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Comitê Permanente de Gestão de Crises do IFSC atua durante a pandemia da Covid-19

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 07 abr 2020 10:08 Data de Atualização: 07 abr 2020 13:31

Durante a pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), um grupo que já existe no IFSC desde 2013 tem atuado na linha de frente das discussões sobre os passos que a instituição tem tomado: é o Comitê Permanente de Gestão de Crises. Essa não é a primeira crise na qual o comitê atua, mas é a de maiores proporções, o que fez muitas pessoas, inclusive estudantes e servidores, a conhecê-lo somente agora.

A criação do Comitê Permanente de Gestão de Crises foi prevista na Política de Comunicação do IFSC, lançada em 2013. Segundo o documento, ele faz parte de um sistema de gestão de crises que tem como objetivo permitir à instituição “enfrentar situações emergenciais que potencialmente possam provocar prejuízos à sua imagem ou reputação”. A política possui um capítulo que trata especificamente da gestão de crises e levou à criação, além do comitê, de um Manual de Gestão de Crises, que orienta os gestores e servidores a como agir nessas situações.

O IFSC foi a primeira instituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica a ter uma política de comunicação implantada após construção coletiva com participação de servidores e estudantes. O Comitê Permanente de Gestão de Crises do IFSC também foi pioneiro na Rede. O objetivo dele é gerir as situações de crise de forma a propiciar uma interação ágil e competente com os públicos estratégicos do IFSC, além de favorecer a circulação da versão oficial diante dos fatos que motivaram a crise.

O Comitê foi instituído oficialmente pela Portaria 1618/2013, da Reitoria. O grupo é formado por gestores do IFSC (ocupantes dos cargos de reitor, diretor-executivo, pró-reitores, diretores-gerais de câmpus, ouvidor e diretor de Comunicação), além de servidores de cargos considerados estratégicos para a gestão de crises (uma assessora técnica do Gabinete da Reitoria, uma relações-públicas e dois jornalistas). Nem sempre todos participam da gestão das crises: os integrantes são acionados de acordo com o assunto e a abrangência dela. Conforme a pauta, podem ser convidados outros atores da instituição ou externos ao IFSC.

O que é uma crise?

O pesquisador e professor de comunicação organizacional Wilson da Costa Bueno, que foi consultor do IFSC na construção da Política de Comunicação, escreveu em seu livro Comunicação empresarial: políticas e estratégias, que nenhuma organização está livre de enfrentar crises e que elas podem ser provocadas por diversos fatores.

Na obra, Bueno define a crise como “uma situação emergencial que pode ou não ser prevista e, ao ser desencadeada, desestrutura, ainda que temporariamente, a espinha dorsal das organizações”. Essas situações são muitas vezes imprevisíveis e podem afetar a imagem e a reputação da instituição, dependendo da forma com que o problema for tratado. Os comitês de gestão de crises atuam de maneira preventiva e buscam reduzir os impactos de crises para a instituição.

Atuação do comitê no IFSC

Desde sua criação, o Comitê Permanente de Gerenciamento de Crises atuou em várias situações, tanto provocadas por fatores internos do IFSC como externos (na greve dos caminhoneiros em 2018, por exemplo). No caso da pandemia de Covid-19, todos os integrantes do Comitê estão sendo convocados a participar das reuniões realizadas por meio de webconferência. “Dessa forma intensa, é a primeira vez que estamos atuando de modo completo”, conta a reitora Maria Clara Kaschny Schneider, que é a dirigente máxima do IFSC desde a criação do comitê.

Nas reuniões do grupo durante a pandemia de Covid-19, são feitos debates que embasam as decisões que a Reitoria vem tomando desde o início da crise e que são comunicadas nos canais de relacionamento do IFSC. As reuniões não seguem uma periodicidade fixa, mas são realizadas conforme a demanda e a urgência das questões a serem discutidas.

Dentre os temas já tratados pelo comitê na atual crise, estiveram a suspensão das atividades presenciais para estudantes e servidores, a manutenção do calendário com menor prejuízo aos estudantes, a garantia de atividades remotas e impactos e dificuldades que a instituição vem sofrendo com a situação.

“O comitê tem na sua composição a participação de todos os diretores e pró-reitores, o que facilita os encaminhamentos junto ao Codir [Colégio de Dirigentes]”, explica a reitora. Quanto aos temas que são de competência exclusiva do Conselho Superior (Consup), o órgão deliberativo máximo do IFSC, eles foram encaminhados em reunião online realizada na segunda-feira, 6 de abril.

Para a reitora, ter o comitê como apoio à gestão é importante “num momento tão crítico como estamos vivendo, para decidir e comunicar as decisões da melhor forma para a comunidade”.
 

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