordou em como se fazer um projeto de extensão, mesmo em tempo de distanciamento social devido à pandemia, ajudou muito em como organizar um projeto de extensão, quais são as etapas, o que tem que fazer e falar para o pessoal que vai participar. Tudo isso eu consegui aprender melhor”, afirma a estudante. 

Olívia destaca que os resultados foram muito satisfatórios, tanto para a Direx como para os alunos. “Eles demonstraram terem gostado muito e terem aprendido bastante, apesar da dificuldade de alguns devido ao acesso à internet. As ideias conseguiram ultrapassar a barreira do distanciamento social. E eles usaram isso como algo bom prá eles, porque conseguiram vencer essa barreira”. 

Para a já extensionista, o Fazer Extensionista é uma iniciativa que deve seguir. “Essa prática do Fazer Extensionista é muito boa para todos os lados, tanto para quem participa, para quem executa, como para a comunidade, que é o público-alvo da extensão. Todo mundo sai ganhando e aprende em diversos âmbitos, é interdisciplinar a prática da extensão”, conclui a estudante. 

Mais

Os participantes foram selecionados por meio de Edital Proex 16/2020, e cumpriram carga horária de 120 horas, com atividades teóricas e práticas no decorrer do curso. 

Participaram do curso 19 equipes formadas por até cinco discentes e um(a) orientador(a) cada. A formação pautou desde a busca de demandas de arranjos produtivos locais até a execução de atividades pontuais de extensão e sua melhoria contínua. Cinco discentes fizeram parte da equipe Direx e colaboraram na construção do curso. 

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