Intercâmbio na Alemanha aproxima estudante do IFSC da pesquisa aplicada

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 02 jun 2026 12:00 Data de Atualização: 02 jun 2026 14:24

Suzana Cardoso é aluna do curso de Engenharia Elétrica do Câmpus Jaraguá do Sul-Rau e está na Alemanha participando do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Desde março, ela atua no projeto de pesquisa “Replacing test bench testing with simulations, collecting data for innovative propulsion systems" na Technische Hochschule Ingolstadt (THI).

Leia o relato dela sobre esta experiência:

Foi uma grande surpresa e alegria quando descobri ter sido contemplada com uma bolsa, já que havia ficado em 1º na lista de espera. Encontrar uma acomodação não foi fácil, os preços são altos e o mercado é concorrido, então quanto maior a antecedência, melhor. Outra questão foi que não somos considerados estudantes da instituição, então não tínhamos desconto de estudante no restaurante universitário e não podemos acessar a biblioteca fora dos horários normais de funcionamento (coisa que os estudantes daqui podem fazer). Mas de modo geral, as coisas têm se resolvido.  Um dos professores supervisores descobriu que podemos comprar um cartão que tem o desconto de estudante no RU e foi o que fizemos, quanto à biblioteca, o acesso ainda está sendo verificado. 

Meu professor Supervisor, Alexander Gelner, me aconselhou a participar da semana de orientação para os estudantes internacionais e foi a decisão mais acertada. Ali pude interagir com muitas pessoas novas de diversos países diferentes e fazer boas amizades. Inclusive, minha rotina se resume em trabalhar no laboratório durante os dias da semana, participar das aulas de alemão (também aconselhado pelo meu supervisor) e no final de semana, visitar diversos outros lugares com meus amigos. Tenho amado todas essas experiências novas, apesar da barreira de linguagem e choque cultural.

Gostaria de deixar registrado também que temos muita liberdade, não há horários fixos e nem prazos complexos de entrega de resultados; o que hoje em dia considero positivo, mas me deixava muito perdida no início. Tudo isso tem desenvolvido muito minha autonomia. Meu trabalho no laboratório resume-se em fazer um sistema de Crankangle antigo se comunicar com uma KiBox (sistema de análise dos testes). E o maior problema é a incompatibilidade de sinais, então estou aplicando engenharia reversa nos equipamentos que temos disponíveis para tentar identificar o que é cada PIN do cabo conector e achar uma maneira de converter o sinal (já que a empresa fabricante não produz mais o cabo adaptador que precisávamos). Porém considero um trabalho relativamente dificultoso, já que temos muitos sinais que necessitam de uma precisão elevada e esse é um problema que eles têm enfrentado antes mesmo da minha chegada. 

Paralelamente, com um intuíto mais didático, tenho usado o osciloscópio, coletado dados do encoder e construído um código no MATLAB que nos permite calcular a velocidade e a frequência da rotação de uma furadeira. O objetivo até o final da minha estadia é conseguir resolver esse problema da incompatibilidade de sinais do encoder com a KiBox e aproveitar o máximo possível de experiências novas nesse intercâmbio. 

Além disso, gostaria de agradecer ao IFSC por proporcionar esse tipo de experiência imersiva e transformadora. Sem dúvidas, é algo que está me marcando profundamente e sei que marcará minha trajetória pessoal e profissional. Sempre fui fascinada por pesquisa e poder viver o dia-a-dia ao lado de excelentes pesquisadores tem sido inspirador, além é claro, de muito educativo.

Intercâmbio no IFSC

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