Drone IFSC conquista terceiro lugar na Eletroquad SAE Brasil 2026

EVENTOS Data de Publicação: 08 jun 2026 15:39 Data de Atualização: 08 jun 2026 16:18

A equipe Drone IFSC, do Câmpus Florianópolis, conquistou o terceiro lugar na competição Eletroquad Axia 2026, organizada pela SAE Brasil, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A disputa reuniu 22 equipes de diferentes regiões do país e, em alguns casos, também grupos com experiência internacional, em desafios que exigiam o desenvolvimento de drones autônomos para resolver problemas inspirados em contextos reais.

A competição foi dividida em três provas, todas baseadas em algoritmos e sensores, sem possibilidade de pilotagem manual. Em uma das etapas, os drones precisavam identificar formas geométricas e números em uma arena; em outra, deveriam localizar e interpretar manômetros, simulando situações de monitoramento industrial. Foi nessa última prova que a equipe do IFSC conseguiu pontuar.

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Para o capitão da equipe, o estudante Felipe Alves da Silveira, o resultado foi ainda mais significativo porque se tratava da primeira participação da equipe na Eletroquad. Segundo ele, a experiência permitiu testar soluções. “A competição envolve o desenvolvimento de drones autônomos para resolver provas com contextos reais. A prova que a gente pontuou foi a prova três, que é uma prova onde a gente tem um manômetro (...) e o drone tinha que ir para essa localidade, identificar o manômetro, ler o valor que estava nesse manômetro, identificar se ele estava fora ou dentro do padrão de segurança”, explicou Felipe.

O estudante também destacou o caráter formativo da competição, especialmente pela troca de experiências com outras equipes do país. “Teve o pessoal do IME, competimos com o pessoal do ITA, várias equipes de Minas Gerais, da Bahia. É muito legal fazer esse intercâmbio de ideias com outras pessoas”, disse.

Responsabilidade

Felipe contou ainda que essa foi a sua primeira competição como capitão oficial da equipe do laboratório de drones do IFSC, e que a função trouxe responsabilidades adicionais na organização, na documentação e no contato com a comissão organizadora. Ele afirmou que a experiência o fez amadurecer e ampliou sua visão sobre a engenharia e sobre o próprio curso. “Quando tu fala que está representando o IFSC, a gente carrega um nome nas costas”, afirmou.

O professor Leandro Sebastião, orientador da equipe, destacou que o bom desempenho é resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos. Segundo ele, desde 2019 o grupo participa de competições de drones, e a preparação para a Eletroquad começou ainda em 2025, com planejamento estratégico e aproveitamento das experiências anteriores. “Desde o ano passado, a gente já vinha mapeando a participação nessa competição. Quando surgiu o regulamento, nós fizemos a inscrição e já teve ali um planejamento estratégico de potencializar as habilidades que a gente já tinha”, disse o professor.

Leandro também ressaltou que a participação vai muito além da disputa em si, porque coloca os estudantes diante de um problema real e os obriga a aplicar na prática o que aprendem em sala de aula. Para ele, isso fortalece não só a formação técnica, mas também o entusiasmo dos alunos para seguir no projeto. “Os alunos fazem com bastante motivação, porque é uma atividade que dá aquela aplicação dos conceitos que eles estudam em sala de aula. É fantástico ver os olhos da gurizada brilhando, querendo participar de novo no ano que vem”, afirmou.

Próximo passo

O professor acrescentou ainda que as competições de drones têm um ambiente de cooperação entre as equipes, com troca de conhecimento e respeito mútuo. “É uma competitividade saudável. Todo mundo está lá de igual para igual, para mostrar o seu melhor, para aprender muito, observar outras tecnologias e outras formas de resolver o mesmo problema”, completou.

A Eletroquad não vale vaga para outra etapa, mas funciona como preparação importante para a próxima meta da equipe: a Competição Brasileira de Robótica (CBR), que dá acesso ao mundial. Para Felipe, o resultado em São José dos Campos serve como aquecimento para os próximos desafios. “Essa Eletroquad é um aquecimento para a gente ver se consegue a chave para o mundial este ano”, projetou o capitão.

 

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