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Coronavírus: Câmpus Criciúma e Tubarão se unem para produzir protetores faciais

CÂMPUS CRICIÚMA Data de Publicação: 07 abr 2020 09:22 Data de Atualização: 07 abr 2020 16:35

A exemplo de outras instituições de ensino e de outros câmpus do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), os câmpus Criciúma e Tubarão também estão engajados na produção de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde que estão trabalhando no controle da epidemia de coronavírus. Servidores das duas unidades estão produzindo de forma conjunta protetores faciais não descartáveis (também conhecidos como face shields) para doação ao Hospital São José, de Criciúma, e para a secretaria de Saúde de Tubarão.

A primeira remessa foi entregue nesta terça-feira (7). O Hospital São José recebeu 22 protetores de um total de 40 que serão produzidos pelo IFSC. Em Tubarão, serão entregues os primeiros dez protetores. A expectativa do Câmpus é entregar ao todo 100 equipamentos para a secretaria de Saúde.

“Desde o início dessa crise relacionada ao coronavírus, muitas instituições de ensino têm participado de uma rede nacional no sentido de auxiliar na melhoria das condições de trabalho daqueles que estão na linha de frente da pandemia e também àqueles que estão com a doença. Um dos trabalhos executados é o uso das impressoras 3D para a impressão de protetores faciais para quem lida diretamente com pacientes internados”, explica o diretor-geral do Câmpus Criciúma, Lucas Dominguini, responsável pela entrega ao Hospital São José.

O trabalho começou uma semana antes da primeira entrega. Os protetores faciais são produzidos de acordo com o modelo em código aberto disponibilizado pela empresa Prusa, que vem sendo adotado por universidades e institutos federais em todo o Brasil. Os suportes para as viseiras são produzidos nas impressoras 3D existentes nos câmpus Criciúma e Tubarão. As lâminas de acetato, usadas para a proteção da face, foram doadas pela empresa tubaronense Sanpack. Os protetores cobrem a frente e os lados do rosto, devendo ser usadas por profissionais de saúde e profissionais de apoio, acompanhadas das máscaras cirúrgicas.

No Câmpus Tubarão, o trabalho é liderado pelo professor Henri Belan, da área de controle e processos industriais. No Câmpus Criciúma, o trabalho ficou a cargo do professor Guilherme Schmidt, da área de Mecatrônica, com apoio da estudante Katiane Medeiros, da Engenharia Mecatrônica.

Diretor eleito para o Câmpus Tubarão, Henri Belan destaca a atuação de todos os câmpus do IFSC no apoio ao enfrentamento do coronavírus e em ações que contribuam com a sociedade neste momento de crise.

“A impressão e doação das máscaras é uma das frentes de atuação do IFSC, mas outras alternativas estão sendo buscadas, como cursos de capacitação para professores das escolas que estão fazendo aulas a distância, a produção de respiradores e outras soluções tecnológicas que venham a colaborar nesta situação de crise. Todas essas alternativas são uma demonstração de que o IFSC tem capacidade técnica para oferecer à sociedade nestes momentos”, afirma.

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