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IFSC completa 15 anos em Chapecó valorizando o passado e cheio de energia para o futuro

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 24 ago 2021 17:51 Data de Atualização: 09 nov 2021 18:35

Em 25 de agosto, a cidade de Chapecó completa mais um aniversário, são 104 anos de história. E na mesma data, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) comemora 15 anos de implantação na cidade. Podemos dizer, então, que o IFSC está no auge da adolescência em Chapecó? Aquela fase na qual já conseguimos olhar para trás — afinal, lá se foi uma década e meia —, valorizar o que e quem passou, e principalmente: ter ideias, sonhos, motivação e coragem para projetar e sonhar com o futuro. 

Como na vida de qualquer adolescente, nem tudo é assim tão claro e perfeito na trajetória do IFSC, começando pela data de inauguração. Na placa pendurada na portaria do câmpus — que você pode dar uma olhadinha quando for nos visitar — a data de inauguração está como “Junho de 2006”. Nas edições antigas do Diário do Iguaçu, do Diário Catarinense e do Sul Brasil — sim, temos nossa história registrada nesses jornais —, a inauguração oficial ocorreu em 22 de agosto de 2006. E, no Diário Oficial da União (DOU), a criação foi no dia 25 de agosto de 2006.

Calma que não para por aí. Quando conversamos com o primeiro diretor do câmpus, surgiu mais uma data: março de 2006, porque nesta data — ou seja, antes de a estrutura física ser inaugurada no bairro Seminário —, o curso de Mecânica, que existe até hoje, já era ofertado numa estrutura improvisada, em parceria com a Prefeitura de Chapecó e a Sociedade Educacional do Oeste (Socioeste).

“Quando fui enviado a Chapecó para atuar como diretor, já encontrei três professores — dois ainda atuam até hoje, Marli Baú e Juarez Melo —, ministrando aulas num galpão perto do atual shopping. Tínhamos uns 30 alunos, numa sala bem pequena”, lembra o primeiro diretor, Juarez Pontes. Apesar do improviso, ressalta ele: “a primeira turma de Mecânica foi a que tivemos maior empregabilidade. Todo mundo saiu empregado do curso.”

Essa história, no entanto, começou muito antes de março de 2006. A reitora do IFSC na época, Consuelo Sielki, já lutava junto a outras instituições, pela expansão do Cefet em Santa Catarina - até 2008 era assim que o IFSC se chamava "Cefet". Ainda, na época, empresários já buscavam uma escola técnica para Chapecó. Cláudio Rotava, que presidia a Socioeste em 2006, lembra que cinco anos antes inúmeros empresários da cidade formaram a Sociedade justamente para trazer uma escola técnica para a região.

“A decisão foi tomada após a realização de um diagnóstico, que mostrou a necessidade de mão de obra qualificada na área metalmecânica. Então, o IFSC está em Chapecó graças ao espírito empreendedor chapecoense”, destacou em um evento realizado em 2017, para comemorar os 11 anos do Câmpus Chapecó.

Mas e agora? Quando o IFSC realmente nasceu em Chapecó? Oficialmente, utilizamos a data de 25 de agosto de 2006 por ser a data do DOU, mas quando, com nossos 15 anos oficiais, olhamos para trás, vemos que o IFSC já existia muito antes. O IFSC já existia num galpão pequeno e improvisado, já existia na boa vontade dos professores que davam aula naquele espaço, na mobilização dos políticos que se uniram para reunir o terreno e o dinheiro para infraestrutura, e também já existia anos antes, quando diversas pessoas da sociedade começaram a olhar para as empresas e estudar, projetar e sonhar com mais qualificação profissional para Chapecó.

As primeiras escolhas para o futuro (que já chegou)

Lá em 2006, lembra o diretor Juarez, projetavam-se apenas seis turmas ao mesmo tempo no IFSC, com oferta de três semestres do curso de Mecânica e três semestres de Eletroeletrônica. Mas, o contato do IFSC com a sociedade foi aumentando, como com a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e os profissionais começaram a voltar mais qualificados ao mercado de trabalho.

Aliado a isso, em 2009, a direção começou a participar do Projeto Chapecó 2030, encabeçado pela Sociedade Amigos de Chapecó (SACH). Foi aí que a equipe do IFSC teve grandes ideias para o futuro (que vivemos hoje): “comecei a visualizar que o processo industrial começaria a ser cada vez mais automatizado em Chapecó. Então, começaram a surgir as demandas no IFSC pela área da programação em Informática, pela área de Eletromecânica/EJA e a área de Controle e a Automação”, ressalta Juarez Pontes.

A participação em meio à sociedade rendeu demandas e atualmente o IFSC oferta oito cursos fixos, com aulas de três a dez semestres cada: técnicos em Mecânica, Eletroeletrônica e Segurança do Trabalho (para formados no Ensino Médio); técnico em Eletromecânica (Proeja); técnico em Informática (Integrado ao Ensino Médio); graduação em Engenharia de Controle e Automação; e duas especializações: a Especialização em Ensino de Língua Inglesa e a Especialização em Teorias e Metodologias da Educação Básica e Profissional.

“A vontade dos primeiros professores, do primeiro processo seletivo, dos primeiros técnicos-administrativos, isso me marcou bastante. São muitas boas lembranças, quando chegou o primeiro equipamento no laboratório, quando reestruturamos o curso de Mecânica, quando conseguimos ofertar curso superior — com uma mudança de legislação em 2008. Pensamos em cada detalhe, planejamos para que praticamente todos os laboratórios fossem compartilhados entre os cursos. Nosso foco era e conseguimos implementar opções que teriam demandas para os alunos quando eles saíssem dos cursos”, relata o primeiro diretor.

Juarez Pontes permaneceu na direção até 2012, depois dele assumiu o professor Mauro Ceretta Moreira, em seguida a professora Ilca Ghiggi e atualmente a diretora-geral é a professora Sandra Agne.

Projetos atuais em pleno vapor mesmo com a pandemia

A atual diretora-geral, Sandra Agne, e a equipe de chefes dos Departamentos de Ensino (Giovani Ropelato), Administração (João Nunes) e Assuntos Estudantis (Ângela Silva) encararam um grande desafio logo que assumiram, em 30 de abril de 2020: a pandemia do coronavírus. Com todas as aulas presenciais suspensas e as atividades a distância, foi preciso se atualizar e investir forte em tecnologias para se adaptar às Atividades Não Presenciais (ANPs) e continuar ofertando as aulas.

Passados 1 ano e 5 meses desde a suspensão das atividades presenciais, aos poucos o IFSC retorna ao presencial. Ao completar 15 anos, o Câmpus Chapecó está com a fase 2 da Política de Segurança Sanitária (PSS) acionada, desta forma boa parte das aulas práticas estão sendo realizadas novamente no câmpus. 

“Isso está nos movendo. Conseguimos ver a importância que a instituição tem na vida das pessoas, que a instituição não é só uma estrutura física, o IFSC tem um significado muito maior na vida das pessoas. Para todos, estudantes e servidores”, ressalta Sandra Agne. “Tudo isso nos mostrou também o quanto os servidores são engajados, porque conseguimos seguir as regras e adequar por contra própria todo o câmpus para retornar presencialmente com segurança”, continua a diretora. A previsão é de que, em Outubro, 100% das aulas práticas estejam presenciais.

Sim, mesmo em meio à pandemia, os servidores continuaram trabalhando para manter o Câmpus Chapecó e implementar uma série de novidades. Antes, os estudantes em vulnerabilidade tinham direito a um lanche no câmpus. Com a pandemia, as equipes de servidores do DAE, chefiado pela professora Ângela Silva, utilizaram todo o recurso previsto para alimentação presencial para aquisição de cestas básicas e entregaram aos alunos. Antes, o atendimento era principalmente presencial e telefônico. Com a pandemia, o WhatsApp Business e o e-mail tornaram-se grandes aliados para o atendimento de estudantes, de seus pais, e da comunidade externa.

Conforme vão retornando ao câmpus, os estudantes, servidores e a comunidade externa vão se deparar com “uma nova cara, a cara da inclusão”, afirma Sandra. Neste período, estão sendo realizadas várias obras relacionadas à acessibilidade, como: rampa para acesso ao bloco F, piso tátil, mapas táteis com rotas em braile, e projeto de identificação em braile de todos os espaços físicos dos câmpus. 

Ainda, está sendo finalizado projeto do talude de contenção para não ocorrer o rompimento do sumidouro do câmpus; revitalização do segundo andar do bloco C com novas divisórias e instalação elétrica readequada; aquisição de equipamentos/máquinas e insumos para aulas de laboratório (em torno de 80 aquisições e todos os cursos foram contemplados); instalação de platibanda do bloco E para resolver problema histórico que vai evitar destelhamento e avarias quando há vento e chuvas fortes.

Alinhados com a tecnologia 

Ainda, são diversas novidades que envolvem melhorias de tecnologia da informação: participação do câmpus em um projeto regional de instituições de ensino para o aumento da disponibilidade da internet; revitalização e ampliação do espaço físico que abarca o data center; melhoria da rede lógica/tecnologia nos blocos; aquisição de notebooks; instalação de telefonia IP para proporcionar mais ramais e mais qualidade.

Atualmente, o Câmpus tem um link que oferta 100MB de internet. A inscrição em um projeto da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), há cerca de dois anos, vai garantir em breve um link de 1GB de internet, ou seja, um salto muito grande. Para efetivar a mudança, o espaço onde fica o data center precisava ser ampliado, o que está ocorrendo com a reestruturação do espaço físico do bloco C. “Com isso vamos começar a pensar em novos projetos, como hospedagem de projetos de estudantes, e ampliação e mais qualidade da oferta de Wi-Fi no Câmpus”, conta Eliandro Minski, coordenador de Tecnologias da Informação e da Comunicação do câmpus.

Outra novidade na área foi a melhoria da telefonia, com instalação do sistema IP. Antes, havia uma central analógica e agora a central é digital, melhorando a qualidade e possibilidade de ramais. "Com a chegada de mais velocidade de internet, esse serviço poderá ser melhorado ainda mais, como com o autoatendimento à comunidade", relata Eliandro. 

Ainda, o cabeamento lógico e rede elétrica dos blocos A e B estão sendo reestruturados. E há projeto de aperfeiçoamento neste tópico para os blocos D e E. Nos projetos futuros, ainda haverá a entrega de notebooks para docentes aperfeiçoar as aulas. Hoje são mantidos computadores na sala dos docentes e nas salas de aula, e com a chegada dos notebooks esses computadores poderão serão remanejados para laboratórios para os estudantes.

Também haverá montagem de um novo laboratório de informática na sala 56 do bloco F e o upgrade de máquinas em outros laboratórios. Setores do administrativo também estão recebendo equipamentos novos, como o Registro Acadêmico e Coordenadoria de Gestão de Pessoas.

E o futuro do Câmpus Chapecó?

O foco em acessibilidade continua, com o término da calçada acessível. “Dentro do câmpus já fizemos toda a rota, e ainda faremos na parte externa, indo até a avenida Nereu Ramos”, conta o chefe do Departamento de Administração, João Nunes. Ainda está prevista a cobertura das rampas novas de acessibilidade.

Na área de Ensino, o Departamento de Ensino e a direção-geral iniciaram estudos sobre os cursos que estão sendo ofertados e as demandas da região. “Pretendemos fazer a adequação dos cursos e temos a expectativa de novos cursos a partir dos estudos”, afirma o chefe do Departamento de Ensino, Giovani Ropelato.  

Para implantar o Câmpus Chapecó dos próximos 15 anos, haverá planejamento e investimentos no terreno ao lado do câmpus. “Adquirimos esta nova área em 2020 e a aquisição está tramitando no Ministério da Educação, depois vai para a Casa Civil, para posterior incorporação à área existente. Precisamos ampliar a estrutura física do câmpus para conseguir prever mais cursos, então a previsão é termos um novo bloco com salas de aula, restaurante e espaço para educação física”, afirma Sandra.

Por fim, esperamos contar, daqui a cinco, dez ou 15 anos, todo esse futuro como sendo passado. Afinal, o futuro começa hoje, a partir de cada sonho, planejamento e ação. Que venham os próximos 15 anos!

 

CÂMPUS CHAPECÓ INSTITUCIONAL

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