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Haitianas se formam em curso do programa Mulheres Sim

EXTENSÃO Data de Publicação: 10 dez 2019 11:23 Data de Atualização: 10 dez 2019 11:27

Na última edição do Mulheres Sim do Câmpus Gaspar, formada no dia 3, o foco de atuação do programa se voltou para a capacitação de mulheres estrangeiras. Das 21 inscritas no curso, todas eram de origem haitiana. “Nossa proposta foi trabalhar conceitos de bioeconomia doméstica com as alunas, pensar nas compras de mercado, em geração de renda e de economia. Por isso, elas tiveram aulas para aprender a fabricar sabonete líquido, sabão caseiro, desodorante natural, costura de roupas infantis a mão e bordado. Elas tiveram ainda aulas com a personal organizer Lê Moraes que deu dicas de limpeza e arrumação da casa, aulas de direitos trabalhistas e aprenderam a organizar o currículo e a cadastrá-lo no Sine. Após a aula sobre entrevista de emprego, cinco alunas conseguiram emprego”, explica a coordenadora do programa Mulheres Sim em Gaspar, Daiane de Souza Carvalho.

Para essa edição do programa, uma série de alterações foram feitas para atender a demanda das alunas. Como nem todas têm domínio do idioma, uma aluna haitiana do curso de “Português para estrangeiros”, que é ofertado pelo Câmpus Gaspar, atuou como intérprete. A feira de economia solidária que costuma ser realizada ao final do curso também deu lugar a um evento cultural, realizado no Dia da Consciência Negra. “Ao invés de vender os produtos, nós optamos por distribuir amostras dos sabonetes, aromatizadores de ambiente e desodorantes que elas fabricaram. As alunas quiseram também trazer comidas do Haiti para que as pessoas pudessem experimentar e ainda fizeram oficinas de turbantes e de tranças”, afirma a coordenadora do programa.

Ao longo do curso, as alunas participaram de uma série de palestras como a que foi realizada sobre saúde da mulher, promovida pela rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau, e uma sobre racismo com o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/SC, Marco Antônio André. “Explicar como funciona o racismo estrutural para mulheres haitianas foi uma das missões mais difíceis que já tive. Não pelo assunto, mas por ver nos olhos de cada uma a dor de um sofrimento”, explica Marco.

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