Pesquisadores do IFSC apresentam sistema de monitoramento de bebedouro para abelhas em evento nacional

PESQUISA Data de Publicação: 20 mai 2026 12:30 Data de Atualização: 20 mai 2026 17:06

Um projeto desenvolvido no Câmpus Araranguá do IFSC foi apresentado durante o Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura (Conbrapi), realizado de 13 a 16 de maio, em Florianópolis. O trabalho consiste em um sistema para monitoramento de um protótipo de bebedouro para abelhas, com objetivo de descobrir como as condições ambientais e climáticas interferem no funcionamento do equipamento.

O protótipo de bebedouro apícola termossolar usa a energia térmica do sol para aquecer o ar na parte interna do equipamento e, então, bombear e fornecer água às abelhas. “Ele funciona apenas com radiação solar, sem energia elétrica. Existem fatores que influenciam, ao longo do ano, essa capacidade dele em bombear a água”, explica o professor Lucas Boeira Michels, que coordena o projeto. 

O sistema de monitoramento permite avaliar como o bebedouro comporta-se em diferentes regiões e em épocas do ano, avaliando itens como temperatura externa, vento, radiação solar, umidade e pressão atmosférica por meio de sensores acoplados ao bebedouro. 

“Ele tem várias complexidades em seu funcionamento, mas vários benefícios vêm sendo observados, como a baixa evaporação e possibilidade de coletar água da chuva, entre outros”, comenta Lucas. Segundo o professor, alguns apicultores que conheceram o projeto no estande do IFSC no Conbrapi relataram dificuldades de acesso à água para as abelhas e, portanto, a possibilidade de reutilizar água da chuva seria importante para eles.

Os dados gerados são compilados em um dashboard disponível online.  “A programação foi toda desenvolvida pelos pesquisadores que fazem parte do projeto - ou seja, não foi uma programação encontrada na internet”, detalha o estudante Balduíno José da Silva, que trabalhou na construção do dashboard. Balduíno faz o curso técnico em Automação Industrial no Câmpus Araranguá do IFSC e também estuda Engenharia da Computação no câmpus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na cidade. A placa física que coleta dos dados dos sensores também foi desenvolvida pela equipe do projeto.

A plataforma online com os dados gerados pelo sistema de monitoramento do protótipo de bebedouro apícola termossolar pode ser consultada abertamente.

O sistema de monitoramento tem origem em uma demanda trazida para o câmpus pelo professor aposentado e pesquisador autônomo Osvaldino Rosa Filho, morador de Araranguá. A ideia da equipe do projeto é que o protótipo possa ser monitorado em diferentes regiões do país, para comparação dos dados. 

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