PESQUISA Data de Publicação: 08 set 2026 11:28 Data de Atualização: 09 set 2026 11:42
Um trabalho desenvolvido no Câmpus São José foi premiado no Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC (Sepei). A pesquisa, com o título “Transtornos alimentares em cena: relações e narrativas por meio de produções audiovisuais” foi destaque na Divisão Temática 5 - Saúde, Qualidade de Vida, Alimentação e Bem-Estar Social, modalidade Apresentação Presencial. O Sepei ocorreu de 27 a 29 de agosto, no Câmpus Caçador.
O trabalho, feito a partir de um projeto de ensino e pesquisa da unidade curricular Educação Física, analisou videoclipes de canções disponíveis no Spotify e no YouTube que abordam os padrões de beleza ou transtornos alimentares. O objetivo foi avaliar o potencial desses recursos audiovisuais para o combate aos transtornos alimentares e o debate sobre o tema no ensino médio.
Foram avaliados cinco videoclipes. “Em todos os videoclipes aparecem figuras femininas, grupo destacado como mais vulnerável aos transtornos alimentares”, destacaram os autores da pesquisa no resumo do projeto enviado à organização do Sepei. O trabalho foi orientado pelo professor de educação física Anderson da Silva Honorato e tem na equipe as estudantes Bruna Lopes Fortkamp e Érica de Souza Vieira Pacheco, ambas do curso técnico integrado ao ensino médio em Refrigeração e Climatização, e a professora Monique Cristine de Oliveira, que leciona Saúde da Comunidade na Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb).
Os cinco videoclipes foram considerados como relevantes para o contexto didático por abordarem, pela linguagem artística, aspectos relacionados aos transtornos alimentares e aos padrões de beleza. “Dessa forma, contribuem para a promoção de debates que problematizam normas estéticas e ampliam a visibilidade de temas ainda pouco compreendidos pela sociedade, como os transtornos alimentares”, concluíram os pesquisadores.
Alegria pelo prêmio
As duas estudantes que compõem a equipe estiveram no Sepei com o professor Anderson para apresentar presencialmente o trabalho. Bruna Fortkamp considera que foi “uma honra” estar no Sepei, apresentar o projeto e receber o prêmio. “É uma honra porque o nosso principal objetivo indo até esse evento não foi ganhar alguma coisa, mas sim divulgar a nossa pesquisa”, afirma.
“E é relevante principalmente porque nos dias atuais a gente está exposto diariamente às mídias que divulgam informações que exaltam muitas vezes os padrões de beleza que influenciam no desenvolvimento desses distúrbios. E esses distúrbios atingem principalmente os mais jovens, que são justamente aqueles mais expostos aos canais midiáticos”, completa Érica, ela mesma uma jovem estudante de 19 anos do ensino médio. Segundo a estudante, a pesquisa desenvolveu nela a percepção sobre problemas sociais e assuntos que ela normalizava, além de um “olhar sensível para as pessoas ao nosso redor que podem estar passando por um problema”.
O mesmo olhar empático e sensível sobre as pessoas ao redor foi despertado em Érica Pacheco, também de 19 anos. “Me fez ter mais atenção e consequentemente a querer dar mais apoio e visibilidade a esses temas, além de que me fazer evoluir muito em outros quesitos, como na minha escrita acadêmica, que eu vi que melhorou bastante”, conta a estudante. A análise crítica dos dados e a capacidade de se expressar e de apresentar o trabalho foram outros pontos em que ela melhorou, em sua visão.
“Foi realmente uma experiência inesquecível, que me incentiva a querer participar de outros eventos e do próximo Sepei também. Fiquei muito feliz mesmo. E eu torço para que outras pessoas possam também ter essa oportunidade, ter essa experiência que é essencial e é transformadora tanto como estudante como pessoa”, finaliza Érica.
Sepei
Os trabalhos apresentados no Sepei foram classificados em cinco divisões temáticas e nas modalidades Apresentação On-Line e Apresentação Presencial. Em cada uma delas, os cinco trabalhos mais bem avaliados (ou seis, quando houve empate) foram premiados como destaque. O projeto sobre transtornos alimentares foi o único do Câmpus São José a receber essa distinção.
Os resumos de todos os trabalhos Sepei serão divulgados nos anais do evento.