Oficinas de Integração transformam ideias em soluções para a comunidade no Câmpus Chapecó do IFSC

ENSINO Data de Publicação: 19 jun 2026 10:57 Data de Atualização: 19 jun 2026 14:03

O IFSC Câmpus Chapecó realizou, nesta quarta-feira (17), mais uma edição das Oficinas de Integração (OIs) dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. Ao longo do dia, estudantes dos técnicos em Informática, Desenvolvimento de Sistemas e Sistemas de Energia Renovável apresentaram projetos desenvolvidos em diferentes áreas do conhecimento, unindo formação geral e técnica por meio de pesquisas, protótipos e intervenções voltadas à sustentabilidade, tecnologia e cidadania. Durante todo o dia também houve a realização da Feira de Economia Solidária e do Intervalo Cultural, com apresentação da banda Horizonte Acústico. 

"As Oficinas de Integração são componentes curriculares dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFSC e têm como objetivo conectar diferentes áreas do conhecimento, articulando a formação geral e a formação técnica por meio de projetos interdisciplinares, pesquisa e trabalho em equipe", destacaram os coordenadores dos cursos, Fabio Machado da Silva e Fábiner de Melo Fugali.

O evento recebeu a visita de quase 100 estudantes e professores de escolas da região. Participaram da atividade estudantes da Escola de Educação Básica Cordilheira Alta, da Escola Básica Municipal Florestan Fernandes e da Escola Básica Municipal Vila Real.

Pergolado com energia solar

Um dos projetos apresentados foi de "Reestruturação de projetos anteriores e aplicação de energia renovável", desenvolvido pelos estudantes João Francisco da Rosa, Kevily Victoria Dellalibera, Luiza Fávero, Maria Eduarda Trindade e Rafael Gasparetto.

"A proposta prevê a revitalização de estruturas e projetos desenvolvidos em edições anteriores das Oficinas de Integração. Trabalhamos na recuperação de bancos e estruturas de madeira já existentes no câmpus para implantação de um novo espaço de convivência com pergolado, floreiras e mobiliário urbano", contam Rafael, Maria Eduarda e Luiza.

Além da reestruturação do ambiente, o projeto incorpora sistemas de energia renovável. A ideia é instalar painéis fotovoltaicos sobre o pergolado para alimentar a iluminação do espaço por meio de energia solar, demonstrando na prática a aplicação de tecnologias sustentáveis.

Biodigestores para comunidades rurais

Outro destaque foi o projeto "Aplicação de biodigestores em residências", desenvolvido pelas estudantes Maria Cecília Stobe, Eloisa Brachak, Aquila Piaia, Isadora Antunes dos Santos e Deisi Sottili. A proposta busca incentivar o uso de biodigestores, especialmente em propriedades rurais e pequenas comunidades, como alternativa para o tratamento adequado de resíduos orgânicos e produção de energia.

Segundo a estudante Maria Cecília Stobe, a ideia surgiu a partir de pesquisas sobre saneamento básico, entre elas no filme "Saneamento Básico: o filme", e do potencial dos biodigestores para melhorar a qualidade de vida das famílias. "A gente pensou em utilizar o biodigestor justamente para auxiliar essas pessoas na produção do biogás. Além disso, ele também produz biofertilizante e pode contribuir para o tratamento adequado do esgoto. Em áreas rurais existe uma disponibilidade maior de matéria orgânica para alimentar o sistema, o que torna a solução ainda mais viável", explica.

Horta Escolar

A IF Horta Escolar também foi apresentada durante as OIs e busca promover a integração curricular por meio da  implantação e manejo de uma horta baseada nos princípios da agroecologia. O sistema de cultivo contempla a integração de diferentes espécies vegetais, favorecendo a diversidade de culturas, as interações ecológicas e a produção de alimentos respeitando a natureza.

Um dos diferenciais do projeto é a implementação de um minissistema agroflorestal, no qual espécies alimentícias são cultivadas em associação, simulando processos observados nos ecossistemas naturais. O projeto também incorpora conhecimentos da área de Energias Renováveis por meio da produção de biofertilizante líquido obtido a partir do processo de biodigestão anaeróbia de resíduos orgânicos.

"Mais do que um espaço destinado à produção de alimentos, a horta torna-se um ambiente vivo de aprendizagem, experimentação, pesquisa e construção coletiva de conhecimentos, contribuindo para a formação de cidadãos/estudantes conscientes, críticos e comprometidos com a sustentabilidade", destacam os professores responsáveis pelo projeto, Alice Ribeiro Diozino (Espanhol), Ângela Silva (Química/Área técnica de Energias Renováveis), Emy Francielli Lunardi (História) e Janilson Lotério (Matemática).

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