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19.05 | Proeja traz adultos de volta aos estudos

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 18 mai 2010 21:00 Data de Atualização: 06 fev 2018 13:31

 

Voltar a estudar depois de longo tempo fora da escola é a realidade e o desafio de muitos estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC) dos cursos na modalidade Proeja. Há quem tenha ficado quase 40 anos longe dos estudos. São histórias de pessoas que, com força de vontade e dedicação, tentam conseguir qualificação para melhorar sua qualidade de vida.


A modalidade Proeja integra a educação de jovens e adultos (EJA) com a educação profissional. Nos cursos dessa modalidade, os estudantes cursam o ensino médio ou fundamental ao mesmo tempo em que fazem o curso técnico ou de formação inicial e continuada (FIC). São destinados a pessoas maiores de 18 ou de 21 anos, dependendo do curso.


Hoje o IF-SC possui cursos técnicos na modalidade Proeja nos campi Chapecó (Eletromecânica, na foto) e Florianópolis (Enfermagem), além de cursos FIC (Proeja/FIC) nos campi Florianópolis-Continente (Auxiliar de Cozinha) e Chapecó (Instalações Elétricas Residenciais). Há também projetos do IF-SC aprovados pelo Ministério da Educação (MEC) para a

oferta de cursos Proeja/FIC em diversas cidades catarinenses

.

O professor Adriano Larentes da Silva, coordenador do curso técnico na modalidade Proeja em Eletromecânica do Campus Chapecó e um dos coordenadores do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Feeja), explica que o Proeja atende principalmente a adultos acima dos 20 anos que deixaram de estudar por algum motivo, seja financeiro, familiar, entre outros. No caso do curso de Eletromecânica, aproximadamente metade dos alunos são pessoas que já trabalham na área. “Muitas vezes, eles buscam uma nova colocação no mercado de trabalho ou crescer dentro da própria empresa. E há também pessoas que vêm porque querem ter um curso técnico, mas nunca trabalharam na área."

Esse é o caso do pedreiro Romário dos Santos Oliveira, da 1ª fase do curso (são sete, totalizando três anos e meio de aulas). Aos 53 anos, ele voltou a estudar depois de quase quatro décadas longe da escola. “Parei quando tinha 14 anos. No começo, foi difícil voltar a estudar, agora já estou conseguindo acompanhar melhor as aulas.”

Romário (em pé na foto) trabalha com pedreiro desde 1979 e hoje é servidor da prefeitura de Chapecó. Ela ainda não sabe ao certo se vai trabalhar na área de eletromecânica depois de formado mas quer “aproveitar bastante o conhecimento adquirido aqui, pois o curso é muito bom”. Já o colega dele Gérsio de Cristo, de 30 anos, que é torneiro mecânico, faz planos para o futuro: quer criar um centro de usinagem próprio. Ele conta que encontrou dificuldade no início, principalmente para interpretar problemas na área de matemática. “Fiquei muito tempo sem estudar e agora estou me adaptando ao ritmo das aulas.”

César Augusto Luz, de 33 anos, é supervisor de produção em uma empresa de Chapecó que desenvolve peças e máquinas para a indústria alimentícia e pretende, depois de terminar o curso, crescer na profissão. “Hoje trabalho no chão-de-fábrica, mas com o curso posso ir para a área de projeto e desenvolvimento de equipamentos”, diz. Para ele, o conhecimento adquirido com o curso vai ser muito importante para seu futuro profissional. “A gente tem muita prática, mas pouca teoria. Com o curso, aprendemos o porquê de fazermos determinadas atividades.”

Os estudantes comentam que as empresas da região de Chapecó têm, cada vez mais, requerido qualificação profissional na hora de contratar. “Hoje em dia todo mundo pede curso. Se tiver curso na área, é 90% de chance de ser empregado ou pelo menos chamado para entrevista”, diz o eletricista Paulo César Sigolin, 22 anos. Depois de formado em Eletromecânica, ele pretende cursar Engenharia Elétrica.

Os alunos do curso são, em geral, trabalhadores das classes populares, que às vezes têm que optar pelo trabalho ou não conseguem acompanhar o ritmo das aulas, que vão das 19h às 22h30, de segunda a sexta-feira. “Muitos deles vêm de outras cidades da região e demonstram uma vontade extraordinária”, comenta o professor Adriano Larentes.

Essa situação é vivida pelo eletricista Evandro de Souza, 22 anos, estudante da s

egunda fase do curso de Eletromecânica. Ele mora em Xaxim, cidade distante cerca de 30km de Chapecó, e todos os dias pega uma  van que leva estudantes até o campus do IF-SC e ao da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), que ficam distantes cerca de 100 metros um do outro. São R$ 140 investidos por mês com o transporte, e um rotina árdua: acorda todos os dias às 6h para trabalhar e só chega em casa, depois das aulas, por volta das 23h30. Mesmo assim, nem pensa em desistir. “Quero muito terminar o curso. O mais difícil é achar tempo para estudar, mas vale a pena o esforço.”

 

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