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EnergIF deve ampliar atuação para as universidades federais

EVENTOS Data de Publicação: 24 mai 2022 18:16 Data de Atualização: 24 mai 2022 18:20

Lançado em julho de 2017 com o objetivo de aprimorar a formação dos profissionais da área de energia, o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética na Rede Federal (EnergIF) deve ampliar sua atuação. Hoje voltado a projetos de eficiência energética e energias renováveis na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o EnergIF passará a envolver também as universidades federais. Passará, então, a chamar-se Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação (EnergIFE). A proposta foi apresentada na tarde desta terça-feira (24 de maio) pelo coordenador nacional do programa, Marco Antônio Juliatto, em palestra no IX Congresso Brasileiro de Energia Solar (Cbens 2022).

No atual formato, o EnergIF envolve 656 câmpus da Rede Federal de EPT, que tem mais de 80 mil servidores, mais de 10 mil cursos e 1,5 milhão de matrículas. Os cursos na área de energias renováveis em 2021 somavam cerca de 2,4 mil matrículas em toda a rede, segundo dados da Plataforma Nilo Peçanha (PNP) – um número que ainda pode ser muito incrementado, na análise de Juliatto, dada a potencialidade da área de energias renováveis no Brasil. Segundo ele, o país perde apenas para a China em número de empregos nessa área.

O EnergIF atua em cinco eixos: 1) Viabilizar a implantação de infraestrutura para laboratórios e usinas de geração de energia renovável; 2) Impulsionar a formação profissional tecnológica em energias renováveis e eficiência energética; 3) Estimular pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo em energias renováveis e eficiência energética; 4) Estimular, avaliar e difundir a implementação da gestão de energia e iniciativas de eficiência energética; e 5) Estimular o envolvimento dos atores, promover parcerias e disseminar informações sobre energias renováveis e eficiência energética e sobre as ações do EnergIF.

Entre 2016 e 2022, as ações realizadas pelo EnergIF envolveram a aplicação de recursos na ordem dos R$ 180 milhões somente no eixo estratégico Infraestrutura. Essas ações envolveram apoio às instituições da Rede em chamadas públicas e editais de eficiência energética e aquisição de equipamentos de infraestrutura para treinamento e geração de energia elétrica por fontes renováveis. No eixo Formação Profissional, foram destinados recursos para capacitação de docentes e apoio à implementação de cursos voltados ao desenvolvimento das áreas temáticas do programa. Esse eixo envolve também o acompanhamento da qualidade dos cursos apoiados pelo EnergIF e a avaliação da empregabilidade dos egressos.

Um projeto do IFSC que recebeu apoio do EnergIF foi o Modelo de Avaliação dos Contratos de Demandas de Energia (MACDE), ferramenta web que permite às instituições otimizar e planejar a contratação de energia elétrica, gerando economia de recursos públicos. De acordo com Marco Antônio Juliatto, o sistema será disponibilizado em nuvem para todas as instituições por meio da Rede Nacional de Pesquisa (RNP). Esse projeto recebeu apoio do EnergIF dentro do eixo Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) e Empreendedorismo. 

A ampliação da atuação para as universidades federais vai resultar numa capilaridade ainda maior para o programa: no total, serão 110 instituições federais (entre Institutos e Universidades Federais), com 936 câmpus, 2,8 milhões de matrículas e 15,4 mil cursos. Após um período de ajustes junto à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), o programa aguarda a constituição do comitê consultivo e dos grupos de trabalho que vão dar andamento aos projetos e à ampliação da atuação. De acordo com Juliatto, também estão em vista parcerias com institutos politécnicos portugueses, para troca de experiências e mobilidade estudantil.

 

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