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Para uma das vencedoras do Ideias Inovadoras, quem participa só tem a ganhar

PESQUISA Data de Publicação: 22 mar 2019 12:59 Data de Atualização: 22 mar 2019 13:09

“Aos estudantes que realmente têm alguma ideia em que acreditam no potencial de desenvolvimento, o concurso é o caminho. Quem participa só tem a ganhar”, aconselha a estudante Vanessa Rocha da Silva, do curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Câmpus Canoinhas, que, junto com o colega Thomas Cordeiro Paulo, venceu a edição 2018 do Desafio de Ideias Inovadoras.

Para colocar em prática o conselho de Vanessa e participar do Desafio 2019, o prazo de inscrições é 4 de abril. A iniciativa, voltada à promoção do empreendedorismo e da inovação tecnológica no IFSC oferece até 10 mil reais para as melhores ideias saírem do papel e serem colocadas em prática como projetos de pesquisa aplicada.

Podem se inscrever alunos matriculados em cursos regulares do IFSC organizados em equipes de um até quatro alunos e um mentor, servidor do IFSC. Podem ser inscritas ideias de produto ou de processo tecnologicamente novo ou melhorias tecnológicas significativas em produtos ou processos existentes. O termo produto se aplica tanto a bens como a serviços e demais ideias com caráter original, inovador e empreendedor de base tecnológica.

Todas as equipes inscritas receberão ainda material sobre empreedendorismo e inovação tecnológica. Assim as equipes irão elaborar um Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e um Modelo de Negócio de sua ideia, usando a metodologia Canvas, que serão avaliados por uma Comissão Julgadora.

As 15 equipes com maior pontuação estarão classificadas para a apresentação Pitch que acontecerá durante o Sepei 2019, dias 30 e 31 de julho e primeiro de agosto, em Chapecó. As oito equipes com maior pontuação acumulada receberão um auxílio financeiro para custear a execução do projeto de pesquisa e desenvolvimento.

Para saber mais sobre esta competição e realizar a inscrição, basta acessar a página do Desafio IFSC de Ideias Inovadoras.

Mopi

O projeto de medição de baixo custo para objetos de processos industriais, batizado de Mopi, é dirigido a madeireiras e similares, uma vez que possibilita, por exemplo, a medição do diâmetro de uma tora de madeira, após a remoção da casca de árvores, para o corte das lâminas.

“Em várias indústrias, este processo é realizado de maneira manual, pois as soluções existentes para automação da medição possuem custos elevados. A medição manual implica em erros e consequente diminuição da produtividade e dos lucros. Propomos uma ferramenta de baixo custo para automação da medição do diâmetro, comprimento e altura de objetos durante o processo de produção”, conta Vanessa, que trabalha no ramo de madeireira há três anos.

Segundo Thomas, a ferramenta funciona da seguinte forma: uma câmera com foco a laser será instalada em local próximo de onde transitam os objetos que se quer medir; e, sabendo a distância (dada pelo reflexo do laser), um software processará a imagem da câmera e calculará as medidas que se quer obter. “O processo automatizado vai agilizar o trabalho, garantir confiabilidade e diminuir os custos do processo”, assegura Thomas.

Eles contam que a câmera necessária já está disponível em vários celulares, por exemplo, o que viabiliza a criação de um produto de baixo custo e também a utilização dos próprios celulares para realização do processamento. “Para os experimentos, vamos trabalhar no desenvolvimento do software que rodará em conjunto com a câmera/celular, do software que gerará o relatório dos dados capturados e de mecanismos para estabilização da imagem”, explicam.

A orientação do projeto é do professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Lucas Bueno, que aposta no desenvolvimento de startups como geradoras de modelos de negócios mais atraentes, baseadas no compartilhamento e na personalização de produtos. “A participação dos alunos em projetos de pesquisa e inovação estimula o protagonismo e o trabalho em equipe, os aproxima do IFSC e da comunidade e faz uma importante conexão do meio acadêmico com a indústria”, enfatiza.

Hoje

“Estamos iniciando a fase da implementação e compra dos equipamentos, que é a mais importante, porque é onde vamos conseguir ver a nossa ideia saindo do papel e se tornando um produto”, comemora Vanessa.

Thomas se afastou do projeto e está em intercâmbio na Finlândia pelo Programa Propicie do IFSC. Vanessa segue sendo orientada pelo professor Lucas. 

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