Projeto de egressa de Design do IFSC fica entre os finalistas do maior prêmio mundial da área

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 15 mai 2026 15:29 Data de Atualização: 15 mai 2026 16:28

Uma pesquisa focada em promover a inclusão e a autonomia de pessoas com deficiência no universo da beleza levou o Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina a um destaque internacional. O projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da egressa Giuliana Giorgina Frota Saravia, do Bacharelado em Design, foi classificado na "shortlist" do iF Design Award 2026, na categoria estudante.

O prêmio é considerado o maior concurso de design do mundo e selecionou o projeto da brasileira entre os 300 melhores de um total de 7.000 trabalhos inscritos. A professora orientadora do trabalho, Carla Arcoverde, comemorou o reconhecimento. "A gente considera que isso já é uma grande vitória num contexto internacional, onde a gente imagina que os projetos, de fato, são extremamente relevantes. Não conseguimos chegar à premiação final, mas só o fato de estarmos presentes nessa 'shortlist' já consideramos como uma grande vitória ", destaca.

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A pesquisa de Giuliana resultou no desenvolvimento de um utilitário de maquiagem com Tecnologia Assistiva — batizado de "AMI" — criado para auxiliar mulheres com Atrofia Muscular Espinhal (AME) a utilizarem caneta delineadora e delineador em gel. O produto se destaca pela estética minimalista, facilidade de produção e ergonomia.

Giuliana explica que a motivação principal foi combater a exclusão no momento do autocuidado. "O projeto surge do princípio de trazer uma visibilidade das pessoas com deficiência no mercado da beleza, especificamente da maquiagem, porque quando a gente analisa o cenário atual, ainda existem pouquíssimas opções de produtos e embalagens adaptadas para quem tem deficiência nos membros superiores. A pessoa com deficiência também merece ter a autonomia de se maquiar sozinha.”, explica.

O suporte potencializa a coordenação motora e, embora o foco da pesquisa tenha sido a AME, o produto atende uma parcela muito maior da sociedade. "Eu acho que vale destacar que o público-alvo, apesar de ser direcionado para mulheres com atrofia muscular espinhal, vai para além dessa aplicabilidade. Ele também abarca pessoas com outros tipos de distrofias, limitações ou rigidezes musculares ", complementa a professora Carla.

Reconhecimento além da premiação

O destaque internacional no iF Design Award não é o primeiro do projeto. Em 2025, o "AMI" já havia recebido a medalha de prata no Brasil Design Awards (BDA) — a maior premiação brasileira da área —, na categoria Design de Impacto Social (subárea de Inclusão e Diversidade). Para a egressa, contudo, o principal prêmio é a disseminação da ideia. "O interesse na inscrição de premiação nunca foi pelo prêmio em si. O meu princípio sempre foi levar esse projeto para frente, fazer as pessoas conhecerem ele e realmente ampliar a visão delas. Quem sabe até mesmo inspirar outras pessoas a criarem coisas parecidas que tragam a inclusão em todos os aspectos da vida ", conta Giuliana.

Ela também ressalta o papel fundamental do IFSC em sua formação profissional e pessoal, pontuando a qualidade dos laboratórios e do ensino prático. "O IFSC para mim foi muito importante e eu vejo a diferença que esse conhecimento trouxe na minha vida. Falando especificamente do curso de design de produto, eu sinto que vejo o mundo diferente de antes. Realmente você analisa tudo o que você vê e percebe que isso é fruto da tua caminhada durante longos quatro anos.”, finaliza.
 

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