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Mapa traz a pesca tradicional da tainha e o modo de vida no Campeche

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS-CONTINENTE Data de Publicação: 19 ago 2021 14:41 Data de Atualização: 25 ago 2021 20:36

Um projeto que tem apoio do Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC construiu um mapa da praia do Campeche, em Florianópolis, em que os registros são as memórias de moradores, como uma fotografia da cultura local. Entre os pontos descritos e mapeados estão os ranchos de canoa, as picadas que dão acesso à praia e os engenhos de farinha. Os depoimentos de mais de 30 pescadores e representantes da comunidade revelam um modo de vida, com destaque para a pesca artesanal da tainha.

O material foi produzido pela Associação dos Pescadores Artesanais do Campeche e pelo projeto Tekoá Pirá, com gestão do Instituto Campeche, a partir da seleção do projeto no Prêmio Elisabete Anderle de estímulo à cultura de 2020. 

A pesquisa na comunidade vem sendo feita nos últimos cinco anos, sendo que em 2019 resultou no registro da pesca artesanal da tainha no Campeche como patrimônio cultural e material de Santa Catarina pela Fundação Catarinense de Cultura. As pesquisadoras e guias de turismo Roberta de Paula Braz e Gisele Silvia Ramos explicam que o estudo é uma ação de salvaguarda deste patrimônio. "Durante 10 anos a gente precisa ter ações para marcar e proteger essa atividade que foi registrada", explica Roberta. 

Além do mapa, um livreto traz trechos de depoimentos sobre o que é ser pescador artesanal e como é o trabalho colaborativo na safra da tainha. "O objetivo é que as novas gerações possam conhecer de onde veio aquela atividade que ainda acontece, que é centenária, que não é mais econômica mas que se mantém viva em muitos corações aqui da nossa região'', completa Gisele.

Confira no vídeo como o projeto foi realizado:

 

Tradições e costumes

Além dos relatos e da demarcação dos pontos relacionados à pesca, o material traz também memórias da época em que os engenhos de farinha funcionam na comunidade e de tradições que marcam o modo de vida local. A coordenadora do projeto, turismóloga Patrícia Félix, explica que a proposta - uma cartografia social do território tradicional da pesca artesanal da tainha no distrito do campeche - busca mapear grupos sociais, georreferenciando e descrevendo-os a partir do que o próprio grupo elege como fundamental de ser representado.

O pescador Pedro Aparício Inácio é uma das pessoas que deu o seu relato e vê com orgulho os seus costumes e tradições mapeados: "É um marco na nossa história. Muita coisa se perdeu, mas a gente honra esse legado deixado por nossos antepassados e nunca perdemos a esperança de lutar e cuidar da nossa história."

Projeto nasceu num curso do IFSC

A pesquisa na comunidade do Campeche começou em 2016, quando Roberta e Gisele eram alunas do Curso Técnico em Guia de Turismo. "Na grade curricular a gente teve aula de patrimônio cultural com a professora Claudia Hickenbick e foi lá que a gente viu a possibilidade de fazer o registro da nossa cultura, porque somos nativas, filhas e netas de pescadores artesanais", conta Roberta.

Para Claudia, o projeto faz bem a relação entre ensino, pesquisa e extensão porque "Roberta e Gisele foram estudar, entenderam o que significava patrimônio e foram buscar o sonho delas que era a proteção da cultura."

No canal do projeto Tekoá Pirá no Youtube está disponível o vídeo do lançamento online. Para acessar o livreto e o mapa, clique aqui.

EXTENSÃO CÂMPUS FLORIANÓPOLIS-CONTINENTE

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