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Projeto de pesquisa busca ampliar a reciclagem de resíduos em Balneário Camboriú

CÂMPUS ITAJAÍ Data de Publicação: 27 mar 2019 12:00 Data de Atualização: 27 mar 2019 09:11

O baixo índice de resíduos reciclados é um problema para as grandes cidades e em Balneário Camboriú não é diferente. Identificando essa situação, as áreas de Mecânica e Elétrica do Câmpus Itajaí estão desenvolvendo o projeto “Ampliação da capacidade de reciclagem dos resíduos descartados no município de Balneário Camboriú” visando melhorar esse percentual.

Atualmente, o processo de recolhimento é realizado diretamente nas lixeiras das residências e estabelecimentos comerciais e industriais por meio de carrinhos gaiola ou caminhão, porém a atividade dos catadores não possui um padrão de coleta devido aos diferentes tipos de carrinhos gaiola que utilizam no processo. Além disso, o caminhão também não possui compartimentos para a separação dos recicláveis. Essa ausência de seleção gera uma dificuldade na triagem da cooperativa de reciclagem e acaba gerando mais tempo para a separação dos materiais reduzindo a eficiência do processo. 

O projeto busca então desenvolver contenedores, fabricados com termoplásticos descartados e compartimentos a fim de facilitar a separação dos resíduos recicláveis, bem como possibilitar a correta destinação dos mesmos. Além disso, o objetivo também é fabricar outros produtos que tenham funções estruturais e/ou decorativas em segmentos variados, utilizando da reciclagem de diferentes tipos de plásticos refugados. Serão realizadas a separação e limpeza dos reciclados, remodelagem da estação de trabalho (container), construção dos equipamentos de trituração, aquecimento, extrusão e prensagem, construção do contenedor de recicláveis e desenvolvimento de outros produtos.

Fazem parte do desenvolvimento do projeto pesquisadores do IFSC, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e da Cooperativa de Materiais Recicláveis de Balneário Camboriú (Coopermar). O projeto foi contemplado com recursos do edital de apoio a projetos de pesquisa aplicada da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o que para o professor do IFSC e coordenador do trabalho, Cássio Suski, é de suma importância para sua execução. “O apoio da Fapesc/IFSC são fundamentais no intuito de possibilitar as aquisições dos materiais necessários para fabricação dos equipamentos” afirmou.

Na parte ambiental, o projeto quer incentivar e mobilizar órgãos públicos e privados com o objetivo de estabelecer a correta destinação dos resíduos, com a real separação e destinação destes, tanto por parte das empresas de coleta, como criando uma consciência na população. Ampliando o percentual de resíduos reciclados por meio da sua correta destinação, a consequência seria a redução dos materiais descartados em lixões ou aterros sanitários. Isso diminuiria a contaminação do ar, do solo, do lençol freático, e reduziria a propagação de transmissores de doenças como moscas, mosquitos, baratas e ratos, assim como evitando a degradação de áreas para construção dos aterros sanitários.

Na parte socioeconômica, o projeto permitirá a ampliação do número de catadores envolvidos no processo devido a maior quantidade de resíduos que serão reciclados, gerando novas fontes de renda e novas famílias cooperadas. Isso possibilitaria a produção de produtos com maior valor e que poderão ser comercializados pelos cooperados, aumentando sustentação econômica e garantindo o crescimento social das famílias. Para a Coopermar, o principal impacto será o aumento da eficiência do processo de separação dos recicláveis, pois os resíduos chegarão na cooperativa pré-selecionados e sem a contaminação por resíduos não-recicláveis. 

O projeto, que deve durar de abril de 2019 a março de 2021 e contará com a participação de docentes, técnicos e bolsistas, é um exemplo de trabalho que traz diversos benefícios não só para os participantes diretos ou pessoas envolvidas, mas sim para a sociedade em geral.

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