ENSINO Data de Publicação: 25 fev 2026 17:14 Data de Atualização: 03 mar 2026 13:59
O Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina retomou as atividades letivas na segunda-feira, 23 de fevereiro, marcando o início oficial do semestre 2026/1 para os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, Técnicos Subsequentes e cursos de Graduação. Os corredores do câmpus ganharam vida nova com a chegada dos alunos, muitos deles bem jovens e cheios de expectativas para os próximos anos de sua formação.
Entre os destaques da semana inicial de aulas, estão os calouros dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, que são os mais jovens de nosso itinerário formativo. Conversamos com dois deles, que compartilharam suas motivações, ansiedades e planos.
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Escolha pelo IFSC e atração pelo curso de Edificações
A decisão de ingressar no IFSC não foi por acaso para esses jovens. Isadora Marcelino Silva, 15 anos, foi atraída pela reputação acadêmica da instituição e pela afinidade com a área de exatas, que sempre a encantou. “É, primeiro foi a estrutura, todo o ensino daqui, que a maioria dos professores tem mestrado, doutorado, e Edificações já era da área que eu gosto, que eu sou muito de exatas”, explica a caloura, destacando o diferencial da qualificação docente como fator decisivo no processo seletivo.
Gabriel Martins da Silva, também de 15 anos e colega de turma, chegou ao curso por uma combinação de influência pessoal e pesquisa própria sobre oportunidades educacionais. Uma amiga próxima, já matriculada no mesmo curso, foi o empurrão inicial, mas foi a identificação com o conteúdo – especialmente a ênfase em matemática – que selou a escolha. “Eu não sabia muito bem o curso que eu ia fazer. Eu tava pensando em fazer Química, Eletrotécnica. Só que daí minha amiga falou de Edificações e eu me interessei, porque tem alguma coisa mais a ver comigo, mais matemática e tal. Daí eu fiz a prova e passei”, relata Gabriel, que vê no IFSC um caminho para superar limitações de escolas anteriores e construir um futuro profissional sólido.
Primeiros dias: ansiedade, acolhimento e adaptação
Os dois primeiros dias de aula – 23 e 24 de fevereiro – trouxeram uma mistura de empolgação e nervosismo para os novatos. Isadora descreve o período como surpreendentemente tranquilo, graças ao suporte oferecido pela equipe do câmpus. Palestras de ambientação e orientações detalhadas sobre o funcionamento das aulas e da rotina institucional ajudaram na transição. “Eu tô bem ansiosa com tudo, mas tem sido fácil porque estão sempre orientando a gente. Teve palestra explicando como funcionava o câmpus, como eram as aulas. Tá tendo bastante explicações, como funciona tudo, tá sendo fácil”, compartilha a estudante, enfatizando o acolhimento como um alívio inicial.
Já Gabriel, por sua vez, admite um nervosismo mais intenso, ligado à pressão de se destacar em um ambiente acadêmico exigente. Ele reflete sobre o contraste com experiências anteriores e a ansiedade de lidar com conteúdos como física, que não aprofundou no Ensino Fundamental. “Eu tô muito nervoso todos os dias antes de vir pra aula, porque eu não sei se eu vou me destacar, porque é uma coisa que eu queria.”, confessa. Ainda assim, o jovem equilibra o receio com otimismo, motivado pelo desejo de sucesso pessoal e familiar.
Olhar para o futuro: esportes, projetos e carreira
Além das salas de aula, os calouros já exploram as oportunidades extracurriculares que o IFSC oferece. Isadora, apaixonada por esportes, planeja se envolver com vôlei e basquete, aproveitando competições interestaduais promovidas pela instituição. “Me interessou questão dos esportes, que tem bastante para fora do estado. Eu gosto muito de vôlei e basquete. Basquete já tô entrando em um grupo e vôlei eu vou ver mais para frente”, antecipa. Para o longo prazo, seu plano é aprofundar a formação em construção civil. “Eu pretendo continuar na área e tentar Engenharia Civil ou algo do tipo, fazendo vestibular”, projeta.
Gabriel também sonha alto, com foco em projetos que unam tecnologia e lazer. Ele se interessou por iniciativas de robótica e RPG (jogos de interpretação de papéis), mas pondera os desafios de conciliar horários com o deslocamento diário entre Biguaçu e o câmpus. “Eu me interessei por um projeto que eles falaram ontem, que é daquele de eletrônica sobre robótica. Depois eu me interessei mais pelo RPG, porque eu sou muito desses negócios de RPG”, explica. Sua motivação maior, no entanto, é financeira e familiar: formar-se e garantir uma renda estável para ajudar em casa. “Eu espero ter um futuro que me trouxesse uma renda boa para ajudar em casa”, resume.
Convite aos futuros colegas: "Vale muito a pena"
Para quem ainda hesita em prestar o processo seletivo do IFSC, as mensagens dos calouros são unânimes e incentivadoras. Isadora não poupa elogios à acessibilidade e à qualidade do ensino. “Venha pra cá, que é um ótimo lugar, tudo é acessível para todo mundo, o ensino é de qualidade e vale muito a pena”, convida. O início do semestre 2026/1 no Câmpus Florianópolis reflete o espírito do IFSC: uma casa de portas abertas para jovens talentosos, com estrutura para acolher ansiedades iniciais e impulsionar sonhos profissionais. As próximas semanas prometem consolidar essas primeiras impressões em uma rotina de aprendizado e conquistas.