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Estudantes e professores desenvolvem placas táteis para IFSC e Associação de Deficientes Visuais

EXTENSÃO Data de Publicação: 27 set 2021 15:42 Data de Atualização: 22 out 2021 17:42

Já é realidade no Câmpus Chapecó do IFSC a última fase do projeto de extensão para desenvolvimento e implantação de sinalização acessível para pessoas cegas ou com baixa visão. Em parceria com a Associação dos Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc), o projeto "Sinalização Acessível" iniciou em julho deste ano e tem previsão de encerramento em novembro. Nesta etapa, são executadas a impressão e validação das placas de sinalização acessíveis pela equipe multidisciplinar do projeto. E, por último, as placas serão fixadas, conforme as normas técnicas. A Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão (Depe) do Câmpus Chapecó do IFSC coordena as atividades.

Conforme a equipe organizadora - estudantes professores e técnicos, a ideia do projeto surgiu após a identificação da ausência de sinalização tátil/acessível nas salas e laboratórios do IFSC, direcionada para pessoas cegas ou com baixa visão. O intuito do projeto foi reverter este cenário e trazer ao Câmpus Chapecó a possibilidade de ampliar a acessibilidade e, ainda, possibilitar aos estudantes bolsistas ampliar os conhecimentos na área de modelagem, impressão 3D e braile. 

“Além da entrega do produto final, o projeto vem mobilizando o debate sobre acessibilidade e inclusão no câmpus, aspecto que contribui para futuras ações na área”, destaca a professora de Educação Especial e coordenadora do Núcleo de Acessibilidade Educacional (NAE), Cleide Silva do Nascimento. 

Aluno do câmpus, Gabriel Henrique Slomski Vacarin foi um dos bolsistas envolvidos na execução. “A experiência me ajudou a conhecer o câmpus, participar das tarefas e atividades, e aprender com a língua. Também começamos a mexer com impressora 3D, entender como ela funciona, entender desenho e modelagem das placas, além de participar mais dessa parte de acessibilidade. Para quem está iniciando no curso, como eu que estou no terceiro semestre, se torna bastante vantajoso e interessante”, avalia Gabriel. 

Primeiras fases do projeto

As etapas anteriores consistiram no desenvolvimento do projeto técnico de cada placa, em software CAD, contendo a identificação em português (relevo) e no sistema de escrita braile do número da sala e descrição breve. Também foi realizado um estudo sobre impressoras 3D e sua utilização, para garantir a compra do equipamento e suprimentos compatíveis com a necessidade do projeto. A equipe responsável também estudou em profundidade os materiais de Grafia Braille para a Língua Portuguesa; as Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille e a NBR 9050. Ainda, os integrantes do projeto participaram de uma oficina de braile com os profissionais da Adevosc, aberta à comunidade escolar. 

As atividades são desenvolvidas na sede do Câmpus Chapecó, com a utilização dos laboratórios e estrutura já existente. O recurso do projeto oportunizou a compra da impressora 3D, que ficará disponível para o campus após o projeto, de filamento para  a mesma, utilizado para a produção das placas de sinalização em braile, de tinta para pintar o contraste exigido pelas normas que especificam as placas e de parafusos e buchas para a fixação das placas.

A equipe da Adevosc contribui com orientações técnicas relativas à escrita no Sistema Braille, além de realizar a conferência da língua e certificação das placas. Em contrapartida, a associação será beneficiada com placas acessíveis para seu espaço físico.

 

EXTENSÃO CÂMPUS CHAPECÓ

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