IFSC VERIFICA Data de Publicação: 26 ago 2025 06:53 Data de Atualização: 05 set 2025 16:05
Há 80 anos terminava a Segunda Guerra Mundial - oficialmente no dia 2 de setembro de 1945. Ao longo das décadas seguintes esperou-se que a diplomacia entre os países superasse os conflitos militares. Mas 2025 revela que a situação no mundo é dramática, com muitas guerras e conflitos armados ocorrendo neste momento, com milhares de mortos, refugiados, comunidades destruídas e culturas sendo dizimadas.
Instituições internacionais e especialistas em História e Geopolítica alertam para uma escalada dos conflitos nos últimos anos. Diante disso vem a preocupação: “Estamos próximos de uma nova guerra mundial?”
Para responder a essa pergunta, trazer um panorama das guerras e falar sobre o risco de ataques nucleares, conversamos com:
Paulo Henrique de Amorim, professor de Geografia do Câmpus São José do IFSC, Viegas Fernandes da Costa, professor de História do Câmpus Florianópolis do IFSC, Daiane Cristini Barbosa de Souza, professora da área de Radiologia do Câmpus Florianópolis do IFSC e Sidnei José Munhoz, professor do Programa de Pós-graduação em História da UFSC
Antes de respondermos à pergunta deste post, o professor Viegas traz o questionamento:
O que define uma guerra mundial?
Por trás das tragédias da fome, da violência e da destruição de uma guerra é uma disputa por territórios. Essa é uma questão fundamental para definir o que é uma guerra: um Estado invadindo outro. Os interesses nestes territórios são diversos, desde a ganância por minerais ou o controle de recursos naturais até questões religiosas e minorias, como a divisão de povos com a demarcação artificial de fronteiras.
Mas o que leva uma guerra para se tornar mundial? O professor Paulo traz uma referência do que conhecemos como guerras mundiais, que foram disputas territoriais entre as principais potências do momento e que aconteceram simultaneamente em diferentes “teatros de guerras”. "Na Segunda Guerra Mundial havia conflitos acontecendo na Europa, na África, na Ásia, os Estados Unidos lutando também nessa frente asiática. Além disso, estes conflitos relacionados, têm um interesse comum."
Com base nestes critérios, narradas duas guerras mundiais - a primeira, de 1914 a 1918, e a segunda, de 1939 a 1945. O professor Viegas destacou que elas só foram chamadas de guerras mundiais depois que aconteceram, ou seja, não são definidas como mundiais durante o processo e dependentes também de quem está contando a história.
Nesse sentido, ele questionou: "O que foi a ocupação dos continentes americano, asiático e africano pelos europeus? Foi a destruição de toda uma humanidade. Então, o que define uma guerra mundial? Me parece que o centro dessa discussão é: esta guerra envolve uma população branca de origens europeias? Então se envolve a Europa, se envolve os Estados Unidos então temos uma guerra mundial, caso contrário, não.">
Ele traz outro exemplo recentemente lembrado: a invasão do Congo pela Bélgica no final do século 19. "Foram assassinados 10 milhões de seres humanos. Isso oficialmente e desconsiderando todos aqueles que foram mutilados. Isso é muito mais do que os números oficiais do genocídio perpetrado pelo governo alemão contra judeus, homossexuais e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial.">
Onde estão ocorrendo guerras hoje?
Na Ucrânia e na Faixa de Gaza, provavelmente será a resposta da maioria. Mas há guerras que acontecem há mais tempo, como no Iêmen, Sudão do Sul e Armênia, e não aparecem nos noticiários. Mesmo quando o vídeo de um míssil cruzando o céu de Israel chegar até você, você pode ter certeza de que a guerra já está há muito tempo destruindo vidas. E desde o início do século 21, o cenário tem se agravado.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas de Paz de Oslo (PRIO , na sigla em inglês) revela que em 2024 foram 61 guerras em 36 países – o maior número desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Nesta análise, são contabilizados os conflitos que envolvem pelo menos um Estado.
Outra pesquisa, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), mostra que mais de 200 mil pessoas foram mortas entre 2023 e 2024 em 134 guerras e conflitos armados pelo mundo. E revela que este número é 37% maior que um ano antes.
O historiador Sidnei Munhoz traz um panorama do crescimento: "No pós 11 de setembro de 2001, começamos a ter a expansão de uma série de conflitos: Afeganistão, Iraque, Síria. Houve a expansão de alguns desses conflitos em termos regionais, e, por fim, o conflito que auxiliamos na Ucrânia".
Segundo ele, fala-se em mais de 100 mil mortos desde que a guerra no Leste Europeu começou, em fevereiro de 2022, mas alerta: "Vou repetir uma coisa que muita gente já disse ao longo da História: na guerra, a primeira vítima é a verdade. Cada regime quer passar uma ideia de que está vencendo, de que a situação do inimigo é muito pior."
Os refugiados pelo mundo
Segundo estudo da Acnur, uma agência da ONU para refugiados, até o final de 2024, uma em cada 67 pessoas em todo o mundo foi ou estava sendo obrigada a se deslocar devido a perseguições, conflitos ou violência, o que representa 123,2 milhões de pessoas.
Uma pesquisa revela que, nos últimos 10 anos, o número de pessoas forçadas a sair de suas casas praticamente dobrou, com o Sudão se tornando o país com maior número de refugiados e deslocados internos: 14,3 milhões de pessoas. O país vive instabilidade política há mais de 50 anos. O último grande conflito começou em 2023 na disputa pelo poder entre gerações rivais.
Fonte: Acnur
Síria (com 13,5 milhões), Afeganistão (com 10,3 milhões) e Ucrânia (com 8,8 milhões) são outros países com maior número de deslocados.>
Nas estatísticas, também há pessoas que fogem, por exemplo, do tráfico, seja na Colômbia, ou mesmo no Brasil. E como vimos com o Sudão, parte dos conflitos armados não envolve mais de um país, diretamente, mas lutas internas. Os professores lembram, no entanto, que muitas delas surgem a partir de interferência de outros países.
As guerras têm uma origem comum?
As origens de um conflito podem remeter há séculos, mas os professores destacam que boa parte das guerras atuais, inclusive na Ucrânia e no Oriente Médio, são consequências da Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria.
"Tanto a guerra da Ucrânia quanto o que acontece hoje no Oriente Médio, envolvendo Israel, Síria, Líbano, e recentemente o Irã, são, na minha percepção, consequências de uma reconfiguração da geopolítica internacional. Por exemplo, a Rússia atacando a Ucrânia sob a justificativa de que a Ucrânia estava se envolvendo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, que é um resquício da Guerra Fria", explica Viegas.
Para contextualizar o cenário atual, os professores retomam com frequência este período, que se inicia com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e se estende até 1989, com a queda do muro de Berlim. O período da Guerra Fria é caracterizado pela existência de duas superpotências militares, os Estados Unidos e a União Soviética, com conflitos indiretos e disputas.
No áudio a seguir, o professor Viegas explica mais sobre a Guerra Fria e como EUA e URSS passaram a ser as duas grandes potências com a Segunda Guerra Mundial:
Guerra na Ucrânia é por causa de Otan?
Uma das principais alegações da Rússia para invadir a Ucrânia é o interesse deste país em aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma organização militar que surgiu no século 20 com o objetivo de conter o avanço da União Soviética.
Mesmo depois do fim da Guerra Fria, a Otan continua como uma aliança entre a Europa Oriental e os Estados Unidos e agora a Rússia alega que ela é uma ameaça à sua integridade territorial. Por conta dessa “ameaça”, a guerra até está sendo chamada de “preventiva”.
Os professores destacam outro argumento para o conflito que também teve origem naquele período: diversos países que existem hoje fizeram parte da União Soviética e as populações se deslocaram dentro dela. Com o fim da URSS, as fronteiras foram criadas, mas com povos de diferentes origens dentro de um mesmo país.
"Antes da Ucrânia, a Rússia já tinha invadido a Crimeia, que também era território um ucraniano. Também teve invasões na Geórgia, teve outras disputas no Cáucaso, e que estão relacionadas a um elemento étnico", explica Paulo. O governo russo traz esse argumento novamente agora, alegando que precisa apoiar e proteger a população de origem russa.
O professor Viegas lembra que mais uma vez são potências demonstrando força, tentando se manter no poder: “Nós temos potências que eram hegemônicas e que hoje estão perdendo sua hegemonia.
Qual a origem da guerra no Oriente Médio?
Os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 a Israel, promovidos pelo grupo palestino Hamas, são uma justificativa do Estado de Israel para uma série de invasões a Gaza, Cisjordânia, Síria, Líbano e Irã. Naquele único dia, mais de 1 mil civis israelenses foram mortos e cerca de 200 pessoas foram levadas como reféns para a Faixa de Gaza.
Mas os conflitos na região são muito anteriores. Novamente, decisões tomadas com o fim da Segunda Guerra ampliaram as propostas entre judeus e o povo islâmico.
Um dos fatos é a criação do Estado de Israel em 1948, como explica o professor Sidnei Munhoz: "No final da Segunda Guerra Mundial, após o Holocausto, buscou-se uma saída no âmbito das Nações Unidas com a criação de dois estados na região. Mas o sionismo, movimento criado no final do século 19 que tinha por objetivo buscar um território para os povos judeus, trabalhou muito para conseguir a constituição de um território pátrio para os judeus, alegando que o local escolhido era uma terra sem povo, mas aquela terra era habitada, predominantemente por palestinos.
Vale lembrar que, com o Holocausto, a região recebeu muitos judeus que fugiram da perseguição na Europa.
O professor Sidnei explica que com a criação do Estado de Israel, houve uma tentativa de ocorrência dos povos palestinos. “A resposta das forças militares de Israel é chamada pelos palestinos de Nakba - a grande tragédia, que implicou na expulsão (da região onde hoje é Israel), supõe-se, de algo entre 800 mil e um milhão de palestinos, das suas casas, dos seus lares, perderam tudo e se espalharam pela região.”
>Foram várias tentativas ao longo das décadas seguintes para reverter a situação. "Só que Israel, melhor armado e com o apoio dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, de maneira geral impôs grandes derrotas a essas reações. Então, Israel se consolidou como uma nação moderna, industrializada, que investiu muito em ciência, tecnologia e se tornou central na estratégia dos Estados Unidos para a região", completa Sidnei.
>No áudio a seguir, o professor da UFSC traz outras questões relacionadas à situação dos palestinos:>
O professor Paulo também traz um elemento apontado por analistas, que é a questão política interna de Israel: "O governo de Benjamin Netanyahu tem uma série de acusações de corrupção contra ele, então a guerra seria uma forma de se sustentar politicamente também. A guerra como uma forma de se legitimar no poder e quando um país está em guerra com outro, a gente sabe que tem uma série de excepcionalidades que são aplicadas na política."
Outra questão apontada pelos professores para a situação no Oriente Médio é a desproporção dos ataques de Israel. "O povo palestino não tem um exército. Então você tem um Estado nacional fortemente armado, talvez hoje um dos mais armados que é Israel, produzindo um massacre contra uma população civil", afirma Viegas.
Xenofobia e genocídio
Paulo explica que os ataques terroristas a Israel em 2023 também abriram espaço para uma visão de que a ultradireita israelense está propagando sobre o que são os palestinos. "O Estado de Israel legitimou uma visão xenófoba contra os palestinos. Hoje uma parcela da população israelense entende que os palestinos devem ser erradicados ou expulsos."
Por conta desses fatores - poder militar desproporcional e visão xenófoba, os professores apontam que o que está acontecendo em Gaza é genocídio - termo utilizado para definir extermínio de um povo, parcial ou total, baseado em diferenças étnicas, raciais ou religiosas.
Ele completa que o projeto de expansão e de criação de um grande estado de Israel atinge também a Cisjordânia e partes do território sírio, por exemplo. Irã e Síria são vistos por Israel como países que mantêm laços com o Hamas.
A ONU não teria o papel de mediar esses conflitos?
Para o professor Paulo, o que se tem visto nos últimos anos é o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), criada em 1945 com o propósito de manter a paz e a segurança internacional e desenvolver relações amistosas entre as nações.
"Isso não aconteceu. Desde os anos 1990 houve conflitos militares acontecendo ao redor do mundo. Pouco a pouco a ONU teve o seu papel minado. E hoje o que a gente assiste é realmente um agravamento dessa situação, tanto por parte do conflito da Ucrânia, onde as Nações Unidas não exigem exercer um papel mediador, e particularmente no caso de Israel, porque a existência do Estado de Israel, por exemplo, tem tudo a ver com a existência das Nações Unidas."
Para os professores, o enfraquecimento do diálogo leva mais países a buscarem uma via militar para resolver seus conflitos, um exemplo do que fazem as grandes potências. Seria uma legitimação das posturas violentas, ampliando o risco de escalada global de conflitos.
A preocupação com ataque nuclear é real?
Este mês de agosto marcou os 80 anos que o mundo presencia o efeito devastador das bombas atômicas - a primeira, "Little Boy", foi lançada em Hiroshima no dia 6 de agosto, seguida pela bomba "Fat Man" em Nagasaki no dia 9 de agosto. Estima-se que morreu nas duas cidades entre 15 mil e 250 mil pessoas. Com a Guerra Fria, havia o temor de que os países travassem uma guerra nuclear.
No artigo Hiroshima e Nagasaki: crime de guerra ou necessidade militar? Um dilema ético 80 anos depois, o professor Sidnei Munhoz abordou o assunto com mais detalhamento.
Viegas lembra que, historicamente, se faz uso político do medo ao apontar que Irã e Coreia do Norte, por exemplo, podem ter armas nucleares.
Além dos Estados Unidos e da Rússia, outros sete países detêm armas nucleares: China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte. "É importante ressaltar que Israel nunca assinou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e, por isso, nunca teve suas instalações vistoriadas pela Agência Atômica Internacional. Nunca reconheceu oficialmente o desenvolvimento do seu projeto nuclear e o mundo trata isso como algo normal", critica Viegas.
No vídeo a seguir, a doutora em Tecnologia Nuclear, Daiane Cristini Barbosa de Souza, professora do Câmpus Florianópolis, conversa com o jornalista Rafael Xavier sobre o medo gerado pelas bombas e o papel da energia nuclear no mundo atual.
Além das armas nucleares, as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio revelam uma nova forma de combate, com drones super leves que levam explosivos capazes de destruir tanques de guerra.
Segundo Paulo, a grande preocupação neste momento são os mísseis de longo alcance, também chamados de mísseis hiper balísticos. Rússia e Estados Unidos têm mísseis intercontinentais já há algum tempo, permitindo que possam atingir territórios muito distantes de seus países.
“Mas os chamados mísseis balísticos são armamentos com os quais não se tem defesa hoje, o que ficou visível no caso dos ataques que Irã promoveu a Israel, um país conhecido por ter um sistema chamado Cortina de Ferro, o Iron Dome, que seria capaz de detectar e destruir qualquer míssil antes de atingir o solo. Só que os ataques do Irã mostraram que não. O território de Israel acabou sendo atingido, o que mostrou que, talvez nesse caso, nenhum lugar está plenamente a salvo.”
Com um risco maior de ataques, Viegas alerta que países entendem que desenvolver armamentos é condição de segurança dos seus territórios. Isso, somado aos exemplos da falta de diálogo, pode levar a ampliação de conflitos militares.
E a China nisso tudo?
Falamos de vários países mas até agora não citamos a China, que desponta há algum tempo como uma superpotência, mas não está diretamente envolvida nos conflitos.
Vale lembrar que durante a maior parte do século 20, a China era considerada um país pobre, atrasado, fechado com relação ao mundo e após os anos 1980, começa a se abrir economicamente e a crescer. Para Viegas, o século 21 está sendo marcado por uma reconfiguração da geopolítica mundial, com o surgimento de uma nova potência, pelo menos econômica, que é a China, e que desestabiliza o tabuleiro do xadrez geopolítico, não só na Ásia, mas em diferentes lugares do mundo.
Paulo complementa que, a partir dos anos 2000, a China tenta fortalecer o seu peso diplomático, com uma postura pragmática e de valorização dos Brics - um grupo de cooperação econômica e política formado principalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Mas por outro lado, a China também investe em tecnologias para uso militar, como desenvolvimento de aviões militares e tecnologias que seriam vitais num possível conflito, como a 5G. “Isso é visto sim pelos Estados Unidos como também um foco de tensão. Com certeza hoje as projeções são de que se houver uma guerra mundial, seria um conflito com a China e não com a Rússia, por exemplo.”
Viegas lembra que as taxas comerciais que os Estados Unidos impõem atualmente, “de alguma forma, visam atingir os interesses chineses em diferentes lugares do mundo”. Ele destaca que no continente africano a presença econômica chinesa é quase hegemônica. “A China tem investimentos em obras de infraestrutura, ferrovias, hidrelétricas, enfim, grandes projetos, no mundo inteiro. É o principal parceiro comercial, por exemplo, do Brasil. Lá atrás eram os Estados Unidos, é hoje a China. É claro que, na medida em que a China percebe que seus interesses econômicos e seus interesses geopolíticos passam a estar sob risco, ela também vai interferir.”
Estamos mais “seguros” na América?
Antes de responder a esta pergunta, vale lembrar que o mapa dos conflitos mundiais traz a Colômbia com uma das maiores populações de deslocamentos internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas, segundo a Acnur, Agência da ONU para refugiados.
A situação da Venezuela é outra que causa preocupação - o número de imigrantes que vêm para o Brasil é um sinal de desta entrega e este mês a situação se agravou com o governo Trump enviando navios de guerra para a região.
As taxas impostas pelos EUA ao Brasil também acenderam um sinal amarelo, além da dificuldade em controlar as fronteiras e do já conhecido interesse do mundo pelas riquezas brasileiras. “É um país que detém muitos recursos naturais importantes para o desenvolvimento de novas tecnologias, como terras raras, por exemplo, e possui grandes reservas de água potável do mundo que serão ainda mais valiosas no futuro. Então, é um país que certamente será alvo de investimentos econômicos, de investimentos políticos, talvez até militares. A gente não sabe, não tem como prever o futuro, mas que militarmente dependeria muito do apoio de outros países”, explica Viegas.
Para o professor Paulo, não é a distância geográfica do Brasil em relação aos principais países em guerra que garantirá segurança no caso de ampliação dos conflitos: “O que pode realmente representar segurança para o Brasil é a capacidade diplomática, enquanto mantiver uma via de diálogo ativa e aberta, as chances do Brasil se envolver em disputas territoriais e sendo acabar alvo de ataques é menor.”
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