INSTITUCIONAL Data de Publicação: 09 fev 2022 15:33 Data de Atualização: 31 out 2022 10:39
Quem está retornando às atividades presenciais no Câmpus Joinville deve estar se perguntando: o que aconteceu com a cobertura das passarelas que ligam os blocos centrais? Resumidamente, o serviço de reforma das estruturas metálicas e coberturas de vidro laminado foi abandonado pela empresa contratada.
Entenda a situação: no início de 2021, uma empresa foi contratada por meio de processo de Regime Diferenciado de Contratação (RDC 13/2020) para a reforma da passarela metálica, com prazo de conclusão previsto para 21 de agosto passado. A reforma foi motivada pelo avançado estado de corrosão da estrutura que recebe os vidros. Em alguns pontos, a corrosão provocou buracos na estrutura e enfraqueceu a sustentação dos vidros, comprometendo a segurança com risco de desabamento.
A proposta era remover toda a estrutura e todo o vidro, descartar a estrutura que recebe o vidro e reaproveitar os pilares, fazendo a galvanização de toda a estrutura metálica. Os vidros inteiros também seriam reaproveitados, e as peças trincadas seriam substituídas. Esta seria a primeira grande reforma da cobertura da passarela desde sua construção, em 2011.
Em março, a empresa iniciou os trabalhos com a retirada dos vidros e desmontagem da estrutura metálica. Os vidros foram armazenados no ginásio para reutilização, os pilares metálicos foram levados até uma empresa de jateamento e as demais estruturas metálicas seriam descartadas devido à corrosão. Porém, estas foram as únicas ações realizadas pela empresa, e para as quais o IFSC fez o pagamento devido. Por não terem sido executadas, as demais etapas não foram pagas.
Após diversas tentativas de contato para avançar com a reforma, todas sem sucesso, o setor de Engenharia, junto ao Departamento de Administração do Câmpus, solicitou a abertura de processo administrativo para apuração de responsabilidade. Após parecer da Procuradoria institucional, o setor de Engenharia realizou o resgate dos pilares e a Direção providenciou um processo de doação dos refugos metálicos e vidros, que, após meses estocados, estavam, na sua maioria, quebrados.
A Direção do Câmpus Joinville lamenta a situação, pois grande parte da verba empenhada para a reforma (que é o comprometimento do valor orçamentado) não foi utilizada (paga) e não retornará para o câmpus, por ser de emenda parlamentar que precisava ser usada no ano passado. Além desta questão financeira, há o prejuízo para toda comunidade acadêmica que utilizava a passarela para se abrigar das chuvas. Agora, segundo a Direção, o foco é no planejamento de um novo processo que dependerá de recurso extraorçamentário para poder ser executado.