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Licenciatura em Química desenvolve atividades com núcleo de altas habilidades de escola de Criciúma

ENSINO Data de Publicação: 14 jun 2022 14:22 Data de Atualização: 14 jun 2022 15:26

De um lado, estudantes da educação básica com altas habilidades e superdotação, ávidos por mais conhecimento para além do momento em sala de aula. Do outro, futuros professores de Química interessados em experimentar metodologias de ensino e interagir com contextos educacionais desafiadores. 

Resultado do encontro dessas duas necessidades, uma parceria entre o curso de Licenciatura em Química do IFSC Câmpus Criciúma e a escola estadual de educação básica Heriberto Hülse realizou uma série de atividades envolvendo licenciados e alunos do Núcleo de Altas Habilidades e Superdotação, que funciona na escola. Durante cinco encontros realizados desde março, acadêmicos da terceira fase da Licenciatura em Química praticaram e desenvolveram vivências pedagógicas com o grupo de alunos da escola, dentro da disciplina de Práticas como Componente Curricular.

O projeto teve como objetivo treinar os futuros professores formados pelo IFSC e também aperfeiçoar os conhecimentos dos estudantes de Altas Habilidades, que fazem parte do ensino fundamental e médio. Diferentes atividades pedagógicas foram realizadas ao longo do período. O último encontro foi realizado no dia 8 de junho. 

Alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) apresentam potencial elevado de talentos, aptidões e habilidades em questões que podem ser, combinadas ou isoladamente, intelectuais, acadêmicas, de liderança, entre outras.

De acordo com a professora Márcia Sabino, pedagoga do Núcleo de AH/SD da escola Heriberto Hülse, os estudantes que integram o grupo costumam buscar mais informação e conhecimento. “A gente encaminha eles para a suplementação. Eles têm a necessidade de ir além daquilo que já é passado em sala de aula”, explica.

Márcia procurou o IFSC para desenvolver um trabalho conjunto. Assim nasceu a ideia do projeto, que para os estudantes de Licenciatura em Química do IFSC representa também uma oportunidade de vivenciar experiências diversas em sala de aula. 

“Os acadêmicos estão em um processo de aproximação e vivência com a docência. O objetivo é trabalhar a partir da perspectiva unidade, teoria e prática. O projeto partiu de uma demanda trazida pela professora Márcia, de fazer os alunos entrarem em contato com uma instituição de ensino superior. Já do ponto de vista da formação, esse movimento agrega muito à formação dos alunos e à nossa como docente, que acompanha esse trabalho”, destaca a professora do IFSC, Gisélia Antunes Pereira, que supervisionou a atividade.

Como uma das ideias principais da iniciativa é a inclusão, cada aluno relatou sua área de maior interesse, que também acabou virando parte da prática. Desenho e música, por exemplo, são gostos de alguns dos alunos e foram adaptados para as aulas.  “A gente buscou trazer os aspectos que foram tratados em jogos, animes, questões históricas, lincando também com o que eles assistem no YouTube, relacionar isso com o cotidiano deles e com a química nuclear e a química do refrigerante. Eles são muito entusiasmados. Tem muita gente que já quer sair da escola e já quer vir direto para cá. É interessante de ver: essa comoção deles de querer estar aqui e isso mostra o quanto os nossas PCCs têm força e precisam ser cada vez mais divulgadas”, relata o acadêmico da sétima fase, Wesley Diogo de Assis, 22 anos, um dos responsáveis pelo desenvolvimento das atividades.

Além de tomar contato com novos conhecimentos e conhecer a estrutura do IFSC, para futuramente cursarem a graduação, os estudantes da escola também se divertiram nas aulas. “Essa experiência no laboratório está sendo muito nostálgica, porque quando eu era pequeno, eu ganhei um kit de química e ficava brincando, fazendo essas mesmas misturas. Isso está me lembrando muito a infância”, disse Matheus Rosa da Neves, 17 anos, depois da última atividade realizada no laboratório de Química do IFSC.

Gustavo Becker, 16 anos, gostou da radiação, tema que foi abordado nas aulas. “Estou achando muito interessante a parte de entender como a radiação funciona no corpo e no ambiente e a parte dos refrigerantes, da composição, sobre os ácidos também”, afirma.

ENSINO CÂMPUS CRICIÚMA

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