“Pipocando Dúvidas”: monitorias de ensino ficam mais atrativas no Câmpus Chapecó

ENSINO Data de Publicação: 07 nov 2025 11:34 Data de Atualização: 07 nov 2025 13:56

Uma iniciativa do Câmpus Chapecó neste segundo semestre de 2025 está modificando a condução e a participação nas monitorias de ensino. A partir da qualificação dos estudantes que atuam como monitores e da inclusão do momento “Pipocando Dúvidas”, o resultado foi visível rapidamente: em um mês, os estudantes que participaram das monitorias aumentaram de quatro para 84. A iniciativa é uma parceria entre o Núcleo de Acessibilidade Educacional (NAE) e o Departamento de Assuntos Estudantis (DAE).

“A ideia surgiu diante da necessidade de oferecer um suporte didático-pedagógico à monitoria, para qualificar a atuação dos monitores de ensino, para fortalecer o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes atendidos”, destaca a coordenadora do projeto, a técnica em Assuntos Educacionais Jucinéia Riboli.

Com essa finalidade, foram realizadas orientações e formações específicas aos monitores, com o apoio do NAE. “Uma cartilha com informações sobre educação inclusiva também está em fase de elaboração e em breve será disponibilizada aos monitores. Dessa forma, a tríade professores, NAE e monitoria se fortalece, e, consequentemente, os entraves à aprendizagem dos estudantes vão sendo superados, favorecendo cada vez mais uma educação inclusiva”, destaca Jucinéia.

Uma das ações que mais se destaca é o desenvolvimento da atividade “Pipocando Dúvidas”, que prevê agendamentos com turma específica para revisão de conteúdos, a partir das demandas levantadas pelos estudantes e professores. Essa atividade foi idealizada pela bolsista do projeto, Diana Merlo Isabel Merlo, do módulo 5 do curso Técnico Integrado em Sistemas de Energia Renovável.

Como monitora da área de Elétrica, Diana percebeu um afastamento entre as monitorias de ensino e os estudantes. “Muitos deixavam de frequentar as monitorias por vergonha e acontecia de aparecerem quatro alunos em quatro horários diferentes para estudar o mesmo conteúdo, mas percebemos que os alunos se saiam melhor em grupos por questões de afinidade”, relata.

A partir daí, Diana teve a ideia de tornar o espaço das monitorias mais leve, diferente do "clima" das salas de aula, e criou o espaço “Pipocando Dúvidas”, que prevê agendamentos com turmas específicas para revisão de conteúdos, a partir das demandas levantadas pelos estudantes e professores. E, enquanto revisam os conteúdos, os estudantes comem pipoca.

Além disso, Diana conta que com a ajuda dos técnicos-administrativos, os monitores aprenderam sobre como se portar em determinadas situações e a como explicar de forma direta e leve. “Nossa empatia se tornou muito maior após conhecermos um pouco sobre o público-alvo do NAE. E, com tudo isso, nós provamos que a monitoria é o lugar certo para aprender com quem já passou pelo mesmo desafio”, afirma.

Saiba mais

A ideia está registrada no projeto de ensino “Atuação dos monitores de ensino frente à perspectiva da educação inclusiva: um caminho para a equidade no direito de aprender”, uma parceria entre o Núcleo de Acessibilidade Educacional (NAE) e o Departamento de Assuntos Estudantis (DAE).

O projeto foi selecionado a partir do Edital 05/2025/DAE-Proen, de Apoio a Projetos de Ensino para Fomentos às Ações de Equidade, que tinha por finalidade selecionar propostas de projetos de ensino vinculados aos Núcleos de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI), e grupos correlatos, e Núcleos de Acessibilidade Educacional (NAE).

O projeto conta com coordenação da técnica em Assuntos Educacionais Jucinéia Riboli, e o apoio das técnicas-administrativas Eudes T. Nadal Mulinari, Vanessa Gertrudes Francischi, Raquel Guzella de Camargo, Bárbara Kleemann Duarte, e da professora Érika Rosa Rodrigues Ribeiro.

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