VIDA DE SERVIDOR Data de Publicação: 06 jul 2026 09:44 Data de Atualização: 06 jul 2026 16:31
O professor Lino Gabriel dos Santos, docente do IFSC Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Florianópolis com a entrega de um diploma de mérito devido à atuação e à militância do professor junto ao projeto de extensão Marcha Trans, iniciativa que coordena no Instituto. A homenagem foi entregue numa sessão comemorativa realizada no final de junho e reconhece a importância do trabalho para promover a visibilidade, a dignidade e a defesa dos direitos humanos da população travesti, transexual e não binária.
O projeto de extensão Marcha Trans, coordenado pelo professor Lino, é um movimento composto por coletivos e organizações sociais. “Este grupo, formado pela sociedade civil, entendeu que em seu corpo havia também discentes e servidores do Instituto Federal de Santa Catarina; a partir daí, percebemos que o projeto poderia ser institucionalizado a fim de organizar e historicizar a Marcha Trans”, explica o coordenador.
A Marcha Trans tem como objetivo central organizar, fortalecer e avançar na luta por direitos e melhores condições de vida para a população trans. Entre as principais frentes de atuação do projeto estão a promoção da saúde mental – fomento de espaços e eventos que produzam e reforcem laços na comunidade, visando romper ciclos de violência e exclusão –, o acesso a direitos básicos – reivindicação de condições materiais dignas, como moradia, emprego, educação e saúde integral – e a promoção de visibilidade – oferta de oficinas, workshops e outros espaços para o exercício da cidadania e a requisição de demandas sociais.
Segundo o coordenador, a Marcha afirma o direito ao “bem viver”, celebrando a plenitude da vida e a possibilidade de construir sonhos. “É um ato político e cultural que reconhece que a luta é fundamental, mas que também precisamos cultivar o desejo de uma vida plena, com afeto, saúde, trabalho, moradia e arte”, destaca o professor Lino.
Atuação e histórico
Institucionalizado no IFSC desde 2024, o projeto realiza encontros periódicos e ações de educação e justiça. Além das marchas anuais, que ocorrem em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro), o grupo organiza feiras artísticas, rodas de conversa sobre saúde mental e oficinas de formação técnica, como as de produção cultural e mídias sociais.
O grupo mantém uma gestão horizontal e é aberto a todas as pessoas transmasculinas, transfemininas e não binárias, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para articulação com a comunidade.