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Coronavírus: Câmpus Tubarão projeta sistema de monitoramento remoto de pacientes

CÂMPUS TUBARÃO Data de Publicação: 13 abr 2020 11:26 Data de Atualização: 06 out 2020 15:17

Um projeto do Câmpus Tubarão do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) vai desenvolver um sistema de monitoramento remoto de sinais clínicos para pacientes com suspeita de infecção por Covid-19. A ideia é proporcionar a agentes de saúde um mecanismo seguro para acompanhar a distância o estado dos pacientes em regime de isolamento social domiciliar.

Coordenado pelo professor Fernando Gonçalves, da área de Desenvolvimento de Sistemas do Câmpus Tubarão, o projeto foi selecionado na chamada pública emergencial para projetos de prevenção e de enfrentamento da pandemia de coronavírus, lançado pelas pró-reitorias de Ensino, Pesquisa e Relações Externas e Extensão do IFSC. O objetivo do edital foi mapear as iniciativas novas ou já existentes dentro da instituição que entreguem produtos ou serviços para o enfrentamento da emergência de saúde pública. O resultado foi divulgado na quinta-feira (9).

O projeto do Câmpus Tubarão foi contemplado com R$ 11.700,00 para sua execução, com recursos da reitoria do IFSC. Com a verba, o grupo pretende desenvolver um módulo portátil para o monitoramento remoto de sinais clínicos de pacientes. O sistema é baseado em um microcontrolador conectado a sensor de temperatura, sensor de nível de oxigênio e sensor de frequência cardíaca, capaz de gerenciar a coleta desses dados e enviar as informações via internet, para que possam ser acessadas pelos agentes de saúde responsáveis pelo acompanhado de casos suspeitos de Covid-19.

“Considerando a alta taxa de transmissão da doença, bem como a sua rápida evolução, o acompanhamento dos pacientes alocados em espaços distintos torna-se uma tarefa que demanda muito esforço. Desta forma, se faz necessário buscar alternativas para auxiliar na análise do quadro clínico dos pacientes, buscando identificar os quadros onde houve evolução da doença”, diz o projeto.

O sistema será testado em parceria com a secretaria de Saúde de Tubarão. O orçamento inicial prevê a produção de 20 unidades do módulo. Para ampliar a produção, o projeto vai contar com apoio de empresas e instituições da região para a doação de insumos.

De acordo com o autor da proposta, a ideia surgiu a partir do diálogo com pesquisadores de outras instituições de ensino. “A ideia inicial era monitorar apenas a temperatura, mas conversando com alguns profissionais da saúde resolvi estender pra frequência cardíaca e saturação de oxigênio também. Nossa ideia é validar o conceito e depois disponibilizar pra que outras pessoas repliquem”, explica Fernando Gonçalves. O projeto é integrado também pelos professores Henri Belan, Lucas Schmidt, Tiago Pereira e Mário da Rosa João.

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