INSTITUCIONAL Data de Publicação: 23 jun 2026 15:03 Data de Atualização: 23 jun 2026 15:46
A Comissão de Ética do IFSC marcou presençaa no 26º Seminário Ética na Gestão, realizado em Brasília nos dias 18 e 19 de junho. Participaram o presidente da comissão, Marcelo Alejandro Gonzales Muniz; a secretária Danieli Oro e as membras Etianne Alvez Souza de Oliveirae Rosilene Gaitolini Solareviz.
“O evento cumpriu com excelência o seu objetivo de esclarecer dúvidas, fortalecer entendimentos e trazer novos conhecimentos indispensáveis para a nossa atuação. Mais do que um espaço de aprendizado, o encontro renovou a minha motivação em atuar ativamente na propagação e na manutenção da ética no serviço público. As discussões nos permitiram visualizar com clareza onde estamos e onde queremos chegar enquanto instituição federal”,avaliou Marcelo.
A abertura do seminário contou com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck. Para ela, o avanço do governo digital exige que o Estado combine inovação tecnológica com responsabilidade ética. Segundo a ministra, os serviços públicos digitais devem antecipar demandas da população com inclusão, segurança e proteção de direitos. “A gente não pode ter um governo digital que exclui grande parte dos cidadãos”, frisou.
Etianne destacou também a contribuição da professora, jurista e ex-ministra substituto do Tribunal Superior Eletoral Edilene Lobo, que abordou o tema Autoridade Pública nas Redes – Entre o pessoal e instituticional. “Frente às incertezas geradas pelas tecnologias e redes de informações e comunicação, o evento foi um importante momento de escuta e reflexão capaz de alinhar diretrizes rumo ao interesse público. A tarefa de separar o pessoal e o institucional de agentes públicos em redes de comunicação é difícil, essa deve ter como bem maior a responsabilidade informacional colocando a tecnologia a serviço da cidadania, fortalecendo a confiança pública”, sintetizou a servidora do IFSC.
O seminário
O 26º Seminário Ética na Gestão reuniu autoridades e especialistas para discutir os desafios éticos associados à incorporação de novas tecnologias no serviço público. A realização do evento foi descrita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, como "um sinal de maturidade institucional e um exercício concreto de ética pública". Em sua fala na mesa de abertura, Fachin destacou que o debate sobre as plataformas digitais está entre os temas centrais da vida institucional contemporânea.
Na abertura, o presidente da Comissão de Ética Pública, Bruno Espiñeira Lemos, ressaltou que o tema tem ganhado projeção. Nesta edição, o evento registrou recorde histórico de inscrições, com mais de mil participantes. Para Lemos, é essencial que os avanços tecnológicos “ocorram em plena consonância com os princípios éticos e com os valores do estado democrático de direito”.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, abordou os desafios de comunicação e transparência em instituições que lidam com informações sensíveis. Segundo ele, a era digital ampliou a necessidade de linguagem mais clara e de novos canais de diálogo com a sociedade, especialmente em temas como proteção contra golpes e fraudes.
A transparência pública no ambiente digital também foi abordada pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho. Ele afirmou que o Brasil tem avançado em uma agenda de governo aberto e de transparência por desenho, para que o acesso à informação seja considerado desde a formulação das políticas públicas.
O secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, Marcelo Weick Pogliese, afirmou que a ética deve ser tratada como um compromisso diário na administração pública. Ele também chamou atenção para os desafios de diferenciar, no ambiente digital, o que é produto das relações humanas e o que decorre das novas tecnologias — e frisou que um dos desafios atuais é incorporar valores (como conceitos éticos) nesses novos espaços de interação.
A juíza auxiliar da Presidência do Superior Tribunal Militar (STM), Jaquelline Santos, destacou que a ética pública está diretamente ligada à responsabilidade institucional. Para ela, o uso de inteligência artificial generativa exige cautela, transparência e supervisão humana qualificada diante de riscos como vieses algorítmicos, alucinações e impactos sobre a confiabilidade das informações.
O diretor jurídico da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Delazari, apresentou ações internas desenvolvidas pela empresa para fortalecer a integridade, a prevenção ao assédio e o enfrentamento à discriminação. Ele citou o Censo Itaipu 2025 e afirmou que uma agenda ética precisa ser estruturada, mensurada e contínua.