INSTITUCIONAL Data de Publicação: 15 jul 2026 13:14 Data de Atualização: 15 jul 2026 15:07
O IFSC realizou nesta terça, 14 de julho a cerimônia de posse de 21 novos servidores – 17 docentes e quatro técnico-administrativos – para os câmpus Araranguá, Caçador, Cricipuma, Florianópolis, Gaspar, Joinville, Lages, São Carlos, São José, São Lourenço do Oeste, Urupema e Xanxerê. A evento foi realizado na Reitoria, em Florianópolis.
A diretora executiva do IFSC, representando o reitor Zízimo Moreira Filho, conduziu a posse e destacou a importância da construção contínua do IFSC como uma instituição de referência. “Essa é uma instituição centenária, mas que se reescreve todos os dias. E vocês passam agora a participar desse processo de reescrita, pois fazemos parte de uma sociedade que se reconfigura a cada instante”, afirmou em seu discurso na abertura da cerimônia. Ela também destacou a importância da educação com o ferramenta de mudanças e na luta contra preconceitos e violências. “Vocês sabem daqui com uma grande vitória e conscientes de uma grande responsabilidade. Não existe transformação social sem escola”.
Expectativas
O professor de Filosofia Luiz Felipe Piccoli, agora docente do Câmpus Lages, conta que uma das vantagens do IFSC é a autonomia docente. “Especialmente na minha área. Já trabalhei em instituições de ensino em que o conteúdo vinha pronto e eu só podia seguir o material”. Ele também citou a boa formação dos estudantes, a boa infraestrutura e acessibilidade.
Luiz fala com conhecimento: ele trabalhou por dois anos como professor substituto no IFSC Câmpus Joinville, uma prévia da realização de um desejo antigo. “Há 10 anos eu tenho a pretensão em um instituto federal. Fiz concursos para o IFC (Instituto Federal Catarinense), para Ifs do Rio Grande do Sul. Mas acabava sempre perdendo na titulação. Então, fui me capacitar e, durante a pandemia, fiz meu doutorado. E não quero que a docência seja o meu ponto final, quero seguir estudando e avançando, talvez até entrar na gestão”, conta o professor.
Jordana Avelino dos Reis também chegou ao IFSC com muitos planos. Docente de Espanhol no Câmpus Xanxerê, escolheu a cidade pela proximidade com a Argentina. Atuando há mais de 16 anos em escolas públicas, ela veio de Goiânia, Goiás. “Quando eu soube do concurso, me chamou a atenção a localização. Também gosto do fato de ser um câmpus pequeno, onde as pessoas acabam tendo mais contato”.
Ainda sobre as expectativas, a professora fala que são as melhores possíveis. “Como diz o Daniel Cara, da USP, as escolas hoje são moedores de gente – tanto o profissional, que não tem condições, quanto o aluno, que não recebe o que precisa e se sente abandonado. Para quem vem de tanto tempo da educação básica regular, ingressar no IFSC, que oferece um ambiente muito mais propício para quem gosta de atuar na educação, é muito bom”.
Mas, Jordana também sabe dos desafios. “Vejo hoje, por aqui, que sou a única mulher negra a ser empossada. Eu sei dos enfrentamentos e desafios que tenho, mas espero também poder contribuir para essa questão”, afirma.