Dia Mundial do Pão celebra um dos alimentos mais antigos e simbólicos da humanidade

ESPECIAL Data de Publicação: 16 out 2025 16:49 Data de Atualização: 16 out 2025 16:57

O Dia Mundial do Pão é celebrado nesta quinta-feira, 16 de outubro, em uma data que homenageia um dos alimentos mais tradicionais, versáteis e simbólicos da história da humanidade. Criado no ano 2000, em Nova York, pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros, o dia tem também relação com o aniversário da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cujo lema é “Fiat panis”, que significa “Haja pão”.

Segundo registros históricos, o pão tem origens que antecedem até mesmo o surgimento da agricultura. Povos caçadores-coletores do Oriente Médio, há cerca de 14 mil anos, já fabricavam produtos semelhantes à panificação, muito antes de o cereal ser domesticado em plantações. No Egito antigo, há mais de seis mil anos, o pão fermentado se consolidou como alimento básico e símbolo de poder, sendo os egípcios conhecidos como “comedores de pão”.

Para a professora Berenice Giehl Zanetti, da área de Panificação do Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC, compreender o pão é também entender a própria história da civilização. “A origem do pão remonta  ao surgimento da agricultura e das próprias civilizações. Os registros mais antigos datam de mais de 14 mil anos, na Jordânia. Essa relação da origem do pão se estreita com o surgimento das civilizações, em especial quando os grupos deixam de ser nômades e passam a ser sedentários e a cultivar grãos e cereais”, explica.  

A professora destaca ainda o papel do Egito como marco histórico na panificação. “Há quatro mil anos, temos referência dos primeiros pães fermentados. Isso tem relação direta com os egípcios, que passam a fazer uma espécie de fermentação, num primeiro momento muito empírica, mas relacionada também com a fabricação de cerveja, que era uma bebida já trabalhada por eles. A produção do pão fermentado vem muito próxima dessa produção da cerveja.”  

Ao longo do tempo, o alimento também conquistou um espaço simbólico que vai além da nutrição. Pode-se dizer que se trata do alimento mais comum a todos ma história da humanidade. “O pão se consolida mundialmente pela simplicidade de produção, pela facilidade de acesso a esses insumos e produtos. E, claro, depois, em outros momentos históricos, pela relação que ele cria com a religiosidade e a simbologia. Essa simplicidade acabou fazendo do pão um produto culturalmente referencial, pela sua proximidade com a religião e pela simbologia imaterial que surge dessas relações”, comenta Berenice.  

Definir o que é um pão pode variar conforme a cultura. “Um pão é um produto panificável feito a partir de cereais, na sua grande maioria à base de farinha de trigo, e outros ingredientes básicos como água, sal e fermento biológico. O que caracteriza um pão é a fermentação biológica. Porém, quando falamos de culturas diferentes, como a mexicana, por exemplo, a tortilha é considerada um pão, embora não passe por esse processo. A questão cultural interfere muito nessa compreensão”, observa a professora.  

Além da importância histórica e simbólica, a professora também reforça o aspecto contemporâneo da panificação como profissão e espaço de criação, e que o IFSC tem campo para isso. Quem quiser conhecer mais sobre a cultura do pão e as possibilidades de preparar esse alimento tão representativo e simbólico — e que hoje abre tantas portas para o trabalho — o IFSC Câmpus Florianópolis-Continente tem cursos nessa área, extremamente acessíveis e que trazem rapidamente o que o profissional precisa. “Há duas possibilidades bem focadas na panificação: o curso técnico em Panificação, voltado para quem já tem o ensino médio, e o curso Proeja Técnico em Panificação, para quem ainda não concluiu o ensino médio. São áreas muito propícias para quem deseja se capacitar, conhecer mais sobre a panificação e ter boas oportunidades de trabalho e renda.”, finaliza.

Neste Dia Mundial do Pão, o IFSC reforça o papel desse alimento como expressão de cultura, identidade e conhecimento técnico, ligando sabores antigos à formação de gerações que dão continuidade à tradição da panificação.

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