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Projeto do IFSC mapeia roteiros educacionais em Araranguá

EXTENSÃO Data de Publicação: 21 mar 2018 08:23 Data de Atualização: 20 mar 2018 15:43

Nas ruas de uma cidade, “há tanta esquina esquisita, tanta nuança de paredes”, escreveu o poeta Mario Quintana, que olhava um mapa como se examinasse a anatomia de um corpo. Nas ruas de uma cidade também pode haver educação. E assim, olhando Araranguá como um território educacional, um projeto de extensão do IFSC está mapeando roteiros para transformar a cidade em uma sala de aula a céu aberto.

O projeto “Caminhando por Araranguá” teve início ainda em 2017, sob coordenação do professor de Sociologia do câmpus, Rodrigo Lima. Em fevereiro, foi contemplado no Programa Institucional de Apoio aos Projetos de Extensão do IFSC, recebendo recursos para desenvolver o trabalho ao longo dos próximos dez meses.

Em parceria com a prefeitura municipal, professores e bolsistas do IFSC pesquisaram pontos de referência no centro histórico e no Morro dos Conventos, levantando aspectos históricos, culturais, sociais, econômicos, políticos e ambientais da cidade que contribuam com a formação dos estudantes.

Foram mapeados locais como a Praça Hercílio Luz, a Biblioteca Municipal e o Museu Histórico de Araranguá, além de outros pontos em que podem ser trabalhados temas como o povoamento da região, o tropeirismo e a presença açoriana, a formação econômica, eventos nacionais e internacionais que repercutiram na vida da cidade, os problemas ambientais na bacia do rio Araranguá, o planejamento urbano e as mudanças históricas nos meios de transporte na região.

“É um projeto interdisciplinar, que envolve conhecimentos de várias áreas. Já organizamos o roteiro do centro histórico e realizamos experiências com turmas do câmpus. É um projeto que articula pesquisa, ensino e extensão, usando a cidade como um recurso educativo”, afirma o professor Rodrigo.

A partir de abril, serão realizados roteiros com turmas de ensino médio e anos finais do ensino fundamental da rede pública. Ao final do projeto, serão disponibilizados materiais didáticos que permitam a professores de qualquer escola replicarem os roteiros com seus alunos.

“Um dos objetivos do projeto, além de estruturar os roteiros, é produzir um material que tenha um roteiro organizado e referências bibliográficas, para que qualquer professor que queira aplicar o roteiro possa fazer adaptações e inclusões”, explica Rodrigo.

Para a bolsista Anna Maria Córdova, estudante do quarto ano do curso técnico em Vestuário, participar do projeto é uma oportunidade de exercitar o sonho de se tornar professora de História. “Estou gostando bastante dessa experiência, nunca tinha participado de um trabalho assim. O projeto me trouxe conhecimentos e fatos sobre nosso município que eu não fazia ideia que existiam. Com isso, vi a grande importância de aprofundarmos as pesquisas na cultura de Araranguá e também do estado de Santa Catarina. Sem falar do valor ambiental que unimos ao projeto, que cada vez mais precisa ser enfatizada essa questão”, afirma a aluna. “Foi importante para conhecer mais sobre o local onde moro e também porque quero seguir carreira na área da educação”, diz.

Segundo Anna, as turmas que já percorreram os roteiros aprovaram o projeto. “Vejo um roteiro como esse como algo muito mais dinâmico para o aprendizado. O interesse das turmas foi bem proveitoso. Além disso, com o roteiro há a oportunidade de os alunos verem de perto lugares importantes para o crescimento do município e também monumentos de pessoas que tiveram relevância aqui”, destaca.

Escolas interessadas em realizar os roteiros podem entrar em contato com a coordenação do projeto, pelo e-mail caminhandoporararangua@gmail.com ou pela página no Facebook.

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